A Roma Antiga
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Textos

Anna Maria Liberati Fabio Bourbon

@ Edizione White Star S.r.l. @ Ediciones Folio, S.A., 2005

Edicao Brasil

Rambla de Catalunya, 135 08008 - Barcelona

Direcao: José Luis Simchez, Meritxell Almarza

ISBN: 84-413-2257-0 D.L.: B.27.785-2005

Traducao: Alexandre Martins

Patrizia Balocco Loovisetti

AI rigths reserved. Nenhuma parte

Revisao:

Coordinacao editorial Fabio Bourbon

livro pode ser reproduzida por nenhum meio sem permissao do editor.

Realizacao editorial Valeria Manferto De Fabianis

Realizacao grafica

Iustracoes

Roberta Vigone

Monica Falcone

deste

Printed in Spain

Cecilia Botana, Joao Henrigue de Assis Machado, Meritxell Almarza

Diagramacao:

Adriana Moreno, Cacau Mendes

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SUMARIO PROLOGO

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ROMA: DAS ORIGENS A OLUEDA DO IMPERIO

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ASPECTOS DA CIVILIZACAO ROMANA

Pagina 56

ROMA CAPUT MUNDI: ESPLENDORES DE UMA CAPITAL UNIVERSAL TESTEMUNHOS DA CIVILIZACAO ROMANA NA ITALIA O IMPERIO ROMANO E SEUS CENTROS DE PODER NO MLUNDO ANTIGO

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3. A loba capitolina é 0 simbolo das origens miticas de Roma. Este

bronze etrusco data do

século Va.C.,

enguanto os gémeos

so um acréscimo do século XV, obra de

coracfio da vida piuiblica de Roma. Em sucessivas ampliacoes, foram construidos, nele, templos, basilicas, arcos do triunfo e colunas votivas.

Pollaiolo.

6-7. O templo de

4-5. Erguido no vale gue se estende aos pês do Palatino, o Forum foi, durante séculos, o

monumentos mais

Bn'alshamin é um dos

famosos de Palmira, a esplêndida cidade Siria de passagem de

caravanas gue foi incorporada ao Impêrio Romano no século II d.C., na época de

Adriano.

8. Neste delicado nfresco de Pompêia vemos un jovem

pensativa; o estilo

pousado sobre seus ldbios e a Hbua encerada gue ela seguUrR com a milo

esguerda fizeram com

gue ela passasse a ser conhiecida como “PoeHsa",

9. Este poderoso retrato de Augusto, detalhe da estatua de Prima Port,

imortaliza o fundador do Império Romano na plenitude de seu vigor e trajando a couraca de chefe militar.

10-11. A Vila dos Mistérios, de Pompéia, contém o conjunto de afrescos mais famoso e espetacular da época romana. 12-13. O “Pugilista” é Mma obra-prima da escola neo-dtica, gue no séeulo 1 a.C. exerceu grande influêncin na estatudria romana.

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Pnao6Loco m plena era tecnolbgica, a civilizacao romana continua a exercer um fascinio irresistivel. Ela sobreviveu aos sêculos, nAao apenas como testemunho argueolêgico ou como valor ideale tema de dissertacêes eruditas, mas,

sobretudo, como legado tangivel e ativo no mundo afual, e se revela mais surpreendente guanto mais dela nos aproximamos. Os bairros residenciais

desenterrados em Ostia, as solucêes de engenharia, os complexos sistemas de abastecimento de 4gua encontrados

desde a Bretanha até a Siria, a eficiente

malha de estradas gue ligava os centros mais distantes ao coracao do império revelam uma sociedade tecnologicamente muito avangada. Os principios construtivos, os estilos arguiteténicos e as escolhas decorativas préprias do mundo romano se refletem em grande medida nas linguagens artisticas mais conhecidas, da

renascentista a pés-moderna. Mesmo as tensOes sociais, a constante Juta pelo poder politico, os excessosea decadência dos costumes civis dos antigos romanos sêo bem conhecidos por nos. Assim, tanto para o bem guanto para o mal, a duradoura sombra

14. Os camafeus tinham como objetivo imortalizar, com uma técnica complexa € refinada, personagens ou feitos notdveis da corte imperial. Na Gemma Claudia so representados, a esguerda, o imperador Cldudio € sua esposa Agripina Menor, e, a direita, Germinico, grande militar e filho adotivo de Tibêrio, Junto a sua esposa, Agoripina Maior.

14

de Roma se lanca sobre muitos aspectos de nossa vida cotidiana. Ainda assim,

fregtientemente nêo temos consciëncia dessa heranca. Por outro lado, seria

impensdvel gue, a cada vez gue abrimos uma torneira para saciar nossa sede,

lembrdssemos de gue estamos ufilizando um mecanismo concebido ha dois mil anos. Da mesma forma, nao nos lembramos todos os dias gue as origens do sistema juridico gue protege nossos direitos remontam aos jurisconsultos romanos. Portanto, nao é fAcil contar a histéria de Roma e de sua civilizacao, gue durante mais de um milênio moldou a cultura de boa parte do mundo. Assim, buscou-se nestas pêginas reviver a antiga Roma por intermédio dos mualtiplos aspectos de sua vida social, politica,

Cultural e artistica da forma mais pratica e direta possivel. Os capitulos sao organizados de modo gue mesmo o leitor menos familiarizado com este universo to complexo se aproxime dele, e 0 especialista mais exigente possa extrair grande satisfacao da leitura. As caracteristicas fundamentais da civilizac&o romana se destacam por meio da analise das distintas fases histêricas — desde os tempos arcaicos ao fim do

Impêrio — ee dos aspectos mais interessantes da vida cotidiana, com 0 proplsito de oferecer uma visao global gue nao seja nem professoral nem acadêmica, mas, dentro de nossos limites, convincente. Foi dado especial

destague aos vestigios da romanidade na Italia e nas diferentes provincias do Império, em uma visê0 panorêimica dos sitios argueolbgicos mais bem documentados de cada regiëo, onde em certas Ocasioes OS romanos se impuseram

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as Culturas autbctones, sufocando-as, e

em outras se integraram a elas, produzindo uma sintese admirdvel. O

grande material iconogrfico, gue neste contexto desempenha uma funcao fundamental, inclui imagens muitas vezes inéditas, e também fotos aêreas

produzidas especialmente para destacar | as Caracteristicas estruturais e Outros

detalhes monumentais e urbanisticos guel de outro modo seriam dificeis de identificar. Finalmente, temos a certeza

de gue, por seu imediatismo, as dezenas de diagramas, plantas, desenhos e

complexas reconstrucbes revelam, mais gue um texto especializado, o esplendor de uma civilizacao gue soube conguistar o mundo.

15. O chamado “Grande camafeu da Franca”, obra-prima do sêculo 1 d.C. produzida em sardonix, representa 0 imperador Tibérioe, ao redor dele, sun mie Livin € outros membros da dinastia jilio-claudina,

16-17. Destinado a lutas de gladiadores e n espetdiculos de caga com animais selvagens, 0 Coliseu revela as dimensdes excepcionnis

gue fazem dele o maior dos anfiteatros romanos. A fotografia

aéren permite ver claramente a

organizacdo interna do prédio, cuja estrutura de sustentacdo, em

travertino, foi revestida com pedra calcdria e Hjolos. A vista aéren revela 0 complexo sistema de subterrineos gue se espalhava sob a arena. 15

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DAS ORIGENS A OUEDA DO IMPERIO OUADROS SINTÊTICOS

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AS ORIGENS DEROMA

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AS LUTAS ENTRE PATRICIOS EE PLEBEUS -ROMA CONOUISTA A PENINSULA ITALIANA Pdgina 26 AS GUERRAS PUNICAS E ODOMINIO

DO MEDITERRANEO

Pdgina 28

A CRISE DA REPUBLICA, DOS GRACOS AO PRIMEIRO TRIUNVIRATO Pigina 30

A EPOCA DE CÉSAR O NASCIMENTO DO IMPÊRIO

Pigina 32 Pagina 34

A DINASTIA JULIO-CLAUDINA

Pdeina 36

A DINASTIA FLAVIA

Pdegina 37

OS IMPERADORES

ADOTIVOS

Pigina 38

OS SEVEROS

Pagina 44

A ANAROUIA MILITAR: DE DIOCLECIANO A CONSTANTINO

Paemua do

O BAIXO IMPÉRIO

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DECADÊNCIA E OUEDA DO IMPÊRIO DO OCIDENTE

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Diz a lenda gue Rêmulo, irmio de Remo, fundou Roma no dia 21 de abril de 753 a.C. Desde entao, e até 209 a.C., segundo a tradicao, sucederam-se sete reis. Jé as escRvRcOes argueolbeicas datam do século X a.C. os vestigios do primeiro

Ap0s a expulsao dos etruscos de Roma e a eleicio dos

Boario. Roma comeca a se estenider pelo Licio com a destruicao de Alba Longa, a cidade rival. Também é

fundada a colênia de Ostia,

na foz do Tibre. Comeca com Targuinio Prisco o dominio etrusco em Roma ea expansao para a Campinin. A sociedade é dividida em

patricios e plebeus.

Fundacao de Roma

(753 a.C.)

Reinado de Rêmulo

(753-715 a.C.)

Vitéria romana sobre os latinos em Lago Regilo (496 a.C.) Reinado de Numa

Pompilio

509-343 a.C.

primeiros cbnsules, Licio

Jimio Bruto e€ Liicio Targuinio Colatino, nasce

a Repiiblica romana. Comeca entao um longo periodo de confrontos sociais entre patricios e plebeus. Em 493 a.C. Roma ingressa na Liga

a.C.)

Reinado de Targuinio Prisco (617-579 a.C.)

Reinado de Sérvio Tilio (578-535 a.C.)

Reinado de Targuinio,

o Soberbo (534-509 a.C.)

comicios tributais, para defender os direitos das classes menos favorecidas. Data de 451 n.C. a organizacao do exército em centiirias; no mesmo ano sao eleitos os primeiros

decénviros e promulgadas as Leis das XI] Tibuas. Veios,

a cidade rival, é destruida em

396 a.C. Roma é saguenda pelos gauleses em 390 a.C., mas se recupera em pouco

tempo e retoma sua politica expansionista. Em 367 n.C. 'a plebe consegue o direito de nomear seus préprios cOnsules e, poucos anos depois, é admitida nas principais magistrafuras.

o Soberbo e inicio da

Repuiblica (509 a.C.)

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338 a.C., Roma determinou

a dissoluciio da Liga Latina.

Durante a segunda guerra

samniticn, OS romanos

terceiro conflito, decisivo,

sua vitdria. Pirro, rei de Épiro, convocado a Itélia por Tarento em 280 a.C., foi

derrotado cinco anos depois em Benevento. Em plena expansio, Roma e Cartago se enfrentam; depois da segunda guerra piinica (201 a.C.), Roma controla o Mediterrineo. Em 146 a.C. Cartago é completamente arrasada; Roma anexa a Grécia e a Macedénia. Guerras samniticas (343-290 a.C.) Vitéria sobre Pirro (285 a.C.)

Primeira guerra piinica (264-241 a.C.)

(496 a.C.)

Romanos ocupam

latinos em Lago Regilo Criagao do cargo

(451 a.C.)

Aceitacao dos casamentos

entre patricios e plebeus (445 a.C.)

Sardenha e Cérsega

(238 a.C)

Romanos ocupam a Gilia Cisalpina

eleitos cênsules

Em 130 a.C. é criada a

provincia da Asia. Eclodem

tensoes socinis na Repiiblica. O tribuno Tibério Graco desafia a autoridade do Senado e tenta introduzir algumas reformas agrdrias, mas é assassinado. Seu irmio Caio Graco, tribuno

da plebe em 119 a.C., restabelece as leis propostas por Tibério, mas tambéëm é assassinado. Entre 125 e 121 a.C., é conguistada a Gdlin meridional. Em 105 a.C. Caio Mirio sai vitorioso da

guerra contra Jugurta, e no

mesmo ano o exército ë

reorganizado. Entre 91 e 88 a.C. Roma Hava uma guerra social contra os aliados itdlicos, aos guais é finalmente concedida a cidadania romana. O general Liicio Cornélio Sila se torna ditador e modifica a constituicao, restabelecendo a autoridade absoluta do Senado. Assassinato de Tibério Graco

(133 a.C.)

Assassinato de Caio Graco

(121 a.C,)

Guerra contra Jugurta

(111-105 a.C)

Mario derrota

78-A4 a.C.

Roma atravessa um periodo de convulsao social, enguantoa

oligarguia do Senado se torna cada vez mais fraca. Pompeu,

eleito cénsul em 70 a.C., domina, em 64 a.C., as regiëes de Ponto, Bitinia e Palestina.

Em 63 a.C., Cicero desmonfa a conspiracio de Catilina. Em 60 a.C., César, Pompeu ee Crasso formam 0 primeiro Friunvirato, uma coalizao contra o poder do Senndo. Entre

58 e 51 a.C., César conguistaa G4lia. Com a morte de Crasso em 52 a.C., Pompeu se torna 0 tinico consul, com o apoio do partido do Senado. Em 49 n.C. 0 Sennado ordena a César gue entregue suns legides, mas ele

atravessa o Rubicio e marcha sobre Roma, dando inicio a guerra civil. Pompeu é

derrotado em Farsdlin e foge para o Egito, onde morre. Em 45 n.C, César triunfa definitivamente sobre os partiddrios de Pompeu em Munda; em fevereiro de 44 a.C., consegue 0 cargo vitalicio de ditador, mas no dia 15 de

marco é assassinado pelos conspiradores liderados por Bruto e Cissio. Consulado de

Pompeu e Crasso (70 a.C.)

Conspiragao de Catilina

(63 a.C.)

Segunda guerra piinica (218-201 a.C.)

(102-101 a.C.)

(60 a.C.)

Guerra social

César conguista a Gala

Romanos criam as

provincias hispinicas

Os gauleses

Plebeus podem ser

146-78 a.C.

Primeiro triumvirato

Terceira guerra piinica e destruicao de Cartago (149-146 a.C.)

(390 a.C.)

Repuiblica

A época de César no fim da Republica

teut6es e cimbros

Destruicao de Veios

(396 a.C.)

A crise da

(222 a.C.)

(197 a.C,)

(367 a.C.)

do

sul da peninsula itdlica. Em

Vitéria romana sobre os

incendeiam Roma

Expulsao de Targuinio,

samnitas, gue dominaoam 0

terminou em 290 a.C. com a

Reinado de Anco Marcio -G17

Entre os anos 343 a.C. e 341 a.C., 0s romanos travaram a primeira guerra contra os

da plebe e imstituidos os

criados os careos de tribuno

Promulgacao das Leis das XII Tabuas

(641

Ttalia e as Guerras Punicas 343-146 a.C.

Latimna. Em 494 n.C., sto

Reinado de Tuilio Hostilio

(673-642 a.C.)

A conguista da

sofreram a derrofa das Forcas Caudinas, mas 0

de tribuno da plebe (494 a.C.)

(715-673 a.C.)

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A Repuiblica e as lutas entre patricios e plebeus

Férum Romano e o Férum

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A fundacao de Roma ea Monarguia 763-509 a.C.

povoado de cabanas sobre 0 Palatino, gue foi o miicleo inicial da LIrbe. Afé o ano de 578 a.C. foram drenadas duas regiëes as margens do Tibre para construir o

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Destruicao de Corinto.

Macedênia e Grécia em

poder de Roma (146 a.C.)

(91-88

a.C.)

Morte de Caio Mario

(86 a.C.)

Sila se impêe na primeira guerra contra Mitridates (87-85

a.C.)

Sila se torna ditador

(82 a.C.)

Sila morre em Pompéia (78 a.C.)

(58-51 a.C.) Comega a guerra civil (49 a.C) Batalha de Farsalia e

morte de Pompeu (48 a.C.)

César derrota partiddrios

de Pompeu em Munda (45 a.C.) Assassinato de César

(44 a.C.)

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Augustoea dinastia JulioClaudina 44 a.C-68 d.C.

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A dinastia Flaviana

e 0s imperadores adotivos 68-192 d.C.

romanizar as prooincias. Por

A morte de Nero marca 0 inicio de uma fase de anarguin militar, na gual se sucedem os imperadores Galba, Otdoe Vitélio. Depois de tomar o poder, Vespasiano conguista a Judéia e reorganiza a administracao do Estado. Com o fim do breve impêrio de Tito, Domiciano consolida as condguistas romanas na Bretanha e na Germinia. Com a adocio de Trajano, Neroa da inicio 4 sêrie de imperadores adotivos. As campanhas mulitares de Trajano e suas vitorias levam o Impêrio a sua expansao mdxima. Adriano renuncia & politica expansionista de seu antecessor € manda erguer a Muralha da Bretanha. O impêrio de Antonino Pio coincide com um longo periodo de paz; por outro lado, Marco Aurélio teve de apnziguar algumas rebeliëes

destacou por seus excessos € pelo incéndio de Roma.

Bretanha. Com a chegada de Cêmodo ao poder, comeca uma grave crise politica.

Com a batalha de Accio,

travada entre os exércitos de Otaviano e de Marco Antnio e Cleëpatra, chega ao fim a luta pela sucessio de César € comeca a era

imperial. Otaoiano, gue em 27 a.C. receberia do Senado o titulo de Augusto, se dedica a levar adiante uma completa mudanca nas estruturas politicas do Estado: concentra em suas

maos o poder absoluto, limita

o papel do Senado, reorganiza as provincias, reforca as fronteiras e dd inimo a economia. Com sua morte, em 14 d.C., assume Tibêrio, um bom

administrador e hibil diplomata. Depois do periodo insano de Caligula, Cldudio se dedica & reforma burocrdtica e fmanceira do Estado, e também a

outro lado, seu sucessor, Nero, lamentavelmente se

Segundo triunvirato

(43 a.C.)

na Africa, na Hispinia e na

Reinado de Vespasiano (69-79

d.C.)

Batalha de Accio

Reinado de Tito (79-81 d.C.)

Otaviano recebe o

Erupcio do Vestvio (79 d.C.)

(31 a.C.)

titulo de Augusto (27 a.C.)

Morte de Augusto (14 d.C.)

Reinado de Tibério (14-37 d.C,) Crucifixao de

Reinado de Domiciano

(81-9 d.C.6)

Reinado de Trajano (98-117 d.C.,) Guerras dacias (101-106) d.C.

Jesus Cristo (33 d.C.)

Reinado de Adriano (117-138 d.C.)

Reinado de Caligula

Reinado de Antonino Pio (138-161 d.C.)

(87-41 d.C.)

Reinado de Cléudio (41-54

d.C.)

Reinado de Nero

(54-68 d.C)

Reinado de Marco Aurélio (161-180 d.C.)

Reinado de Cémodo (180-192 d.C.)

Os Severose 0 periodo da anarguia 193-284 d.C. Depois do brevissimo reinado

de Pertinax, Sétimo Severo,

imperador gracas ao apoio de suas legides, reforcou a politica de insercio dos provincianos romanizados na conducio do Estado, embora

essas reformas e€ o aumento dos gastos militares tenham produzido descontentamento e deseguilibrado a economia.

Com sun morte, ele foi sucedido por seu filho Caracala, um déspota sanguindrio gue para governar comprou a fidelidade do exército, dessa forma esvaziando os cofres piiblicos; em 212 d.C.,a Constitutio Antoniniana concede a cidadnnia romana a todos os homens livres do Impêrio. O assassino do imperador, Muacrino, reina durante um breve tempo. Heliogdbalo introduz em Roma os cultos orientais. Durante o governo do fraco Alexandre Severo, acontecem as guerras contra os persas.

Em 253 d.C. comeca o longo hiato da anarguia militar: 0 titulo imperial é desprezado por muitos generais, ao mesmo tempo em due os

birbaros ameacam as

fronteiras.

Reinado de Sétimo Severo (193-211 d.C.)

Reinado de Caracala (211-217

d.C.)

Promulgacao da

ConstiFutio Antoniniana

(212 d.C.)

Reinado de Macrino (217-218 d.C.)

O baixo impêrio e a divisao de poder 284-337 d.C. Diocleciano chega ao poder

em 284 d.C.; ele implementa uma sêrie de reformas gue culminam com a divisio do Impêrio e com a instituicdo

da Tetrarguia. Mas guando ele se retira para Split, levando 4 abdicacao de Muaximiano, a guem tinha entregado o Ocidente,

comeca a luta pelo poder. Os usurpadores, Constantino e Maxéncio, lutam entre si

(312 d.C.); o primeiro, saindo vencedor, proclama no Edito de Mildo a liberdade de culto para os cristaos. O acordo com Licinio, gue é o Augusto do Oriente, dura pouco. O rompimento entre os dois leon a luta armada e em 324 d.C., com a eliminacio de

seu rival, Constantino assume sozinho o titulo de Augusto. Em 330 d.C. ele declara Constantinopla capital do Impêrio. Com sua

morte, o territorio é dividido

entre seus filhos.

Reinado de Diocleciano (284-305 d.C.) Diocleciano instituia

Tetrarguia (293 d.C.)

Crise da Tetrarguia

(306 d.C.)

Batalha de Ponte Milvio (312 d.C.)

Edito de Milio (313 d.C.) Constantino unifica Oriente e Ocidente

(324 d.C.)

Constantinopla é declarada capital

Decadênciae

gueda do Impêrio do Ocidente 337-A76 d.C.

Constincio II combate os

persas durante muito tempo; é sucedido por Juliano, 0 Ap6stata, gue tenta restaurar 0 paganismo. Valente morre enfrentando os godos na batalha de Adriandpolis (378 d.C.). Teod6sio volta a unificar 0 impêrio e autoriza a criacio, como federadas, de virins comunidades de birbaros; com o Edito de Tessalênica (380 d.C.), proclama o cristinnismo a vinica religio do Estado. Com sua morte o Impêrio volta a ser dividido entre seus filhos: Hondrio recebe o Ocidente, e,

Arcidio, o Oriente. A capital do Ocidente é instalada em Ravena (402 d.C.). Em 410 d.C. os godos sagueiam Roma. Valentiniano 11 governa sob a regêncin de sua mie, Gala Placidia, mas

a unidade do Impêrio do Ocidente jé est abalada. Em 452 d.C., os hunos invadem

a Itdlia. Com a derrubada de Rêmulo Augiistulo (476 d.C.), chega ao fim o Impêrio Romano do Ocidente. Constancio II volta a unificar o Impéêrio (353-361 d.C.) Reinado de Juliano, 0

Apstata (361-363 d.C.)

Valente é derrotado em

Adrianépolis (378 d.C.)

Reinado de Teodésio (379-395 d.C.)

(330 d.C.

Alarico sagueia Roma (410 d.C.)

Reinado de Alexandre

Morte de Constantino e

Atila invade a Ttélia

(222-235 d.C)

entre Constincio IT, Constantino e Constante

Oueda do Impêrio

Reinado de Heliog4balo (218-222 d.C.) Severo

Periodo de anarguia e desordem (235-284 d.,C.)

divisdo do Império

(337

d.C,)

(452 d.C.)

Romano do Ocidente (A76 d.C.)

21

AS ORIGENS

DE ROMA

No século VIT a.C o Lêcio era ocupado por um grupo de pastores e agricultores, o latino, instalado nas planicies e nas regides costeiras da comarca em vêrias aldeias independentes, mas unidas por seus ritos e abertas as influências culturais exercidas pelos etruscos e os gregos assentados nas regioes limitrofes. Uma dessas aldeias, chamada Roma, tinha se

colocado em posicao ideal para o intercêimbio comercial, préxima do Tibree em um ponto no gual era possivel atravessar o rio sem dificuldade. Roma era governada por um rei, e ainda antes do dominio etrusco alcancou um desenvolvimento gue a distinguia das demais comunidades latinas. A tradic&o atribui aos guatro reis anteriores ao periodo etrusco diversas iniciativas gue, embora nao possam ser facilmente datadas, criaram as bases para o futuro poder romano. Diz-se gue, além de fundar a cidade em 753 a.C., de acordo

com a data convencional proposta pelo estudioso Marco Terêncio Varrao na época de César, Rêmulo criou o Senadoe aumentou a populac&o recebendo grupos sabinos; Numa Pompilio organizou a vida religiosa, o culto, os colégios de sacerdotes e reformou o calendd4rio, dividindo o ano em doze meses; Tulio Hostilio (673-642 a.C.) destruiu a aldeia rival de Alba

Longa, com o gue aumentou o dominio de Roma; Anco Mêrcio (641-617 a.C.) favoreceu a construgëo da primeira ponte sobre o Tibree a fundacAo da colênia de Ostia, na foz do rio, o gue déu a Roma ma saida para o mar. No final do século VII comecou o dominio dos etruscos, gue

Roma ainda hoje sio incertas. Os historiadores gregos

incluiram a cidade entre

os centros fundados pelo herdi troiano Enéas, gue havin partido para a peninsula italica depois do incëndio de Tréin,

enguanto Fabio Pictor, 0 primeiro historiador romano, apresentou o

mito de Rémuloce Remo, retratado neste altar do século IN d.C. Os gémeos, filhos do deus Marte e da vestal Rea Silvia, lancados em uma cesta nas deuas do Tibre, foram salvos por uma loba e criados pelo pastor Fdustulo. Ouando se tornaram adultos,

castigaram Amiilio, 0

usurpador, e Rêmulo,

gue tinha lancado as bases de Roma, se tornou o primeiro rei da nova comunidade. 22 abaixo. Muitas

urnas em forma de

cabana semelhantes a

esta foram encontradas nas humbas de cremacio

descobertas na regido do Férum romano. Datadas entre os séculos Xe VIII a.C., elas téëm

particular interesse por reproduzirem, embora de modo estilizado, as

tipicas moradins

romanas arcaicas.

23. Este é o famoso Apolo de Veios atribuido a Vulca, o inico nonië

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gue chegou a nos de um arkista etrusco,

convocado a Roma por Targuinio Prisco para esculpir a estatua de Jaipiter destinada a0 templo do Capitélio.

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se expandiram pelo L4cio até a Campênia. A tradicao registra três reis etruscos: Targuinio Prisco (616-579 a.C.), Sérvio Tulio (278-535 a.C.), e Targuinio, o Soberbo (534-509 a.C.). A cidade prosperou nesse periodo: o antigo

22 acima. As origens de

povoado de lavradores e pastores se transformou em um centro comercial e de producao de artesanato. A sociedade era dividida em patricios, os integrantes das

linhagens mais ricas e poderosas, £ os plebeus, gue compunham os grupos mais humildes da populacao. O rei detinha o poder religioso, politico, militar, legislativo e judicial, embora certa autoridade fosse reservada para dois Orgaos consultivos: o Senado — composto por membros das familias mais importantes — ee os comicios curiais, a assembléia geral dos cidadaos, divididos

em trinta curias agrupadas em três tribos e controlados pelos patricios. Com a instituicao dos comicios centuriais, baseados na divisao em centtirias de acordo com o censo, Sérvio Tulio tentou

limitar, pelo menos em parte, o poder dos patricios, o gue favoreceu a ascensao social dos novOS-ricos. Ao mesmo tempo, Roma ampliava seus dominios, e j4 controlava todo o territ6rio

vizinho do Lêcio. Seu préprio centro urbano, fortificado com uma muralha

macica, era enriguecido com templos ee prédios publicos, gue ocupavam uma superficie muito maior gue a correspondente nas grandes cidades contemporêneas do L4cio e da Etruria. A derrubada de Targuinio, o Soberbo (509 a.C.), marcou o fim da era etrusca, JA em declinio, e o surgimento de um regime patricio hostil ao dominio das novas estirpes favorecidas pela monardguia.

24

24. Emborn os iltimos reis de Roma fossem de origem etrusca, a cidade sempre manteve sua independeéncia; ainda assim, é evidente gue desde 0 inicio sempre existiu uma

profunda influência elrusca na cultura, nas artes e na arguitetura

romanas. Alêm de terem assimilado cerimênias, simbolos de poder e certas

priticas religiosas, 0s romanos importavam da Etriria uma grande variedade de mercadorias, e muitos artesdos etruscos

foram contratados para erguer em Roma prédios piiblicos e ornamentar os

principais templos. Os dois adornos projetados (antefixas) e o friso de terracoka policromada

reproduzidos agui nos dio umn idéia da aparência dessas pecas decorativas. Até o século IVa.C.,a arte

romana nio se afastou do etrusco-itdlico para npresentar seus tracos

originais. Mas, sobretudo na estatudria, conservaria durante muito tempo, e até mesmo acentuaria, uma clara tendência ao realismo.

25. Esta cabeca de

terracota do deus Hermes, datada do

século VI a.C., fazia parte de um grupo escultorico ornamental de um templo de Veios,

importante cidade

etrusca rival de Roma,

sitiada e destruida por Marco Fiirio Camilo

em 396 a.C. A

tradicdo também

atribui esta obra a Vulca.

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AS LUTAS ENTRE PATRICIOS E PLEBEUS —ROMA CONOUISTA A PENINSULA ITALIANA

O periodo gue se seguiu ao desaparecimento do dominio etrusco foi marcado por uma serie de importantes dissensêes internas ee

externas. Internamente, se desenrolou uma

luta entre os patricios — gue tinham chegado ao poder depois de expulsarem o rei— ea plebe gue —jé sem o apoio da monardguia — comecava a ter uma idéia de Suas proprias capacidades e dos instrumentos gue poderia ufilizar para se fortalecer. Alem do poder econémico garantido por Sua rigueza, os patricios exerciam o poder politico por intermédio do Senado, das magistraturas civis e religiosas e do controle das leis, gue eram transmitidas por via oral. As etapas fundamentais da luta movida pelos plebeus para participar da vida politica foram: a conguista de uma assembléia e de magistrados préprios, os ` chamados tribunos da plebe; a nomeac&o dos decênviros para redigir um cédigo de leis escritas e nao arbitrarias, as XI1 Tabuas;

a instituicao dos comicios tributais, abertos

& plebe, gue tiveram poder legislativo, e, por ultimo, o acesso a diversas magistraturas. Da mesma forma, uma série de leis limitou a intromissao dos ricos e com o tempo levou ao fim da hegemonia politico-econêmica do patriciado eo fortalecimento de uma classe nobre, a gual jê tinham acesso as familias plebéias de alta Posicao econbmica. A jovem Republica nêo demorou a sentir a necessidade de se defender de seus vizinhos; demonstrou,

assim, uma VOCcaG&o expansionista gue, em pouco mais de dois sêculos, a levaria a

dominar toda a peninsula. A ascensao

politica e militar de Roma foi concomitante,

e se @Xpressou primeiramente no desde a gueda da monardguia até gaulesa (509-390 a.C.), depois em peninsula, contra os etruscos e os

Lêcio, a invasao todaa gauleses

ao norte, e contra os sabelos, imbrios,

26

samnitas, campanos e habitantes das

cidades gregas ao sul. Os momentos considerados fundamentais nesse periodo histérico sao: a derrota dos latinos em Lago Regilo (496 a.C.), gue conduziu & progressiva submissêo dos povos vizinhos (éguos, volscos, hérnicos);

ofim da ameaca etrusca, gue culminou em

396 a.C. com a destruicao de Veios;e,

finalmente, as três guerras samniticas (343-

290 a.C.), gue levaram a& formacao de um Estado federal romano-latino e ao consegiiente dominio de um amplo territêrio, no gual floresceram vêrias

colbnias. A vitêria sobre os samnitas colocou os romanos em contato com as cidades gregas da Jênia, gue despertavam

o apetite expansionista do reino fronteirico de Epiro, governado pelo rei Pirro, gue no ano 280 a.C. desembarcou na Itélia com um exército para apoiar Tarentoe outras cidades menores. Porém, Os romanos os enfrentaram e, embora

alternando vitêrias e derrotas, no

final se impuseram e conseguiram due o monarca voltasse & sua terra e gue as cidades gregas se unissem a alianca romana. Na segunda metade do sêculo JN a.C., Roma jé tinha se tornado a senhora da peninsula itélica,

desde a foz do Arno ea do Rubic&o, no norte, até o estreito de Messina, no sul;

alêm disso, j4 comecava a se lancar ao Mediterrêaneo. Teoricamente, o poder era baseado em diversas assembléias populares (os comicios curiais, centuriais,

tributais eo conselho da plebe); mas na

pratica o verdadeiro poder estava nas maos do Senado, a assembléia composta dos membros das familias mais ricas e importantes. O poder [email protected], por sua vez, era dos

magistrados: cénsules, pretores, censores, edis, guestores e tribunos da plebe.

26. Na face desta moeda de ouro republicana cunhada em Roma é possivel ver o rosto de Miarte, senhor da guerra, enguanto o verso traz a figura de uma deuia. Marte era, a principio, o deus da primavera € das colheitas; sua transformacao de protetor da agricultura em divindade da guerra simboliza muito bem a transformacao do povo romano de uma fase sedentdria e camponesa para ouira,

expansionista.

27. Liicio Jiinio Bruto

foi louvado como homem gue libertou

Roma da Hrania dos reis etruscose

instaurou a Repiiblica, Esta representacig, um

bronze de um escultor italico do século IV R.C., é afribuida a ele pela tradicio; na verdade, COMO no Caso

de todas as supostas imagens dos protagonistas da historia romana

arcaica, a hipdtese se

basein exclusivamente

em dados virFunis.

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AS GUERRAS PUNICASEO DOMINIO DO MEDITERRANEO

Depois de estender sua hegemonia até as cidades gregas da Itélia, Roma CONSEgUIU produzir uma radical transformacao das condicêes econOMIcas e politicas jê modificadas, due inevitavelmente a levaram a se transformar em rival da potência gue dominava boa parte do Mediterrêneo:

Cartago. No inicio do século II a.C.,

essa cidade controlava a costa africana ate o Egito ea costa mediterrênea hispênica. E seus contatos se estendiam para o sul ao longo da costa Atlêntica

da Africa e pelo norte até a Cornualha.

O interesse de Cartago era sobretudo o comercio, servido por uma grande frota gue também tinha poderio militar e podia agir em caso de necessidade. A Sardenha, a Cérsega e a Sicilia ocidental estavam sob controle de Cartago, gue ainda assim respeitava a costa itêlica, segundo tratados feitos primeiramente com os etruscos e depois com os

romanos. Os conflitos entre as duas potências comecaram na Sicilia, onde estavam instalados os gregos, seculares rivais dos cartagineses e aliados a seus conterrêaneos do sul da Itélia, gue ja estavam na esfera de influência de Roma. Portanto, era inevitavel gue

acontecesse um reptidio direto ao dominio cartaginês. As guerras punicas se estenderam por vêrias décadas, durante as guais os romanos foram vitoriosos tanto no mar guanto em terra firme. Durante a primeira guerra, foi muito importante a batalha de Milazzo (antiga Mylae, 260 a.C.), due, juntamente com a das ilhas Egadas (241 a.C.) permitiu a0s romanos conguistar a Siciliae, a seguir, Sardenha e Corsega. O brilhantismo de Anibal predominou na segunda guerra punica, enguanto as

tropas romanas tinham vitorias e reveses,

alguns destes muito duros, culminando

28

com o de Cannas. A intervencao dos

CipiGes, especialmente a de Pablio Cornélio, fez com gue a guerra passasse a ser favordvel a Roma, até gue Cartago foi definitivamente derrotada na

batalha de Zama (202 a.C.). A vitêria

romana produziu um novo sistema de eguilibrio no Mediterrêaneo. No setor ocidental, Roma substituiu Cartago no controle da Espanha, enguanto a regiao oriental continuava dominada pelos reinos de Macedênia, Siria e Egito,

fregiientemente lutando entre si. Além disso,a Grécia estava dividida em

cidades-Estado e em ligas de cidades gue formavam um sistema de aliancas pouco est4vel. Roma nêo poderia ficar indiferente a essa situacêo internacional, gue, ainda gue por um lado fosse motivo de inguietac6es, por outro oferecia uma grande oportunidade para

intervir e ampliar as fronteiras, Foi assim

gue os romanos lancaram uma série de iniciativas diplomaticas e militares gue

em poucos anos (de 201 a 133 a.C.) os transformou em senhores de todo o Mediterraneo. Destacam-se as guerras macedênicas, concluidas em 168 a.C. com a vitoria de Pidna, a destruicao de

Corinto (146 a.C.) e o cerco &A Numancia (133 a.C.). Inicialmente Roma impês sua

soberania respeitando a autonomia e os interesses dos povos gue se passavam para sua 6rbita. Porém, depois de 168 a.C., foi adotada uma politica bastante desrespeitosa de anexacdo direta dos territbrios, seguindo os interesses Capitalistas dos grupos romanos dominantes, gue buscavam a sujeic&o e destruicaAo de possiveis rivais, tudo isso somado a& exploragêo intensa dos territérios e dos povos conguistados.

28. Foi Pirro, rei de

Épiro, gue na guerra

contra os romanos pela

primeira vez uiilizou elefantes, um dos guais é representado neste prato da Campinia gue data do século Il a.C. Eles também foram utilizados depois por Anibal, o lider cartaginês gue durante a segunda guerra puinica invadiu a

peninsula italica apos cruzar os Alpes. 29. Piiblio Coruélio

Cipido — agui visto em

um retrato gue destaca d forca de seu carater —

recebeu

Ra alcunha

de

“Africana” depois dé

derrotar Anibal na

batalha de Zama, ao sul de Carkago, no dia 19 de oukubro de 202 a.C-

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A CRISE DA REPUBLICA: DOS GRACOS AO PRIMEIRO

TRIUNVIRATO

30 esguerda. Marco Tukio Cicero, grande orador e escritor,

tornou-se o porta-voz

da oligarguia do senado guando

frustrou a conspiracio

de Catilina, homem bem visto pelas classes populares. Depois da morte de César, pensou gue poderia defender a Repiiblica contra Antênio, gue

mandou executa-lo.

30 direita. Esta

estatua de bronze, obra de um artesio etrusco, representa

um homem

discursando, Como

sugere o braco direito erguido. Trata-se de um gesto comum entre os polificos romanos; da mesma forma, também podemos imaginar Tibério Graco.

Em pouco tempo a Repudblica tinha deixado de ser um pegueno Estado para se transformar em uma potência mediterrêinea e nio conseguiu solucionar a crescente desigualdade social produzida por essas conduistas. Assim, surgiram os primeiros conflitos civis gue estabeleceram as bases para uma profunda transformacao institucional. No ano de 133 a.C., o tribuno da plebe Tibério Graco foi assassinado,

juntamente com muitos de seus seguidores, apés uma violenta reac&o do Senado: com esse banho de sangue comecou a crise da sociedade romana. Os provincianos e os itlicos cobicavam o poder politico, e os préprios cidadaos romanos, especialmente os peguenos proprietdrios de terras, endividados por uma politica econêmica gue ia contra seus interesses, pressionavam para conseguir a extensao dos privilégios gue, até aguele momento, sê tinham sido concedidos a uma minoria. Nesse periodo dificil, destacam-se duas

personalidades: Mario, homem enérgico e alheio aos interesses da classe senatorial, eleito cénsul do partido popular, e Sila, representante dos optimates, ou seja, os conservadores, gue foi o verdadeiro artifice de uma reforma do Estado, com o fortalecimento de seu carater autoritêrio. Seja como for, tratouse de uma manobra levada a cabo pela forca, ignorando as graves circunstências sociais do momento, e por isso fadada a nao sobreviver a seu criador, gue morreu em 78 a.C. Os anos seguintes foram muito agitados: eclodiram graves disturbios sécio-politicos,

simultaneamente a um grande desenvolvimento econêmico, artistico e intelectual. A constituicao de Sila tinha sido a Gltima tentativa de organizar um Estado no gual predominassea

30

31 acima. Sila, filho de uma tradicional familia se patricia, tin destacado por seus dotes de general guando foi eleito cénsul. Em 87 a.C, foi encarregado de uma expedicio contra Mitridates, e durante Su ausência os populares manobraram para dié Caio Md4rio o enfrentasse: uma vez terminada a guerra e derrolados 0 adversdrios, Sila elaborou

terriveis listas de proscritos e modificou a constituicao de acordo com os critérios da oligarguia.

oligarguia senatorial, embora nao tenha sido possivel consolida-lo, ja gue ele

carecia do apoio das demais forcas sociais — proletdrios, soldados, peguenos

comerciantes e provincianos —todas elas excluidas do exercicio do poder. Por conseguinte, era necessêrio um eguilibrio especial, gue sê podia ser instaurado com a criac&o de uma forGa politica gue

31 centro. Pompeu,

general habil, recebeu

de Sila importantes missoes militares, gue levou a cabo com famosas vitrias sobre os seguidores do partido democrdtico. Depois da morte de Sila, continuou defendendo sua

controlasse o Senado e garantisse aos

grupos emergentes a participacao nos

beneficios da vida social. Tudo isso tinha uma realizac&o lenta, mas inexordvel,

apesar da resistência dos senadores e

gracas também & acêo dos homens gue o

politica e lutou na Hispinia, mas em 72 a.C. fez um acordo com Crasso, chegou ao consulado e sê

préprio Senado tinha nomeado para cuidar de seus interesses e gue terminaram se aliando ao grupo rival. Pompeu é o principal representante desse periodo dificil: sua luta pês fima constituicao de Sila, o gue permifiu gue

comprometeu a

desmantelar a constituicio de Sila. Depois, integrou 0 primeiro triunvirato, ao lado de Crasso ë César, embora logo tenham surgido divergências com este.

as diferentes faccêes retornassem

ao cendrio politico. Depois

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tarefas importantes no campo da politica externa, Pompeu também conseguiu contribuir, e de forma consideravel, para o aumento da supremacia de

Roma, com a anexacêo de novoS territérios. No ano de 63 a.C., Cicero

conseguiu evitar o golpe de Estado de Catilina com uma firmeza gue entrou para a histéria, embora isso nao tenha impedido gue agueles gue realmente exercam o poder, jé com o apoio do partido popular ou dos exércitos due controlavam, se aliassem contra o

Senado. Assim surgiu o primeliro triunvirato, composto de Jdlio César,

Crasso e Pompeu, gue gracas a um acordo formal com o Senado levou a uma divis&o do poder com o beneplécito dos égtiites, do povoe do exército. Tesultado imediato dessa iniclativa politica foianomeag&o de César como

|| procênsul na Gdlia durante cinco anos.

)

31 abaixo. Caio Mêrio, homem de familia camponesa, Conseguiu importantes vitrias

contra cimbros e teutoes,

e no campo politico buscou um eguilibrio entre as forcas em oposicio. Transformouse em simbolo do grupo democrdtico e, portanto, opositor de Sila—a guem por algum tempo superou —, mergulhado em um clima violento. Morreu pouco depois de ter sido eleito cênsul (86 a.C.); seu rival teve assim campo livre e deu inicio a uma triste fase de terror.

31

A EPOCA DE CÉSAR

A conguista da Galia representou uma ampliac&o substancial do territêrio romano, e foi, por sua vez, a base militar do poder politico de César, gue coNSEguIu uma prorrogacao de cinco

anos no exercicio do cargo, o gue Ihe

permitiu ter brilhantes vitêrias militares e levar suas legiëes até a Bretanha e ao Outro lado do Reno. Porém, jê

amadureciam as condicêes gue levariam ao sério conflito entre o Senado e a plebe. Com a morte de Crasso frente aos partos

na batalha de Carres (53 a.C.) e com a dissoluc&o do triumvirato, comeca a

disputa entre César, fortalecido por suas vit6rias e pelo apoio popular, e Pompeu, gue nessa época se aproximara do grupo senatorial, gue tinha entre seus

representantes mais ilustres Cicero e Catao. Em 49 a.C. eclodiu a guerra civil,

cuja partida simbélica foi dada por César ao cruzar o Rubicao e seguir para Roma com suas tropas e armado. Algumas vitérias fulminantes conseguidas pelo general em diferentes campos mediterrêneos o transformaram no grande vitorioso, permitindo gue ele concentrasse todo o poder em suas maos, decretando o fim da classe senatorial. Mas um grupo de conspiradores liderados por Bruto e Cêssio o assassinou em 15 de marco de 44 a.C. A acêo tinha como objetivo encerrar um processo histérico gue na realidade jê estava em ac&o e gue nao podia ser interrompido com a simples eliminagao fisica de um homem, ainda gue extremamente importante. Os herdeiros de César foram seu lugar-tenente Marco Antênio e seu sobrinho e filho adotivo Otaviano, pessoas de temperamento e indole muito distintos. O segundo, especialmente,

considerava gue o poder de um tinico homem nao deveria ser baseado nos critérios mondrguicos de tipo helenista,

32

pois precisava ter como fundamentos o

mais amplo consenso possivele o respeito ao Senado e as magistraturas republicanas. Por sua tentativa anacrênica de tentar fortalecer a autoridade do Senado declarando Antênio inimigo da patria, Cicero foi

condenado 4 morte. Otaviano e Antênio,

juntamente com Emilio Lépido — gue logo seria abandonado — formaram um segundo triunvirato, durante o gual, aps derrotar os conspiradores em Filipos (42 a.C.), dividiram o poder: Otaviano ficou com o Império do Ocidente, e Antênio com o do Oriente. Aguele jê era o momento de um governo de uma sê pessoa, a mais habilidosa, e essa foi

Otaviano, gue depois de derrotar Antênio na batalha de Accio (31 a.C.), dedicou-se cuidadosamente a tarefa de

reconstruir o Estado.

32. Juilio César nasceu

em 100 a.C., de uma familia patricia Fradicional. Nio demorou a conguistar a inimizade de Sila, e

depois de sua morte deu inicio a uma carreira politica e militar extraordindria. Em 60 a.C., fez um pacto com Pompeu e Crasso e dois anos depois lancou n campanha da Gdlia, gue terminou, com vitorin, em 52 a.C. Com a morte de Crasso, enfrentou Pompeu, gue morreu tentando se opor a ele. Superada a guerra civil, depois da batalha de Maunda, em 44 a.C., foi assassinado por agueles gue nio gueriam gue ele ocupasse uma ditadura de cariter vitalicio.

33 abaixo. Depois da morte de César, Marco Antonio tentou consolidar $ua posicao de herdeiro politico do

ditador. Integrou o segundo triunvirato a0 lado de Lépidoe Otaviano, e, UMA VET derrotados os conspiradores, conguistou as terras do Oriente. No Egito, manteve uma relacio amorosa com

Cleëpatra; as posteriores divergências com Otaviano Hveram fim na

derrota de Accio, pouco

33 acima. OFaviano nasceu em 63 a.C., e ainda era muito jovem guando se viu & frente das forcas gue, depois da morte de César, se opunham a Antonio. Passado o primeiro embate, e desejoso de

salvar o partido dos césares, fez um acordo com seu rival gue teve breve duracio. Este

busto de mirmore retrata o jovem Otaviano na época da

batalha de Accio.

depois da gual se suicidou.

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O NASCIMENTO DO IMPERIO

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35. Para homenagear

Antonio pelas armas,

erguidas sê em Roma

derrotar Marco

Otavinno voltou a

habilidade de Otaviano, foi implementada

mais de oitenta

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estatuas, das guais a mais famosa sem diivida éa da Prima

desse momento dedicou-se a reforcar

em funcio do ponto em gue foi encontrada.

seu poder pessoal,

levando o Estado

A transformacado do Estado, gracasa

Augusto foram

Roma, celebrou seu triunfo e declarou terminado o periodo de TE

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Os relevos da COura€a

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fizera Jtlio César, aparentemente respeitou todas as magistraturas, mas na realidade concentrou todoo poder em

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romano ao principado.

feitos bélicos augustos;

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barbaro derrotado gue coloca nas maos do

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TOKdnA, Eelkanserrie

representar o povo, e o imperium, ou seja,o

O ttulo de Augusto, I fe do '

27 a.C., transformouse no tratamento

ofcial de todos os

imperadores romanos.

34 abaixo. Este

esplêndido camafeu de bnix, da época de

Augusto, mostra uma iguia gue segura com as garras os simbolos da vitéria; a ave - era

acena central, por exemplo, mostra um imperador uma insignia militar

perdida em outra

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influência gue o jovem tHinha no exército:um prestigio conguistado

PPF SE pap dinario Augustoreorganizoua ordem senatoriale egtiestre, para isso dividindo as provincias em senatoriais e imperiais. Criou um '

facilitada pela

nos campos de batalha,

prata da jéin data da segunda metade do

(14 d.C.), o Impêrio romano ji estava

XVI.

dos direitos préprios dos tribunos, comoa inviolabilidade e o prestigio de

comando do exêrcito, donde vem otitulo de imperator,imperador. O novo nome gue adotou— Augusto — era osimbolo do

onde demonstrou ser

sêrulo

grande nimero de titulos e funcoes; as mais importantes das guais foram o poder

batalha por outro general. A ascensao de Otaviano ao poderfoi

considerada o simbolo

da forca imperial. O engaste de ouroe

uas maos, atribuindo a s1 meésmo um

um grande estrategista. Na época de sua morte

consolidado.

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restaurando os valores tradicionais. Como 4

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parte desse esforco, apoiou o culto as divindades romanas primitivase as praticas e cerimnias tradicionais j pe dae

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abandonada em fungao das guerras civis. Ouanto ao territêrio, com a tinica infeliz excec&o da invasao da

Germania, dedicou-se a um

Cuidadoso trabalho de fortalecimento das fronteiras, para isso ordenando intervengêes NOS pontos onde ainda havia focos de rebeldia.O

sucesso da complexa reorganizac&o politico-

administrativa do Estado exigia absoluto consenso

entre os cidadaos, e para isso

Augusto, além de sublinhar o

amplamente

apoiado

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pelos intelectuals

da época. A paz universal propostapor Augusto — consagrada na realizacao do

Ara Pacis Augustae em 13 a.C.— era para eles um conceito fascinante, em parte

porgue ao mesmo tempo dava grande valor ao papel civil e moral gue os intelectuais consideravam ter. Surgiram nessa época alguns dos melhores expoentes da literatura latina: Virgilio,

Ovidio, Hordcio, Propêrcio, Tibulo e Tito

Livio $&0 seus maiores representantes. Ouando Augusto morreu (14 d.C.), Roma jé tinha se transformado em um Impé[email protected]; e tinha 3 sua frente as linhas de ago due determinaram seu curso nos séCulos

seguintes.

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A DINASTIA JULIO-CLAUDINA

A inc6gnita do sistema politico recémcriado era a sucessêo, ja gue a posic&o do principe era insélita: ele formalmente recebia seus poderes do senado. Augusto superou a possivel crise instituindo a continuidade dindstica gue, embora fosse habilmente disfarcada, permitiu gue guatro membros da familia jilio-claudina ocupassem o comando do Império depois dele.

Tibério (14-37 d.C.) chegou ao poder por determinac&o de Augusto; Caligula (37-41 d.C.) o conseguiu por proposta

36 acima. Na Gemmua

Auguste — um magnifico camafeu de -

Onix datado do século |

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d.C.— Tibérioë

do prefeito pretoriano; Cléudio (41-54 d.C.), por imposic&o da prépria guarda pretoriana, e Nero (54-68 d.C.) pela

retratado em triunfo,

obserondo por Augusto ea personificacao de Roma; na parte inferior, dinnte de um

vontade de sua mae, Agripina, mulher

de Cl&udio, gue também teve o apoio da guarda pretoriana. A posicao desses primeiros sucessores de Augusto se mostrou um tanto precêria. Caligula e Nero morreramÉ como resultado de complês tramados pelos pretorianos, eh4 a suspeita de gue Cléudio teria sido envenenado. Apesar disso, nessa época o Império continuou a crescer

e assistiu a consolidacao econêmica e social, além de um aumento not&vel na atividade agricola, na

manufatura e no comércio. As estradas, construidas com finalidades comerciais e militares, tracavam uma rede densa por todo o Império e ligavam as provincias entre si ea Roma. Na época de Cldudio nao apenas a organizacao administrativa foi melhorada como o Império também foi enriguecido com uma nova provincia,a

Bretanha.

grupo de prisioneiros,

soldados romans

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erguem um poste com

os despojos tomados do inimigo derrotado. Antes de ser escolhido por Augusto como seu sucessor, Tibério Hnha ficado conhecido como lider militar; esse

homem de natureza reservada teve de assumir a dificil tarefa de consolidar as bases do impêério recémnascido.

36 abaixo. Transformado em imperador gragas as maaguinagoes de sua mie Agripina, Nero (54-68) inicialmente exerceu o poder com moderacdo, mas logo $e entregou a todo tipo de excessos. Com n ajuda de Tigelino, prefeito pretoriang, deu indci0 4 uma época de terror € fez gastos exorbitantes, gue deixaram a economia do Estado em

grande dificuldade. Depois do incëndio dé Roma comecou Ud

longa série de conspiraOes € rebeliëes, gue levaram 9 imperador a0 suicldio.

36

A DINASTIA FLAVIANA

fudéia, conduzida por Vespasiano, Tito demonstrou ter impressionantes dotes militares. Nomeado imperador em 79, morreu dois anos depois, ap6s consolidar o poder romano na Bretanha.

37 acima, direika.

Filho de Vespasiano ë irmdio mais novo de Tito, Domiciano (81-

96) foi aclamado

imperador, embora

Hvesse demonstrado

pouca aptidao para o

posto. Seu reinado foi caraclerizado por uma

forma exacerbada de absolutismo.

Depois da morte de Nero, o guadro

politico novamente se tornou complexo. Durante o ano de 69 d.C., o Império mergulhou em uma grave anarguia

militar, gue desembocou em uma

guerra civil; nada menos gue três

imperadores se sucederam no poder,

escolhidos pelas diferentes legiëes gue se encontravam em diferentes pontos do império, e os três foram assassinados. Finalmente, Tito Flêvio Vespasiano (69-79 d.C.) se impês, com o apoio das legiëes do Oriente e do Danubio, e sua procdlamac&o foi ratificada pelo dltimo Senado. Vespasiano foi o fundador da dinastia flaviana e demonstrou ser excelente administrador, sabendo reorganizar os cofres do Império e dedicar ateng&o as provincias, ao fortalecimento do exército ea consolidac&o das fronteiras.

Ele foi sucedido por seus filhos Tito (7981 d.C.) e Domiciano (81-96 d.C.). Durante o breve reinado de Tito

aconteceu a erupc&o do Vesuvio, gue destruiu as cidades de Pompéia,

Estabias e Herculano. J4 Domiciano tentou — como jé tHinha tentado

Calfgula — implantar uma verdadeira monarguia absoluta. Nessa época o Senado perdeu completamente sua func&o de 6rg&o deliberativo e reforcou sua caracteristica de grupo de elite, do gual os imperadores retiravam agueles gue fossem tteis para ocupar OS carg os administrativos estatais. Multos integrantes da ordem eguestre

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politica gue buscava incluir as novas forcas na classe dirigente romana teve continuidade sob os imperadores seguintes. Sob o poder dos flavianos, Roma enrigueceu com noVOS monumentos importantes, dos guais o mais famoso é o Coliseu. As fronteiras

tranguila. Mas nao faltaram opositores vigorososa

politica dos imperadores, especlalmente 3 de Domiciano, cuja tentativa de impor o culto & sua prépria pessoa divinizada enfrentou a resistência tenaz dos circulos culturais e dos adeptos do cristianismo, contra os guais o imperador lancou uma perseguiddo sem guartel. No ano de 96, Domiclano morreu nas maos de um grupo de conspiradores. .

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37 abaixo, direita. Com a morte de Nero, Vespasiano (69-79) foi aclamado imperador por seus soldados na Judéia. Homem de

personalidade forte, ele se dedicou a defender com energia os limites

do impêrio, procurou colocar em ordem as financas do Estado, reorgtmizou R administracao das provincias e, acima de tudo, garantiu a continuidade dindstica do poder.

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37 abaixo, esguerdn. Vespasinno mandou cunhar esta moeda no ano de 70 para festejar a conguista da Judéia — representada como uma mulher de cabeca inclinada — por seu filho Tito. Com a

tomada de

Jerusalém ea destruicdo do

Templo, lembradas no arco erguido no Forum rOmano,

comecou a segunda Didspora do povo judeu.

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foram consolidadas por intermédio de algumas expedicêes de condguista, e o Império viveu uma época bastante

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OS IMPERADORES ADOTIVOS

O século II foi em geral marcado por um guadro de estabilidade politica, gue tavoreceu o aumento e a expansêo das

seu sucessor fora do circulo familiar,

Trajano, nascido na Ifalica hispênica, sua

chegou ao fim uma das tltimas eras de esplendor do Império romano.

desenvolvimento, inclusive cultural,

de toda a sociedade do Império. Os imperadores preferiram seguir o principio da sucessêo adotiva no lugar da dindstica; ou seja, cada um escolhia

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38-39. A época de Trajano (98-117 d.C.) foi lembrada durante muito tempo como idade de ouro porgue nela foram fortalecidas as afividades econêmicas, e, gracas a seguranca dadna as fronteiras, os intercimbios comercinis

protagonizaram um auge excepcional. Além do mais, depois das conguistas, o Impêrio vlveu sua mAYimn expansio: foi subjugada a regido da Dd4cia e ocupada Ctesifonte, capital do impêrio dos partos, 0 inimigo secular de Roma. Trajano também se dedicou a uma grande obra de organizacio monumental da LIrbe, para o gue — entre outras coisas — confiou ao arguiteto Apolodoro de Damasco a construcio de um novo Férum, em

gue instalou uma coluna comemorativa das vit6rias sobre os dfcios; sua altura é de 30 metros e a fachada

encontra-se ornamentada com um afresco em espiral, cujos relevos jlustram os epis6dios mais importantes da guerra. A cena agul reproduzida mostra 0

imperador, de pé diante das fortificacoes, dirigindo as tropas ë recebendo um grupo de embaixadores.

trono por Marco Aurélio (161-180 d.C.),

general valoroso e filésofo estêico gue abandonou o principio sucessério de adoc&o, retornando ao dinastico. Essa decisêo se mostraria um grave erro, pois seu filho Cémodo (180-192 d.C.), gue ascendeu ao trono muito jovem, interrompeu a série de bons governos dos imperadores anteriores, se destacando por sua ambicao e

atividades produtivas e comerciais, e ao mesmo tempo um notavel

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daguela de Adriano. Ele foi sucedido no

segundo critérios baseados nas gualidades do individuo. No caso de origem provinciana correspondia a eguiparacaAo entre as provincias ea Ttélia, algo gue jê era um feito e foi uma das razées da prosperidade e da forte uniao do Império. O imperador gue estabeleceu a nova forma de sucessêo0 foi Nerva (96-98 d.C.): escolhido pelo Senado em idade jê avancada, imediatamente adotou e incorporou ao governo Marco Ulpio Trajano (98-117 d.C.), um jovem cênsul gue tinha demonstrado possuir dotes

politicos e militares excepcionais. Deve ser atribuida a sua capacidade e valentia a conguista da Dacla ea derrota dos partos. Adriano (117-138 d.C.), seu sucessor,

preferiu adotar uma politica de consolidac&o. Renunciou as terras gue se estendiam além do Eufrates e mandou construir ao longo das fronteiras imperiais um poderoso sistema de fortificacêes defensivas,

entre as guais est4 a famosa muralha britanica. Ao mesmo tempo, se dedicou

bastante & soluc&o dos problemas

administrativos do Império ea sua completa romanizacao. Antonino Pio (138-161 d.C.) manteve, em sua politica, a linha de seu antecessor, e construiu na Bretanha uma nova muralha ao norte 39 acima. Nascido na

Hispinia Bética, Trajano assumiu o poder depois de Nerva. Era um politico habile grande estrategista; apês consolidar a fronteira do Reno, se dedicou conguista da Dicia. Excelente administrador do patrimênio piiblico, garantiu a seguranga nanceira do Estado e teve grande popularidade em todos os grupos socinis. Morreu durante a campanha contra 0 partos.

39 abaixo. Adriano (117-

138 d.C.) foi aclamado imperador com a morte de Trajamo; nio demorou a assinar a paz com os parios, dar inicio a uma politica voltada para a consolida€ao das fronteiras do Impêrioea renunciar ao expansionismo de seus predecessores. De espirito romdntico, este bom conhecedor da civilizacdo gregn se dedicou com afinco & poesia ea meditagdo.

crueldade. Nos estertores do sêculo TT,

A administrac&o imperial, embora

altamente complexa, chegou a uma eficiëncia dificilmente igualdvel. A concessêo de cidadania nas provincias tinha aumentado, a economia em geral tinha chegado a um étimo nivel, e

tinham sido tomadas muitas medidas em beneficio das classes pobres, comoa assisténcla as criancas Orfas e a

distribuicao de alimentos para a plebe.

Mas, ao mesmo tempo, tinha crescido tanto entre os intelectuais guanto na massa uma inguietacao espiritual gue levava a abandonar a vida publica e buscar a felicidade interior e a salvacao da alma, uma inguietacao gue nao

encontrava resposta na religiao oficial do Estado. Assim, comecou a difusao das correntes filoséficas das escolas estoica e cinica entre as classes educadas e Os Cultos misteriosos de fsis, Serapise

manifestacoes religiosas e filosficas,

desde gue elas nao se tornassem um perigo para a ordem do Estado. Por isso, apesar do espirito tolerante, em 135 d.C. houve uma violenta repressao aos judeus gue utilizavam seu monoteismo como uma arma ideolbgica para atacar o Império. Desde o primeiro momento o cristjanismo se mostrou um credo diferente dos demais: era baseado em ritos simples e facilmente compreensiveis, pregava o amor

fraterno entre os homens e, assim,

desde o inicio atraiu pessoas de todos os niveis sociais. As autoridades viam com medo crescente a propagacaAo dessa religiëo gue se considerava a unica detentora da verdade e afirmava gue a filiacao ea fidelidade ao Império eram secund#rios, pois eram subordinadas a palavra divina. A expressêo evangelica “dar a César o gue é de César ea Deus o

gue é de Deus” mostra claramente gue Oo cristao, ainda gue sem ignorar as leis humanas, obedecia cegamente a sua fé.

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oferecia uma resposta tanto para as exigências dos humildes e despossuidos guanto para as preocupacêes dos espiritos mais sensiveis e reflexivos. Em geral, o poder politico era bem mais condescendente com as diferentes

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Por outro lado, a adesêo ao cristianismo crescla cada vez mais, e tinha amplo

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40) acima. Marco Aurélio (161-180

d.C.) manteve a paz no Estado e também sufocou as rebelides

gue tHnham eclodido em diferentes pontos do Impêrio. Chefe militar de grande cardter, era também um filésofo de

inspiracao estoica € epicurista, e é lembrado como um homem muito humano. Suna

estitun egtiestre no

Capit6lio é a tinica da época romana preservada intacta.

40 abaixo. COmodo (180-192 d.C.) se Fornou imperador guando ainda era muito jovem, depois da morte de seu pai, Marco Aurélio, cujas virtudes certamente nio herdou. Seu reinado foi lamentavelmente famoso pelas crueldades gue cometeu e pela insensatez trinica; foi

um grande exibicionista e se identificou com Hêrcules, adotando suas caracteristicas e com elas se fazendo retratar. Morreu nas miios de um grupo de conspiradores.

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40-41. A base da coluna dedicada a Antonino Pio em

Roma tem uma ornamentacio suntuosa; um dos dois

magnificos relevos das faces menores represenla, com um

forte gosto pelo claroescuro, um desfile de

égiiites e soldados

romanos. Antonindg

Pio (138-161 d.C.) sucedeu Adriano e seu

bom governo teve aprovacdo universal; era um homem

decidido e um bom

administrador dos bens piiblicos, e Como tal soube fortalecer a paz interna e tambeêm reprimir COM mo forte alguns levantes na Africa e na Bretanha, onde mandou construir uma muralha defensiva ao norte da gue tinha sido erguida por Adriano. Também

aliviou a carga fiscal e criou virias instituicoes

beneficentes. Seu longo reinado marca 0 auge da estabilidade institucional e do poder militar romano.

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O IMPERIO ROMANO NO SECULOIID.C, EPOCA DE SUA MAXIMA EXPANSAO

OS SEVEROS

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de So Marcos de Veneza representa OS

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44. Nos retratos

oficiais, Caracala (211-217 d.C.) pedia

due o representassem Com uma expressao

sisuda e com a cabeca levemente inclinada para 0 lado.

Depois do terrivel governo de COmodo

e dos cinco anos seguintes de guerra

civil, no inicio do século NI, e diferentemente dos rumos anteriores, O

Império assumiu um ar cada vez mais militar com a concentracao de toda a autoridade nas mos do imperador. O Senado perdeu o poder legislativo e judicial, transferido para os conselheiros particulares do principe. Na sociedade, as forcas produtivas se organizaram em corporac6es, e o Estado comecou a interferir vigorosamente na vida econêmica. No ano 197 d.C., Sétimo Severo, com o apoio das legiëes da Panénia e da Germania, se tornou

senhor do Império. Comecou assim a dinastia dos Severos, sob a gual desabrochou um novo periodo de bemH

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estar. Sétimo Severo (197-211) derrotou Os partos, restabeleceu a provincia da Mesopotêmia, transformou em colênia a cidade de Palmira — importante ponto de caravanas — e no geral se preocupou com a estabilidade das fronteiras. Na Africa, os limites se

estenderam para o sul, na Mauritania e na Tripolitêania, onde havia importantes centros urbanos como Sabratha, Oea

(hoje Tripoli, na Libia) e Leptis Magna, cidade natal do imperador, a gual ele dedicou especial atencao, embelezando com prédios importantes. O sucessor de Sétimo Severo foi seu filho Marco Aurélio Antonino, apelidado Caracala (211-217 d.C.) pelo tipo de vestimenta gue costumava trajar. Durante seu breve mandato, promulgou um édito de

grande alcance civil, a Constituko Antoniniana, com a gual concedeu cidadania romana a todos os homens

livres do Império. Caracala foi eliminado e para seu lugar foi escolhido imperador, por aclamacao, Avito Basiano, mas conhecido como Heliogdbalo (217-222 d.C.). Seu reinado

foi curto, e em seguida ascendeu ao

poder o tltimo representante da dinastia, Severo Alexandre (222-239

d.C.), cujo governo nao foi inteiramente negativo; contudo, especialmente

devido ao aumento da presso exercida pelos povos bérbaros, a defesa das

fronteiras era cada vez mais dificil, ate ponto de provocar desordens e mal

estar nas fileiras do exército, gue chegou a assassinar oimperador.

A ANAROUIA MILITAR: DE DIOCLECIANO A CONSTANTINO

Os anos gue vao de 235 a 284 d.C. foram caracterizados por uma profunda crise institucional e social. A economia guase ficou estagnada, ea desvalorizacao da moeda chegou a niveis insuportêveis. As

comarcas das fronteiras sofriam uma pressao cada vez maior dos povos barbaros, e o exêrcito, com o Senado

tendo sido guase gue inteiramente desautorizado, se transformou em &rbitro de fato do Império. Entre os muitos imperadores gue subiram ao poder podem ser lembrados Marco Jinio Filipo (244-249 d.C.), gue organizou uma pomposa celebrac&o do milênio da fundac&o de Roma; Décio, responsêvel,

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no ano de 250, pela primeira grande perseguic&o aos cristaos; Valeriano (293260 d.C.), gue foi feito prisioneiro pelos partos, e seu filho Galieno (260-268 d.C.), gue, assim como o pai, também lutou para defender as fronteiras; e por Gltimo Aureliano (270-275 d.C.), gue depois de reconguistar e destruir Palmira, culpada de ter se rebelado contra Roma e criado um reino independente, cercou a Urbe com uma muralha macica. Aureliano mal tinha restaurado a unidade do Império guando foi assassinado por um grupo de militares em uma conspiracao. Ap6s a ascens&o ao poder de outros lideres, todos eles por breve periodo, em 284 as tropas do Oriente proclamaram

imperador Diocleciano, gue pês fima anarguia assim gue teve o poder.

Durante seu governo (284-305 d.C.), realizou uma série de reformas gue permitiram a sobrevivência do Império

ao longo de um século. Foram reformas

refletidas e graduais, fruto das reais necessidades da sociedade, e gue em muitos aspectos se mostraram valiosas.

A pressao constante dos b4rbaros nas

regiëes de fronteira levou Diocleciano a

'colocar adefesa como o problema sr Primordial. Para comecar, ele decidiu

due oimperador nao deveria morar em

Ee Roma, mas se estabelecer o mais perto

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possivel das fronteiras; em segundo

lugar, considerou gue uma tnica pessoa

jêA nao era suficiente para atender a todas as complexas necessidades do Império.

seu colega e reunificou o impêrio. Sua ac&o politica, gue em muitos aspectos seguiu a linha tracada por Diocleciano, teve grande alcance e foi caracterizada por algumas decisêes excepcionals. No ano de 313 d.C. foi promulgado o Edito de Milo, gue encerrava para sempre o capitulo das perseguic6es aos Crist&os e concedia total liberdade

Assim, instituiu a Tetrarguia, um sistema de governo gue previa a divisao de poder entre dois Augustos — ele mesmo e Maximiano — ajudados por dois Césares gue, no caso de morte ou abdicacAo dos dois imperadores, assumiriam o poder e nomeariam dois outros Césares. A tetrarguia logo produziu efeitos benéficos, a defesa das fronteiras foi menos dificil e mais eficiente,e

diferentes tentativas de rebeliëes foram esmagadas no nascimento. Mas por tras desse guadro jé se via a divisêo do impêrio. A férmula sucessoria se mostrou pouco dgil e n&o funcionou em 305 d.C., guando Diocleciano se transferiu para a vida privada e induziu Maximiano a fazer o mesmo. Os dois Césares, Galério e Constêncio, assumiram o poder, deflagrando uma

Juta acirrada entre os dois aspirantes a César gue nio chegaram a ser, Maxêncio e Constantino. Este ultimo se declarou comandado pelo deus dos cristaos e enfrentou Maxêncio no campo de batalha. Foi um momento histêrico tanto para o Império guanto para 9 cristianismo, gue tinha sofrido as sangrentas perseguicoes ordenadas por Valeriano e Diocleciano. Uma vez derrotadas as tropas de Maxêncio em uma batalha épica (312 d.C.), as portas de Roma e sobre a Ponte Milvio, a devoGao sua proclamou Constantino cruz, ostmbolo cristao. No ano seguinte, Constantino e Licinio — 0 legitimo

Augusto do Oriente — dividiram o

derrotou poder. Mas em 324 Constantino

a Igreja, transformada em elemento de coes&o do Império; em 330 d.C.a capital foi transferida de Roma para Bizêncio, cidade gue passou a se chamar Constantinopla, pois j& nao se discutia gue a sede do poder precisava estar perto dos confins gue corriam perigo, embora na realidade essa decis&io apenas reconhecesse a decadência da regiao ocidental do

Império, gue precisaria se transformar de modo substancial para sobreviver. Ouerendo gue a Igreja mantivesse sua unidade, Constantino presidiu, em 325 d.C,, o Concilio ecumênico de Nicéia, gue produziu o Credo gue restaurou a unidade de cat6licos e arianos, desse modo novamente unificando o mundo cristao.

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ROMA IMPERIAL NO SÉCULO IV D.C.

A grande ilustracao colorida : es reproduzida

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Moneta (344 a.C.-

15 Férum de Augusto 16 Templo de Céstor e Pélux (484 a.C.6 d.C.)

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posteriores a 337 d.C. Por exemplo: as e

obras da Basilica Jilia comecaram em

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por Diocleciano e por ulimo, em 416 d.C., por Gabinio Vettio Probiano.

Transitério

30 Arco de Constantino

10. Arco de Sétimo

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27 TemplodeVênuse Roma (135 d.C.) 28 Meta Sudans Colosso de Nero

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(179 a.C.-12d.C)

(112d.C)

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(812d.C)

26 Templo dos Césares

17 Basilica Emilia

(97 d.C) 19 Templododeus Jilio (29 a.C) 20 Templode Vesta (século Vll a.C-

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25 Arco de Tito (82 d.C.)

(2a.C.)

Vespasianoe Tito (B1 d.C)

7 Temploda Concérdia (367 a.C.-10 d.G.)

Basilica Nova, ou de Maxêncioe Constantino

303 d.O)

18 Férum de Nerva, o

Templode

24

Curia (29 a.C.-

(118 d.C)

12 Mercados Trajanos

casos foram omitidas as datas

omonumento foi reerguido

6

Basilica Julia (46 a.C.-286 d.C.)

a.C.-82 d.C.)

G H E EF Da sE dade gravada em placas de marmore e datada da época de Sétimo Severo, ue chegou até nés fraomentada. Esta

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47. A divinizacao de Roma aconteceu um

tanto Fardinmente, ea

cidade adaguiriu importineia politica e religiosa na época de $ Augusto, para chegar ` a ser culfuada na época de Adriano. Na iconografia, as personificacoes da Dea Roma em geral destacam seus tracos guerreiros, como pode ser visto neste relevo da base da coluna de Antonino Pio.

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O BAIXO IMPÉÊRIO

A transferência da capital para o Oriente marcou o infcio do periodo histérico conhecido como Baixo Império, durante o gual ficou clara a decadência do mundo ocidental, embora Roma continuasse mantendo seu prestigio e nela tivessem florescido grandes obras arguiteténicas. A divisêo entre Oriente e Ocidente era a caracterizacao emblematica de dois

mundos j4 bem distintos e com pouco contato entre si, uma vez gue nas regides de fronteira do Império aumentava sem parar a pressao dos povos bêrbaros, gue era combatida com um exêrcito cada vez mais fraco. Depois da morte de Constantino, o Império foi novamente dividido entre

os herdeiros rivais, para voltar a ser

unificado (353 d.C.) sob Constêncio e

passar para as maos de Juliano em 361 d.C., guando o exército da Gélia proclamou imperador esse general habil, gue os cristaos apelidavam de

“o Ap6stata” e gue sonhava em dar ao Império um renovado esplendor retornando aos antigos valores culturais representados pelo paganismo. Em relacao a isso, ele promulgou três editos com os guais pretendia limitar o poder crescente da Igreja. Juliano morreu em 363, enguanto lutava contra os partos em sua tentativa de condguistar o Oriente seguindo os passos de

Alexandre, o Grande. Assim terminou

o projeto de recuperar a antiga grandeza romana. No ano 364 d.C. o Império foi dividido entre Valentiniano e Valente, gue o defenderam com eficécia até a derrota de Adrian6polis (378 d.C.) na gual Valente morreu e depois da gual os godos invadiram os Bélcas para nêo0 sairem mais.

Em 375 d.C., Valentiniano foi sucedido

por seu filho Graciano, gue para o lugar

de Valente na regiëo oriental do Império convocou Teodésio, um homem de grande valor. Este imperador, nascido na Cauca hispanica

(hoje Coca), deu o ultimo passo fundamental em relacao a Igreja: em seu Edito de Constantinopla, declarou o cristianismo como a religiao do Estado e proibiu até mesmo o culto privado as divindades pagas. Apés ter unificado o império mais uma vez, Teodésio morreu deixando como herdeiros seus filhos Honêrio, a guem

coube o Ocidente, e ArcAdio, gue ficou com o Oriente. A partir desse momento os dois impêérios seguiram rumos separados e muito distintos um do outro.

24-59. Augusto do Oriente desde 379, Teod6sio (379-395

d.C.) conseguiu

reunificar o Império, embora por pouco tempo. Sua politica de intransigência

religiosa, gue culminou

em 392 com a proibicio de culto privado aos deuses pagios, levou a um enfrentamento com 0 Ocidente, ainda

ligado as divindades tradicionais. Embora tenha saido vitorioso,

pouco antes de sua

morte foi obrigado a mais uma vez dividir 0 Impêrio entre seus

filhos Arcddio e Hon6rio. A imagem reproduz um dos guatro grandes relevos decorativos da base do obelisco gue Teodésio mandou erguer no hipédromo de Constantinopla; nesses relevos sa0 retratados os membros da familia imperial €

os altos dignitrios da corte, enguanto

assistem aos JOSOS. O enguadramento frontal rigido ea id imobilidade das uras prenuncElaM EE Ru ndamentais da arte bizantina.

DECADÉNCIA E OUEDA DO IMPERIO DO OCIDENTE

No Ocidente, oimperador govemava com

grande dificuldade; de fato, o poder

estava nas maos dos chefes militares — entre os guais os bArbaros eram maioria — e dos latifundi&rios. A prêpria Igreja se impunha ao poder politico, enguanto a economia vivia uma grave crise e a gueda demogréfica era preocupante. Nessas circunstências, a invasao dos povos bêrbaros era cada dia mais fécil e pouco a pouco a desagregacio do territêrio avancou paralelamentea reduc&o da soberania real do imperador exclusivamente ao territério itélico. Diferentemente, no Oriente o imperador tinha absoluto controle da situacaoe

podia contar, entre outras coisas, com uma burocracia eficiente, comandantes militares mais controléveis e uma Igreja submissa & vontade imperial. A economia eo comércio estavam no auge, e os

bêrbaros, com rarissimas excecëes, nao

conseguiam se infiltrar consistentemente nas engrenagens imperiais. Para indicar,

inclusive formalmente, a separacëo do Ocidente, em 440 o grego foi declarado o idioma oficial e o latim desapareceu do setor administrativo. No Ocidente, o general

bêrbaro Estilicêo, fiel a Hondério, defendeu

com bravura o solo itélico das ondas invasoras dos bêrbaros. Mas depois de sua morte os visigodos de Alarico conseguiram sitiar Roma e sagueë-la (410 d.C.), o gue deixou em pênico todo o mundo civil. A partir de ent&o, até dentro do territério romano foram organizados reinos bêrbaros gue, embora se declarassem

submissos ao imperador, na verdade ignoravam sua autoridade. O general romano Afcio foi o ltimo baluarte frente 3 avalanche dos bérbaros: ele conseguiu reunir os antigos e os novos habitantes do Império para enfrentar os hunos de Atila,

gue foram derrotados na terrivel batalha dos Campos Catalinicos (451 d.C.). Apesar disso, poucos anos depois os vêAndalos de Genserico voltaram a saguear Roma. Isso,

somado a morte do imperador

Valentiniano II, significou o fim do Império romano do Ocidente. Formalmente, o

epilogo se dé em 476 d.C., ano em gue o bérbaro Odoacro, lider dos hérulos, depês Rémulo Augustulo, o dltimo imperador, assumiu plenos poderes e enviou uma embaixada com as insignias imperiais ao imperador do Oriente.

55

ASPECTOS DA CIVILIZACAO ROMANA

CENAS DA VIDA COTIDIANA

Pigina 58

AMORADIAE O MOBILIARIO

Pigina 62

O TEMPO LIVRE

Paeina 66

AS ROUPAS EE OS PENTEADOS

Pagina 82

ASJOIASE OS

PERFUMES

Paginn 84

O EXÊRCITO ROMANO

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personagens de uma obra. Imagens semelhantes a esse

56-57. Este famoso

mosaico descoberto em

mosaico decorativo de

Roma mostra um auriga

mesmo nos “bilhetes de entrada” de tentros, gue eram pedacos de marfim ou pedra e gue foram encontrados em

cavalo. Ele tem na cabega uma espêcie de capacete de couro rigidoeno T6rax uma protecaofeita de tras de couro

argueol6gicos.

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CENAS DA VIDA COTIDIANA

Na época de Cicero, Roma parecia

suspensa no ar pela superposigao de seus prédios. Na época de Augusto, elevou-se ainda mais e, como escreve Vitrubio, “a

majestade da Urbe e o aumento considerdvel de sua populacêo levarama uma extraordindria ampliacao das moradias. A prépria situacAo levoua busca de uma soluc4o na altura dos prédios”.O Estado interferia de modo intermitente no dificil campo da regulamentagao imobilidria, na maioria das vezes com pouco resultado. O préprio Augusto, gue se orgulhava de ter recebido uma cidade de ladrilhos e ter deixado uma de marmore, nao conseguiu resolver o problema geral de insalubridade, superpopulac&o e inchaco dos bairros populares. Além de outras coisas, Os incêndios e os desabamentos eram

catstrofes muito fregiientes; a construcdo dos andares superiores, gue permitiam abrigar um grande niimero de inguilinos em pouco espaco, consegiientemente com grande lucro, era feita com N.

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Este relevo de

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proveniente da regido do Lago Fucing, representa uma cidade FOMana cercada por Uma muralhn; note-se gue as insulae aparecem em un rigida disposicig ortogonal. Em seu trabalho de planejamento territorial, os gebmetras romanos dispunham de mstrumentos Hécnicos muito evoluidos.

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58 esguerda, abnixo. O transito ji era bastante congestionado nas cidades romanas. Os carros de guatro rodas para transporte de passageiros — raedae —, semelhantes ao gue pode ser visto neste baixo relevo, disputavam as ruas com carros de

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transporte de mercadorias, muito mais pesados e também de guatro rodas — chamados sarraca — ou com os de apenas duas rodas macicas — plaustra — utilizados especialmente pelos agricultores para levar seus produtos aos mercados. LIm tipo de

coche leve era ufilizado pelo cursus publicus ripido, ou seja, 0 transporte urgente Por conta do Estado. Por outro lado, para as viagens mais longas meio mais adeguado et n carruca dormitortë, no gual os passagelros podiam dormir sob um cobertura.

estruturas de madeira gue sustentavam paredes fracas, erguidas com rapidez, mas gue nao eram solidas e se tormnavam vitimas fdceis das chamas. Paradoxalmente, o mérito de ter conseguido conter esta situacao catastréfica e em parte

metropole do mundo antigo. Embora esplêndida em seus monumentos, era ca6tica e tentacular. Por ela nunca ter tido

um verdadeiro plano urbanistico préprio, os habitantes se apinhavam no pouco espaco deixado livre pelos paldcios Imperiais, os mercados, os jardinse os

modificado o aspecto da cidade é atribuido a Nero. O terrivel incêëndio do

INumer&veis prédios ptiblicos. No século

ano 64 d.C. gue destruiu três regiëes nobres e produziu graves danos a outros bairros teve como consegiëncia a edicao de normas severas contra a especulac&o

IV d.C. havia cerca de 44 mil insulae, ou

seja, Casas populares, e 1.800 domus, ou seja, moradias de carêter residencial. A populac&o chegava a cerca de um milh&o

imobiliëria. Além disso, a partir daguele

de habitantes, excluidos os escravosea

momento os proprietêrios de prédios tiveram de respeitar determinados parêmetros de seguranGa: a altura dos prédios nao poderia ser superior ao dobro da largura das ruas; foram proibidos os tetos de madeira, foi criada a obrigatoriedade de construir grandes pêrticos nas fachadas e as casas passaram a ser isoladas umas das outras. Na época imperial, Roma tinha se transformado em uma verdadeira

enorme, variada e cosmopolita multidao de imigrantes de toda origem e cor. Toda essa gente se aglomerava em absurda desordem do lado de dentro das muralhas, gue limitavam uma estrutura urbana ligada por uma malha de ruas bem mais pobre. Nao havia divisêes territoriais rigidas entre os diferentes bairros, e fregiientemente acontecia gue, junto a mansêes nobres e luxuosas, eram erguidos prédios incêmodos e frêageis,

ligados entre si por vielas estreitas e sombrias. Apenas alguns poucos privilegiados viviam em casas amplas e confortdveis, pois a maioria da populacêo ocupava domus peguenas e, principalmente, os grandes andares de aluguel, mais ou menos dignos, nos guais se apertava a plebe. Era muito comum OS sétaos servirem de moradia — para os escravos e também para muita gente humilde —, assim como as cantinas (em

uma das guais vivia um poeta amigo de Marcial), os vaos das escadas e os sOtaos das lojas, tudo isso destinado as classes mais pobres. A grande abundancia de lojas (tabernae) fazia com gue a cidade se parecesse com um imenso bazar, Cujo aspecto muito animado era reforcado pela presenga de numerosos vendedores ambulantes gue se misturavam aos pedestres em busca de uma possivel clientela. Nas fabernae vendia-se de tudo: de comida a tecidos, vasilhas de barro, jéias ou livros. Também havia outras lojas

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58-59. Este relevo

representa uma visdo

monumental da antiga Roma. Embora 0 esplendor de seus prédios a transformasse em Mma metrépole timica no mundo, a cidade do

circulacao de carros durante o dia, exceto ngueles gue

transportavam lix0 e material de construcao para as obras puiblicas. Assim, para

estacionar veiculos e cavalos foi necessdrin n criacdo de grandes espacos chamados areae carruces, vigiados por um corpo de guardas especiais. A eliminacio de esgoto ea limpeza das ruas eram um grande problema para os administradores

urbnnos, e a prevencio

de incéêndios, bastante

custosa, estava a car go

de um corpo de vigilantes organizado militarmente e dotado de escadas, baldes,

roupas refratdrias ao calor e bombas gue eram ligadas as fontes piiblicas.

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Comuns em NoOSsa época. Para limitar os enormes problemas de circulacio, por exemplo, foi proibida a

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60 abaixo, a esguerda. Na oferreci eciam. Com det sociedade romana havia mnuciosos , este eN, diferentes classes de “Presenta 0 interigr de vendedores, desde os UM AFOUguUe e as difeen ambulantes, gue exerciam ferramentas especi s seu oficio nas ruas ou sob oficio. Entre OS FOMangs as marguises, até os 0 CONSUMO de care. proprietirios de lojas Sobretudo de ouelhas s cujas bancas ou letreiros porcos, aAUmMe ntou a Ppartir indicavam o gue do século II a.C.

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60 acima. O relevo mostra alguns dos utensilios de um acougueiro. Na Roma antiga 0 comêrcio era organizado segundo métodos e convencies muito semelhantes aos de hoje: havia atacadistas e varejistas, e também representantes gue todo ano viajavam para apresentar os produtos das casas mais importantes.

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dedicadas a diferentes atividades: lavanderias, tinturarias de pirpura, curtumes, fOrmnos e outras em gue trabalhavam ferreiros, sapateiros,

ceramistas, carpinteiros, vidreiros ou

cantareiros. Jê as tabernae argentariae eram “bancos”,

dedicadas principalmente ao c&Ambio de moeda. A atividade dos mercadores se

desenrolava principalménte ao ar livre, e

nesse momento estavam vazias. Ouvia-se

porticos e as ruas, dificultando ainda mais a circulacêo. Também era enorme o

incessantemente, e como nos conta Marcial, “pela manha os professores de escola néo o deixam viver, & noite os

Suas mesas costumavam ocupar os

transito de liteiras, cadeiras de maoe

veiculos de todo tipo, ao gue fregientemente se somava a passagem de todo tipo de rebanhos. Ao cair da noite as ruas eram engolidas pela

escuridao, e a inseguranca era grande,

porgue — excetfuando-se o centro da cidade — nêo havia iluminac&o publicae guem precisava sair o fazia acompanhado, ou pelo menos precedido de escravos gue levavam tochas ou

lanternas. A vida transcorria, sobretudo,

na rua,e o barulho era constante dia e

noite, pois no era permitida de transporte pesados pelas

60

periodo noturno também a livre circulac&o de carros de mercadorias e materiais ruas da cidade, gue sê

apregoar todo tipo de coisas

padeiros, ea todo tempo os funileiros due nao param de bater no metal com seus martelos. Agui hê um cambista gue, como estê desocupado, remexe em uma

pilha de moedas sobre sua mesa imunda;

ali, um operdrio gue com seu martelo brilhante golpeia a pedra de mineral aurifero chegada da Hispênia e a racha em pedacos, enguanto uma turba fandtica de iniciados no culto de Belona n&o péra de vociferar. E nunca param de repetir suas histérias nem o n4ufrago coberto de

60 abaixo, a direita. Este relevo datado do sérulo 1d.C. mostra uma cutelaria. As primeiras corporagoes de comerciantes, gué tiveram um papel importante no desenvolvimento ë na conducio da economa romana, foram

organizadas jé na era imperial; sob Augusto, guando jé eram mals de 150, mereceram uma regulamentagao gue estabelecia a exigência de uma. autorizacio imperial

bandagens, nem o menino judeu cuja mae

o ensinou a pedir esmolas choramingando, nem o ambulante remelento de oferecer aos gritos suas velas de sebo.. E guem

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61 acima. Os médicos

FOMARNOS CONSELUIAM

diagnosticar muitas doengas e faziam intervenries Cirurgicas, além de cuidar dos dentese

prescrever remédios;

este relevo mostra o interior de uma botica.

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estes, talvez de cores

vivas, gue desempenhavam um importante papel na decoracio do lar.

61 abaixo. Este baixo relevo de mêrmore mostra um bangueiro

em sua loja. As

tabernae argentariae eram 0 eguivalente aos bancos modernos:

nelas eram feitas operacles de depêsito, empréstimos a juros, investimentos de capital em operacoes lucrativas e cimbio de moeda estrangeirna. Cada transacio era registrada nos livros

de contabilidade correspondentes.

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poderia dizer guantas maos da cidade batem em recipientes de cobre guando, durante um eclipse da lua, sao feitos encantamentos e se pratica a magia?”. Apesar desse retrato cheio de contrastes e de aparência angustiante, é preciso destacar gue em muitos sentidos Roma,e as cidades romanas em geral, garantiama seus habitantes uma gualidade de vida gue nêo foi possivel imaginar novamente

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61 centro. Vendedores de tecidos apresentam seus produtos a clientela; no relevo da esguerda siio vistas almofadas adornadas com franjas e penduradas em uma barra. Os romanos sempre apreciaram objetos de luxo como

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Pensemos, por exemplo, o problema do abastecimento de dgua: calcula-se due, entre os séculos IT e IV d.C.,a Urbe,

provida de nada menos de onze aguedutos, dispunha de mais de um dia milh&o de metros cibicos de 4gua por para atender as necessidades de uma populagëo de aproximadamente um milhao de pessoas. Esta capacidade per capita implicava um Consumo di&rio além correspondente ao dobro do atual; AS dué ta con em ar lev o cis pre é disso, termas, as fontes e outros

estabelecimentos publicos consumiam

bo parte do vorme de ghe DO EES ha 11 grandes do seu esplendor, Komalictin os, 15 minfeus?2

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A MORADIA E O MOBILIARIO

A moradia do periodo imperial, jê

bastante estruturada, era fruto de uma

evoluc&o de séculos gue tinha transformado a cabana pré-histêrica do Lêcio na moradia complexa e orgênica do tipo de Pompéia. O projeto de uma Casa romana mais arcaica pode ser identifiead SS N no ambito etrusco-italico e nos tipos mais SE antigos de moradia de Pompéia, como, por exemplo, a Casa do Cirurgiëo, composta de uma entrada, as fauces, a partir de onde se chega ao patio central ou atrium, dotado de um impluvium, gue revelam sua origem grega. recolhia a dgua da chuva. O patio central Isolado do exterior, o peristilo tem em suas laterais a entrada para alguns era decorado com obras de arte, aposentos, os cubicula, e no terceiro lado, o estatuas e outras ornamentacêes de gue dé para a frente, a sala de jantar, ou maêrmore; imagens, bustos e relevos gue tablinum, junto ao gual sao dispostos representavam mascaras teatrais; s&tiros, aposentos menores, as alae; da sala de silenos e cupidos também costumavam jantar se passa, por um corredor, ao hortus, ser colocados na drea central, muitas vezes a horta-jardim da casa. Naturalmente, esse convertida em jardim. Os jardins eram esguema teve muitas variac6es, mas é adornados com canteiros baixos de murta, bastante Hpico das casas da Etruria, de tomilho e alecrim. O acanto era cultivado Roma e da Campênia, pelo menos até o junto as fontes ou nos ninfeus, e flores de final do século TT a.C. A partir desse diferentes espécies aumentavam a beleza modelo passou-se, desde o século IM a.C,, do lugar. Pinheiros, abetos, oliveiras, para a casa de modelo greco-romano, adelfas e loureiros estavam entre as muito mais ampla, bem distribuida e arvores mais comuns, juntamente com as senhorial. Um dos exemplos mais frutiferas, geralmente romazeiras e caracteristicos foi encontrado também em macieiras. A videira ea hera, por sua vez, Pompéia, na Casa de Pansa, onde, junto a eram ufilizadas para sombrear as pêrgulas. tradicional organizacëo romana, é Os jardineiros romanos foram verdadeiros especialistas em podar as plantas na forma acrescentada outra, feita a partir dos de animais ou corpos geométricos, de aposentos jê existentes para dar & moradia maior extensio e melhor utilizacao. Trataacordo com a técnica especifica chamada ars topiaria. Ninfeus, fontes e canais se de uma das chamadas `casas de embelezavam o peristilo, cuja arguitetura peristilo”, pois é caracterizada por esse fregiientemente apresentava venerase ambiente formado por um amplo jardim absides decoradas com mosaicos. Outro inteiramente cercado por um pêrtico. Esse ambiente tipico dessas novas habitacêes tipo de residência teve seu auge nos era o triclinio. Situado perto do peristilo, tGltimos tempos da Republica, guando servia apenas como sala de jantar, € surgiram as domus com dois peristilos, nas guais também havia banhos, bibliotecas, comecou a ser construido guando foi galerias subterrêneas, triclinios e outros introduzido em Roma o h4bito de comer recostado em um leito. ambientes gue nos proprios nomes

62

Também hê ruinas de triclinios ao ar livre; em um jardim, sob uma cobertura, eram ideais nas estacêes guentes, e fregiientemente eram

acompanhados de arranjos de 4gua

decorativos. Mas a rica e espacosa domus no considerada a verdadeira casa romana,

papel reservado a& insula, uma grande construcao de varios andares. Era

construida de pedra e argamassa, com paredes de tijolos, e normalmente tinha 0 andar inferior destinado a lojas na fachada, enguanto as moradias mais ricas

e elegantes ficavam no pdtio interno. Nos Outros andares, gue tinham estrutura menos sélida & medida gue se subia, ficavam as outras moradias. Em Roma, as insulae desapareceram guase due

inteiramente, mas em Ostia h4 um bom

mimero delas, como o Edificio de Serdpis, o dos Aurigas ou a Casa de Diana. Na capital, onde a populag&o era mais

62-63. O aspecto de uraa tipica domus de Pompêia pode ser visto nessa recrincao. A

porta levava a um corredor de entradn —fauces —, gue

desemboeava em um

Patio descoberto, 0 atfrium, agui em parte mostrado sem

Tegestimento para gue Se possa ver n

estruiura das paredes; no centro havia uma pia

— 0 impluvium —

due servia para conduzir a dgua da chuva para uma cisterna instalada abaixo dela. O pitio era cercado de guartos — cubicula — destinados a dormitêrios; ao fundo podia haver dois

aposentos abertos, as alae, de u$o diversificado. O

guarto gue dava para a

entrada era 0 tablinum, onde 0 dono da casa recebin seus hêspedes. Ao lado

ficava 0 triclinium,

no gual a familia se reunia para as

refeicoes. A cozinha, perto da gual ficavam

62. Neste relevo sio representados os serventes ocupados com tarefas domdesticas. A soctedade romana era rigidamente dividida em homens livres € escravos — prisioneiros de guerra, devedores e condenados por penas gue implicavam a perda da

liberdade — sobre os guais os senhores Hnham direito de vida € morte. Eram vendidos em mercados especiaise utilizados em todos os Hipos de tarefas, de acordo com suas capacidades, desde o trabalhio no Campo até 0 ensing de matemdtica, € alguns

OS servlcos,

corredor com pêrticos, fregiientemente decorado com uma fonte. Muitas vezes, um dos aposentos gue davam para a vua principal abrigava uma loja. Diferentemente das

normalmente ocupava um dos aposentos gue davam para 0 pitio interno. Os aposentos do andar superior tinham diferentes utilizacêes (eseritêrio e biblioteca) e eram 0 alojamento dos servos. Na parte de tris ficava

o peristylium, jardim cercado por um

alcancavam precos

exorbitantes. Em cerkas

oporlunidades, por seus méritos pessoais, Os

escravos recebiam alforria e se loruavam livres;

muitos deles, gracas as

suas habiidades, reuniam

grandes fortunas e, por SU VEz, COMPFRVAMI Outros esCrmvos.

para seu interior; a luze oar entravam nela pelo dtrio e pelo peristilo, e nas paredes gue davam para a rua havia muito poucas janelas.

casas modernas, a

domus romana era guase gue inteiramente voltada

63

nUmerosa gue em outras cidades, elas

fregientemente chegavam a trinta metros de altura. Os aluguéis eram altos, especialmente em Roma, onde correspondiam ao guddruplo de outras cidades. Fregiientemente era necessario determinar o perdao das dividas de aluguel dos mais pobres, e nio poucas vezes a avidez dos proprietêrios levava os inguilinos a apelarem para a sublocacêo. A especulac&o imobiliëria era cComum e nao raro os compradores de prédios em mau estado provocavam

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64. Especialmente depois da conguista dos reinos helênicos, Roma conheceu um periodo de grande refinamento. Esse bem-estar se refletiu também no mobilidrio, gue teve

desmoronamentos e incêndios. Nas insulae havia outros Hpos de fraudes; nos apartamentos mais humildes, gue eram Os dos andares superiores, os servicos bêsicos eram reduzidos ao minimo. Os vestigios desse tipo de casa foram preservados no mAximo até o segundo andar, de modo gue naêo temos provas argueolêgicas relacionadas & existência de &gua corrente nos andares superiores, inclusive porgue neles havia dificuldades econêmicas para a ligac&o com a rede urbana de abastecimento. As instalacoes sanitêrias eram minimas, e para aguecimento era preciso recorrer a braseiros. Poucas vezes a comida era preparada nessas casas; as pessoas

humildes comiam na rua, sem hordrio

certo, como ocorre hoje no Oriente. S&0 famosas as pousadas de Ostia, nas guais foram encontradas, além de mostradores para as bebidas, grandes barricas semienterradas — destinadas & conservacëo de alimentos —, fornos, fogareirose braseiros. Esses locais, gue eram chamados de propinae, nêo tinham boa fama, pois entre seus fregtientadores havia pessoas de diversas origens e ali era praticado todo tipo de jogos de azar. 64

muitas pecas preservadas gunse gue integralmente. As trés imagens sio de wuma cama de bronze do fmal do século 1a.C. As partes de madeira foram inteiramente reconstruidas.

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65 acima. As familias mais présperas tinham servicos de mesa de

prata completos, com

seus elementos

finamente trabalhados, incluindo jarras; pratos, chifres para

bebidas e talheres; 0S menos abastados utilizavam vasilhas de bronze ou cerimica.

65 centro. Os rOMAanOS chamavam de suppelex todo objeto gue era utilizado para decorar uma casa, desde uma vasilha até os afrescos; eram muito apreciados os objetos de cristal, feitos com verdadeira perfeiciio.

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gostavam de organizar banguetes SUNtuosos, nos guais os pratos principais eram carnes com diferentes recheios ee condimentos muito aromdticos. Se de certo modo surpreende gue na casa romana fosse destinado a cozinha um espaco muito pegueno, é ainda mais estranho gue seu mobiliërio fosse relativamente mesguinho. Em funcao do pegueno espaco disponivel, nas insulae havia apenas um colchêo, uma mesa e um assento. Na domus, perto da entrada, no patio interno ou junto & cozinha, sempre havia um larério, um pegueno nicho sacro dedicado aos Lares, divindades protetoras das familias, ante cujas imagens eram feitas oferendas de comidas e bebidas. Ao lado eram mantidas as imagines maiorum, OS retratos em cera dos antepassados. Nas grandes mansêes, os mOveis caracteristicos dos salêes de jantar eram os triclinios, guase sempre dispostos em forma de ferradura. Cada um deles podia acomodar sad ' 1 três pessoas, deitadas de lado. Os mais belos exemplares eram feitos de alguma madeira nobre, com adomos de bronze. Também de bronze eram as pernas tomeadas e os apoios para a cabea, chamados de - Pd fulcra. Para colocar os alimentos diante dos comensais guase sempre eram utilizadas mesinhas redondas de três pernas. O abacus, um mêvel de origem etrusca, servia para expor com muita arte -

65 abaixo. Para aguecer os diferentes aposentos da casa eram utilizados braseiros de diversas formas e dimensdes. O apresentado agui, com pés moldados como sitiros, vem de Herculano, e é muito elaborado. Cabe destacar due a representaco fdlica, gue de modo algum era considerada vulgar, teve entre os romanos um sentido apotropéico £ de bon sorte. Por isso, nas paredes de muitas cnsas de Pompêia hi

falos pintados ou esculpidos para combater 0 mau-olhado.

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0 servico de jantar de grande valor. As mesas se distinguiam pelo nimero de pernas e pela elegência de seu tampo; eram muito valorizadas as monopodia (ou seja, de uma sê perna), introduzidas

depois da conguista da Asia Menor-e

feitas de madeiras de lei. Entre os assentos

é preciso destacar o solium, destinado ao

pater familias, e a cathedra, usada pelas mulheres. Os armarios e as arcas gue continham objetos diversos, candelabros de diferentes formas e tamanhos,

tapegarias e cortinas completavam o mobilidrio doméstico. Nas mansoes senhoriais eram importantes os mosalcos e as pinturas; sobretudo estas ultimas enrigueciam os ambientes e davam uma sensacio de amplidao com jogos de perspectivas. Os ricos podiam se deleitar colecionando estétuas, objetos de arte e inclusive livros raros. 65

O TEMPO LIVRE

66. Nos prédios das termas, as mulhieres jam a palestra e se banhavam Com uan Hpo de sulia, o fascia

pectoralis, e calcinha, ou subligar, em un conjunto semelhante

ao biguini de hoje.

N este detalhe do mauito famoso mosaico

da “Casa das dez

meninas"”, da villa de Piazza Armerina,

duas jovens estio

praticando exercicios para aguecer 0 corpo

antes de passarem pelas diferentes fases do banho. As termas

eram fregiientadas por

todns as classes socinis

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Tal como hoje, na Roma antiga havia o problema de como ocupar as horas livres do dia. Para a grande massa de despossuidos, os desocupados e imigrantes, bem como para os aventureiros, o dilema era apenas a escolha. Para os cidadaos comuns,a

jormada de trabalho terminava bastante cedo e nao era possivel contar com a noite, j4 gue a cidade, mergulhada nas

sombras, se transformava em cendrio de

crimes e perigos, de modo gue a tarde era longa e a guestêo era como inventar algo antes da hora do jantar. Uma soluc&o gue atendia bem a todos era ir as termas. A fregiiëncia a esses centros era um h4bito diério para pobres e ricos, jovens e velhos, homens e mulheres. No perfodo imperial eles eram abertos gratuitamente ao ptblico, ou, no mAéximo, era cobrado um guadrante pela entrada: muito menos gue um litro

de vinho ou um pao. Os diferentes

ambientes eram organizados segundo critérios baseados em uma segtiëncia gradual. Primeiramente havia o

vestiërio, ou apodyterium; depois a sala

dos banhos guentes, ou caldarium; a Seguir, um ambiente intermediërio

levemente aguecido, o tepidarium; e

finalmente a sala do banho frio, ou

frigidarium. A piscina, ou natatio Costumava ficar ao ar livre. Ao redor

dos ambientes principais havia uma

série de instalacêes para os banhos de vapor, as unc6es, as massagense a depilacao. As palestras, grandes espacos

destinados a atividade fisica gue existiam em guase todos os centros termais, desempenhavam um papel fundamental. Entre as competicêes mais comuns nas termas estava o jogo de bola. Dependendo da especialidade escolhida, praticada ao ar livre ou em espacos cobertos chamados de sphaeristeria, a bola podia ser recheada de plumas, areia ou inflada com ar. O jogo mais popular era o Higon, praticado por três pessoas; também era conhecido o harpastum, parecido com o rigbi atual, no gual o jogador tinha de tomar a bola e mantê-la em seu poder suportando os chogues e os empurroes de um grupo de adversêrios. Além disso, dentro das termas havia bibliotecas, salas de leitura, de reumiao

social e até lugares em gue era possivel

tomar uma bebida ou disputar um jogo | parecido com o de damas.

67.A dgua gue

alimentava as termas,

proveniente de um

agueduto, era armazenada em grandes cisternas, e por intermédio delas seguia através de tubulacoes reguladas por vilvulase torneiras para as banheiras em gue se tomava banho frio. Por outro lado, aguela gue devia ser aguecida era desviada para as caldeiras e de ld,

misturada com dgua fria, passava para as banheiras destinadas aos banhos guentes. Outro mêtodo, apresentado nesta ilustracio, permitia aguecer a dgua eo ambiente do caldario.

A partir do braseiro, 0

ar guente passava por

baixo de uma parte da banheira de dgua (n

testudo alvei) ea mantinha em uma temperatura constante

gracas ao fluxo convectivo préprio dos fluidos, segundo o gual a deua fria tende a descer e a guente a subir. Depois o ar guente circulava gelo hipocausto — ou seja, pelo espaco gue havia sob o solo, sustentado

por pilastras — ee fimalmente subia até os respiradouros colocados no teto do prédio ao longo de peguenas chaminés de tijolos gue cobriam integralmente ns paredes do calddrio. O solo, embora fosse dotado de um grande SUspensura (revestimento) isolante,

fregiientemente ficava guente demais, e por isso as pessoas costumnavam usar tamancos de sola de madeira. Também nas mansêes particulares havin sistemas de calefacio semelhantes.

Em resumo, as termas eram nao apenas um lugar onde eram atendidas as

necessidades de bem-estar fisico mas

também um centro de convivio social, onde se encontravam os prazeres do

espirito, além de interlocutores para e conversar sobre politica, esportes negorios.

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Outro nucleo eram os centros de espetaculo, sobretudo o circoe o anfiteatro. Em Roma, os espetdculos #

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publicos sempre foram um meio de propaganda politica e eleitoral, a ponto de se transformarem em um dos mais poderosos instrumentos do absolutismo imperial. Juntamente com as

distribuicêes publicas de cereais, eles

serviam para distrair o povo gue, com o

estomago cheio e ocupado com as distracêes, nao tinha nenhum interesse em refletir. Uma vez assumida essa funca&o peculiar, os espetéculos,

chamados genericamente de ludi, com o tempo se tornaram cada vez mais fregiientes, porgue também se multiplicaram as festas com as guais eram relacionados, e no periodo imperial chegaram ao nimero maximo: 182 por ano. Embora geralmente fossem diurnos, algumas vezes aconteciam a

noite, a luz de tochas; podiam durar

vêrias horas e, com intervalos e interrupcdes, até um dia inteiro, como

no caso dos combates em anfiteatros. Os ludi eram um evento social, aogual se ia para “ver e ser visto”, exibir vestimentas luxuosas e penteados especiais, jOias e criadas, mesmo & custa

de endividamento ou dilapidacao do patrimênio. Os jogos de circo, ludi circenses, eram os mais antigose

aconteciam no Circo Maximo, com

capacidade para mais de 250 mil lugares, gracas a uma ampliacao feita com camarotes de madeira

acrescentados aos degraus de pedra. O principal elemento dessa enorme estrutura era a spina, um muro

longitudinal de peguena altura e 340 metros de comprimento, ornado com elementos arguiteténicos e decorativos, entre eles o gigantesco obelisco de Ramsés II, levado para Roma como 68 acima. Na riguissima produgao de mosaicos do Baixo Impêrio sao muito comuns as cenas circenses, 0 gue comprova a enorme popularidade desses espetdculos. Haoia diferentes tpos de corridas: as de habilidade e demonstracio cêmica e as de velocidade, mas o publico se deleitava apenas com os aurigas das guatro eguipes oficiais.

68

68 abaixo. Neste vivido alto-relevo de terracota vé-se uma guadriga gue estd prestes a contornar uma das metas. Os atletas preferidos do piiblico eram agueles gue davam provas de grande coragem e habilidade e exvecutavam acrobacias muito perigosas; esse empenho era recompensado generosamente pelos respectivos emprestirios.

lembranca da conguista do Egito. Em seus dois extremos eram colocados sete grandes ovos de bronze dourado em um, e sete golfinhos, também de bronze, no outro; cada vez gue os carros| davam

admitido — e a multidao Chegava mesmo a aplaudir — cometer todot de infracêo, como blogueara Passagem da biga do adversdrio para gue ele;

circo, participavam veiculos

cor: Russata (vermelha), Albata (branca)

uma volta nas corridas, era retirado um elemento de cada grupo. Das corridas de bigas, o principal espetdculo do semipesados ou velozes puxados por

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chocasse contra OF a spina. Os Caval OS e os

aurigas eram divididos em eJuipes— inicialmente foram duas, e depois guatro — gue se distinguiam POr uma

Veneta (azul) e Prasina (verde). Em geral

grupos de dois, três ou guatro cavalos. Para ganhar era preciso dar sete voltas, 3 maior velocidade possivel, girando da

a vermelha competia contra a azul ea branca contra a verde. A cor da eguipe ou grupo era a das roupasgue os

direita para a esguerda em torno da

aurigas usavam durante a corrida: uUma

spina, contomando as metae, compostas de três pilastras cênicas situadas nos dois extremos. Durante a corrida era

tinica curta bem apertada na alturadg peito com cintos de couro aê guisa de faixa, para evitar fraturas nas costelas,

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69. Os aurigas

desfrutaoam de grande popularidade e em geral acumulaoam

$randes fortunas. Tambêém os cavalos

eram alvo de fanatismo extremo, € seus admiradores

davnm a eles nomes gue destacavam suas

gualidades, como Victor ou

Adorandus, Ou.

70-71. Este mosaico,

gue mostra uma cena

no anfiteatro, é datado

do século IV d.C. Os

combates de gladiadores sureiram na Etruria, onde escravos ou

prisioneiros eram obrigados a lutar

durante os funerais de pessons ilustres para satisfazer o desejo de sangue dos deuses. O costume foi incorporado pela Roma antiga, onde

pouco a pouco mudou

de significado, e os espetdculos puiblicos passaram a ser grandiosos. Os munera aconteciam

em prédios construidos com essa finalidade,

financiados pelos imperadores € os politicos gue buscavam 0 apoio do povo; isso foi copiado em todas as provincias do Impéêrio.

71 direika. Os gladiadores se diferenciavam de acordo com suas armas e sua eguipe. Os espetdculos exigiam Hma orgaNIZAEAO impecdvel, com escolas

especializadas nas guais eram ensinadas todas as estratégias de luta. A mais famosa era chamada Ludus Magnus e ficava em Roma, perto do Coliseu.

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caneleiras para proteger as pernas e um capacete na cabeca.

Outra grande paixao dos romanos eram OS espetaculos no anfiteatro. O

Anfiteatro Flêvio, verdadeiramente digno de uma cidade como Roma, pois SOmava a grandiosidade de sua estrutura com caracteristicas funcionais de vanguarda, foi inaugurado em 80

d.C. Sua planta era eliptica e ele tinha

perimetro de 537 metros e uma altura de pouco menos de 50 metros. Soba arena, cuja base era um tablado, se

estendiam os subterrêneos destinados aos muitos elementos necessêrios para o espetêculo, entre eles os maguinismos para erguer os cendrios e as feras. Um grande toldo dividido em secêes triangulares gue se movia para fora pela forca de uma eguipe de marinheiros militares protegia os espectadores do calor. A festa de inauguragao durou cem dias, sem interrupcao, durante os guais

morreram centenas de gladiadores e cerca de cingtienta mil feras. No anfiteatro aconteciam os ludi gladiatori, uma série de lutas entre duplas de rivais previamente treinados e

especializados em diferentes tipos de combate, aos guais correspondiam armas e técnicas especificas. Depois de algumas preliminares, ao som de uma espécie de orguestra gue com sua muisica destacava os momentos culminantes, o espetdculo comecava. Os duelos aconteciam ao mesmo tempo entre vêrias duplas, e os gladiadores gue nio morriam, mas ficavam incapacitados de combater, podiam pedir cdlemência erguendo um brago. A decis&o cabia ao imperador, gue comumente atendia ao gue a multidêo

gritava: mitte, ou seja, salve-o, ou iugula,

isto é, degole-o. Os gladiadores eram divididos em diversas categorias: secutores, oplomachi, provocatores, retiarii, murmillones e thraces. Entre eles, era particularmente fascinante o retiêrio. Ele tinha como tinica defesa uma espêcie de “manga” feita de laminas metdlicas gue cobria o seu braco esguerdo até o ombro, e levava um grande tridente e uma rede, com a gual imobilizava seu adversêrio. Geralmente lutava contra outro due, com armamento pesado, usava um elmo gue

— 72-73. A construcio

do Anfiteatro Fldvio,

mais conhecido como

Coliseu, demorou

apenas um lustro, de 75a 80 d.C.,an0 em

foi inaugurado gue com cem dias de munera £

venationes. Este prédio é um

tinha pintada a imagem de um peixe chamado murma. Os gladiadores formavam uma espécie de dupla alegérica formada por um “pescador” e um “peixe”. Os gladiadores Hinham origens diversas; em geral, eram escravos, prisioneiros de guerra ou condenados & morte, mas nao faltavam homens livres, talvez obrigados pela fome a exercer atividade tao terrivel. Também eram tipicas do anfiteatro a caca as feras, venationes. Os animais ferozes eram soltos na arena depois de terem sido mantidos em jejum e na obscuridade; sua morte tinha de ser

espetacular, e em muitos casos havia uma espécie de corrida com touros ou

72

verdadeiro prodigio de

organizagdo € uma

maravilha arguitetonica, em especial guando se leva em consideracdo sus dimensGes: 50 metros de altura por 188 de didmetro; Hnha capacidade para entre 50e 70 ml

rinocerontes, lutas entre animais e cacadas nas guais os animais perseguiam homens desarmados gue, inevitavelmente, acabavam

despedacados. Muita atencao era dada

a cenografia, gue buscava recriar o

ambiente natural das feras. Tambêm havia outros tipos de espetdculos, menores, por assim dizer, gue iam desde a apresentacao de animais domesticados e parédias das venationes, com [email protected]êes cacando coelhos, até apresentacêes de malabaristas,

acrobatas e ilusionistas. Também eram muito apreciadas as evocagoes de episédios misticos ou historicos e as montagens de contos populares, como o

espectadores. Calculase gue, no total, foram utlizados 100 mil metros cubicos de

travertino, 6 mil

setores, atr ibuidos a di ferentes

Empreiteiros- Cad setor era organi a

em funcio dos “io

toneladas de cimentoe 300 de ferro para as

materiaise da ay alcangada, Hudg oi

blocos. Para acelerara

bem concebidg Para

pincas gue unem os

construcio a obra foi dividida em guatro

ACOrdo com um plan

controlar os gastos minuciosamente

do bandido gue, depois de cometer todo tipo de crimes, era preso e

crucificado ou despedacado por um urso. Tudo isso acontecia de verdade, sem gualguer ficcao. Essa paixao incontida por espetdculos cruéis acirrava os Animos de forma

desmedida, tanto gue em épocas de

particular relaxamento dos costumes

chegaram a se apresentar no aniteatro algumas damas da sociedade: “Mévla

com a flecha na mêo e os seios ao ar, dê

caca na arena ao javali toscano”. Acostumado a espetculos tdo fortesr% povo nêo tinha prazer com OUutr0S: mals comedidos. As competices atléticas €

as apresentaces de gindstica eram até

O Coliseu é composto

publico deixar o

de oitenta muros

g1gantesco edificio em

do anel externo para 0 interior, due

A estrutura de

radiais gue convergem

sustentavam a grande rivea de blocos de #raverlino € 0

complexo ststema de

sustentacio é de pedra de m&o, enguanto as abobadas existentes entre um muro €

outro foram feitas de opus cementicium. Fm todo o perimetro

caracterizado por suas Janelas guadradas,

ficavam instalados os 240 postes gue Sustentavam o imenso toldo gue era estendido para cobrir a cdvea, formado por HR enorme guantidade de faixas

de tecido e movido por Mia centena de marinheiros da frota de Miseno.

LLUITE

galerias € escadarias gue permi Ha a0

PoucOS minutos.

do guarto andar,

73 abaixo. Estas estatuetas de barro cozido representam dois gladiadores em combate. Os $ladiadores fregiientemente eram Criminosos condenados A morte ou a trabalhos forcados, é$cravos acusados de

Crimes gravese

também, as vezes, livres atraidos pela possibilidade de 3anhar muito

dinheiro. Por mais inerivel gue pareca, ETAM muitos os

gladiadores gue

es1o tendo sido

| libertados ap

vencerem em incontdveis combates, continuavam a lutar, estimulados pelos enormes ganhos; muitos deles despertavam pauxoes na multidao e podiam terminar sua perigosa carreira com algum conforto. Por isso acredita-se gue 0S profissionais mais famosos gue se apresentavam podiam reduzir ao mAximo OS riscos, e levavam 0

priblico ao delirio com seu profissionalismo, como acontece hoje com a luta livre americana.

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74. Os gladiadores eram

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seu bolso o treinamentoe o eguipamento

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os elementos de protecio fregtientemente tinham

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— simbolizada por

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recebessem visitas de

abrals a on tr ma mn gu al do. va ga pa e gu — a lanist necessfirios. As armase

adornos luxuosos. Os

em organizacoes chamadas familiae, gue vivinm em alojamentos

especinis muito semelhantes a prisdes,

veteranos mais hibeis depo is de uma longt

recuperar a li

espada de madewa s 'MAas0 mais Com s due permaneessél” seu ambiente COM0

freinadores:

74-75. Domiciano ordenou a construcio do subsolo do Coliseu; 0 mesmo imperador destinou as naumadguias

— batalhas navais em miniatura gue eram travadas apos a arena

ser inundada — ouros prédios construidos com essa finalidade. O anfiteatro era dotado de um complexo labirinto de galerias, celase

corredores de servico, 0

gue lhe deu sua impressionante caracteristica de funcionalidade: animais ferozes e grupos de gladiadores podiam aparecer de improviso no prêprio centro da arena gracas a rampas de carga movidas por cabos e contrapesos,

Juntamente com cendrios gue reproduziam templos, bosgues e montanhas. As passagens entre os

recintos destinados as feras podiam ser isoladas com portoes de madeira para reduzir 0 risco de fuga de um animal. O subterrineo Hnha como teto um tablado coberto de uma fina camada de areia no gual eram disfarcadas as diferentes escolilhas. Lima rede muito resistente cercava toda a arena, para

proteger das feras os especladores das

primeiras filas.

75

76 acima. É datado do

comico. Depois da fase dos grandes nomes do

o piiblico perdeu o interesse nesse espetdculo. O teatro Fradicional segundo 0 modelo grego nao.

— Livio Andrêaico,

com os espetdculos

seculo | d.C este baivo-releoo com uma cena do género

teatro romano

mais simples, baseados

Enio, Plautoe Terêncio—

em acontecimentos

extemporineos e expressêes obscenas; no periodo imperial as tragédias Hnham um piiblico muito pegueno.

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76 abaixo. Embora o Estado desse grandes subvencoes, montar um espetdculo teatral era muito caro. Por isso, as companhias teatrais mais famosas impunham suas proprias condicoes aos empresirios, gue pagavam os maguinistas,

figurinistase cenberafos. Neste mosaico descoberto em Pompêia, alguns atores se preparam

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para entrar em cena;

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um deles toca as tibiae pares, um instrumento de sopro semelhante a flauta.

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76-77. Em Roma, os

espetdculos teatrais eram muito menos aceitos pelas massas gue as corridas do circo ou as lutas de gladiadores. Isso se devia, pelo menos em parte, ao fato de gue no século IN a.C.a aristocracia rejeitou 0 tentro, e até o periodo de Pompeu impediu a construcio de prédios destinados dis

montagens. Tal hostilidade era fruto do risco inerente a concentracio de muitas pessoas em um mesmo lugar, onde um autor poderia erguer as multidoes com temas

demasiadamente liberais ou mesmo perigosos. Ainda na época imperial houve um rigido controle das obras montadas.

77

mesmo consideradas imorais, apesar de Domiciano ter mandado construir no Campo de Marte um estidio magnifico,

com o objetivo de dar nova vida as coOmMpeticoes esportivas da Grécia antiga. O préprio Domiciano tinha mandado erguer junto ao estédio um odeon, uma

sala para apresentacêes de muisicos e

Canftores. Mas, maior aceitacao popular

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em escala reduzida nas guais pessoas morriam de verdade. Ficou famosa a naumagula gue Augusto mandou cavar em Irastevere. Tinha 536 metros de comprimento e 357 de largura, era alimentada por um agueduto especial, o Alsietino, e foi inaugurada com um espetaculo gue teve a participacao de três mil combatentes, sem contar a tripulacao das naus. As tragédias foram substituidas por espetêculos teatrais baseados na mimica, gue tiveram grande aceitacAo.

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apenas de estruturas provis6rias de madeira. LIm século antes, a proposta de construir um prédio especifico

enfrentou a oposicio do Senado, convencido de

gue tal iniciativa iria favorecer a corrupcao moral. O teatro construido por Pompeu £ 0 aumento dos entretenimentos 78

oferecidos ao povo, com César, modificaram esse guadro, até o ponto em gue teatros foram erguidos rapidamente, tanto na ltdlin guanto nas provincins. A planta do Teatro de

Marcelo, romano, é

uma prova de gue naguelas instalacies, diferentemente do

teatro grego, 0 comum era gue a civea ndo estivesse nos pés de um declive natural, mas

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sustentada por

estruturas de pedra com argamassa. Mesmo o palco era muito mais alto e elaborado, de

modo gue adguiria um

aspecto monumental,

com seus dois ou três

andares, e nele havia

trés entradas para os atores: a regia, gue era

a central, reservada nos

protagonistas, e as duas laterais, ou hospitalia, para os personagens secunddrios, gue,

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dependendo se entravam pela direika ou pela esguerda,

supunha-se gué chegavam da cidade ou do campo. OS cendriose a maguinarin tornaoam mais convincenté 4 apresentado, acompanhada orguestra gue instalava em

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80-81. Datado do século Ia.C. e assinado por

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artista de origem grega, este faroso mosaico origindrio da mansao de Pompéia chamada Vila de Cicero apresenta alguns personagens da Comédia Nova, adeptos nêmades do culto de Cibele. Precisamente no século I1a.C. teve intcio a boa sorte de dois gêneros destinados a substituir a tragédia de

temdatica cêmica e erdtica, mas nio carente

Diosc6rides de Samos,

ea pantomimua.

No primeiro, de

de sitira politica, a declamacdo era

intercalada com a danca e ndo eram utilizadas miscaras; esses

espetdculos também Hnham a participacdo

das mulheres, normalmente usando muito pouca roupa, pelo gue ds vezes eram com

justica chamadas de “desvestidas” e as guais, por sua profissio, era dada a mesma consideracio merecida

pelas prostitutas. A pantomima, de temdtica trégica, era inspirada na mitologia e na historia. Os protagonistas eram bailarinos, cujas peripécias eram contadas por um narrador € acompanhadas de maisica.

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ASROUPASE OS PENTEADOS

83 acima, Faustina

Menor, filha de

Antonino Pio, exibe

neste busto um penteado gue marca 0 rosto com grandes ondas; na regido central, os cabelos so arrumados em um monte, e finalmente as peguenas trancas sao

unidas em um cogue.

A vestimenta romana era composta de elementos muito simples. A peca bdsica

83 abaixo. Para dar maior volume as

criacoes muais complexas, era comum a utilizacao de cabelos posticos; sobre a nuca, os cabelos eram presos em complexos rolos “enroscados”. As matronas de muais posses eram penteadas e maguindas pela ornatrix, uma escrava dedicada exclusivamente a cuidar da beleza de sun senhora.

era a tunica: guase sempre sem mangas

e presa na cintura, chegava aos joelhos

ou a panturrilha, e era adornada com uma faixa pirpura chamada clavus, larga para os senadores e mais estreita para os égtites. A tunica era

complementada com a toga, um grande

manto de lê branca gue envolvia o corpo deixando livre o braco direito. Até os 16 anos os jovens usavam a Foga praetexta — caracterizada por uma franja purpura — e sê depois de chegar a maioridade podiam trocê-la pela Foga virilis, de cor branca, gue usavam pela primeira vez em uma cerimênia especial gue tinha a participac&o de todos os membros da familia. As mulheres, por sua vez, usavam sobre a tinica a stola,

uma peca de mangas curtas presa na cintura por um cinto e com as pregas cuidadosamente dispostas para criar um efeito elegante. Ao sair de casa vestiam um manto chamado palla, com 0 gual também podiam cobrir a cabega. ' O tipo de calcado mais comum para ` ambos os sexos era o calcei, parecido com botinas. Ouanto aos penteados | — nos referimos apenas aos femininos — amoda variou tanto nas

| diferentes épocas gue é um elemento || importante para datar os bustos e as || estêtuas femininas. Os instrumentos

be jndispensdveis eram o pente, de bronze, | osso ou marfim, e o calamistrum, um

gs ` ferro cêncavo utilizado para marcar os d | cachos depois de ser aguecido em brasa.

| Também era indispensével o espelho,

de|| normalmente guadrado, de bronze,

BTfe ou cristal soprado. Também era || ufilizada uma grande guantidade de | prendedores

lacos, redes e perucas, gue

| aumentavam a consistência e o volume dos penteados.

82. Na época de Trajano estavam na moda os penteados femininos altamente complexos. Para produzir fal

guantidade de cachos era utilizado 0 calamistro, espêcie de tesoura de metal gue era nguecida antes de ser aplicada a0s cabelos timidos.

83

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AS JOIAS E OS PERFUMES

84 acima. Lm 6valo trabalhado em relevoe cercado por uma borda em forma de cordio embelezn este bracelete de ouro. LIm cupido nu segura um espelho em frente a umua figura feminina vestindo uma grande tinica: 0 tema é o da chamada Vênus de Pompêia, gue aparece também em alguns afrescos descobertos na cidade enterrada.

A verdadeira joalheria romana nasceu

no sêculo 1a.C., guando o butim de

guerra levou a Roma, além de obras de arte, pêrolas e pedras preciosas em volume cada vez maior. Os colares encontrados em Pompéia, Estébias,

Herculano e Oplontis nos déo uma idéa das joias mais comuns nos primeiros anos da época imperial. As preferidas eram as combinac6es muito coloridas, embora nunca fossem muito elaboradas.

Bram muito apreciados os brincos, inaures, de variadas formas. Plinio

observou: “Hoje as roupas s&o compradas na China, as pérolas s&o procuradas nos abismos do Mar Vermelho, e a esmeralda nas entranhas

da terra. E, além disso, se inventou de furar as orelhas: est claro gue n&o bastava usar jéias no pescoco, entre os cabelos ou nas maos, também era preciso crava-las no corpo”. Também os.

produtos cosméticos eram objeto de um... florescente comércio. Ungiientose perfumes eram embalados em elegantes potes de cerêmica ou alabastro, ou em garrafinhas de cristal. Os romanos os utilizavam amplamente, e principalmente as mulheres costumavam dedicar muito tempo

maguiagem e & complicada elaboraao de méscaras de beleza, gue tinham ingredientes muito variados, desde

vegetais até diferentes compostos orgênicos, alguns deles inominavels.

84 centro. Este tipo de anel, feito de um fio de

ouro macico torcido em forma de cordfio no gual é colocada uma

pêrola, foi muito comum na joalheria romana a partir do

século 1 d.C.; As vezes

a pêrola era substituida por uma pedra resistente.

84 abatxo. Os peguenos engastes gue compoem este par de brincos contêm pedacos de guartzo. Estas pecas so dunas das muitas

encontradas entre os numerosos €

esplêndidos exemplares descobertos em Oplontis, perto de Pompëia.

Tudo isso era preparado em peguenos

pratos ou potes. A base utilizada era 0 alvaiade, ou cerussita, cerussa,

N

85. Datada do século 1 d.C., esta larga gargantilha foi encontrada em Pompéia; tem engastes ovais de ndcar intercalados com prismas de esmeraldas; da mesma época, mas descoberto em Oplontis, é 0 colar no gual contas da mesma pedra sio intercaladas com contas de ouro fundido, A esmeralda era muito apreciada pelos romanos por ser encontrada na natureza em cristais de

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86

misturado com mel e substê[email protected] gordurosas; para obter um coloridd$ d mais rosado, o alvaiade era misturadd corantes como o ocre vermelho, a espuma de salitre ou, ainda mais barato, aborra do vinho. Os cilios e as sobrancelhas eram realcados com

cinzas, e as pêlpebras com sombra verde ou azZul. Como togue de refinamento, sardas pintadas sobre as

bochechas e um pouco de ruge aplicado com pincel dos lados. Plinio, o Velho, nos deixou alguns conselhos cosméticos. Contra rugas: “Acredita-se gue o leite de jumenta elimina as rugas da pele do rosto, a suaviza e clareia, e sabe-se gue algumas mulheres o aplicam nas bochechas sete vezes por dia, preocupando-se muito em respeitar ontimero de aplicacbes dirias. Fo1 Popéia, mulher do imperador Nero, gue criou esse hêbito, chegando a utilizar o

leite de jumenta no banho, motivo pelo gual, guando viajava, levava consigo uma tropa de jumentas”. Contra a acne: “as erupcêes de acne no rosto podem

ser eliminadas aplicando-se gordura animal, sendo melhor guando

misturada a alvaiade”. Contra as rachaduras da pele do rosto: “Rachaduras no rosto s&o curadas com

placenta de vaca ainda fresca”. Contra fungos no rosto: “Uma cola feita com

genitais de novilho dissolvidos em Vinagre com enxofre e misturados com um raminho de figueira; é aplicada Iresca, duas vezes ao dia”.

simplicidade e 0

87 abaixo. Os brincos dos guais pendiam duns ou mais pêrolas eram chamados de crotalia, em uma analogia do seu tilintar com o som dos

complexas, como a granulacio ea de filigrana, em favor uma aparéncia mais sélida e mais impressionante. Os camafeus eram muito

musicais de percussiio simples. As pêrolas eram muito apreciadas; as de melhor gualidade, guase sempre importadas do Mar

87 acima, centro. Em contraste com 0

detalhamento refinado do ouro helênico, a

producio romana apresenta maior

abandono das técnicas

apreciados; eram feitos

de diferentes materiais: cristal de rocha, sardonix, dgata ou a mais modesta pasta de cristal. A utilizacio do camafeu como pingente Ou OS anéis foi mais comum desde o intcio da época imperial até se difundir durante 0 século Id.C. Os temas jam desde o retrato até a representagideo deuses e epis6dios mitoldgicos.

crotalos, instrumentos

Vermelho, alcangavam

precos exorbitantes. Os pobres tinham de se contentar com

imitacoes de cristal 0 madrepêrola.

66 acimn. Este colar

de aparência sébria é composto por dois pares de correntes de simples minas de ouro recortadas em forma de oitoe dobradas ao meio. Tanto o modelo da corrente, guanto o dos discos $i0 vistos em muitas outras pecas datadas entre os séculos Ia.C. eld.C.

68 abaixo. Os colares podiam ser monilia, ou gargantilhas, ou catellae, com comprimento de até dois metros, para realcar a figura feminina. Esta corrente de ouro, encontrada em Pompêia, era usada sobre as roupas, ajustada a cintura € presa sobre o peito e os ombros.

88

89 acima, esguerda. Este esplêndido bracelete em forma de serpente pertenceu a uma rica matrona de Pompéia. O mesmo tema, gue tHnha um valor apotropéico ou protetor, teve ampla difusio durante 0 periodo imperial.

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89 acima, direita.

O tipo de anel de duas cabecas de serpente frente a frente, como nesta peca encontrada em Pompêia, na0 saiu de moda seguer guando o uso de pedras preciosas chegou ao auge.

89 abaixo. Fo1 encontrada em Pompêia esta bulla de limina de ouro decorada com filigrana. Os romanos chamavam de bulla gualguer

objeto de forma mais Ou menos esférica. O mesmo nome era dado originalmente a um pingente de couro Ou outro material levado no pescogo; COM 0

tempo, seu sentido de amuleto de sorte pasSou a ser o de relicirio, due guarda talismas de diferentes Hpos contra o mau-olhado. Em geral, guem uSava As bullae eram jovens liores por nascimento.

ei O EXÊRCITO ROMANO

90 acima. Muitos sarcofagos do periodo imperial sio decorados com cenas de guerra;

desde sua origem a sociedade romana foi imbuida de um

espirito guerreiro gue

determinou toda a sua

@volucdo.

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G

90 abaixvo. Os legiondrios eram profissionais gue podiam lutar em gualguer situacao ë capazes de atender a gualguer necessidade logistica, como mostra

este relevo da coluna

de Trajano.

O poder romano, tanto ECONÊMicg

guanto cultural, foi con dJuistado pelas

armas e defendido com elase com muita bravura até a gueda final. é correto afirmar, portanto, gue em !

muitos sentidos o pod ser ooidentificado om ae eg suasos

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due estava mergulhada em uma grave

N

legiëes. Ouando foi atropelada pela forca dos atagues b4rbaros, a SOciedade

Crise, nao conseguiu encontrar em si

]

nenhum recurso material nem espiritua]

para deter o curso dos acoNtecimentos. :

Até o instante em gue tudo

7

desmoronou, o exército romano tinha

sido o conjunto bélico mais bem

|



organizado e mais eficiente do mundo 7

antigo; o excelente treinamento ea

especializacêo das tropas, o apoio

logistico e os armamentos de tecnologia

avancada o tinham transformado em um mecanismo perfeito, cuja eficdcia mortal tinha estado a servico de estrategistas habilidosos,

ininterruptamente, durante mais de oito. séculos. Embora os dados sobrea j"

primeira fase imperial sejam muito fragmentados, sabe-se gue na vida social havia uma divisêo0 rigida entre cidadaos livres e os gue nêo desfrutavam da plenitude dos direitos.. civis, o gue os mantinha excluidos do...

servico militar. Os contingentesgue

formavam o primitivo exército romano..

vinham de três tribos, gue em casode

d

necessidade podiam fornecer, cada

uma, mil soldados de infantaria e 100. ||

éguites. O armamento era composto de 3

couraga, elmo e caneleiras de couro,

||

escudos de madeira, lanca e espada; cada soldado pagava de seu proprio bolso o eguipamento, de modo gueas

armas no eram iguais e variavam de. acordo com a posic&o social. Uma primeira reforma do exército realizada| TE # fe

red]

91. Augusto criou como sua guarda pessoal o corpo dos pretorianos, gue mais

pretorianos wsavant

sticessores 0 mais

Durante mais de Ad

Harde seria para seus

uniformes especials,| eram bem remuetados e Hnham um per DA0

de servigo memof..

importante

séculos, foram as

controle da capital. Instalados em um

solo itdlico, e vi os imperadores dhegi ad

instrumento militar de

guartel localizado nas cercanias da cidade, os

tropas estacionadis di

ao poder gragas ds 'influëncia. Es] Ti"

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A forca das legiëes variou com 0 tempo, de acordo com a extensêo das frentes de guerra; de duas legioes passou-se a guatro na segunda guerra samnitica, ea vinte e cinco durante a segunda guerra ptinica. O pagamento minimo por servir em armas diminuiu cada vez mais, € assim surgiu o costume de organizar tropas awxiliares com os homens dos povos subjugados. Mas essa organizac&o militar era cada vez menos adeguada as reais necessidades de Roma, gue tinha grandes planos expansionistas. Na segunda metade do século II a.C., o servico militar passou a ter duracao de seis anos, o gue provocou um grande

em cimco classes, e cada classe em

centurias, em um total de 193. Na prêtica, os membros das classes abonadas deviam pagar impostos mais altos e ocupar os postos militares mais Importantes. Os contingentes da cavalaria, portanto, vinham das familias abastadas, enguanto a massa da Infantaria era sempre oriunda das classes operérias, embora estivessem Isentos da obrigacao agueles gue nêo tinham bens. A diferenca econêmica se refletia também no eguipamento. Os soldados de primeira linha levavam

unidades basicas e de comando Simples gue, formadas em duas ou três linhas,e dispostas em tabuleiro, podiam realizar acbes independentes. Comecou com Augusto uma ampla reforma das fOrcas armadas, gue nao dizia respeito apenas as legi6es, mas a todo o aparato militar: em sua essência, essa reforma resistiy guase sem modificacêes, até Diocleciang

As legioes, compostas de 5 mil a 6 mil homens, cada uma comandada por um legatus, nunca foram tantas guanto se costuma pensar; chegaram no maximoa 30 as gue pegaram em armas ao mesmog tempo. Os legiondrios da infantaria se alistavam entre 17 e 25 anos de idade.

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O tempo de servico foi estabelecido em 16 anos na época de Augusto e, mais tarde, em 20 anos; mas temos noticia de

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gue muitos soldados permaneciam em servico mesmo depois desse prazo, e

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muitos se mantinham em atividade por

até AO anos.

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regimentos de infantaria dispostos em



formacAo cerrada, o exército romano tinha o inconveniente de uma limitada

92

horas, eguipados de armadura, roupas, “4 races de comida e tudo o mais, com

| FA) um peso de cerca de 30 guilos. VA A extraordindria mobilidade do exército

integradas em falanges, ou seja,

contavam em sua eduipe com uma nova arma, o pilum (pilo) e, ao gue parece, os restantes continuavam

durava guatro meses durissimos. Nesse periodo, os jovens soldados aprendiam a marchar em linhas cerradas até

percorrer 36 guilêmetros em cinco

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decurioes. Com esta estrutura de legiëes

capacidade de manobra. De acordo com a tradicao, foi Furio Camilo guem resolveu o problema ao instituir a legiëo em manipulos, uma formagao articulada e flexivel capaz de enfrentar eficazmente os inimigos gue Roma devia combater. Essa nova organizacao era baseada no manipulo, uma unidade de 120 homens para cada uma das duas primeiras linhas, e de 60 na terceira. Em campo, normalmente os manipulos de três linhas formavam em tabuleiro. Os homens das duas primeiras linhas

a autoridade de um centuriëo instrutor,

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formacao de 30 édgiites — seguia as ordens de um de seus préprios

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comando era dos tribunos, enguanto

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eduipamento completo, e os gue os seguiam estavam menos armados, progressivamente, até chegar as filas dos velites, soldados gue nao usavam nada além de fundas e lancas curtas. O

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romano fregientemente se mostrou

1 fator decisivo para surpreender o

inimigo. Aléêm disso, ao fim da marcha

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os legiondrios deveriam ser capazes de f erguer oacampamento para a noite, caso fosse necessario.

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mal-estar, especialmente entre agueles gue formavam a base das legiëes, como OS peguenos proprietêrios rurais. Isso levou a& grande reforma atribuida a Caio Mario, gue transformou o soldado em um profissional da guerra. Desapareceu Oo recrutamento por classes, e o legiondrio — sé podiam se alistar agueles gue tinham cidadania romana — passou a prestar serviGo permanente, continuando em servico por muitos anos. Também houve grandes mudancas no

92 acima. Esta preciosa bainha de espada, gue data do inicio do século l d.C., foi encontrada no Reno, nas

proximidades de Mogtincia; é decorada com uma cabeca de Tibério e deve ter

pertencido a um de seus altos oficiais. O gladium foi, durante séculos, a arma romana padriio para combate corpo a corpo.

92 abaixo. Neste releo

encontrado em Moet vemos dois legiondris

em batalha. Destagué El : para a pe rinmteiro, gueé ten

EE EG coberl0 pelo escudo ea espasê em posicdo horizontat

pronta para dar uma estocada profunda, €" vez de um corté. di Considerava-se dié de golpe era mais eficiël e mortal.

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plano tatico, gracas a Crlacao da COOrte formada pela uniao de três m ANipulos, passando a ter entre 500 & 60 Todos os legiondrios eram ee J homens, duipados G armados com as mesmas pe enguanto a cavalaria era ede Assim, as coortes se tornaram as |

utilizando a lanca. Nao houve mudancas entre os velites e nos éguites.

na época de Sérvio provocou Importantes mudancas militares, mas, acima de tudo, sérias transformac6es politicas. Toda a populacao foi subdividida, de acordo com sua renda,

CENTURIA

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CONTUBERNIUM



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vez eram divididas em

disciplina. O desenho

pouco ao longo dos séculos, cada legio era

coortes, gue por sua

Ses centkuirias de cerca

de oitenta homens

cada. O desenho ilustra

uma centiria Hpica,

Made por 10

contu ernla,

O1to legiond Ee

ode

dioidiam uma barraca. Cadn centirin era

| Eomandada por um ae

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Centuriao, gue por sua s VEz dependia dos | Eribunos. A frente da ë

| legiao, gue também

tropa e manter a

forma de cravos e medalhas, as primeiras semelhantes a braceletes e as segundns trabalhadas em relevo.

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Composta de dez

valor e recebiam dos fribunos o comando. Entre seus deveres estavn o de treimar a

tenha variado um

(@

Embora sua formacio

legiondrios gue se destacavam por seu

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exêrcito romano.

representa um centuriio gue tem em sua couraca muitas condecoracoes na

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a unidade bisica do

93 centro, a direita. Os centurides eram

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93 acima. A legiao era

AS

93 abaixo, A esguerda. O desenho representa uma lorica segmentata, couraca

gue permitia grande agilidade de movimentos. Os legiondrios comecaram a utilizé-la no século Id.C.

93 abaixo, a direifa. Teria esta aparência um legiondrio romano do século II d.C.; os ombros eo torax estariam protegidos pela loriga, e um elmo protegeria a cabega e parte do pescoco. Suas armas eram um grande escudo, a espada e a langa.

93

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94 acima. O triunfo era a maior honra gue

Os recrutas também eram submetidos a

general gue Hvesse

fisicas e de treinamento com armas de diversos Hpos. Também eram ensinadas técnicas de combate mais eficientes, tanto ofensivas guanto defensivas. Entre estas ultimas estd a festudo, a mais famosa formacao

podia ser dada ao

ma vitoria decisiva

sobre o inimigo. Com a cabeca adornada de

louros, ele Hinha o direito de desfilar pelas ruas de Roma Em uma guadriea, em meio a multidio gue

aplaudia, seguido por seu butim de guerra, incluindo as armas

dos inimigos e os prisioneiros

acorrentados, como se

pode ver neste baixo-

relevo.

as simulacbes de combate fossem muito menos fregtientes, o tempo livre era um luxo, jê gue os legionarios tinham de cumprir um grande nuimero de tarefas,

um intenso programa de atividades

como limpar alojamentos, dar turnos de

guarda e, se o acampamento estava em um territério conguistado pouco tempo

antes, se dedicavam a construir estradas,

pontes, aguedutos e até mesmo novos centros urbanos. Alguns relevos da Coluna de Trajano mostram grupos de engenheiros ocupados estendendo pontes de barcas sobre o Danubio ou legiondérios erguendo as fortificac6es de um novo acampamento. Especialmente as estradas desempenhavam um papel fundamental na rêpida pacificacao e no

militar romana, gracas & gual os soldados, inteiramente protegidos por seus préprios escudos por cima e pelos lados mais expostos, avangavam mesmo sob um violento atague inimigo. Uma vez terminada a fase de treinamento, Os soldados comecavam a vida militar propriamente dita; embora as marchas e

controle e romanizacao das terras recémsubjugadas; nao por acaso a extensao ea eficiëncia da rede vidria foi, mesmo nas

regioes mais distantes, um dos

elementos marcantes da civilizacao romana. As vezes os militares precisavam desempenhar as funcoes de policia ou patrulha do territêrio; em gualguer caso, como verdadeiros

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profissionais Sujeitos a um durava toda Flêvio Josefo

das armas, estavam treinamento continuo, gue a sua carreira. O historiador elogiou muitas vezes a

organizacao militar romana, destacando

a disciplina e a rapidez com gue os homens obedeciam as ordens. Especialmente guando a politica de

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94 centro. ri naval romaOn Pode NAScey durante Primei rg &Uerra piinicg, rU ande Roma “OmPreendey gs Pp

recisava de uma bo

para lutar COntra os Carlagineses, eX celentes

marinheiros. Fo

utilizado como Modelg Um barco tomado de inimigo, e€ em pouco tempo construido um,

grande nimerg de les: em 260 n.C. os

FOTMMANOS travaram em

Mylae (hoje Milazzo) Sua primeira batalha naval. O elemento

bdsico dos barcos de Suerra rOManos era

rosto, ou esporiig, geralmente revestido de grossas placns de

bronze, gue sobressain da proa ao nivel do dl ar; PSta Hrrd /seroië

paraa brir. birace: ING

embarcacoes inimiogs guana 0. jnvesi findot

forca. Os espordestr barcos capku;

meio da batallt tornavamdst militares mini

prezndos;

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expostos no Bou numa tribunaded

causa desse Adel

recebeu 0 nonld 1

Rostra.

eXpansêo territorial do Império comegou a enfraguecer, foram instituidas manobras militares regulares e de grande envergadura, para gue as tropas baseadas nas fronteiras nêo perdessem seu alto grau de preparacao. Fregtiientemente, se havia tempo disponivel, antes de entrar em combate

os chefes faziam uma rêpida verificac&o do verdadeiro grau de treinamento de seus homens. Em combate, e

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especialmente durante os cercos, o exército romano dispunha de uma grande variedade de armas pesadas: desde manteletes, grossas

em cercos. Alé besta gue agui conhecida pelo

das muralhas, até os diferentes tipos de

potente, chamada

placas mOéveis usadas pelos soldados como protecao guando se aproximavam catapultas e ballistae, eguipamentos semelhantes a bestas de grandes dimensêées cujos disparos eram de grande precisao e alcance. Algumas

94

94 abaixo. O exeraik

ma da se V none aé

scorpio, egue podia.. arremessar lancas, hit virios tipos de catapultas; a mais onager, era capazde

arrentessar um projé“N de 50 guilos a 400

diskinciaCO,M metros resultado devastador:

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sas maguinas, f mOveis e puxadas

Uunidades $ O soldad

or cavalos, podiam lancar um projétil P distincia. O 500 metros de distancia. a ierdieOs

de 500 ou mil

Estadoe permanecia por 25 anos. Seu agaamento era infe inferrior ; Pag ao gue recebia um

avancar flangueados por tropas

auxiliares dispensadas das tarefas

tempo ele conse guiaa cidadani

sondices de levar a cabo ages

As tropas awdliares se dié

ag oue Erdginm geed espec si

“hlaromana.

erenclavam das Outras por nomes ou apelidos particulares

flexibilidade e versatilidade. Seu

enguanto as armas e os eguipamentos

nimero sempre foi alto, pois igualava, ou talvez MesRIA Br PARE 4



de auxilin famosos estiveram a cavalaria

ntmida, os fundeiros das Baleares e os

infantaria (coortes) ou de cavalaria

dentro um fosso-e

ficdeia

estacas afiadas, € em

j mente, César, especial se apoderou

construiu um anel defensivo para se

uma segunda etapa

defimitivamente da

proteger do exêrcito de

de Alsia, a cidade fortificada na gual

Vercasivelauno levou para ajudar a cidade.

les tinha se dos gauleses, refugiado juntamente com cerca de 80 mil

combater em duas frentes, os romanos contiveram os afagues

250 mil homens gue

Vercinget6rix, o lider

as guals pertenciam. Entre os contingentes

tropas de apoio (auxilia) podiam ser de

I ne; “MMEOu niveis de eficdci

Hnhka do lado de

Gil depois do cerco

COStumavam ser os mesmos das unidades

infantaria legionaria. As secbes dessas

longa palicada gue

extraordindrios. Julio

soldado romano, mas no final desse

confiadas aS legioes, para estar em

95. Nos Cercos, a

estratégia romana

1;

440 awdliar entrava a servico do

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jonarlos TO legionar

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(alae),

ardueiros cretenses.

Embora tivessem de

homens. César, gue

e dizimaram 0

Ee primeiramente cercou a praca forte com uma

Verse Vercinget6rix se rendeu por fome.

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95

ROMA, CAPUT MUNDI ESPLENDORES DE UMA CAPITAL LINIVERSAL

96 esguerda. Neste dendrio de prata do século 1 a.C. é possivel ver uma guadriga conduzida por Jupiter; desde a época

republicana o dendrio

era a base do sistema monetdrio roman.

96-97. O Anfiteatro

de Flévio, mais conhecido como

Coliseu, foi construido

na época dos Flivios,

na depressio existente

entre o Palatimo, 0

Célio e o Esgualino, onde antes ficava 0 pegueno lago da Domus Aurea, d

suntuosa residéncin de Nero.

96

OS FORUNS IMPERIAIS A

B C D E F

Templo do deus

H

Coluna de Trajano Basilica Uipia Mercados de Trajano Forum de Trajano

I

Forum de Augusto (2 a.C.) ] Templo de Minerva K Férum de Nerva, o

Templode Vêénus

L

Trajano

(113 d.C)

Genitrix G Forum de César (42 a.C.)

Tempo de Marte

Vingador

Transitério (97 d.C.) Fêérum de

Vespasiano, ou da paz (75 d.C.) M Templo da paz 98 acima. A vista aérea revela os

O aspecto de Roma no periodo arcaico era muito diferente do atual, pois era marcado pelas colinas altas e abruptas e pelas depressêes profundas e os vales Inacessiveis gue a cercavam. Uma vegetagao rica, em gue havia até mesmo bosgues seculares, cobria as encostas das

resguicios do Forum

de Augusto e do

Forum de Nervn,

ambos compondo 0 gligantesco conjunto dos Féruns imperinis;

estes ultimos foram construidos junto ao Forum Komano para Crinr espacos monumentais mais amplos e mais bem dispostos, destinados nio apenas a celebrar as realizac6es pessoais dos imperadores, mas

colinas e os limites da cidade, onde se

estendiam os campos de pastagens e as plantacoes de cereais, as hortas e os vinhedos. Os muitos cursos d'4gua gue percorriam os vales fregientemente formavam pêntanos, charcos e lagoas. Nas terras altas havia aldeias, habitadas

Hambenm, e

pelas diferentes comunidades da regiao. Na época imperial, a cidade era densamente habitada, e j& era entao um dos maiores centros do ocidente

principalmente, a vida publica da Urbe,

mediterraneo. Junto as muitas cabanas

de palha e barro foram sendo construidas casas de pedras com cobertura de telhas e patios internos, semelhantes as etruscas da mesma época; as moradias dos patricios,

98

com as bases do Templo de Marte

Vingador e, em segundo plano, 0 gue resta do Férum de

Trajano e dos

mercados anexos, onde Se concentravam

dezenas de lojas gue vendiam produtos

alimenticios. Tambëm ali eram realizadas as

eventuais distribuices

gratuitas de cerenis para a plebe.

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Roma foi o mandado erguer por Trajano com

0 butim das guerrasda Ddcia. Foi projetadopor | Apolodoro de Damasco, gue na obra inroduziu

Ar

muitos elementos

inovadores, COMO a

posicao transversal da Basilica Ulpia em

relacao ao restante do conjunto eo grande

Prisco e Targuinio, o Soberbo —

semicirculo dos

Mercados Trajanos, um grupo de tabernae distribuidas em seis andares. sm L E.A

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construcio do Forum de Trajano exigiu corkar o Ouirinal, dué Hnha a mesma altura da coluna cocleadi; Apol odoro dé

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grandes canteiros de extracao de argila e fomos de tijolos, em cujas imediacoes se erguia a aldeia fortificada de Janiculo. Uma muralha resistente cercava o alto dos morros e descia para o vale, em uma extensao de guase 11 guilêmetros, delimitando uma superficie de aproximadamente 4 milhêes de metros guadrados. Jé no periodo arcaico pensou-se em criar um marco adeguado

Forum de Auguste,

Féruns construidosem

fregientemente eram encimadas por altas torres, como deveriam ser as mansêes reais de gue se tem noticia, como as de Anco Marcio, Targuinio

em armas e aos exercicios militares —,

plang, a regiëo do

98 centro. O iilfimo dos.

construidas no alto das colinas,

construidas sobre o Velio— ea de Sérvio Tulio, assentada no monte Oppio. Nessa época, o setor monumental era muito pegueno, e a periferia se estendia por grandes dreas nao edificadas, nas guais estavam os cemitérios, o Campo de Marte — destinado as reuniées do povo

99. A vista aéren mOoStra, em primeirg

lizouMad Damasco Euti E

| rea conseguida par conustruir nela 0S

mercados, gué por SUS

vez serviam pard Conduz

as ladeiras

ko da colina. O trec

mais bem conseroado

deste complevo e chamada Via Biberatica.

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lIha Tiberina Ponte Emilio Teatro de Marcelo Férum Boario Arco de Jano

Roma

Templo dos Gésares Colosso de Nero Arco de Constantino

Anfiteatro Flêvio, ou

Templo de Jupiter Capitolino

Coliseu

Termas de Tito Termas de Trajano

Tabularium

Templo do deus Trajano Arco de Sétimo Severo Basilica Julia Curia Férum Romano Férum de Céësar

Férum de Trajano Férum de Augusto Basilica Emilia Férum de Nerva, 0 Transitêrio 18 Férum de Vespasiano, ou da 19

Templo de Vênus e

Paz

Baslilica Nova, ou de Maxêncio

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Ludus Magnus Templo do deus ClAudio Aaueduto Acdua Claudia Septizonlum Palécio de Setimo Severo Domus Flavla Domus Augustana Palatino

Circo Mêximo Templo de Apolo Templo de Cibeles Aaueduto Acdua Marcia

100-101. LIma cidade

de muais de um milha0

de habitantes gue cresceu sem um plano

urbanistico proprio, com uma trama urbana muito densa, dominada

pela grandiosidade dos paldcios imperiais construidos sobre o

Palatino, pelos grandes prédios piblicos e por nguedutos imensos: assim era Koma em

meados do sêculo IV,

alguns anos depois da

vit6ria de Constantino em Ponte Milvio, antes

do longo periodo de decadência gue levaria

Ad ruina os suntuosos monumentos da mator

metrépole do mundo antigo.

O FORUM ROMANO

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cidade, dividida administrativamente

em guatro regiles. As transaces

comerciais foram facilitadas com a construgao do Forum Boario, no porto Tiberino, em cuja vizinhanga foram

erguidos os templos da Fortuna e de

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para a praca situada no centro da cidade, o Frum, onde pouco a pouco foram sendo construidos os primeiros prédios publicos. A cidade era dominada pelo colossal Templo de Jupiter Capitolino, construido por Targuinio, o Soberbo, gue também realizou as primeiras obras do Circo Maximo, destinado as corridas de bigas. Mas é atribuida a Sérvio Tulio a maior parte da concepcao monumental da

Férum, os de Ceres, Liber e Libera nas ladeiras do Aventino, o de Semo Sanco no Ouirinal e muitos outros menores. Mas no inicio do século V, e durante

muito tempo, esse surto construtivo foi consideravelmente reduzido, por causa das constantes guerras travadas contra latinos, etruscos e volscos. Em 390 a.C.

os gauleses derrotaram os romanos as margens do rio Alia e entraram em Roma a sangue e fogo. A cidade foi

A Templo da Concordia B Templo de Vespasiano C Pêrtico dos Doze Deuses

D Templo de Saturno E Arco de Septimio Severo F

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G Curia H Basilica Junia I

Basilica Emilia

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K Templo do deus Julio L Templo de Vesta M Templo de Antonino e Faustina

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O Casa das Vestais

P Templo do deus Romulo

O Porticus Margaritaria R Basilica Nova, ou de S

Maxêncio Arco de Tito

T Templo de Jupiter Stator

U Templo de Vênus e Roma

reconstruida apés a devastacêo, mas, como conta o historiador Tito Livio,a

pressa impediu gue fosse feito um planejamento urbano, e cada um ocupou O espaco como duis. A organizacao urbana, gue jê era complexa, se tornou

realmente dificil, e em Roma, diferentemente das colênias e das novas cidades, gue tinham ruas largas e um tragado regular, sempre houve mais “uma aglomeracao de casas, e n4o uma

cidade devidamente construida”. Poucos anos depois, em 378 a.C., comecaram as obras para reforcar a muralha e aumentar a capacidade de defesa. Foram erguidos novos templos, como o de Juno Moneta no pico chamado Arx, ode Salus no (uirinal, o consagradoa Jupiter Vencedor no Palatino, o de Ouirino no Ouirinal e muitos outros.

O primeiro agueduto foi construido em 312 a.C. por ordem do censor Apio 102

102 acima. O arco de Sétimo Severo foi construido no Férum Romano para celebrar as vit6rias do imperador no Oriente. Os diversos epis6dios da guerra sao descritos em minticins nos variados relevos gue decoram o monumento. 102 abaixo. Por tras das três colunas

preservadas do Templo

de Cdistor e Pélux — da época de Tibério —

se ergue o volume

branco do arco de Tito,

construido em 81 para Comermorar as vitbrias

de Vespasiano e seu filho sobre os judeus.

102-103. Durante séculos o Forum

Romano foio centro da

vida publica da LIrbe. Na ilustragao ë possloé reconhecer, a esguer de as colunas do Templo de Saturno: no centT9, o Templo de Antoni? e Faustina e,& dirett,

o Templo dos Dibscuros

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Em 308 Maxêncio comecou a construira riltima e mais grandiosa das basilicas erguidas em Roma: Constantino a concluiu

do lar romano, gueardia ie templo circular gue

sobre olado norte, ma colossal estêtua sua de

Entre OS monumentos Mais Sugesfivos do Férum MO, se encontra a Casa das Vestais, recinto das sacerdotisas gue

sagrado de Vesta, adeusa

fieaoa ao lado.

e fez colocar na abside, tpo acr6lito.

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alfura na nave central ee pouco mENOS de 26

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a Bastlica de Maxêncio Mo século IV. Era revestida de pêrfiros vermelho verde, com incrustagoes de mdirmores raros, soberbas

abdbadas trabalhadas,

decoragdo de estugue Pr ee ë Ha estatua

de

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Clêudio, e no ano 291 a.C. foi erguidoo Templo de Esculdpio, di vindade da satde, na IIha Tiberina. Comecou na cidade, jê di vidida em Fe regioes — Colina, Esguilina, Ab ab urana e Palati'na —, um no vo surto CONStrutivo com o fim da am eaca cartaginesa. Foram entao reforc adas as estruturas comerciais instaladas junto ao

Tibre e surgiram o armazém para

embargue de mercadorias, o grande Porticus Aemilia, Cujos Imponentes vestigios ainda podem ser vistos hoje na planicie de Testaccio, e os primeiros horrea — depêsitos de alimentos — de pedra. Foi erguido no Campo de Marte o Circo Flaminio, e nas imediaces surgiram os dois templos mais antigos do chamado complexo do “Largo Argentina”. Além disso, com o objetivo

106-107. Segundo o

guando o reino de

Plinio, o Velho, o famoso conjunto

em provincia romana; o prêprio Plinio a definiu como uma obra-prima sem igual. O conjunto, gue fala do mito do sacerdote troinno castigado por Atenéin, confirma 0 enorme sucesso gue fez n estatudria grega no mundo romano a partir do século IT a.C. No periodo imperial, as copins de originais Sregos eram comuns, e um grande niimero de escultores helênicos se estabeleceu em Roma.

historiador romano

escult6rico de mnirmore com 0 tema de Laocoonte decorava

0 palacio de Tito. Hoje esta provado gue se rata de uma obra

original grega do periodo helênico,

atribuida aos escultores de Rodes,

Agessnndro, Polidoro

£ Atannadoro. Talvez inicialmente estivesse instalada em um

prédio monumental de

Pêrgamo, mas foi

levada para Roma

Atalo foi transformado

de dotar a cidade de ambientes

adeguados & discussio de causas legaise a0S negocios, atividades gue até entao se desenvolviam no Férum, ao ar livre, entre os anos 184 e 170 a.C. Pércio Catêo,

Emilio Lipido e Semprênio Graco mandaram construir grandes prédios chamados de basilicas, inspirados no

mundo helênico; essas construces receberam os nomes de seus patrocmadores: Basilicas Pércia, Emilia e semprêénia. Pelo mesmo motivo,

Surgiram em vêrios pontos da cidade diversos pêrticos. O mesmo Emilio instalou as pilastras da primeira ponte

de pedras sobre o Tibre, abaixo da IIha

Tiberina; alguns anos mais tarde as pilastras foram unidas por arcos, o gue deu origem a um modelo construtivo gue foi depois utilizado na realizacao dos aguedutos e das bases das estradas suburbanas, também gracasa introducaAo nas obras do opus cementicium (uma mistura de argamassa e pedras), o gue permitiu ousadas realizacbes ardguitetnicas. Nessa época, o contato com as colênias gregas levou a importacao de esculturas, e assim surgiu a moda da reproduc&o dos originais

gregos, muito difundida mais tarde. Apesar disso, mesmo as casas dos

romanos mais abastados continuavam a ser modestas, e as dos grupos mais humildes, peguenas e superlotadas, nêo eram mais gue estruturas de gradeados de madeira e tijolos. A vida em geral era marcada pela austeridade, os escravos eram poucos ea vida doméstica muito simples. No campo religioso, os Lares eram as divindades protetoras da familia eda casa, ea elas eram oferecidos

sacrificios no altar doméstico; ja os Penates eram os espiritos dos

antepassados, cujas imagens de cera eram cuidadosamente preservadas e

expostas nos funerais e nas cerimonias familiares mais solenes. Pouco a pouco o culto popular incorporou novas 108

divindades, como Ceres, deusa dos

cereais; Cêstor e Pélux, os filhos gêmeos de Jupiter gue, segundo a lenda, tinham lutado no lago Regilo junto aos deuses romanos Hêrcules, Esculdpio e outros. Também pouco a pouco surgiu a identificac&o entre os deuses gregos e os romanos, embora em Roma sempre tenha se mantido viva a veneracao as

prêéprias divindades tradicionais, e

houvesse uma desconfianca dos cultos

due podiam afetar o poder da Urbe. Uma das cerimênias mais significativas era o triunfo, gue ao longo dos séculos

se tornaria cada vez mais importante. Tratava-se de uma honra reservada aos gue tinham contribuido de modo concreto para a ampliacao das fronteiras do Estado; o general vitorioso, a bordo de uma biga puxado por guatro cavalos brancos, percorria um longo trajeto até o Templo de Jupiter Capitolino: como uma imagem viva do deus, vestia purpura, tinha uma coroa de louros e levava na mao direita um cetro coroado com uma

108. Entre as muitas obras de arte gue decoravam as Termuas de Caracalna, um dos destagues era 0 conjunto do Touro Farnésio, feito em

mêrmore. É uma

copia, datada da época antonina, de um original grego de autoria de Apolênio de Trales; a esculfura

retrata o mito do suplicio de Dirce, amarrada ao touro por Zeto e Anfiao para vingar sua mie, Antiope.

109. A estatua conhecida como “Gdilata moribundo'é uma cépia romana de um original em bronze gue fez parte de um % conjunto volivo

dedicadoa Atalol,rei de Pêrgamo. O contalo com 0 helenismo foi fundamental para 0

nascimento da arte romana. Nio obstante, no inicio desse longo processo crintivo, nio foram poucos os preconceitos éHHcos expressndos pelo Srupo conservador patricio.

110-111. Por muito tempo este bronze, vpygilisla

descansando

foi

, atribuido a Apolênio

um dos muitos

gue artistas SYE$os

emigraram para Roma. A hipotese fo descartada ha pouco tempo, mas € certo due a peca foi feita para decorar um prédio da LIrbe, taloez uma terma. A imagem da esguerda reproduz uu detalhe dos cestos, uma espêcie de luva ita de tras de couro

reforgada com chumbo.

112-113. O Coliseu ég mais grandioso monumento da Roma antiga, e afravës dos séculos tem sido o simbolo da eternidade da LIrbe. Na Idade Média ele foi utilizado como fonte de material de construcio, e foi preservado gracas ao papa Bento XIV, gue em meados do século AVIIH ordenou o fim da exploracio e declarou o lugar sagrado pela Crenca eguivocada de gue tnha sido banhado com 0 sangue de martires cristaos.

Aguia. O cortejo era aber to por 'Nagistrados e senador es, seguidos pelo butim, gue além de arm a S e Insignias COStumav a mcluir obras de arte, Objetos

PYECIOSOS e até mesmo animai s exXOticos.

Atrês seguiam as vitimas dest inadas ao sacrificio, os lictores com os fasc es€ OS soldados sobreviventes da campan ha militar, gue cantavam cancbese

Contavam piadas obscenas dirigidasa s€U comandante. Uma participac&o dJuase coreografica e de grande

iImportancia era o desfile dos

prisioneiros e dos chefes inimigos, acorrentados e vestindo seus trajes

nacionais, gue marchavam atras do carro

triunfal em meio aos insultos da multidao. Os acontecimentos mais significativos da guerra fregiientemente eram ilustrados em grandes cartazes levados no cortejo, nos guais também eram escritos os nomes das cidades e dos povos subjugados, o nimero de inimigos mortos e o de prisioneiros. Nessa época, também a producao liter&ria, ainda gue peguena, estava em parte ligada as glêrias militares; era comum nos banguetes serem recitados poemas convivais gue louvavam as virtudes guerreiras dos antepassados. Os espetêculos teatrais, por outro lado, tinham um tom popular, e em grande medida origem camponesa. POr motivos fundamentalmente prdticos, a classe dirigente cultivava com afinco a arte da oratria, pordgue o politico precisava ser um orador habilidoso, capaz de se

dirigir aos seus pares no Senado e também de convencer as massas. Na época das guerras ptinicas, ocorreram profundas transformaGOes sociais e Culturais. A anexac&o das cidades gregas do sul italico e os muitos contatos no Mediterrêaneo se transformaram em varios outros estimulos. O helenismo — a civilizacao literêria e artistica criada pelos gregos na época de Alexandre, o Grande — se mostrou

adeguado para a “exportac&o” para Roma, pois se adaptava & ideologia da classe dirigente, gue a aceitou sem reparos. Dessa forma, foi abandonada a literatura oral, e as formas religiosas e

populares originais foram gradualmente substituidas pelo poema épico,a tragédia, a comédia e a historiografia. Livio Andrênico, um grego de Tarento

levado a Roma como escravo, traduziu a Odisséia para o latim em um momento em gue os romanos j4 tinham iniciado

111

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sua expansao pelo Mediterrêaneo; Cnéio Nêvio, nascido na Campênia, compos

um poema sobre os acontecimentos da primeira guerra ptinica, na gual tinha servido como soldado. JA F4bio Pictor e Cincio Alimento escreveram obras histéricas em grego, jê gue este idioma

tinha se difundido bastante entre os romanos. Em sintese, por intermédio da imitac&o de formas ja desenvolvidas pelos gregos, os poetas e os historiadores estavam criando uma literatura latina gue exaltava os momentos culminantes da expansao romana. Mesmo no campo religioso, a postura flexivel e aberta aos diferentes credos foi semelhante ao gue aconteceu no campo literdrio. Em 204 a.C., por exemplo, foi aceito em Roma o

culto a4 tenham — ritos grupos

deusa frigia Cibele, embora sido rejeitadas as Bacanais em honra a Baco —, gue em secretos reuniram pessoas de

classes diferentes: essa forma de ignorar as barreiras sociais, embora nao tivesse objetivos politicos, representava para o

Senado uma ameaca 4 ordem estabelecida; assim, um decreto de 186

a.C. proibiu essas reuniëes. No campo politico, a histéria de Roma nessa época era dominada por uma gens, ou A Mausoléude Adriano

M Termas de

H Teatro de Marcelo

O Templo de Vênus

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Mausoléu de Auguslo Campo de Marte Estidio de Domiciano Panteao Teatro de Pompeu Pértico de Otavia

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Diocleciano N Ouartel dos pretorianos O Termas de Trajano P Coliseu

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Portico de Emilia

linhagem: a dos poderosos Cipiëes. Depois da batalha de Zama, em um periodo de dez anos foram cênsules nada menos gue sete Cipiëes, enguanto outras magistraturas eram ocupadas por parentes e amigos. Tanto o Africano guanto o Emiliano se destacaram por uma postura particular frente a sociedade da época: escolheram como instrumento de seu prestigio a cultura cldssica e instituiram um verdadeiro circulo liter&rio. Ele era composto por, entre outros, o historiador Polibio, o

filésofo Panécio e o poeta nio, autor de obras gue exaltavam as glêrias militares de Roma e pelas guais foi considerado o Homero latino. O africano Terêncio, gue tinha chegado a Roma como escravo guando era adolescente e posteriormente libertado e adotado pelos Cipiëes, colocou em cena o mundo das classes médias, substituindo o

realismo de Plauto, o ator e autor de comédias gue o tinha antecedido, por

um humor menos direto, mais refinado.

Em contraposicdo, o segmento da nobreza oposto aos Cipiëese representado por Marco POrcio Catao, defendia uma forma de imperialismo mais rigido, gue iria triunfar alguns anos

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114-115. O Arco de

Constantino, inaugurado

dicios gue coroam 0

om 315, celebra a vit6ria

época de Trajano, e oito dos dez enfeites circulares vêm de um monumento construido por ordem de Trajano. Apesar de sua origem heterogênea, o Arco de Constantino se destaca por sua harmonia arguitetbnica e a

Maxéncio na batalha da Ponte Milvio. Tem trés

arco sem diivida sio da

pureza de suas proporcoes.

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do imperador sobre vios, 25 metros de

altura, e se ergue, | isolado, nas proximidades do Coliseu. Bon parte de seus frisos, estikuas e medalhoes vem de outros prédios gue datam da época de Trajano, de Adriano € de Marco Aurélio. O arco

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honorifico é um dos monumentos mais caracteristicos da

civilizacio romana. Seu

significado podia ser politico, caso celebrasse as campanhas militares de um personagem jlustre; religi0so, sê dedicado a ma divindade, é mesmo funerlirio OU topogrifico, guando indicava os limites de uma colénia ou municipio.

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116-117. Segundoa tradicio, ROmulo fundou a LIrbe no alto do Palatino, a colina sobre a gual posteriormente os imperadores ergueram seus sunbuosos paldcios. Em primeiro plano sdo vistos os vestigios da Domus Augustana, a residência gue Augusto mandou construir; a extensa estrutura visivel ao centro é o estidio de Domiciano.

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118 acima. O friso gue contorna a Coluna

Trajana é composto de cerca de 2.500 figuras, e 0 proprio imperador aparece nele umas 60 vezes. As cenas bélicas se alternam com os trabalhos de tempo de paz e os sacrificios dedicados is divindades para garantir a vitéria na guerra.

118 abnixo. Em outras épocas era rematada por uma estatua de

Trajano, mas hoje a coluna sustenta uima figura de Sao Pedro, colocada ali em 1587; a base cubica, de dez

metros de altura e€

coberta de frisos, continha a cimara funerdria do imperador.

depois. Cato, gue liderava a defesa da

tradicao romana contra a influência grega, tambêm foi orador e escritor; depois de acusar o Africano de atos ilegais, este foi obrigado a se retirar para sua vila de Literno, na Campênia, onde morreu em 183 a.C., mesmo ano em gue Anibal se suicidou para gue o rei da Bitinia nêo o entregasse aos romanos. Na segunda metade do século IT a.C. Roma comecou a ter um aspecto monumental. A arguitetura se modificava com a introducao de colunatas, frisos e planos destacados gue se tornavam mais elegantes com a construcdo de pêrticos.

Os tetos planos foram substituidos pelo arco de meio ponto, gue comecou a ser utilizado isoladamente como monumento celebratério. Aumentava

em Roma o nimero de artesaos vindos do mundo grego, aos guais eram encomendadas cépias de estatuas famosas destinadas a embelezar tanto residências particulares guanto prédios publicos. Nasceu nessa época a retratistica, gue desde o inicio teve tracos originais:a fisionomia dos personagens nao era idealizada, mas representada de uma forma t&o realista gue as vezes podia

parecer impiedosa. Nessa mesma época se difundiu um novo gênero literdrio, a stira, na gual se percebe a evolugao de uma sociedade em gue se destacava o contraste entre o velho e o novo mundo. O criador do gênero foi Lucilio, um fiel intérprete de sua época, como pode ser comprovado nos fragmentos preservados de sua obra. A renovac&Ao urbana de meados do século II continuou com maior vigor na época de Sila. O maêrmore foi introduzido pela primeira vez na construcao dos templos, e também, embora em menor grau, nas mansoes

119. A sucessio dos diferentes episddios no friso, repleto de detalhes técnicos e

geogrdficos descritos minuciosamente, Hnha um claro

objetivo diddtico e

celebratorio. Nio ha nenhuma divida de gue o monumento era

policromado.

dos patricios, cujas paredes eram cobertas de pinturas policromaticas. Um exemplo tipico da arguitetura desse periodo é o Tabularium, o Arguivo do Estado construido em 78 a.C. entre o Arx eo Capitélio. A rivalidade politica gue surgiu entre César e Pompeu e gue determinou a vida politica do periodo também se refletiu no campo arguitetênico. O desejo de unir o préprio nome a importantes obras publicas para conseguir o apoio popular fez com gue em 55 a.C. Pompeu construisse no Campo de Marte o primeiro teatro fechado, cercado de arcadas e suntuosamente ornamentado com obras de arte gregas. Junto ao palco havia uma sala destinada, como a Curia, as reuniëes

do Senado. Ali César foi assassinado pelos conspiradores dos idos de marco de 44 a.C. A morte interrompeu o grande ntimero de obras planejadas pelo grande militar, gue demonstrara ter uma certeira intuic&o urbanistica guando determinou a construcao de um

segundo Férum, concebido de acordg

com os modelos helenisticos, e no Centro

do gual se erguia o templo da Vênus Genitrix, deusa padroeira da gens Iulig. Ao mesmo tempo, tinha dado infcioa

importantes trabalhos de reforma do

Férum republicano, um dos guais eraa

construcêo da nova basilica Jdlia no lugar da Sempronia, j4 antiguada. Entre Os projetos gue nao conseguiu levar a

frente estava o de um teatro fechado, concluido por Augusto, gue odedicoua seu genro Marcelo. Também é atribuida

a César a elaboracao de um plano urbanistico geral, cuja meta mais ambiciosa era desviar o Tibre para entre. os Montes Vaticanos, de modoa uniro Trastevere ao Campo de Marte em uma &rea destinada a construcdo particular. César, uma personalidade genial, sem

divida foi nêo apenas um grande politico, mas também um bom escritor, gue soube narrar suas campanhas com um estilo claro e preciso, tendo deixado um importante registro de suas conguistas e, acima de tudo, um

testemunho de um periodo decisivo da vida social e politica de Roma. Outro grande historiador foi Saldstio, ea

orat6ria chegou ao auge gragasa Cicero.

Nessa época de grandes contrastese profundas transformac6es, a sociedade romana deu provas de um notdvel impulso vital, voltado para a conguista de uma situacao estêvel gue desse a0

homem maior harmonia €trangilidade A poesia exprimiu em profundidadeas tensOes espirituais da época: embora

anteriormente tivesse sido dedicada em! especiala exaltacao do Estado roman

naguele momento se preocupou CO”! ad busca da verdade e da paz interior, COM

vemos em Lucrécio, ou se inspirou as!

amizades e no amor & mulher, ase com forga por Catulo.

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120 abaixo. O Panteao foi um templo dedicado a todos os deuses protetores da familia Julia. Foi construido gracas a generosidade de Agripa, genro de Augusto, em 27 a.C;;

foi destruido por um mcéndio e reconstruido em sua forma afual por desejo de Adrian.

A desigualdade social era muito dlara:a

aristocracia vivia em confortdveis mansbes sobre o Palatino ou em Outras

areas residenciais, mas o povo se aglomerava em bairros insalubres, de casas altas e estreitas. Os abastados tinham casas no campo ou & beira-mar, as mulheres de familias distintas desfrutavam de uma liberdade e de um prestigio desconhecidos na Antiguidade, e cada dia eram mais comuns os Casamentos por imnteresse entre as familias ricas. As pessoas humildes, por

outro lado, se consolavam assistindo a

espetêculos de gladiadores e de feras, nos guais animais ferozes lutavam entre s1 ou contra gladiadores. O projeto urbanistico concebido por César n&o foi implantado na época de seu sucessor,

talvez por ser demasiadamente radical e caro; Augusto, mais tradicionalista,

preferiu nêo fazer grandes mudancgas, mas melhorias e reformas, enguanto

reorganizava os servicos puiblicos; além disso, deixou de lado a antiga divisao da cidade em guatro regiëes, gue jê tinha sido superada pelo enorme crescimento

urbano. A reforma, implantada em 7

120-121. O Panteio ë

0 prédio romano mais

bem conservado € um dos maiores marcos

da arguitetura

universal. Sua

ciipula, de 43,30

metros de diimetro,

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maior construida sem

a utilizacao de

concreto armado.

121 abaixo. A imensa ciipula do Panteao, alegoria da abébada celeste, é iluminada

gracas a um 6culo central de 9 metros de diimetro gue simboliza o sol. A espessura minima

desta estrutura excepcional é de apenas 1,om.

vida, Augusto mandou instalar muitas fontes e mercados, se preocupou com a iluminac&o noturna na regiëo central e, no campo dos servicos publicos, criou corpos de vigias e soldados urbanos (urbaniciani milites). Ao mesmo tempo,

dedicou especial atencao as obras publicas: alargou e aprofundou o leito do Tibre, restaurou os antigos aguedutos

Apio, Mêrcio, do Velho Anio ede

Tepula, e levou três outros a Roma: o Julio, o Virgem e o Alsietino. No Forum

Romano, concluiu a Ctiria, a Basilica Jilia e os Rostra. Reformou varios

templos, entre eles o dos Diéscurose o

de Vesta, a Casa das Vestais e a Regina.

Mandou construir o templo do deus

Julio, e ergueu no Palatino sua casa, em

Cuja vizinhanca foi levantado um templo consagrado a Vesta e outro a Apolo Palatino, ambos dotados de bibliotecas. Em frente ao de César, foi erguido um

outro Férum dedicado a Augusto,

grandioso por seu luxo e sua decoracêo e no centro do gual foi instalado o Templo de Marte Vingador. Também foi importante a intervencao de Augusto no

a.C., estabelecia guatorze regiëes, cada uma delas por sua vez compreendendo um niimero igual de vici, ou bairros. Oito dessas regiëes ficavam dentro das antigas muralhas, e seis delas do lado de

fora: uma dessas tdltimas, a décima

guarta, ficava a margem direita do Tibre: essa divisêo perdurou até o tempo do

Baixo Império. Na época de Augusto, os bairros eram 263. Cada um deles era protegido por uma divindade, cuja

estétua ficava na esguina mais importante, e era governado por vinte e

guatro cidadaos — os vicomaeistri —

eleitos pelos vizinhos, e mais dois magistrados superiores. As moradias eram divididas em domus, de tipo

senhorial, e insulae, edificios de vêrios

andares destinados as classes mais baixas. Para melhorar a gualidade de 120

122-123. Esta recriacao grafica sugere o aspecto gue devia ter o Panteio no contexto urbanistico da Roma imperial. Em primeiro plano, na vasta praca com porticos gue ha em frente ao templo, se ergue um arco comenmorativo dedicado a Trajano; no caato direito é possivel ver os telhados das Termas de Nero. Atris do templo,

gue est parcialmente

seccionado, percebe-sê uma ala da Basilica dé Netuno, Hambem

reconstruida por

Adriano. A esguerda,

10 alto, o Templo de Minerva se ergué HO. centro da Saepta Julia, grande praca Com porticos gue nas SUS

origens era destinada as eleicoes e depois fo transformada em mercado de arte.

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124 acima. O Panteao consiste em um corpo cilindrico antecedido por um pronau sustentado por 16 colunas

so usadas, enguanto

de Augustoe Agripa. Nas paredes

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124-125. Dentro, n

alfura da rotunda é

igual ao didmetro (43,30 m), de modo gue a upula € uma

semi-esfera perfeita, ornamentada com

cinco fileiras de artesêes, cujo volume

de mais de 53 mil m

Toda a estrutura foi feita com um n ticleo

de concreto, inserido

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em muros de tijolos, dividido por fiadas horizontais de tijolos e

os mnteriais

utilizados.

125 acima. O desenho mostra os seis tHipos de concreto utilizados na obra. As bases (1) têm 4,5 m de profundidade e so de concreto feito com cascalho de travertino; as paredes da rotunda (2), desde 0 piso até a primeira cornija, sio de um concreto feito com cascalho de calcdrio e traverting; uma segunda camada de opus cementicjum é de calcdrio e tjolos (8) e chega até o inicio da ab6bada; o primeiro

feito com concretoe

cascalho de tijolo; 0

segundo anel (5) é uma mistura menos pesnda de cascalho de calcirio e Hyjolos; a parte superior (6)

tambêém é de concreto,

unido com pedra-

pomes e cascalho de

calcrio. A cipula foi colocada sobre uma extraordindria armadura

autoportante de madeira, na gual tinham sido incluidos os moldes dos cestoes, presa as paredes do corpo cilindrico.

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125 direita. Este corte mostra as técnicas construtivas utilizadas no grande templo redondo. As paredes so feitas de Hijolos colocados em

fiadas horizontais, gue

serviram como molde para serem preenchidos com 0 concreto gue é 0 micleo das paredes. Por cima dos nichos, grandes arcos de descarga e molduras apoiadas em pedra transmitem as colunas

0 peso da obra. Desde o inicio da abébada, ea uma altura de cerca de 12 metros, o primeiro

anel da ciipula apresenta grandes arcos de tijolos

inseridos no concreto,

gue controlam 0 empuxo e facilitam a distribuicao do peso da ab6bada sobre as oito

pilastras. Hê arcos semelhantes na parte

externa do tambor. Na ciipula, os tinicos Hjolos utilizados sio os do anel do 6eulo.

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126-127. O enorme

mausoléu gue Adriano mandou construir para Si e SEUS SMCESSOFES Se fransformou, com 0 passar dos sêculos, no gue hoje é conhecido como Castel Sant Angelo. A grande forma cilindrica, cercada por um himulo de terra em gue foram plantados ciprestes, era encimada por um podio elevado sobre o gual havia um conjunto escult6rico ou uma guadriga de bronze. 126

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126 abnixo. O grande

Mausoléu

de Augusto,

depois transformado no sepulcro das dinastias jrilio-claudiana e flaviana, é visto hoje como um prédio circular de 87 metros de diimetro; por cima havia um Himulo de terra adornado de ciprestes, em cujo centro provavelmente se erguia uma estrufura cilindrica, encimada pela esttua

dourada do imperador.

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Campo de Marte, onde foi drenada uma grande superficie. Nessa regiao ele mandou construir seu mausoldu, o Ara Pacis, e um relégio solar. Agripa, seu genro e fiel colaborador, criou ali o

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Panteëo, as Termas, a Basilica de Netuno e os Saepta, destinados as reuniëes

Populares durante os comicios

centuriais. Também foram concluidas as Obras do Teatro de Marcelo, e lancada uma nova ponte sobre o Tibre. Enguanto

isso, tinham sido construidas muitas mansoes patricias sobre o Pincio, o

Palatino, o Esguilino, e em Trastevere. Na época de Augusto, a literatura

chegou ao auge. Mecenas, um homem

rico e culto, levou ao circulo imperial grandes criadores como Virgilio, Horacio e Propércio. Com sua Eneida,

transformada em poema épico nacional,

Virgilio cantou as origens miticas de Roma e exaltou a grandeza da Urbe ea de Augusto; Hor&cio celebrou em seu Canto secular a eternidade da Roma imperial. Propércio e Tibulo, por sua vez, dedicaram suas elegias a temas mais intimos e pessoais. Outros homens cultos foram Ovidio, gue descreveu o amor no ambiente mundano da capital; Tito Livio, gue com seus 142 livros da Histéria de Roma ofereceu um excepcional testemunho do papel histérico da dominacao romana; e

Vitrivio, autor de um grande tratado de arguitetura. Durante o principado de Tibério, sucessor de Augusto, nêo foram realizadas grandes obras piblicas; sao recordadas apenas a construgêo de sua casa no Palatino, a Domus Tiberiana,

concluida por Caligula, e da Casa

Praetoria, o grande alojamento das

coortes pretorianas, erguida a conselho de Seyano, na época prefeito pretoriano. Foi Calfgula guem inspirou a instalago de um circo nos Jardins de Agripina, no

127 direita, acima. O

Circo MAximo, gue data

da época dos Targuinios

e foi virias vEzes reconstruido, era 0 malior prédio romano dedicado aos espetdculos. Na

127 direita, abaixo. Da soberba Ponte

Emilio nio resta hoje mais gue um Hnico

vio, conhecido com 0 nome de Ponte Rotto.

pocn de Trajano, Hnha

Na macica pilastra esguerda é possivel ver

comprimento. Embora

juntamente com

600 metros de

nio haja consenso nas avaliacbes, acredita-se gue podia receber 250 mil espectadores e, em casos excepcionais, até 0 mdximo de 320 mil.

um pegueno arco gue,

outros semelhantes, se destinava a diminuir a

pressiio das iguas

sobre n estrutura durante as cheias do

Tibre.

Vaticano, para o gual mandou fazer no Egito um obelisco, gue depois Nero mandou colocar no centro da arena. Claudio construiu dois novos aguedutos, o Cléudio e o Anio Novo, e na foz do Tibre o Porto Ostiense, gue durante mais de um século garantiu o abastecimento geral da cidade. O reinado de Nero é tristemente conhecido pelo incêndio gue devastou Roma durante nove dias: três das guatorze regiëes augustinas foram reduzidas a cinzas, enguanto outras sete sofreram

sérios danos. Foram destruidos o Esguilino, o Monte Oppio, parte do Aventino, do Célio e da colina Velia, incluindo a Regin ea Casa das Vestais, enguanto muitos outros monumentos foram muito danificados. Foram irremediavelmente perdidos muitos exemplos e lembrangas da Roma arcaica, e milhares de cidadaos ficaram sem teto. Para a reconstruc&o da cidade, Nero elaborou um complexo e ambicioso projeto urbanifstico. As casas, cuja altura seria limitada, jê nao poderiam ter parede-meia, e deverlam ser protegidas

nas fachadas por grandes estruturas com pêrticos. Mas Nero nao se preocupou em fazer com gue as determinagOes fossem cumpridas — até o ponto em gue na época de Trajano ainda havia grandes 127

areas desabitadas —, pois dedicou todo seu entusiasmo a construcao da Domus Auren, a nova mansao imperial na gual empregou um luxo sem igual. Essa “Casa de ouro” ocupava todo o Palatino, boa parte do Célio, Oppio, Fagutal, Carenas, Velia e uma parte do Forum republicano. O unico prédio publico gue o imperador mandou construir foio complexo das Termas Neronianas, no

Campo de Marte, perto do Panteao. No campo literdrio, foram deixados de lado os temas patriëticos e honorificos caracteristicos da época de Augusto, em parte porgue os imperadores seguintes nao tinham conseguido o mesmo nivel 128 acima. O Circo de Maxêncio, construido

em 309 do lado de fora

dos muros, estd entre os mais bem conservados do mundo romano. Ele

chega a 512 metros de comprimento. 128 direita. A chamada

Porta de $io Sebastio, COM UR TiNicCO vio ë

ladeada por uma fortificacio de torres com ameias, se abre nas muralhas de Aureliano,

gue cercavam a cidade delimitando um perimetro de 19 guilêmetros. 128 centro. O censor

Apio Clfudio promoveu a construcio da Via

Apia em 312 a.C.; esta

estrada ligava Roma a Brindisi ao longo de 450 guilêmetros. Perto da capital, podem ser

vistos monumentos funerdrios em alguns trechos.

128 abaixo. A tumba de Cecilia Mtetela, nora do tritinviro Crasso é 0 mais famoso dos monumentos da Via Apia. Este sepulcro, fechado nas

de aceitacao gue fora a base do Império.

aléêm disso, Caligula e Nero tinham dado

indicios claros de culto a personalidade.

COomO reagêo, os intelectuais preferiram se afastar dos temas politicos, se

refugiando na introspeccêo, exaltando a

liberdade de espirito fora dos limites da vida publica. Nessa época viveram Sêneca, gue analisou os valores do

espirito humano em busca de uma

serenidade sêbia, e Caio Petrênio

Arbitro, gue com seu romance Safiricon sociedade da época, em especial do meio. dos novos ricos, os libertos adoradores

de um luxo vergonhoso e vulgar. A retratistica, idealizada na época de Augusto, ganhou um realismo cru, como demonstram, entre outros, os retratosde

Tibério, Cl&udio e Nero. Mesmoavida

do povo mudou: em geral os espetdculos

mais aceitos continuaram a ser aslutas

de gladiadores e as corridas de bigas no

citco, mas comecou a ganhar mais forca o habito de fregtientar as termas, cujo Nmero aumentou. Três dos imperadores flavianos — Vespasiano,

129, Junto a Porta de Sao Paulo, ergue-se a pirêmide

de mirmore de Caio Céstio, sepulcro original deste pretor e tribuno do povo, morto em 12 a.C.;a construcdo é inspirada nos modelos gue entraram em moda com n conguista do Egito. 128

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Tito e Domiciano — tiveram de se

ocupar da dura tarefa de reconstruira cidade gue, como diz o historiador

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Suetênio, 'havia perdido sua aparência

por causa dos antigos incêndios e suas ruinas”. Muitos bairros foram inteiramente reestruturados, e em alguns pontos foram erguidosnovos

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prédios. A obra mais ousada foifeitano

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vale gue separa o Oppio do Palatino:

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apês o lago gue integrava a Domus Aurea.| ter sido drenado, foi erguidoalio simbolo de Roma, o Anfiteatro Flêvio, também chamado de Coliseu. No ano 80. d.C., Tito inaugurou as imensas

instalac6es, ainda inacabadas. Na época de Domiciano continuaram as reformas de muitos edificios antigos, e noVOS j

foram construidos. Pela guinta vez foi || reerguido o Templo de Jupiter

durante a ldade Média.

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apresentou um guadro realista da

Capitolino, e foi construidooutro'

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dedicado a Jupiter Custédio. Sobreo oo Palatino, terminaram as obras de

preparag&o para a construgdo de um

novo paldcio imperial, gue consistiram ë

em nivelar os picos chamadosde

Cermalo e Palatio e preenchera depressêo gue os separava. Foram

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Cênsul

Augusto

Cênsul

restaurados a Domus Tiberiana e o

Templo de Apolo. No Férum, foi

consagrado um templo em memêria de Vespasiano e Tito, e erguido sobre a Via Sacra o Arco de Tito, para comemorara tomada de Jerusalém. No Campo de Marte, o imperador mandou construir o estidio, a seu lado um teatro, as guadras das guatro eguipes do Circo,a naumaguia — um grande espaco destinado a representacao de batalhas navais— e um pêrtico no local em gue Vespasiano e Tito tinham se instalado a espera de celebrar o triunfo sobre os judeus. Também na época de Domiciano foi concluida a regiëo dos Féruns, eliminado o espago irregular gue ligava

Oo Capitélio eo Ouirinal, e levantadas

novas instalac6es termais no Monte Oppio. Pela primeira vez, Roma via a implantac&o de um plano urbanistico de grande félegoe, sobretudo, de rêpida

execuc&o. O governo dos flavianos foi uma época de ordem e prosperidade, com a excec&o apenas da terrivel erupcao do Vestvio, gue em 79 destruiu Pompéia, EstAbias e Herculano, e na

130

|

Os guatro Flaminios

gual morreu o famoso naturalista Plinio, o Velho. O aumento do desenvolvimento econbmico e social das provincias favoreceu a expansêo da romanidade em todo o Império; assim, embora

continuasse atraindo intelectuais de todo o mundo, Roma j4 nêo era o tinico centro de produc&o cultural. Houve um grande nimero de escritores gue se expressaram em linguas gue nao o latim, como Flêvio Arriano, Plutarco de Oueronéia, Apiano ou Flévio Josefo, gue

historiou as fases da guerra contra os judeus. Um guadro vivido dessa época nos foi legado pelo poeta hispênico Marcial e seus Epigramas; Ouintiliano deu nova forca a arte da oratbria, embora ela nêo tenha recuperado o brilho dos tempos republicanos. Trajano concluiu as obras iniciadas por Domiciano, sobretudo as do Férum ee as das termas, gue batizou com seu nome.

A ele se devem as obras das ladeiras do Capitélio e do Ouirinal e a construc&o,

no novo Férum, da grandiosa Basilica Ulpia, atrês da gual se erguiam, uma em

Lictor

frente & outra, uma biblioteca latina e

uma grega; no espaco entre as duas ficava a famosa Coluna gue tem esculpidas as facanhas das guerras da Dacia. Esse monumento tem grande interesse tanto artistico, por ser a melhor realizacao da arte figurativa romana, guanto histérico e documental; trata-se

de uma das poucas obras antigas — bastante original mesmo do ponto de vista tipolêgico — gue sobreviveu sem danos aos séculos sombrios da Idade Média. Em correspondência com uma das grandes @xedras do Férum, o imperador mandou construir os

Mercados Trajanos, um bairro comercial organizado de modo inédito. Tambémé de Trajano o mérito de ter dado a cidade um porto novo e mais eficiente, formado por um grande espaco hexagonal due substituia o gue Cléudio Hinha enchido de areia, e de ter construido o dltimo

grande agueduto para o abastecimento de &gua em Roma. Seu sucessor,

Adriano, guis dar a cidade dois templos

gue logo passaram a ser simbolos da prépria civiliza€ao romana: o Panteë0 —

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130-131. O Ara Pacis Agustae é um monumento de enorme valor histêrico e artistico. Foi integralmente

reconstruido no final da décadn de 1930, com a utilizacao dos

fragmentos

descobertos em 1568. O altar foi erguido por determinacdo do Senado em 13 a.C.,

para louvar Augusto pela paz conguistada

para o mundo romano com as vit6rias sobre Hispinia e Galin, e foi dedicado em 9 a.C., no Campo de Muarte, em cerimênia solene.

É composto de um

recinto retangular de

mdirmore, assentado sobre um p6dio, no

gual se abrem duas portas acessadas por

uma escadarin, dentro

com uma decoracio

luxuosa e três escadarias na base.

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Tibério

O local apresenta uma decoracio escult6rica suntuosa tanto por

dentro — com motivo de festoes florais com barcacas e bucrinios — guanto do lado de fora, onde é dividida em duas secoes. Na faixa inferior se repete um elegante friso de volutas de acanto com cisnes e outros animais; na superior, sa0 representadas guatro cenas

mitol6gicas — uma de cada lado das portas — eo desfile realizado guando da consagracio do altar,

nas duas faces menores. A fachada norte é a mais danificada e a menos importante, enguanto o conjunto de personagens do lado sul é muito interessante, pois nele é possivel reconhecer o préprio Augusto, junto aos sacerdotes, magistrados ë

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Antênia Menor

Germênico

Druso

Domicio

Antênia Maior

membros da familia imperial. A ilustracio reproduz, preenchendo as lacunas, o desfile do lado sul, com excecdo de um setor inicial em gue os relevos foram perdidos. No primeiro setor podem ser vistos dois lictores, seguidos por Augusto, ladeado por dois cênsules, atrds dos guais seguem-se guatro

flamines (sacerdotes) e o lictor dos flimines; Agripa, seu filho Caio César e sua esposa, Jalia, filha de Augusto; Tibêrio; Antênia Menor, sobrinha de Augusto, e seu marido, Druso, irmio de Tibério, acompanhados de seu filho Germênico; Antênia Maitor, sobrinha de Augusto, com seus filhos

Domticio e Domicia e,

finalmente, seu

marido, Domicio

Enobarbo.

131

C Tepidarium

D Caldarium E Apodyteria

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Natatio Frigidarium

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Elio, utilizada até hoje. Finalmente, levantou no Campo de Marte um portico e um templo em homenagem a Marciana e Matidia, respectivamente irma e sobrinha de Trajano; a segunda eraa mae de Vibia Sabina, esposa de Adriano. Os imperadores antoninos, com a excecao da coluna instalada no Campo de Marte para lembrar as guerras travadas por Marco Aurélio contra os germanos e os sArmatas, se limitaram a concluir e completar o gue tinha sido criado pelos seus

predecessores. A cidade jê estava abarrotada de obras puiblicas de todos os

tipos, e os tinicos prédios construidos nos séêculos seguintes seriam plrticos e termas. Esse periodo foi caracterizado pelo profundo interesse demonstrado pelo Estado na disseminacao da cultura; entre outras medidas tomadas, foram criadas varias bibliotecas e financiadas escolas publicas e cadeiras de ensino. O conhecimento da leitura e da escrita aumentou muito, e o bilingiiismo (grego e latim) teve grande difusao.

A voz poëtica mais forte na época de Trajano foi a de Décimo Janio Juvenal, gue em suas sétiras tracou um guadro, impiedoso por seu realismo, da sociedade da época. Como maior representante da historiografia podemos recordar Têcito, conhecido principalmente por ter escrito as

biografias dos imperadores de Tibêrioa

Nero. Outro bi6ëgrafo notdvel foi

Suetênio, gue entre outras coisas contou

as vidas dos principes de César até

Domiciano, embora tenha demonstrado

maior tendência para a erudicao. Na

182

época dos antoninos floresceram o

grande médico Galeno, o erudito Gélio, Oo famoso reitor Comélio Frontao,e o africano Apuleio, autor do romance O

burro de ouro, gue foi simbolo da inguietac&o intelectual dos homens da época, entregues a4 busca de uma calma interior gue nem a filosofia nem a religiëo tradicionais jA podiam oferecer. O periodo seguinte, dominado pela dinastia dos Severos, comecou com

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Sétimo Severo, gue se dedicou

especialmente a reformar e completar as obras iniciadas anteriormente e sê deu seu nome a& construcio do Septizonium. Essa imponente vila cenogrêfica se erguia aos pês do Palatino; provavelmente foi um ninfeu decorado com estatuas e mAarmores preciosos, e

servia de marco grandioso para o

tracado urbano da Via Apia, dando uma

imagem muito sugestiva aos estrangeiros gue chegavam a Roma. Embora também tenha iniciadoa construcao das grandiosas termas gue mais tarde levarjam o nome de seu filho Caracala, gue as concluiu, Sétimo Severo preferiu dar atenc&o menos a Roma e mais & sua cidade natal, Laptis Magna, gue enrigueceu com prédios

magnificos. Os imperadores seguintes nao fizeram nenhuma grande obra, com excec&o de Severo Alexandre, gue mandou construir as termas do Campo de Marte, alimentadas por um novo agueduto, chamado Alexandrino, gue foi o tlfimo construido em Roma. E, no

132-183. Inicindas por volta de 212 d.C. por Sétimo Severoe inauguradas guatro anos depois por seu filho— e batizadas em sua homenagem — as

preservados fazem justica a fama de grandeza gue fez0

A vida cultural da época foi muito rica,

foram as mais luxuosas

afrescos e conjuntos

desfrutando do mecenato de Julia Domna, mulher de Sétimo Severo, gue

Terinm uma drea de

final desse século, Aureliano decidiu construir uma grande muralha gue

ainda hoje, embora muito fragmentada,

cerca a cidade em um perimetro de 19 guilêmetros.

Termas de Caracala

133 abaixo. Os mosaicos ainda

nome das Termas de

Caracala, decoradas

com mdirmores rar0s,

130 mil metros

escultêricos. Além dos ambientes destinados ao banho, 0 enorm

ervolvidas em diversas atividades.

bibliotecas e salas de reunido.

construidas em Roma.

guadrados e capacidade para até 1.600 pessoas

complexo contava con palestras, SAMNAS,

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134-135. Este desenho

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recrindo mostra o aspecto

gue teriam as Termas de Caracala. Na dren central, retratada neste corte, podem ser identificadas a piscina, 0 grande saldo

do frigidarium, 0 tepidarium e 0 enorme caldarium, uma sala circular originalmente com 35 metros de

didmetro, hoje inteiramente destruida.

O complexo era cercado por jardins $untuosos.

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136 acima. A Bnsilica

de Santa Maria dos

Anjos foi construida em 1566 por Michelangelo, gue

adaptou As suas novas

funcoes o tepidarium

das Termas de Dioclecinno, as maiores construidas em Roma.

A fachada da construcio sagrada, gue pode ser vista na foto, na renlidade era uma das

éxedras do caldarium,

com 0 restante tendo desmoronado inteirnmente.

136

136-137. A fotografia aéren permite apreciar

as dimensoes imponentes

dos vestigios das Termas de Diocle€iano. O tepidarium — gue foi adaptado como transepto da igreja modificada por Vanvitelli em 1749 — tem 91 metros de largura e 28 de altura. O enorme complexo, totalmente construido em tijolos entre 198 e 306, Hnha espaco para receber cerca de 3 mil pessoas de uma s6 vez.

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137 abnixo, direita. O Museu Nacional Romano, cuja entrada pode ser vista nessa fotografia, estd situado em uma das alas das Termas de Diocleciano. A planta do prédio repetia, com maior grandiosidade,

Céssio Dio e os juristas Papinianoe Ulpiano. Mas o absolutismo imperial tinha eliminado gualguer inspiracao livre e espontênea e n&o dava espacoa ma producao literaria original, privilegiando o estudo e a imitac&o das Obras do passado. Foi caracteristico desse século o grande volume de textos cristaos, gue, dada a tolerência religiosa vigente, podiam circular livremente. Entre os defensores de uma nova fé estava o cartaginês Tertuliano, gue defendia a doutrina cristê com um rigor moral apaixonado. O ualtimo surto construtivo em Roma aconteceu sob Diocleciano e Constantino. Deve-sea esses imperadores a realizacao das

mas sem variacdes substancinis, a

distribuicio gue j tHnha sido adotada nas Termas de Caracaln. Os estabelecimentos termais foram um dos simbolos da civilizacio romana: em todnas as prooincins do Impêrio foram encontradas construcdes desse Hpo. Na propria Roma houve, com certeza,

dez termuas monumentais, mas as

grandiosas termas localizadas nos dois picos do Ouirinal e das Helenianas, sobre o Esguilino. Maxêncio mandou construir uma nova basilica no Férum ee um grande circo dentro de sua

fontes escritas citam pelo menos seis outras de localizacao

Imprecisa. A necessidade de um enorme estogue de igun normalmente era satisfeita por meio de

residência gue dava para a Via Apia.

Constantino, gue concentrou o governo

do Impêrio depois da batalha da Ponte

ramais construidos com esse objetivo a partir dos principais aguedutos urbanos.

Milvio, se dedicou a consolidar e

restaurar muitos prédios publicos gue estavam guase em ruinas, e também

promoveu a construcao de novas basilicas cristas. Em honra a Constantino foi construido junto ao Coliseu o arco com seu nome, gue simboliza o fim do mundo pagao. Nos Gltimos anos do século IV, os

velhos templos foram sendo pouco a pouco abandonados, ou se transformaram em igrejas cristas. Apenas as muralhas e as pontes continuaram a merecer atengao, por 6bvios motivos de seguranga. Apesar

das importantes reformas ordenadas por ArcAdio e Honrio, as muralhas nêo

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resistiram as hordas bérbaras de

Alarico, e em 410 d.C. a cidade sofreu

danos muitos graves: foi sagueadae despojada das melhores obras de arte, Isso marcou o inicio da decadência gue, agravada na segunda metade do século V, levou ao fim do Império romano do Ocidente. Também a arte passou por uma transformac&o profunda nesse tltimo periodo imperial. Na Tepresentacao da figura humana o realismo foi substituido por uma

estilizagao cada vez mais marcada, Pi

coerente com a nova imagem do poder e dagueles gue o assumiam. As obras escultéricas mais importantes sao Os relevos dos grandes sarcéfagos; sao também dessa época mosaicos notaveis, em cujas figuras os novos temas cristaos comecavam a se impor. Em contraste com essa evoluc&o, as condicêes de vida do povo romano se mantiveram basicamente as mesmas. Os grandes espetêculos publicos continuavam a ser apresentados nas oportunidades em gue a generosidade do imperador

permitia esses gastos. Mas a Crise @cCONOMICA gUE aUMeEntava

inexoravelmente determinoua adoc&o de um comportamento mais austerg

inclusive entre os cortesaos. Gracas ,

influência de imperadores como Diocdleciano e Constantino, continuou a haver apoio & produc&o literdria. Datam desse periodo, em especial, estudos de gramdtica e retérica, enguanto os uitimos seguidores da tradicao paga buscavam uma defesa inutil de um mundo j& decadente.

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138-139. A arte romana, em sun principal caracteristica, é um instrumento colocadoa servico da propaganda

polifica imperial. Porém, WE

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como demonstram estes dois retratos infantis, delicados mas nio 138

desprovidos de certo academicismo, os temas mais afetados e rebuscados da arte helênica Hveram

grande aceitagio entre os cidadaos cultose abastados, gue chegavam a gastar

enormes guantias para decorar suas vilas com mArmores e bronzes. Mas guase sempre se tratava mais de

esmobismoguede um

verdadeiro interesse nos valores mais profundos da estética,

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140-141. Tantoa Vénus Capitolina

(direita) guanto o

Hermafrodita

(esguerda) so notiveis

COpias romanas de originais gregos. O encontro do mundo TOMano com a arte

Srega helênica

aconteceu em um

Momento em gue o

primeiro, até entio movido pelas necessidades mais bisicas da fase inicial do eXpansionismo,

COMmecou, ante a

chegada de riguezas incalculdveis, a manifestar um imteresse entusiasmado pela beleza em si; a segunda, por sua vez, Ja em uma etapa de plena maturidade depois de séculos de desenvolvimento, se recolhia a certas formuas de arcaismo gue remetam a uma

supremacia politica € cultural desaparecida. Fo1 assim gue Roma

importou de bom grado esses modelos, atfé o

OS Ficos e na

figurativa romana se viu muito influenciada por eles; nio obstante, a arte oficial sempre permaneceu ligada a funcao ufilitêriae celebratéria prépria das origens republicanas. Fundamentalmente, os romanos concebiam a escultura em termos decorativos e cenogrdficos — 0 gue explica o sucesso entre

celebrat6rios permaneceram fiéis nos modelos veristas

ponto em gue a arte

arguitetura piblica —, enguanto os retratos

da tradicao histérica,

embora interpretados

de forma virtuosistica derivada do helenismo. De fato, a arguitetura sempre

foi 0 campo em gue 0 espirito criativo FOMANO se EXpressou Com muaior originalidade.

141

da terra, acompanhada

uma alegoria da paz augusta, gue leva prosperidade & Ilia. O monumento — de gue temos preciosas informacGes literdrias gragas a Ovidio e ao

romano, mas também é

cita em sua autobiografia, Res Gestae Divi Augusti-, é de importncia fundamental para a compreensdo da arte

142-143. Este relevo,

gue integra a decoracio externa do Ara Pacis, representa Tellus, a

figura feminina gue personifica a fertilidade de duas ninfas gue simbolizam oar ea igua. A cena representa os três elementos do mundo submissos ao poder

142

prêprio Augusto, gue 0

piiblica durante o periodo de Augusto. No Ara Pacis é

das duas procissoes.

relevo de Tellus,

Ao mesmo tempo, 0 evidente objetvo propagandistico e a atencio dada ao valor historico da obra soam Hpicamente romanos. Esse ecletismo bdsico, unido aos temas da tradicao itdlica, é

preferências neo-dticas ficam claras na composicdo espacial

da Republicae, sobretudo, da prime! fase imperial.

possivel identificar a

influëncin do helenismo na decoracio externa, feita com modelos de volutas vegetais, e no préprio enguanto as

caracterfstico do final

TESTEMUNHOS DA CIVILIZACAO ROMANA NA ITALIA

A ORGANIZACAO

POLITICA DA ITALIA

Pdgina 144

AOSTA, A SENTINELA NOS ALPES

Pdgina 150

A VILA ADRIANA DE TIVOLI MAGNIFICA

RESIDÊNCIA IMPERIAL

Pagina 1564

OSTIA, O VITAL PORTO DE ROMA

Pigina 160

HERCULANO, UMA CIDADE AINDA MERGULHADA NO MISTÊRIO

Pagina 166

POMPEÉIA,

$ . RESGATADA DAS

CINZAS DO VULCAO

Pagina 172

143

M A B C D E F G H

A ORGANIZACAO POLITICA DA ITALIA

ROMA AOSTA VERONA POLA TIVOLI PALESTRINA OSTIA HERCULANO POMPEIA

1 CORSEGA

(Provincia desde 227 a.C.)

2 SARDENHA (Provincia desde 238 a.C.)

3 SICILIA

(Provincia desde 241 a.C.)

A localizag&o central de sua cidade na

peninsula permitiu aos romanos

enirentar seus adversdrios guase gue sempre separadamente. Porém, com a ampliac&o progressiva dos territêrios conguistados se tornou necessêrio um

houve a distincio entre coloniae Latinae (colênias latinas) e coloniae civium Romanorum (colênias de cidadaos

romanos). As mais antigas foram as colênias latinas, ou seja, aguelas instaladas nos territêrios condguistados pela Liga Latina; algumas delas remontam ao periodo real. A fundag&o desses centros, nos guais normalmente eram instalados entre 1.500 e 6 mil colonos, continuou até mesmo aposa

dissolucao da Liga (338 a.C.); a Gltima

colênia latina da Itélia foi Lucca, fundada em 180 a.C. Esses centros,

ligados a Roma por um tratado de alianca especial, tinham constituicao e leis préprias, e também magistrados préprios; além disso, nao pagavam tributos a& metrépole, mas deviam enviar contingentes militares em tempo de guerra. Criadas para consolidar os

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fundada por Anco Mêrcio. Esses colonos, geralmente 300, preservavam os direitos inerentes 4 cidadania romana e tinham seus préprios magistrados. A partir de 183 a.C. as colênias romanas comecaram a substituir as latinas na defesa do territêrio. Remontam a essa época a fundacao de MOédena e Parma, na Galia Cisalpina, e de Saturnia, na

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seus direitos de cidadania: por isso

cidadaos. Segundo a tradic&o,a primeira colênia romana foi Ostia,

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apenas defender as novas conguistas, mas também cultivar a terra gue era dada a eles, tomada de uma terca parte do territério inimigo, dividida em peguenos lotes e distribuida como propriedade particular. Esses cidadaos foram chamados de coloni, e a nova comunidade foi chamada de colonia. Os colonos podiam ser aliados latinos e it&licos ou, com maior fregidência, cidadaos romanos gue se eduiparavam aos aliados latinos ou gue mantinham

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jê existiam, eram instalados cidadaos gue, com suas familias, deviam nêo

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caracteristicas itélicas. Nos locais estratégicos, guase sempre centros gue

avancos territoriais obtidos durante a guerra latina, eram guase sempre habitadas por proletêrios romanos gue renunciavam & cidadania em troca da propriedade de terrenos cultivaveis. Enguanto as colênias latinas tinham como objetivo primordial a defesa das fronteiras terrestres, no caso das possessêes maritimas Roma criou colênias menores com seus proprios

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forma com a colênia, a mais tipica das

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sistema de defesa adeguado, gue tomou

Etriiria; nesse momento foi aumentado

o nimero inicial de colonos, gue passou para 2 mil. Em certas oportunidades Roma nao podia enviar colonos para os territérios conguistados: nesses casos,

os habitantes dos povoados subjugados recebiam o privilégio de desfrutar, em maior ou menor grau, da cidadania

romana,e de manter suas pr6prias casas. Assim nasceu o municipium. Ao due parece, o primeiro municipium foia cidade latina de Tusculo, cujos habitantes assumiram a cidadania romana em 381 a.C. O sistema

municipal foi aplicado em grande escala As cidades latinas depois da dissolucdo da Liga Latina, e, na mesma época, as cidades da Campania.

144-145. Situada na

provincia da fstria,

Pola é hoje uma cidade croata, e foi colênia romana desde mendos do século Ia.C.O anfiteatro local tem guatro torres macicas distribuidas em seu perimetro externo, gue também continham as escadas gue levavam aos andares superiores.

145 abaixo, esguerda. Sobre a margem rochosa gue domina 0 vale das cascatas do Anieno, em Tivoli, sê erguem os vestigios de um templo circular

datado do final da época republicana, comumente chamado de Vesta ou da Sibila;

ernbora talvez fosse consagradoa Hercules,

145 acima. Entre os

NUMErosos MOMUMENEOS

VOmManos de Pola esté o arco funerdrio da familia

Sergia, de um sê vi0

marcado por duplas de colunas corintias: é

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datado da terceira década R.C.e um dos mais

antigos monumentos inteiramente preservados.

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145 abnixvo, direika.

Verona, erguida junto

a uma curva do

Adigio, foi uma das maiores cidades

romanas do norte da Itlia. O anfiteatro,

conhecido como Arena, remonta a primeira metade do século I

d.C. embora tenha sido muito restaurado, é um dos mais bem conservados do mundo.

Os habitantes das cidades latinas obtiveram, em algumas ocasiëes, a cidadania com plenos direitos politicos ou a gue estava privada do direito de voto,a chamada civitas sine suffragio.

Os centros desse tipo pertenciam a uma categoria inferior de municipios, e como neles tinham jurisdic&o os praefeceti enviados por Roma, foram chamados de praefecturae. Além deles, existiam as civitates foederatae, cidades ligadasa metr6pole por um tratado de alianca, gue mantinham seu titulo de Estado soberano na medida em nao se Opusessem & soberania romana; nesta

condicêo juridica estavam guase todas as cidades da Etruria e da Itélia meridional, ao sul do Vestivio. A criac&o das colênias, gue com o tempo foram perdendo grande parte de seu papel defensivo, ganhou novo impulso em 123 a.C. por iniciativa de Caio Graco, para dar terras ao proletariado de Roma; seu objetivo, violentamente combatido pela nobreza, provocou desordens sangrentas, durante as guais Oo préprio Graco foi assassinado. A crescente insatisfac&o dos colonos latinos e, em geral, de todos os aliados itélicos confederados, gue havia muito tinham um papel ativo no crescimento de Roma e ao mesmo tempo viam

negada a eles a cidadania romana, levou

a um verdadeiro conflito armado;a guerra social (89 a.C.) determinou a

conversê&o das colênias latinas restantes, cuja criag&o passou a ter uma fungao exclusivamente juridica, e a concessao do tao valorizado ius civitatis (direito de cidadania) as cidades gue estavam ao sul do Rubicao. Além disso, a partir desse momento o sistema municipal foi estendido a toda a Itélia. O municipio desfrutava de maior autonomia administrativa e durante muito tempo foi considerado o perfeito exemplo de organizac&o politica, algo gue apenas na segunda metade do sêculo Td.C. voltou a corresponder as colênias. No inicio do século | a.C., primeiramente com Mario e depois com Sila, foi generalizado o tipo de colênia criada para premiar os veteranos dispensados do exército com concessêes de terras; foram César e o préprio Augusto gue mais tarde reforcaram essa pratica. Nessas oportunidades, as terras necessêrias para os novos colonos eram confiscadas (como no caso das 18 cidades gue Hinham tomado partido dos conspiradores contra César) ou compradas. O titulo de colênia romana passou a ser muito ambicionado e muitos imperadores conferiram essa prerrogativa a um grande nimero de centros itdlicos. Ouanto a organizagao de todas as cidades anteriormente descritas, é preciso destacar gue, apesar das muitas transformacëes ocorridas ao longo do tempo, em geral sua constituicio foi semelhante a romana, com a gual foram se identificando cada vez mais. Os romanos entao adotaram sistemas de governo due variaram de acordo com a época, a nacionalidade dos novos cidadaos e o tratamento dado a eles. No periodo imperial, os magistrados supremos das colênias e dos municipios eram os duoviri ou os guattuorviri iure dicundo. Dentro de certos limites, eles tinham competência

civel e penal, convocavam e presidiam as reuniëes do conselho e as assembléias populares, e se ocupavam dos interesses do cidado, das obras publicas e do cumprimento dos direitos religiosos. O povo elegia todos os

146

magistrados nos comicios, como ainda

hoje comprovam os “manifestos” eleitorais lidos nos muros de Pompéla. Cada cidade devia gerir seu proprio

orcamento, gue tinha como fonte rendas

e ganhos diversos, com o gual era preciso fazer frente a uma série de gastos: estogue de cereais, servicos postais, alojamento das tropas, espetéculos, construc&io e manutengao de muralhas, ruas, aguedutos e prédios publicos. Néo era incomum gue cidad&os abastados custeassem de seu bolso os prédios de utilidade publica ou contribuissem com uma parte da

despesa dos espet4culos. Assim Com9

na organizac3o da vida politica e social

das colênias, também do ponto de vista urbanistico os romanos manifestaram, desde a época republicana, um daro

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interesse em manter uma hierarguia

rigorosa das éreas de competência.

Ouando uma colênia era criada, o terreno escolhido, de cerca de 70 guilêmetros guadrados, era medidoa

partir do centro urbano em gue duas ruas se cruzavam em Angulo reto, o cardo, no sentido norte-sul, eo

decumanos, de leste para oeste. A partir

dessas coordenadas, o terreno era subdividido em guadrados de 200 jeiras

cada, o gue eguivalia a cerca de s0 hectares, gue eram a unidade b4sica do loteamento. Esses lotes recebiam o

nome de centtiria, porgue tinham cem unidades de 2 jeiras, ea operacao

segundo a gual eram definidos foi

chamada de “centuriac&o”. Além disso, a terra também podia ser dividida em

strigas et scamnna, ou seja, em retingulos

orientados um no sentido norte-sul e outro no sentido leste-oeste. Cada lote pertencia a um Umdco propriet&rio, de modo gue, consegiientemente, cada centtiria era dividida entre vêrios donos em partes iguais. Nas regiëes de florestas ou com cursos d/&gua, era preciso fazer as modificacêes necessêrias antes de

distribuir as terras para nêo prejudicar uma parcela dos beneficiados. O principal instrumento utilizado para dividir o terreno era a $r0ma,

empregada pelos agrimensores, dué eram chamados de gromatici. Tratava-se de um artefato em forma de cruz com bracos de igual comprimento, fixados horizontalmente sobre um mastro cravado na terra; nas pontas dos braGos eram colocadas guatro cordas gue

146-147. O santudrio oracular de Fortuna Primigenia, em Penestre (hoje Palestrina), era um dos complexos sagrados muais importantes da época romana. O conjunto de prédios foi erguido de baixo para cima pela lateral da colina, desde o século II a.C. até a época de Siln. Na parte inferior, o elemento principal era urma sala hipostila; a esguerda se abria o sacrdrio do ordculo, ed

direita uma segunda sala, menor, cujo piso era um mosaico magnifico representando uma cheia do Nilo, apresentada na

ilustracio a esguerda.

Na parte superior do santudrio os arguitetos soltaram a fantasia; projetaram umra distribuicdo panorimica organizada em torno de trés terracos gue

terminavam em um semicirculo encimado por um tholus. Com sua extraordinêria antecipacdo de formas arguitetênicas posteriores, Penestre influenciou na monumentalidade da época imperial, a ponto de determinar 0 tracado do Férum de

Trajano e a edificacdo sacra das coldnias.

147 -

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calam em prumo e permitiam tracar

linhas perpendiculares. Depois de plantar a groma no centro da superficiea ser dividida, era possivel tracar os eixos ortogonais bêsicos. Depois eram definidas as linhas paralelas a uma distência de 20 actus umas das outras, Com Oo gue se obtinha um guadriculado regular. O acfus eguivalia a 35,48 metros, e era a unidade de medida plana calculada de acordo com a drea do terreno pelo gual os bois podiam arrastar o arado em um tinico impulso. A divisa0 e a distribuicao da terra se refletiam em um projeto do gual uma cOpia era enviada a Roma. A subdivisao do solo em espacos iguais segundo um

sistema de eixos ortogonais tem origem pré-romana e estd bem registrada na Grécia Magna e na Ftriria, onde tinha um fundo religioso. Em muitas comarcas da Italia as fotos aéreas mostram dlaramente as marcas da centuriacao, cujo tracado ainda hoje

de xadrez. Dentro das muralhas, guea

estradas vicinais, os canais e os limites

natureza do terreno, este modelo foi mantido sem mudancas, e teve repercussles, mesmo depois da gueda do Impêrio, em todo o desenvolvimento urbanistico de muitas daguelas cidades

pode ser identificado ao observar-se as das propriedades. Um método analogo de divisao territorial foi adotado na criacaAo de novos centros urbanos. O

nucleo urbano apresentava o mesmo

esguema de um acampamento militar,

retangular ou guadrado, cujas ruas

— umas paralelas ao cardo, outras ao

decumanus — formavam um tabuleiro

intervalos regulares tinham torres de

vigia, era aberto o férume erguidasa

basilica, a curia, os templos, as termas,o mercado, o teatro e, nas cidades de

fundacao mais recente, como Aosta,

também um anfiteatro. Embora com algumas varlac6es motivadas pela

fundadas pelos romanos. Especialmente no norte da Itélia, os arguitetos romanos

tiveram a chance de fazer um planejamento livre, segundo os esguemas racionais e unitdrios, das

novas colênias instaladas para controlar

os territérios conguistados. Nessas regiëes, a regularidade do tracado viërio de muitos centros histêricos revela sua origem antiga. Em Turim,

Aosta, Como, Pavia, Piacenza, assim como em Verona, Bolonha e Lucca,a

rede ortogonal da cidade romana continuou a tal ponto presente no urbanismo medieval gue determinou reformas mais recentes.

148. A chamada

“Afrodite de Esguilino” é um produto eclêtico da iltima fase da arte helenista, no gual a tendência para o arcaico consegue uma feliz fusio com a

149. Este famoso fragmento de afresco de Pompéia é datado do século Id.C.e retrata um casal jovem. A mulher segura uma fabuinha encerada €0 homem, um rolo de

naturalista do nu. Praticamente em todos

pergaminho. Alguns acreditam gue se trala do padeiro Pacuius

ifdlica sio encontradas

outros pensam tratar-se

representacio

os pontos da peninsula

copias de originais SFeg0S, 0 gue prova gue 0 gosto era muito difundido. No campo do retrato oficial, os artesaos — fregiientemente imigrantes gregos — esculpiam em mirmore apenas os rostos dos

clientes, aplicando

Proculus,enguanto

de um desconhecido magistrado da cidade. Ouem guer gue tenha sido, é importante destacar o evidente sucesso econbmMmIc0. alcangado nos primtelros tempos do lmpériopela classe burguesa enriguecida pelo

coméêrcio ou pelos Car$os

essas cabecas a corpos produzidos em sêriee inspirados em obras famosas do passado.

piiblicos, gracas a0 due se tOrnou a verdadeira classe dominante. Além disso, 0 retralo

foram grandes

gue desfrutava a

Os romanos abastados

colecionadores de arte e antiguêrios entusiasmados.

revelaa liberdade de

mulher romana, algo excepeional Ho. “ie mundo antig0:

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A Tourneuve B Porta Decumana C Torre do Leproso D Porta Norte

AOSTA, A SENTINELA NOS ALPES

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Torre do Baile

K Anfiteatro L Teatro M Porta Pretoria

Aosta, colênia romana fundada por Augusto em 24 a.C com o nome de Augusta Praetoria Salassorum, se ergue aos pés dos Alpes Peninos, na confluëncia do rio Doria Baltea ea corredeira Buthier, ponto de partida das estradas gue levavam & Helvécia ea Galia. Ela foi erguida por 3 mil pretorianos dispensados em seu acampamento militar pelo pretor Aulo Terêncio Varrao, gue tinha se aguartelado nas vizinhancas de um Importante centro de culto dos salassos, tribo celta gue ele tinha subjugado. A antiga Aosta apresenta um tracado muito regular, tanto gue muitos a consideram a cidade romana mais préxima do padrao ideal. Ainda hoje suas muralhas, de pouco mais de dois guilêmetros e meio de extensao, permanecem de pé, com vêrias torres em bom estado, como a de Paileron, ou

a chamada do Leproso. É famosaa Porta Pretéria, do lado leste das

muralhas, uma das mais belas da

Antiguidade. É composta de dois corpos de pedra gue cercam um enorme patio interno, e apresenta duas macicas torres guadradas ao lado de uma passagem tripla, gue consta de um amplo v&o central e dois laterais, menores. No século XII foi grandemente

150. Entre as descobertas de maior

aumentada a altura da torre da direita,

hoje destinada a exposic6es. No centro

importincia

da cidade, onde deve ter ficado o

conservadas no Museu

Argueoldgico de Aosta esta um busto de prata de Jupiter Penino

férum, h4 restos de um templo,

cercados por um grande pêrtico subterrêneo guadrado. Esse tipo de estrutura, também presente em muitos féruns construidos na Gélia, talvez tivesse a func&io de espaco de procissêes. Da peguena distência da porta, no setor nordeste da cidade, é possivel admirar as ruinas do teatroe do anfiteatro. E muito sugestivo o grande muro de fundo da cavea do

descoberto no Passeio

do Pegueno S$io0

Bernardo, e um soberbo talabarte de bronze datado do século H d.C.

150-151. Sio muitos os indicios arguitetnicos gue fazem crer gue 0 teatro de Aosta, do gual resta uma parte da parede do fundo da

teatro, retilineo, com trés andares de

civen, foi um dos

arcadas, separadas por uma fila de

poucos inteiramente cobertos do mundo roman.

aberturas retangulares. As escavacbes revelaram vêrios elementos do palco; por outro lado, da arguibancada sobreviveu apenas a parte inferior. Sao muito poucas as ruinas do anfiteatro, situado dentro da muralha,

algo pouco comum, poisa norma nesses casos era gue as construc6es desse tipo fossem erguidas fora dos muros. O anfiteatro de Aosta, gue hoje est parcialmente dentro

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de um convento, foi

um dos primeiros construidos em

pedra, um século antes do Coliseu, e tinha capacidade para cerca de 15 mil espectadores. Tem uma grande importência o arco em honra a Augusto ele se ergue, isolado, a algumas centenas de metros da Porta Pretoria, instalado na rua suburbana gue atravessava a corredeira Buthier com uma ponte cujo vo tem 17 metros de abertura e esté guase intacta. O Arco estê em bom estado de conservaGao

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inscric&o de dedicacao, desapareceu. É provével gue tenha sido construido para comemorar as vitêrias do

|pinos Imperador sobre os povos aipmos especialmente os salassos. Tem um SO VaA0 e um pedestal alto em du€ Sam

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pilares; nos intercolumos

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frontispicios se abrem nichos retangulares. Aosta é hoje a capital de

uma provincja préspera, orgulhosa de

seupassado.

151 abaixo. O Arco de

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preservados. LIma estrutura ao

imponente em uma regido ainda relativamente distante a Pe terig is

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mesmo tempo, aumentar o orgulho dos novos colonos.

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152-153. Aosta,

cercada de terras

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divididas em cenirins, era um reldingulo de

724 metros por 272 metros. As sélidas muralhas garantiam EE ie amplos

predlos PHUUHCOS satisfaziam o desejo de

monumentalidade de

Mma populaao gue crescig rapidamente.

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A VILA ADRIANA DE TIVOLI, MAGNIFICA RESIDÊNCIA IMPERIAL /

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Praca de Ouro Ouartel dos guardas Pértico

L Agudrio

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Pegueno Templo

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Ninfeu

Prédio com três éxedras

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P Termas peaguenas O Termas grandes

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Vestibulos

Canopo

Tivol, a antiga Tibur, estê ao sudeste de Roma, junto a Via Tiburtina-Valêria, perto da cachoeira do Anieno. A cidade ingressou na 6rbita romana no inicio do

escritêrios da Anona, poisali foram encontrados duas interessantes mesas de conferência, ou seja, os padrêes oficiais das medidas utilizadas nas

século V a.C., mas suas relacêes com

transacëes comerciais. No extremo leste

periodo das guerras sociais, durante o

Anieno se lanca nas famosas cascatas, se

romana. Na era augustina, tornou-se um dos locais de descanso da moda

eo chamado Templo de Vesta, circular, com colunas corintias. Ambos foram

instalaram Cd4ssio, Mecenas, Horaêcio,

a.C.e sao um elemento muito sugestivo

Augusto e Adriano, gue mandou

muralha, na localidade de Grotta

Roma nao foram nada pacificas até o gual foi elevada a categoria de municipio e conseguiu a cidadania

entre os romanos ricos: em Tivoli se

Ouintilio Varrao, Catulo, Salustio,

da acrépole, na encosta pela gual o

erguem dois templos: o da Sibila, retangular, tetrastilo e de ordem jénica,

datados da primeira metade do sêculo I

na paisagem. Fora dos limites da

construir sua esplêndida vila aos pés da cidade. Além da beleza da paisagem, exercia uma forte atrac&o sobre as pessoas o antigo santu4rio de Hércules

Oscura, estao preservados os vestigios do grandioso complexo conhecido como Santud4rio de Hércules Vencedor. O prédio tem uma localizacao panoramica

termas de 4guas sulfurosas da planicie

um sêlido trabalho de terraplanagem;

uma fortificacio prépria. Foilocalizado o ponto em gue se erguiam a basilicaeo férum, sobre cujo lado meridional se destacam as rufnas, em bom estado, de um edificio retangular coberto por uma

Jupiter Anxur em Terracina ou ode Fortuna Primigenia em Palestrina, ou mesmo o Tabularium de Roma: todos estes exemplos do fervor arguitetonico tpico dessas comarcas em meados do

eo Oréculo da Sibila, somados as

gue se estendia em frente a cidade. O tracado da antiga cidade nao pode ser reconstruido facilmente de acordo com os monumentos preservados. Sao poucas as ruinas de muralhas e as portas;a acr6pole estava fechada em

abébada, talvez destinado aos

154

notvel, e em parte estê assentado em

foi construido no século 1 a.C., mas parcialmente reconstruido no periodo flaviano. Este local de culto tem uma ligacao estreita, do ponto de vista arguiteténico, com outros santuaêrios contemporêneos do Lêcio, como o de

século 1 d.C.

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154-155. A Vila Adriana foi construida Mas proximidades de Tiooli, entre 118 e 133 d.C., por ordem do imperador Adriano, gue nela gueria recordar de lugarese mMonumentos visitados em suas longas viagens. Em primeiro plano s0 vistas as ruinas do pêrtico guidruplo, com 0 chamado “agudrio”. *



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155 acima. O Teatro Maritimo, cercado por um portico e um canal Circular, na realidade era a peguena vila em gue Adriano se refugiava para meditar

s0, 1solado do resto do

mundo. Em segundo plano é posstfvel ver a grande Piscina do Pêrtico.

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Tvoli hoje é famosa principalmente

pela grandiosa Vila Adriana, situada em

um grande plato na encosta dos montes Tburtinos, a sudoeste do centro da cidade.

O grande conjunto de prédios, gue

ocupa uma superficie de cerca de 120

hectares, constitui um dos mais sugestivos sitiOS argueolbgicos da Itlia.

Ele foi erguido no local antes ocupado

por uma vila da época republicana. E naturalmente integrado a paisagem, aparentemente de modo espontêneo,

mas na realidade seguindo um projeto muito refletido. Adriano, gue adotava

uma postura gue€ ja existia no periodo

republicano e gue foi um grande amante

da tradicao helênica, se baseou, para erguer sua mansao, em modelos célebres

e copiou livremente o entorno dos monumentos existentes em varios pontos do Império gue o tinham impressionado. A Vila Adriana é famosa pelas muitas formas arguitetnicas nela existentes e especialmente pela grande variedade de abébadas, além de uma

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156. Além de ser um

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imperador guis reconstruir o Templo

de Serdpis, da cidade

egipcia de Canopé, € 0 canal gue a ligou a

Alexandria. Em

primeiro plano Se

destaca a semi-ab6bada do Serdpion.

perturbar a ufilizac&o social dos andares superiores. O acesso principal da vila

ficava ao norte, e se chegava a ele por um desvio da Via Tiburtina gue costeava o chamado Vale do Tempe, assim chamado pelo famoso homênimo de

parte central do canope havin uma elegante colunata, onde foram

colocadas muitas copias de estituas gregas famosas; entre elas estavam as guatro caridtides do Erecteo de Atenas. 157 abaixo. Na regiio do Canopo foram encontradas virins estituas de Antinoo, 0 favorito de Adriano, afogado no Nilo — talvez um suicidio— durante uma viagem ao Egito em companhia do imperador. Adriano teve uma paixa0 morbida por esse jovem oriundo da Bitinia, a ponto de ter chegado a divinizd-lo depois de morto. Segundo alguns, essa paixao se devia a beleza tristee sensual do efebo, gue teria estimulado o espirito inguieto e estetizante do imperador, mais gueé uma verdadeira afracao

fisica. Seja como for, na Antiguidade clissica as relacoes homossexuais

nio eram especialmente repudiadas, tendo sido alé mesmo cantadas por muitos poetas.

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homem culto e refimado, Adriano se apaixonou pela arte ë, especialmente, pela arguitetura. Essa caracteristica fica evidente na localizacio do Canopo, o setor mais sugestivo da vila, gué ocupa um vale

artificial, ao sul do complexo. Com esse

busca especial da luz e do efeito visual. Tem grande importência em si, porgue as escavacêes argueolê6gicas revelaram vêrias esculturas, entre as guais se destacam as caridtides do Canopo, cépias daguelas do Erecteo, e outras cépias de originais de Fidias e Policleto. O complexo foi construido entre os anos 118 e 133. Inicialmente os trabalhos se limitaram & reestruturacao e ampliacao das construcêes existentes, as guais foi acrescentada uma instalac&o termal, um ginasio e uma sala para os banguetes oficiais. Todo o restante foi sendo acrescentado 4 medida gue o local adguiria sua dimensao monumental definitiva. É interessante destacar gue no local foi construido um verdadeiro sistema de ruas subterrêneas, algumas das guais podiam ser percorridas de carro: era uma espécie de rede de servico independente, concebida para nao

157 acimna. Ao redor do tangue gue ocupa a

197

Tessalia. Ali se erguia o Hospitalia, um prédio gue servia de dormitêrio para os Pretorianos gue guardavam a entrada.

gue talvez fosse um triclinio de verao. Junto a parede oeste da Sala dos

chamadas de Bibliotecas: na realidade, eram dois triclinios estivais gue integram o setor mais antigo do paldcio. Sobrea parte de tras de um desses ambientes se abre o espaco ocupado pelo Teatro Maritimo, um dos mais atraentes

de xystus, o tipo de local destinado aos passeios e as conversas eruditas gue esteve presente nos gindsios de modelo grego. Para o leste hd uma série de

Ouase junto ficavam as duas salas

ambientes do complexo. O conjunto é formado por um muro citcular, com porticos no lado interno, gue separavaa estrutura do restante da vilae de um canal gue delimitava uma ilhota, na

época dotada de duas pontes. Nessa ilha artificial podem ser encontrados vestigios de uma vila em miniatura

destinada ao descanso e isolamento, com um patio central dotado de uma fontee com uma peguena instalac&o termal. É possivel encontrar um precedente ilustre na mansêo de Augusto sobre o Palatino e um anterior no palêcio de Dionisto, o Velho, em Siracusa. Para além do Teatro Maritimo se estende a rea central da

vila, gue abrange o patio das Bibliotecas, o Paldcio, o Ninfeu, a sala das pilastras

dêricas junto ao Ouartel dos guardas e, por dltimo, a Praga de Ouro, cercada por

um grande peristilo e um pértico de dois

vaos. Da Sala das pilastras dêricas, gue na realidade foi uma basilica, chega-se a

chamada Sala do trono, gue muito provavelmente era uma espêcie de salao

palatino, no gual aconteclam as sessoes solenes da corte imperial. O lado norte da Praca de Ouro conta com um

vestibulo de planta octogonal, cujo teto é um dos exemplos mais notAveis de

abébada de aresta. No lado sul hê um ninfeu semicircular amplo e complexo,

158-159. Este delicado mosaico oriundo da Vila Adriana é c6pia de um original, obra de $osos de Pêrgamo, artista grego muito admirado por Plinio. O mosaico, importado do mundo helênico, teve grande aceitacio entre os

romanos e foi muito refinado na época imperial. No século

IT d.C. a técnica jé era perfeita, e os artesios competiam com Os pintores na hibil busca de sutilezas expressivas cada vez mais refinadas. Este tipo de decoragiio teve diversos estilos € tendências, mas as principais correntes foram a geométrica e a naturalista-figurativa. As pastilhas,

filêsofos, junto ao Teatro Maritimo, fica um dos lados menores do Pértico, uma grande praca gue formava uma espécie

construc6es variadas, das guais as mas

famosas s&o o Estidio e a Cenatio veranil, um sal&o para banguetes oficiais. No grupo de ambientes gue se segue estao as Termas Peguenas e as Grandes, O

Vestibulo e, finalmente, o Canopo. Este dltimo é um dos mais famosos complexos arguitetênicos do mundo antigo: ocupa um vale comprido e estreito e é composto de um canal com o lado menor convexo e ornamentado com uma colunata de arguitraves mistilineas. Sobre os dois lados compridos desse tangue havia outras colunatas, originalmente decoradas com cépias de famosas estétuas gregas. O vale era fechado por um Serapeon, uma grande êxedra semicircular coberta por uma semi-abébada de arestas alternadamente céncavas e planas. A rigor, um enorme leito do tipo triclinio em forma de sigma identifica o prédio como uma imponente e refinada cenatio de veraneio. Sua planta é baseada na dos templos egipcios, e se adapta muito bem ao tangue contiguo: era um canal gue na antiguidade ligou Alexandria a cidade de Canopo, onde se erguia um famoso templo a Serdpis. O canal e a cidade eram famosos pelas festas e OS banguetes, e isso ecoa no famoso mosaico de temdatica egipcia de Palestrina.

geralmente cibicas, podiam ser de pedra ou pasta de vidro, dependendo de sua utilizacao; tanto uma guanto outra eram

presas a seu suporte

por meio de uma camada de argamassa resistente, sobre a

gual era desenhado o motivo bisico. Entre os diferentes tipos de mosaicos murais e de

piso, 0 opus vermiculatum permitia execugoes de grande delicadeza, gracas ao pegueno tamanho das pastilhas eh grande gama de cores; o opus sectile, por outro lado, era feito utilizando fragmentos de mdirmore colorido

irregulares e de

Hamanho maior.

159

OSTIA ANTIGA

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OSTIA, O VITAL PORTODEROMA f

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Casa de Diana

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D Casas ajardinadas E Scholade Trajano

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Templo de Roma e Augusto

160-161. Antigamente

Ostin situava-se entre n

foz do Tibre eo mar, da

gual hoje esta distante virios guilêmetros. Fo o principal porto de -—EERoma até o sêculo JId.C, guando foi 4 'suplantada pela cidade ' vizinha de Portus P

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rica e cosmopolifa, habitada por uma burguesia ativa de comerciantes e homens de neg6cios; ap6s ser abandonada,

Reptblica, na época de Sila, assim como ocorreu com muitos Outros centros urbanos do Lêcio. As novas muralhas cercavam uma superficie de aproximadamente 69 hectares, ou seja, trinta vezes mais gue a do castrum primitivo; essa area néo aumentou 160

como o grandioso dedicado a Hêrcules,

uma divindade oracular. Nas ruas principais foram construidas as

moradias das classes abastadas, as tipicas domus helênico-romanas,

caracterizadas por um trio ou, as mais ricas, pelo peristilo. Ostia, gue diferentemente de Roma conserva intactos exemplos de construces particulares, nas guais podem ser estudadas a evolucaAo ea variedade das formas, apresenta dois modelos bsicos de habitac6es: as domus, unifamiliares, e

as insulae, grandes prédios de aluguel, de vêrios andares, nos guais ja desde o século 1 a.C. se instalavam no primeiro andar as tabernae, as lojas nas guais era possivel comprar gualguer mercadoria. Na época de Augusto, Ostia ecooua grande renovagdo acontecida em Roma, pois também houve uma melhoria na ornamentagao da cidade. Assim, foi

erguido na regiao do Férum o

importante templo de Roma e Augusto,

gue com sua elegante decoracdo de marmore foi um prelidio dos grandes

de lado e ocupa uma dren de 32 hectares.

O PORTO DE TRAJANO 1 Porto de Cldudio (42-64 d.C,) H

testemunhos mais antigos duanto ao nucleo primitivo da colêmnia romana remontam ao inicio do século IV a.C. A colênia nasceu como um tpico acampamento militar, ou castrum, cercada por uma muralha retangular e subdividida no interior por dois eixos ortogonais b4sicos, e provavelmente ja teria alguns templos, mas nao um férum. Em meados do periodo republicano, Ostia ainda era um posto militar avancado sobre o mar, mas seu porto jé desempenhava um papel fundamental, o de garantir o abastecimento de cereais para Roma. Durante as guerras ptinicas, foi uma das bases das operac6es navais contra Cartago, e chegou a dispor de uma irota estivel de 30 barcos. A transformacao de acampamento militar em cidade de vocac&o comercial aconteceu durante a

161 acima. Perto do Aeroporto Internacional de Fiumicino pode ser visto hoje o enorme tangue hexagonal mandado cavar por Trajano para ampliar o entiio antiguado porto de Cliudio. A nova regido portudrin se desenvolveu rapidamente e atraiu parte dos operdrios gue trabalhavam em Ostin e gue imediatamente se instalaram ali, dando vida na uma nova cidade gue recebeu o nome de Portus. O angue de Trajano tem 357 metros

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foi o rei Anco Marcio, mas os

muito no periodo do Império, durante o gual houve um forte surto construtivo, em parte gracas & adoc&o de novas técnicas, adeguadas as necessidades de uma arguitetura cuja complexidade e dinamismo aumentavam. Entre outros prédios, foram erguidos vrios templos,

Wa

Este antigo centro comercial de Roma tomou seu nome da palavra ostium, foz, utilizada por sua proximidade da foz do Tibre. Segundo a lenda, seu fundador

foi reduzida a ruinas e coberta pela areia do Tibre. Hoje é um dos mais importantes pargues argueolégicos da Itilia.

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M Termas do Férum

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A Mercados Trajanos B Casa de Serapis C Termas dos Sete Sabios

Farol Porto Trajano

(100-112 d.C.) Canal navegavel Curso do Tibre lIha Sagrada Reglêo sepulcral

O Grandes Armazéns P Domusde Fortuna Anonaria O Teatro COrporacées S Armazéns de Hortêncio T Termas de Netuno U Ouartel dos guardas V Necrépole de Porta Romana

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Forum das Corporacêes era formado por um enorme espaco aberto guadrado, com pêrticos em trés de suas faces,

onde ficavam os escritrios das lojas Comerciais € mariimas, Cujas atividades eram representadas em signias € mosaicos,

162 abaixo, direita. O teatro remonta a

época de Aueusto, mas foi inteiramente reconstruido sobo governo de Sétimo Severo; a arguibancada — RSSIM coOMO 0 pêrtico externo — foi totalmente restaurada durante as escavacêes.

Por tris do gue resta

do palco se estende o Forum das Corporacoes. 162-163. As escavacdes

feitas em Ostia revelaram muitos pisos de mosaicos de grande gualidade de execucao, gue decoravam tanto

prédios publicos guanto residéncias particulares.

momentos da era imperial. Data do mesmo periodo o teatro, influenciado pelos prédios romanos similares conNstruidos por Pompeu e Marcelo, gue inicialmente tinha capacidade para 3 mil espectadores; somado a praca das Corporacêes, com porticos, gue se abria

atras, ele integrava um enorme complex. Em consegiiëncia da crescente atividade comercial, surgiram e se

multiplicaram por diversos bairros da cidade os horrea, os armazéns para depositar cereais e outras mercadorias. Nas épocas de Tibério e de Caligula, foi construido em Ostia um agueduto gue

permitiu, entre outras coisas, a

Instalacao de alguns estabelecimentos termais; e por determinacêo de Claudio foi erguido o primeiro porto ao norte do estuario do Tibre. Até aguele momento, o trafego maritimo da cidade era determinado pela grande dificuldade de chegar ao porto fluvial, em funcao dos perigosos bancos de areia formados pela correnteza do rio. Na época de Domiciano h4 uma reforma urbana de grande alcance, determinada pelo constante aumento da populacao, concluida na época de

chegassem a foz do Tibre em lugar de seguirem para Possuoli, gue até entao tinha sido o principal porto do Tirreno. O pegueno centro aut6nomo desenvolvido junto ao recente atracadouro foi chamado de Porfus. Também foi Trajano guem ordenou a construcao da Ciria e da Basilica no Férum, além de virias termas. Nessa

época a cidade adguiriu uma importante posicAo comercial. Eram armazenados em Ostia produtos como cereais, azeite e vinho, gue nao podiam ser imediatamente distribuidos no mercado romano. As cargas dos grandes navios mercantes eram

transferidas para embarcacoes menores, as codicariae, gue subiam o Tibre até a

Urbe puxadas por juntas de bois. A vida social se organizou em torno de corporacOes, gue defendiam os

interesses dos diferentes corpos; cada

um deles tinha uma sede, chamada schola, na gual aconteciam as reunibes e as cerimonias. Como seu antecessor,

também Adriano se dedicou as reformas urbanas: organizou definitivamente o Férum, onde

construiu um grande Capitolium gue, juntamente com o templo de Roma ce Augusto em frente, dotou de duas alas de pêrticos; além disso, mandou erguer um bairro residencial e de servicos, onde foram construidas as Termas de Netuno e o Ouartel dos Guardas.

Tambêém data dessa época o complexo das casas ajardinadas, construidas em

um luxuoso bairro comercial. As domus, simbolo da antiga aristocracia urbana,

foram demolidas em diversos pontos para dar lugar as casas da nova classe gue surgia, na gual aos comerciantes ricos se juntaram os empregados e os operarios. O desenvolvimento desse

novo modelo de habitacêes se deveu Aa

163 aba1xo,

esguerda.

Muitas das domus construidas em Ostia

Ho periodo imperial Hardie revelam uma

especial rigueza decorafiva,

163 abaixo, direika. No

centro do Forum se

erouem os restos do Capitolium de Adriano, 0 principal templo da cidade, dedicado a Jtipiter,

Juno e Minerva.

162

Trajano, gue mandou escavar um grande atracadouro em forma de

hexdgono perfeito unido ao de Claudio, gue sofria as graves conseguëncias da acumulacao de areia. Assim foi dada

uma solucao definitiva para o problema do porto de Roma. A nova estrutura permitiu gue os enormes barcos mercantes da frota de Alexandria — gue transportava nada menos de 150 mil toneladas de graos por ano —e outros grandes navios gue faziam o comércio com o Oriente finalmente

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estao presentes os

diferentes padroes

arguitetbnicos em sua evoluca0 histêrica,

particularmente a insula, bem documentada e

bastante difundida,

due por seu aspecto

ea distribuicdo dos espacos habitiveis é um antepassado das casas modernas. Este tipo de construcio normalmente tinha guatro ou cinco 164

andares, com uma fachada principal gue dava para a rua € uma secunddria voltada para um patio interno ou um jardim; 0 conjunto tinha muitas janelas e balcoes. Os lances de escadas levavam aos diferentes apartamentos

(cenacula), cujas portas se abriam para

os patamares internos. As instalacoes sanitirias podiam ser Comuns, guase sempre

situadas no primeiro andar, ou dispunha-se de peguenos espacos adeguados junto a cada apartamento, e todos utilizavam os mesmos dutos de esconmento. As insulae de Ostin, geralmente destinadas fi classe médin,

apresentam alguns detalhes luxuosos. Em alguns casos, foram encontrados junto d cozinha restos de tinas para o banho pessoal. O desenho

recria o aspecto da Casa de Diana e dos prédios vizinhos. O primeiro andar era ocupado por uma sêrie

de lojas cujos sétdios — luminados por peguenas janelas abertas na fachada — eram a moradia dos proprietdrios. A decoraciio pict6rica das moradias

superiores pode ser

deduzida pelos restos encontrados em outras

insulae de Ostia, gue

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se caracterizam por simples superficies coloridas, ds vezes

separadas por uma figura ou motivos geométricos. Os cortes das estruturas gue estio em primeiro plano e & esguerda nao correspondem a realidade, mas so

uma bon amostra dos diversos modelos decorativos de paredes e pisos encontrados em

Ostia,

utilizacao do tyolo e do ciment o, gue

levou & criagao de modelos

ardguitetênicos Inovadores: hoje restam muitos Prédios, inclusive os de card ter

mMals popular e amplo, com pAtios com Porticos em torno dos guais so

distribuidos os diferentes ambiente s,

freguentemente decorados com

mMOSaicos. Ao longo do século IL o NUmero de Fabernae SUuperou a marca de 800. Antonino Pio concdluiua reconstrucéo

de Ostia iniciada por Adriano: poUco

maior gue Pompéia, a cidade chegoua

ter 50 mil habitantes. Entre as maiores obras, cabe recordar a construcao das Termas do Férum, as maiores da cidade,

as obras do Paldcio Imperial e alguns grandes prédios de moradias alugadas, entre os guais se contam o de Diana eo dos Aurigas. Sendo uma cidade maritima, Ostia era muito aberta as influências estrangeiras, inclusive no

campo religioso; assim, na época dos

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Antoninos o imperador Cémodo restaurou o teatro e, depois de ter ficado

encalhada uma frota gue transportava cereais, mandou reconstruir os grandes horrea e erguer novos; a cidade, gue

tinha atingido seu ponto de expansao mAximo, viveu ent&o um periodo de grande crescimento. Depois do governo

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de Cêmodo a construc&o foi interrompida: os Severos se dedicaram unicamente as restauracOes e reconstrucëes, pois interessava a eles principalmente fortalecer a infraestrutura ligada ao comércio. Foi entao

aberta junto a costa uma nova estrada,a

Severiana, ligando o porto de Terracina a Ostia e Portus. É provêvel gue datem desse periodo o emporium semicircular gue esté sobre o Tibre, a ampliagao dos

horrea e a reorganizag&o da Praga das Corporac6es e do porHco

correspondente. Este monumento oferece em seus mosaicos Um registro

Importante do comércio de Ostia: os

mMOLIVOS representados e as iInscrices

mencionam os armadorese

comerciantes de cidades de todos os pontos do Impêrio, e também

corporacêes locais. Entre os

monumentos entao construidos estao o Arco de Caracala e o Templo Circular, a ultima grande estrutura publica do centro, concluida talvez na época dos Gordianos. A crise comecou em meados do século NI, juntamente com as graves desordens politica e econêmica do Impéêrio. A situac&o melhorou sob os governos

de Diocleciano e Constantino, mas Ostia jê tinha deixado de ser uma cidade mercantil florescente para se transformar em um centro administrativo e de representagao comercial. Houve algumas obras, embora limitadas as ruas principais; enguanto os bairros afastados foram sendo abandonados pouco a pouco. Enguanto as insulae ficavam vazias, voltava-se a construir algumas domus senhoriais: mansêes de luxo, afastadas, como as antigas casas da aristocracia republicana. Durante algum tempo Ostia se transformou em cidade residencial,

afastada do comércio, habitada por magistrados e membros da aristocracia senatorial. Mas a partir do século Va crise se tornou irreversivel. Mesmo os

visigodos de Alarico ignoraram Ostia,

gue jê era uma cidade sem interesse. Na

segunda metade do século IV, durante a

guerra greco-gética, depois da gueda de Portus, ela voltou a ser utilizada para mandar viveres a Roma pelo Tibre. Depois, os atagues sarracenos do século IX a anularam inteiramente.

Herculano, uma famosa cidade da Campênia, ficava a cerca de oito guilêmetros de Napoles e foi destruida pela erupcao do Vestivio do ano 79 d.C. Seu nome antigo, Herculaneum, era truto da lenda gue a considerava fundada por Hércules. Foi inicialmente grega, mais

HERCULANO, UMA CIDADE AINDA MERGULHADA NO MISTER IO MERE

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tarde samnita, e a partir de 307 AE.

ficou sob o poder de Roma; apês ter sido cercada por Sila e seus seguidores em 89 a.C., durante a guerra social, transformou-se em municipio com a introduc&o de colonos romanos. No periodo republicano, muitos patricios construiram nela suas vilas. Por muito tempo pensou-se gue Herculano, muito menos afetada pela chuva de detritos gue destruiu Pompéia, Oplontis e Estdbias, teria sido coberta em um

A Colégio dos Augustais B

Banhos do Forum

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Gasa de Tabiague de Madeira Basilica Gasa do Bicentenario

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Casa de Netuno e Anfitrite

G Casa do Mobilidrio carbonizado

H Casa dos Cervos I

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Banhos suburbanos

Palestra

segundo momento pela massa de detritos gue se acumulara na encosta do vulc&o, depois dos violentos temporais posteriores ao cataclismo. Acreditavase, portanto, gue a maior parte dos habitantes teria conseguido se salvar, talvez por mar: os esgueletos encontrados na cidade durante as escavac6es certamente foram muito poucos. Estudos mais recentes ea

descoberta de uma centena de restos humanos na regiao do porto demonstraram gue, ao contrêrio, a cidade ficou sob uma nuvem de gases tOxdcos e depois foi coberta por uma camada de lava j4 bastante resfriada. Pode-se dizer gue sobreviveram apenas agueles gue fugiram para Napoles aos primeiros sinais da erupcao; os restantes, talvez temendo abandonar suas casas, demoraram demais, e

guando se decidiram jê era tarde. Tomados de pênico, esses moradores tentaram evitar a furia dos elementos

166 centro, esguerda.

Na casa da Gemua,

assim chamada por causa da descoberta de um camafeu da época do imperador Cludio, 0 dtrio e seu impluvium foram bem preservados. Também podem ser vistos o adytum com duas colunas, 0 tablinum e 9 jardim.

166 abnixo, esguerda.

Os Banhos urbanos,

situndos no centro da cidade, datam da época jtlio-claudina e seguem um projeto Fradicional. Agui podem ser vistas as prateleiras onde os banhistas colocavam seus sapatos.

166 centro, diretka.

A casa do relevo de Télefo era uma residêncin aristocratica, de projeto irregular. O itrio era decorado com gesso vermelho e as colunas eram feitas de diferentes materiais.

167. Os Banhos suburbanos, datados do periodo flaviano, eram muito luxUOSOS

e Hinham algumas soluc6es arguitetênicas inovadoras. LIm exemplo pode ser visto neste vestibulo, no gual a luz penetra por uma abertura entre 0s arcos. O tangue do centro recolhia a 4gua

gue sain de uma fonte com uma estitua de Apolo.

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nda uslizando as embarcacbes ai amarradas ao cais, mas as ondas do

maremoto tornaram a navegacao

impossivel; desesperados, buscaram abrigo nos prédios puiblicos do porto, onde foram surpreendidos pelos vapores venenosos do Vesuvloe

morreram asfidados. Seus esgueletos, mais de duzentos, bem preservados, sao muito valiosos para o estudo de seus modos de vida, suas doencas e sua alimentacêo. Os rios de lava, enguanto

iss0, invadiram as ruas e em alguns pontos chegaram a vinte metros de

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altura; mais tarde, a matéria incandescente se solidificou até ganhar consistência de calcêrio, mantendo

intactos matéria organica como madeira, couro, papiro, fibras vegetaise alimentos. É a essa conservacao excepcional gue se deve o enorme interesse despertado por Herculano no gue diz respeito ao estudo da casa e de sua mobilia, além da extraordindria

descoberta de documentos escritos e

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manuscritos literdrios, os famosos

“papiros”. As primeiras tentativas de fazer escavac6es, no inicio do século

XVIIL levaram a descoberta do teatro,

gue foi privado de sua rica

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ornamentacao de estituas de marmore e bronze. Entre os anos 1738 e 1765, por determinacao de Carlos IT de Bourbon,

foram feitas muitas aberturas, gue provocaram varios danos, mas ao mesmo tempo permitiram descobrir, entre outras coisas, a grande Vila dos Papiros. Entre 1828 e 1865 tentou-se utilizar a mesma técnica adotada em Pompéia, desenterrando todo o nticleo urbano, mas os trabalhos foram abandonados em func&o da dureza da rocha

vulcënica. Outras escavacêes posteriores foram interrompidas em funcao da 168. Dentro da Vila

dos Papiros, descoberta

em 1750, foi encontrada uma extraordindria cole£ao de obras de arle, composta de cerca de 90 esculturas de bronze € mirmore, entre as guais hd c6pias de obras-primas classicas é helenistas, retratos de grandes personagens STESOS € moËVOS decorativos. Pertence

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magnifica estatua de Danaide, encontrada no peristilo da rica mansio juntamente com outras guatro

figuras femininas semelhantes.

Inicialmente acreditou-

se gue as cinco jovens estariam executando uma danca religiosa, mas depois ficou claro gue elas levavam

inforas gue tHnham sido perdidas. Assim,

era possivel relacionar

este grupo com 0 mito

169. Este esplendido

filhas de Danao gue, apos matarem seus maridos na noite de mipeias, foram condenadas a, HOS infernos, incessantemente verter gun em um poco sen fundo. Pelo grande luxo generalizado, acreditou-se gue a vila pertencia a Lucio Calptrnio Piso, 0 rico sogro de César.

a uma estaluna gure

das Danaides, as belas

rosto masculino perleuce

represenla um lutador JO moment de

enfrentar seu adversario, lambem retratado em bronze.

O conjunto escultorico, descoberlo na Vila dos

Papiros, é hoje exposto no Museu Argueol6gico de Napoles, onde estao

muitas das obras de arte

encontradas na regido do Vestivio.

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seguintes. É tHpica dessa fase de

transicao — gue foi interrompida logo ap6s o nascimento — a casa de pau a pigue, clêssica moradia popular e multifamiliar, econbmica e com aproveitamento racional do espaco. Tem

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numero de abernae, incluindo lojas de

ceramistas e marmoristas, tecelêes e tintureiros, confeiteiros e merceeiros. Seu caraêter trangtiilo e a atmosfera

agradavel, como diz o gebgrafo grego

Estrabaêo, talvez a tenham transformado

especial interesse a casa de Tabigue de madeira ea do Mobili&rio carbonizado. Consideradas as dimensêes da cidade,

em local de descanso, fregiientado pelos aristocratas de Roma e da vizinha Napoles. Suas luxuosas mansêes com peristilo, muito amplas, obrigaram os menos abastados a ampliar suas casas em altura; o resultado é uma variedade muito interessante. Mas, apenas a

em Herculano a arte aparece em maior PrOoporcao, como comprovam as muitas esculturas de bronze encontradas nos

dificeis, permitirê revelar os multiplos segredos ainda escondidos na cidade enterrada.

menor gue Pompéia, pode-se dizer gue

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de Herculano é descoberta gracas ao estudo de suas residências, gue falam de um acelerado processo de transformacêo da domus, uma antecipacao do desenvolvimento vertical gue se consolidaria nas décadas

Diferentemente de Pompéia, Herculano nao foi uma cidade industrial e mercantil, as suas principais atividades deviam ser o artesanato e as artes menores. Hê vestigios de um grande

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de bronze. Contudo, a verdadeira face

latinos, entre eles De Bello AcFiaco.

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A palestra-gindsio era cercada de porticos e tinha uma grande piscina em forma de cruz decorada com uma fonte

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subterrêneas, mas ainda sepultado, as Termas do Férum, as Termas suburbanas e a Palestra.

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foram desenterradas sete insulae. Grande parte da regiëo habitada, incluindo os espaGos publicos mais importantes, estê por ser desenterrada. Embora a superficie j4 descoberta seja muito peguena, ainda assim exibe um tragado ortogonal cuja superficie é um guinto daguela de Pompéia. Originalmente, a cidade era protegida por uma muralha e subdividida em platês gue desciam até o mar. Os prédios publicos sao bem representados por um Teatro, explorado em detalhe por intermédio de galerias

na Vila dos Papiros, uma bela mansao localizada entre 20 e 25 metros de profundidade em uma regiao situada ao noroeste da atual 4rea argueologica. A construcao ainda est4 sepultada sob os estratos petrificados, dos guais 0 primeiro data de 79 d.C. e o segundo é uma capa de lava de 1631. A enorme importência da vila, explorada por intermédio de galerias subterraneas, deriva do not&vel conjunto de esculturas encontrado (58 de bronze e 31 de mdrmore) e da biblioteca de papiros. Até hoje foram recuperados 1.785, e muitos outros foram perdidos porgue em meados do século XVIII foram confundidos com restos de carvao. Esses papiros contêm textos filoséficos, em sua maioria do epicurista Filodemo de Gadara, e alguns textos

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sistematicamente em 1927; até hoje

prédios publicos, nas casas e, sobretudo,

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proximidade excessiva da atual povoaGao, gue se desenvolveu sobre o local da antiga Herculano. A campanha argueolêgica foi retomada

continuacao das escavac6es, muito

170 abaivo e 171,

abaixo. A ampla sala interna do Colégio dos Augustais — OS sacerdotes due se dedicavam ao culto do imperador divinizado associado ao de Roma — é luxuosamente decorada com pinturas murais. De especial valor é o afresco dué representa 0 herdi epênimo da cidade, Hêrcules, junto a Minerva e Juno.

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RESGATADA DAS O A C L U V O D S A CINZ POMPEIA,

A antiga POmpéia foi erguida sobre as encostas meridionais do Vesuvio no

final do século VIII a.C.: ela foi habitada pelos oscos e, portanto, teve

inicialmente dominio etrusco e, por pouco tempo, grego; nos ultimos anos do século V a.C. passou para as maos

dos samnitas, gue a conservaram até 310 a.C., data em gue se tornou cidade aliada de Roma. Depois da guerra social ela foi elevada a categoria de municipio, e seus moradores, pertencentes a tribo menéia, obtiveram assim a cidadania

romana. Em 80 a.C,, depois da guerra

civil, foi transformada em colênia com o nome de Cornelia Veneria Pompeianorum, por obra de Publio Cornélio Sila, sobrinho do ditador. Gragas ao mecenato de membros do partido de Sila, a cidade foi restaurada e foram , como feitas importantes obras publicas as, o odéon, o Capitoliu m do

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172. O Templo de Apolo, datado do século IT a.C., se ergue nas

proximidades do

fêrum, no centro de um peristilo formado por 48 colunas de estilo corintio; diante do pêrtico, sobre um dos lados maiores, estava instalada a estitua de Apolo com seu arco. O santudrio estava sendo restaurado depois dos danos sofridos no terremoto de 62 d.C.

173 acima. Nas ruas de Pompéia sio comuns as fontes piiblicas: até hoje foram encontradas mais de guarenta, a

uma distincia umna das outras nio

superior a 80 metros. Isso significa gue os gue nao dispunham de abastecimento de dgua préprio Hnham como consegui-la a poucos metros de casa.

173 centro. Os vestigios

da Basilica, datada do

final do século IN a.C., ficam no ingulo oeste do Férum. Trata-se de um dos mais antigos exemplos existentes hoje deste tipo de construciio — gue servia de tribunal e como lugar para reunides de negoeios — gue evoluiu conHnuamente e chegou a caracterizar n primeira arguitetura cristi.

173 abaixo. O Teatro

Grande foi construido entre os séculos Ill e II a.C. e, embora tenha sido ampliado na época augustina, preserva OS cinones construbivos gregos. Como se pode

ver, a civen é instalada em um declive natural e nio sustentado com obra de pedras e argamassa, como foi tipico da arguitetura romana posterior. 173

174 acima. A pintura

foi a cxpressio mais original da arte romana. A fotoerafia mostra um canto de

ma das salas da casa dos Vetios, uma das mansoes mais

luxuosas de Pompéia. Esta domus foi restaurada com cuidado depois do

IV para criar jogos de perspectivas feitos

Com muitas pinturas murais nas guais se

arguitetonicos sao

sismo de b2 d.C.,

fundem os estilos HI e€

Com um Cromatismo

muito variado; além disso, os Femas

alternados como cenas mitologicas.

gue, somados a dois bitnviros e aos

edis, formavam uma espécie de senado. Havia também diversas autoridades religiosas, desde os augustais aos encarregados do culto aos Lares. Assim como Roma, Pompéia também era

organizada em bairros divididos em oici e pagi, e nas esguinas das ruas eram vistos os nichos destinados aos Lares. Os nomes desses bairros aparecem fregiientemente nas pichac6es eleitorais pintadas nas fachadas das casas. No ano 27 a.C. teve inicio em Pompéia uma fase de intensa romanizac&o, com a gual foi substituida a classe politica dirigente,

dessa forma levando ao afastamento dos partidarios de Sila e ao fortalecimento de novos grupos cada vez mais relacionados & casa imperial. Nesse contexto politico foram introduzidos novos modelos artisticos e arguiteténicos, afinados com a cultura

oficial de Roma. No dia 5 de fevereiro de 62 d.C. um terrivel terremoto sacudiu Pompéia e outras cidades préximas, entre elas Herculano. Os registros da catdstrofe estAo nos relevos do lardrio da casa de Lticio Cecilio Jocundo, gue reproduzem vêrios prédios urbanos sob a acao da onda sismica. Os danos foram tao grandes gue uma década depois ainda

estavam sendo feitos reparos. O cOmércio, gue até entao tinha sidoa principal atividade de Pompéia, deu

lugar a uma frenética atividade construtiva, e a consegiiente especulacao. Mas o pior ainda estava

por vir. Na manha de 24 de agosto de 79 d.C., uma nuvem em forma de pinheiro escurecia a cratera do Vestivio. Foio primeiro sinal da terrivel erupc&o gue

pouco depois sepultaria a cidade, bombardeada durante guatro dias

consecutivos por uma chuva de pedras

174 abaixo. Pindrio Ceriali era um hibil

lapidador, proprietario

de uma casa peguena,

mas de bom gosto,

Cujos aposentos eram decorados com sbria elegimcia. Em duas paredes de um dos guartos do primeiro andar hi afrescos inspirados em uma

174

cenografia teatral. Alguns sio personagens de Efigénia em

Tauride, a tragédia

de Euripedes gue foi tema de muitas

pinturas de Pompéia;

os outros, agui reproduzidos, so os de Julgamento de Paris. A cena revela

uma técnica perfeita € uma notdvel maestria

na organizacao dos

espacos. É uma pena

gue na época nio

houvesse o hibito de

assinar as obras: em

Pompéin sê foi

encontrado o nome de um certo Lucius, do

gual nio sabemos mais nadua.

174-175. Tambêém as

naturezas mortas, um

motvo muito Comum

ao apenas nessa

Cidade da Campinia, revelama

sensibilidade e a

capacidade expressivn dos artistas romanos. Curiosamente, os

pintores de afrescos Hnham menos

reconhecimento gue os pintores de cavalete, a tal ponto gue Plinio disse gue os tinicos

due mereciam fama eram os segundos. Infelizmente, chegaram a NOS poucos guadros sobre madeira feitos na poca romana, e praticamente nenhum

das regies itdlicas. Os pictores parietarii eram habilidosos decoradores de grande talento criativo, munis

gue verdadeiros

artistas, embora em

alguns casos haja EXCeroes.

gue chegou essas pedras cinzas, alêém das pessoas

terriveis acontecimentos dagueles dias com estas palavras: “Ouvia os gemidos das mulheres, o alarido das criancas, o cdamor dos homens; uns chamavam aos gritos por seus pais, outros por seus filhos, outros a seus cOnjuges, e os reconheciam pela voz; havia guem chorava sua sorte e guem lamentava a dos seus; muitos erguiam os bracos

a vêrios metros de altura. A se somaram gases t6xicos e de abalos sismicos. Muitas gue fugiam cairam no chao

asfixiadas, em diferentes posicêes,e

foram sepultadas pela matéria vulcanica: os moldes deixados no calcério por seus corpos, descobertos

por argue6logos e preenchidos de gesso,

sao o testemunho mais dramatico da destruicêo de Pompéia. O relato detalhado desses momentos trigicos chegou a nés nas palavras de Plinio, o

clamando aos deuses; outros, em maior

ntimero, afirmavam gue jê nao havia

deuses e gue aguela era a ultima noite do mundo...”. Pode-se dizer com propriedade gue Pompéia é o local mais famoso da histéria da argueologia. A partir da descoberta da cidade

Jovem, gue esteve presente na catdstrofe,

durante a gual perdeu a vida seu tio, o famoso naturalista Plinio, o Velho, almirante da frota baseada em Miseno, gue morreu tentando socorrer as vitimas do cataclismo nas praias de Estibias.

enterrada, em 1748, foram feitas as

primeiras escavacbes sistematicas em 1860, as guais imediatamente se somaram as restauracbes aperfeicoadas

Plinio, o Jovem, narra a T4cito os

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176. A arte do mosaico

alcancou niveis altissimos no mundo rOmAanoD, COM

é comprovado por essa

cena do ambiente do Nilo encontrada em uma vila

de Pompêia. Para escolher

Oos temas os artesios

costumavam recorrer a

pinturas famosas, gue eram reproduzidas sobre

grandes cartêes. A execucio das fieuras estavn a cargo dos

museiaril, eiguanto 0 fundo era feito pelos tessellarii.

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176-177. Em geral os artesaos do mosaico buscavam o material para seu trabalho no local onde iriam executd-lo, mas para as tonalidades menos comuns precisavam recorrer a pedras importadas. Isso levou a mtroducao das pastilhas de vidro, com as guais era possivel produzir umn grande gama de cores. LIm dos primeiros exemplos conhecidos de

utilizacao desse material foi encontrado na Casa do Fauno, no fundo negro do mosaico gue retrata, com um realismo digno de destague, um

gato gue caca uma

codorniz. Essa utilizacao foi muito difundida, sobretudo na renlizacio de

paisagens marinhas, com diferentes tons de azul e de um verde mais brilhante nos vegetais,

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a0 longo do tempo com a ufilizacao de tecnologias cada vez mais avancadas,

gue permitiram até mesmo descobrir as espêcies vegetais — arvores e arbustos —

presentes nos jardins de Pompéia. Hoje,

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argueolbgico de Pompéia documenta a cultura e o estilo de vida de uma metrépole desaparecida no momento de seu maximo esplendor, uma cidade fossilizada, por assim dizer, sem ter conhecido o esvaziamento ea decadência comuns a todos os outros centros urbanos da época romana. As escavacles conseguiram identificar claramente as diferentes fases evolutivas. Pompéia alcancou o desenvolvimento maximo na fase

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embora ainda falte desenterrar cerca de um guinto da rea urbana, o pargue

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samnitica, da gual data a construc&o

dos centros fundamentais da vida publica— a praca do férum, o

melhores mansoes. Elevatêrias, guase

triangular, a basilica, a Palestra Samnitica, as Termas estabianas —, além das casas com 4trio e da sélida muralha.

permitiam o consumo em todos os bairros. Pompéia teve dois [email protected] O primeiro, cercado por uma colunata dérica rematada por uma galeria jénica, tinha, na época do terremoto, uma distribuicao orgênica das construcêes. O Capitolium e a ciria ficavam nos lados menores, e nos outros dois se situavam os templos, a basilica, o mercado coberto, os arcos honorificos e o Prédio da Eumaguia, padroeira da corporac&o dos tecelêes e tintureiros, ou seja, da indtistria mais ativa da cidade. O segundo férum, situado em um estreito espaco triangular, foi importante em func&o do teatro, cujo nucleo mais antigo é datado do século T a.C.,,e do odéon, uma espêcie de pegueno teatro coberto. O anfiteatro,

complexo do chamado Férum

As grandes obras puiblicas da época de Sila se inseriram na trama arguitetbnica jê existente e a completaram. No

|| periodo jédlio-claudino foram erguidos:

a palestra junto ao anfiteatro, o macellum, ou mercado, o prédio da Eumaguia, o Templo da Fortuna Augusta e o chamado Templo de Vespasiano, mas no tracado urbano

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O abastecimento de 4gua foi garantido na época romana gragas a um ramal do agueduto de Serino, canalizado até o castellum da Porta do Vestvio, para du€

depois suas 4guas fossem desviadas

para as termas, as fontes publicas e as

na Casa do Fauno: foi feito com pastilhas diminutas e representa a batalha de Isos, gue

em 333 n.C. colocou frente a frente Alexandre, o Grande, e Dario JU. Considera-se gue esta obra excepcional foi inspirada em uma pintura grega do séculog IV a.C.;o mosaico, renlizado com materiais locais entre os séculos Ie 1a.C.,

reproduz com maestrin 0 jogo de luze sombras, mesmo tendo Sido utilizada uma paleta limitada a poucas cores

fundamentais. A cena

tem em seu tratamento

um dinamismo excepcional, a0 mesmo tempo em gue revela

um grande cuidado na caracterizacio dos personagense, especialmente, no grande lider macednio, gue se lanca com a cabeca

desprotegida contra os $inetes gue cercam 0 soberano persn. Embora esta pega seja um exemplo pouco comum de maestria técnica, mesmo agui pode ser vista a falta de autonomia criativa; porém, é preciso destacar gue o conceito de cépia nio tinha no mundo romano 0 sentido pejorativo gue hoje atribuimos a ele.

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sempre situadas perto das fontes,

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179

gue tinha capacidade para 20 mil espectadores, ficava situado no extremo sudeste da cidade; tinha sido construido NOS primeiros anos da colênia, e apresentava uma série de escadas duplas instaladas do lado de fora do prédio. Muitas palestras também I'ntegravam o conjunto de prédios publicos. Mas a fama de Pompéia se deve principalmente aos imveis particulares. Em nenhum outro lugar do mundo, sem divida, com a excecao de

Herculano e Ostia, hê exemplos tio

completos da casa romana em todos os seus aspectos, desde as estruturas a decoracao e aos mOveis. A evolucao da domus, o Hpo de habitac&o mais comum na cidade, pode ser acompanhada

desde o século IV a.C. Ha exemplos gue vao desde o periodo samnitico, com atrio toscano e fachada macica, e outros republicanos, de tipo helenfstico, com peristilo, paredes de estugue e fachadas

com perspectiva, composto de paisagens ardguitetonicas ou paisagisticas; o estilo II!, em moda até

aproximadamente 40 d.C., teve, por sua vegz, um cardter decorativo, liso, bem

mais esguemdtico. Finalmente, o estilo IV, gue se impês depois do sismo de

62 d.C., era exuberante e fantasioso,

carregado de elementos de 1usêo. A aristocracia local vivia em casas

senhoriais, muitas vezes enormes — as

havia de até 3.000m2 — ee muitas vezes decoradas com pisos de mosaico ou de marmores coloridos; em muitos casos

tinham lojas gue se abriam para a rua € gue eram guase sempre alugadas aos libertos ou ficavam nas maos dos escravos, ocupados em vender no varejo

Os gêneros gue os seus senhores comercializavam.

Entre as muitas casas famosas, si0

dignas de destague a dos Vétios, a do Fauno ea do Poeta Trêgico. Mesmo a vila, em suas duas formas — rustica e patricia —, tem numerosos exemplos na

com elementos arguitetênicos, até as

belas mansêes dos tempos do Império, de planta complexa, com paredes belamente pintadas, galerias e jardins ornamentais. As pinturas murais, muitas delas conservadas, permitem acompanhar o desenvolvimento do

&rea suburbana. Especialmente

faustosas, por suas belas decoracêes murais, sao a Vila dos Mistériose a de

Oplontis, enguanto a vila de Boscoreale,

em Pisanella,é de enorme interesse para

gosto decorativo. O chamado estilo 1, gue floresceu em 200 e 80 a.C., influenciado pelo helenismo, era uma

imitacao em estugue policromado, em relevo, de um revestimento de marmore

feito com pedras bem trabalhadas. No século 1 a.C. ganhou forca o estilo II,

o estudo da organizacao de uma fazenda rural. Alêém de suas moradias, Pompéia tinha um grande ntimero de atividades comerciais, especialmente na Via da Abundancia, uma das principais ruas da cidade: oficinas, tinturarias,

hospedarias ou cauponae, thermopolia para distribuicao de bebidas, alojamentos e mesmo casas de jogo, as tabernae lusorine. Tanto nas domus guanto

nas lojas é extraordinaria a conservacdo do mobiliërio e dos utensilios domésticos, gue inclui pecas de prata, pratos de diferentes materiais, mêéveis, cristais, utensilios diversos. lgualmente interessantes sêo as muitas inscricées,

Os cartazes pintados, os slogans eleitorais e as pichacêes gue, ainda visiveis nas paredes da cidade,

oferecem um guadro vivo da vida de Ed EE

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Pompéêia.

180 abaixo. Este

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Pintura do estilo IV decora o triclinio da Casa dos Vétios; alguns elementos arguitetênicos Jantasiosos se unem a

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destinado ao sacrificio. Embora as pinturas de Porpéia tenham sido magnificamente

Preseroadas, sua

4paréncia atual carece

daguele brilho gue as fazia resplandecer como espelhos. Esse to falado brilho fo registrado por muitos autores, mas

desconhecemos como seria obtido. Acreditase gue seriam espalhadas ceras ou gue as pinturas eram polidas com pé de mirmore, mas OS especialistas nao conseguiram chegar a UM CONSENSO.

180-181. Na parte

inferior do triclinio da Casa dos Vêtios corre um belo afresco de

de utilizar uma decoracio mural profusa em todos os

ambientes. E 6bvio

fundo negro repleto de cupidos gue se dedicam na diversns tarefas. Embora para ossos padroes as vilas de Pompéia possam parecer opulentas, seu parco mobiliërio daria

gue a rigueza da decoracio era proporcional a capacidade econêmica do proprietdrioe a habilidade dos artesios. Nao por

despojado, o gue

mercadores de gosto refimado.

n elas um ar

explica a necessidade

acaso esta casa

pertencia a dois ricos

182-163. A Casa do

Centendrio recebeu

esse nome por ter sido

desenterrada em 18/79, décimo oitavo centendrio da erupcio gue destruiu Pompéêia. Era uma mansio Enorme, COM MMA decoracio luxuosa de esculturas e oscilla (discos de midrmore Ou bronze trabalhados em

baixo-relevoe

ornamentadas com

peguenas pinturas do estilo IV; no jardim do

pendurados nas arguitraoes), cujo setor mais antigo foi datado do século II a.C; ela mais tarde foi reorganizada em virias etapas, em uma das guais incorporou Mma moradia contieua. O amplo dtrio principal Hnuha as paredes

peristilo havia uma foute de mirmore

cercada de roseirais,

É esta casa, em um

corte gue vai do dtrio ao peristilo, a escolhida para ilustrar as pdginas seguintes.

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182 ncima. O peristilo da Casa do Centendrio conserva o portico de dois andares gue ficava Jocalizado em frente ao corpo principal da domus. No trecho

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central dessn regiio pode ser vista a cavidade onde se encontrava a fonte central, gue originalmente era cercada de plantas e flores do jardim.

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183 acima. Na pintura circular central de um mosaico policromado da Casa do Centenario, a aterradora eXxpressao enfatizada gelos olhos revirados, as cores antinaturais utilizadas para a pele e pela cabeleira desgrenhada de serpentes determina gue a cabeca pertence a uma GOrgona.

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CI gue si representados Os principais momentos

de um rilo de iniciacdo

dionisiacos. O extraordindrio

conjunato pictorico, Composto de 29 figuras em tamanho

parte porgue nao sê

conhece em detalhes os ritos misteriosos. A cena agui reproduzida talvez represente a leitura do ritual feita

natural, obra de um

arbista da Campania gue viveu no séeulo I

por uma crianca ou a

1.C., ocupa as paredes de uma sala a gual se

cducacio de Dionisio na mfaineia.

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vars vezes, a Vila dos Mistérios deoe seu

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1685 acima. A Vila dos Mistérios surge a peguena distincia da dren urbana de

Pompéia, além da

Porta de Herculano. A construcao, erguida no século 1 a.C. de forma

bem mais modesta, foi transformada em uma

orla luxuosa no século la.C. As pinturas

foram salvas gracas a

erupcio do ano /9 d.C.: alguns anos antes da catastrofe a voila tinha sido transformada em loja, 0 due mais cedo ou mais tarde certamente teria deteriorado os afrescos.

165 abaixo. O Salfo dos Mlistérios, um

grande ambiente de planta retangular, é orientado longitudinalmente no

sentido leste-oeste. Suna

funcao original parece ter sido a de servir de oecuUS, OU espaco para receber visikas, mas

logo foi utilizado como triclinium, ou seja, destinado a usos

particularese domésticos dos proprietdrios da vila. A datacio das pinturas é para o século Ia.C., aproximadamente entre os anos 60 e 30.

186-187. Nesta cena tomada da megaloegrafia da Vila dos Mistéêrios, Sileno da de beber a um pegueno sdtiro, enguanto outro sitiro sustenta sobre a cabeca do velho uma miscara teatral. Nestas pinturas murais era utilizada a técnica do afresco — ou seja, a cor era aplicada sobre 0 revestimento ainda timido — gue, em Pompêia, e em geral em todo o periodo romano, tinha uma resistêncin & deterioragao pelo tempo muito superior até mesmo a dos afrescos renascentistas.

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FORMACAOE ORGANIZACAO DAS PROVINCIAS ROMANAS

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AS PROVINCIAS

ASIA MENOR, HERANCA DO RELATALO EFESO, A PREFERIDA

DE ARTEMIS

Pdgina 240

Pigina 244

IBERICAS, TERRAS DE ECONOMIA SOLIDA

Paegina 200

TARRAGONA, UM PORTO NA FOZ DO EBRO

SARDES, CIDADE DE RIOUEZA LENDARIA

Pdgina 204

AS PROVINCIAS ORIENTAIS, FUSAO DEDIFERENTES

MÉÊRIDA, A CIDADE DOS VETERANOS DE AUGUSTO

Pdgina 206

GALIA E GERMANIA, EXTREMOS DO IMPÉÊRIO

Pdgina 208

NIMES, ORGULHO DA GALIA NARBONENSE ORANGE, UMA COLONIA FUNDADA POR CESAR TRÊVERIS, CENTRO FLORESCENTE DO BAIXO IMPERIO

BRETANHA, UMA PROVINCIA SOB RIGIDO CONTROLE MILITAR A MURALHA DE ADRIANO, ULTIMO BALUARTE

AS PROVINCIAS DO DANUBIO, REGIOES DE VITALIMPORTANCIA ESTRATEGICA

RACAS E CULTURAS

Pdgina 246

BAALBEK, CONSAGRADA A TRIADE HELIOPOLITANA

Pigina 252

CESAREÉIA, PORTO DA PALESTINA

Pagina 266

Pigina 212

GERASA, PROSPERA CIDADE DE CARAVANAS

Pagina 258

Pagina 214

PALMIRA, UMA ESPLÊNDIDA METROPOLE

NO DESERTO

Pdgina 260

Pigina 216

EGITO, CRETAE | CIRENAICA, PROVINCIAS SINGULARES

Pdgina 262

Pdgina 218

Pigina 222

AFRICA, CELEIRO DE ROMA

VOLUBILIS, UMA COLONIA NOS

LIMITES DO IMPÊRIO CIDADE OUADRADA

Pdgina 224 Pigina 228

GRÉCIA, LEMBRANCA DE ANTIGOS ESPLENDORES

Pigina 232 Pigina 234

Pagina 268 Pigina 270

SABRATA, CIDADE COM VOCACAO

MONUMENTAL

Pigina 272

LEPTIS MAGNA, SOBERBA METROPOLE

DE MARMORE

SUFETULA, PUJANTE

CENTRO AGRICOLA

Piigina 274

Pigina 280

188-189. A cena vivida de uma batalha entre

elevada ao nivel de arte, e sustentado por

expansionista romano,

dos mnais extensose

legiondrios e birbaros due decora o sarcofago Ludovisi pode ser um exemplo do espirito

gue, por intermédio de uma prtica militar

188

Paeina 264

TIMGAD,

SPLIT, A CIDADE-PALACIO DE DIOCLECIANO

ATENAS, FAROL DA CIVILIZACAO CLASSICA

Pdgina 236

uma fé inabaldvel na prépria supremacia cultural, se concretizou com a formacfio de um

duradouros impêrios da historin.

FORMACAOE ORGANIZACAO DAS PROVINCIAS ROMANAS

A expressao provincia em geral remetia a um territério situado fora da Itdlia,

anexado a Roma de modo pacifico ou por conguista, e sujeito & competëncia de um magistrado de classe pro-

consular ou pré-pretoriano, ou seja, um

cidadao gue pertencia a classe senatorial e tinha ocupado os mais altos cargos da carreira administrativa. Na época republicana havia uma separacao clara entre a situacao juridica dos habitantes da peninsula italica, gue

gozavam de determinados privilêgios, e a de todos os outros, obrigados a pagar uma contribuic&o territorial. Essa diferenciacao foi sendo lentamente

atenuada, até gue em 212 d.C. Caracala

concedeu cidadania romana a todos os habitantes do Impéêrio. Porém,a

completa eguiparacao sê aconteceu na época de Diocleciano, gue assimilou as provincias e o territêrio da peninsula. O dominio provincial de Roma comecou com a anexacio de Sicilia, Sardenha e Cêrsega, acontecida entre a primeira ea

segunda guerras ptinicas. As ilhas logo se somaram as provincias de Hispania citerior e Hispinin ulterior. Para governar esses territérios foram nomeados guatro TOVOS pretores, due tinham poder civil, militar e administrativo. Esses funcionarios, ao assumirem Os Cargos, publicavam um edito em gue especificavam as normas gue iriam reger a administracao das cidades e dos povos no territêrio da provincia. No ano 146 a.C.,a Macedênia — gue abrangia a Iiria e Epiro — entrou na esfera de influência de Roma, e nessa mesma data

foi criada a provincia da Africa, com Os territorios da destruida Cartago; em 133 a.C. Roma recebeu como heranga de Atalo II o reino de Pérgamo, gue se transformou na provincia da Asia e, finalmente, por volta de 120 a.C., foi

constituida a provincia da Galia narbonense. Tudo isso levou a modificacao do aparato administrativo existente, gue ja nao dava conta nem das necessidades dos territorios mais distantes de Roma, nem das diferentes

condicées gue se apresentavam, inclusive no campo politico. Assim, foi instituido o habito de estender o mandato além do seu término, a

prorrogatio imperii, segundo a gual os cênsules e pretores, uma vez concluido o ano de seu mandato, tornavam-se procênsules e propretores e continuavam a participar da administracao do Estado. Entre os anos

|

de 133 e 31 a.C., este Gltimo a data da

batalha de Accio, uma série de

intervences militares bem planejadas levou & criacao das provincias de Ponto, Siria e Cilicia. Nessa época, também os soberanos de Cirena e Bitinia legaram seus reinos a Roma. Ao mesmo tempo, a situagao politica interna se deteriorava progressivamente, havendo até mesmo o perigo de uma ditadura, gue poderia ter sido facilmente instalada caso uma mesma pessoa tivesse chegado a acumular poderes importantes durante um periodo prolongado. Pompeu ento decretou gue entre o exercicio de uma magistratura ordinaria e de uma promagistratura deveria haver um intervalo de cinco anos. A partir de 58 a.C. Julio César conseguiu novas e

importantes conguistas: apés diversas campanhas militares, subjugoua Numidia — transformada na provincia da Africa nov — e o territério da Gallia comata, a regiëo centro-norte da Franca, mais parte das atuais Bélgica e Alemanha; em 49 a.C. ampliou o territorio itAlico concedendo a cidadania romana a todos os habitantes da Gallia cisalpina (hoje Itélia setentrional).

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de Mérida, datado de

em Mêrida, construido

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Id.C.,é um esplêndido od

antiga Glanum da

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monumento dos Julios,

Augusto. Depois de uma cuidadosa restauracio, o palco foi parcialmente

exemplo de templo corintio periptero, ou. seja, cercado por pelo menos uma filade

andares gue data do século Ia.C.

continua decorado com as estituas originais.

do muro da cela,gué agui desapareceu.

conserva muitas ruinas romanas; entre elas, a mais interessante ë 0

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Com Augusto o ntimero de provincias aumentou consideravelmente: depois da vitêria de Accio,o Egito caiu nas maos de Roma, bem como, depois, as regiëes do arco alpino — Alpes Maritimos, Cotia, Ketia e Nêrico — da Dalmdcia, de

[email protected]énia, de Lusitênia (hoje Portugal) e amda da Galdcia, no nordeste da Anatolia. Entêo, foi radicalmente modificada a administra&o provincial, € Hicaram sob controle direto de Augusto os territorios gue precisavam de defesa militar, enguanto os demais foram atribuidos ao Senado. Assim, houvea divisao das provincias em dois grupos: Imperiais e senatoriais; foi imediatamente modificado nelas o sistema de governo. No caso das segundas, o Senado deveria

escolher um governador entre agueles de seus membros gue tinham sido cénsules (condicao obrigatêria para as

prestigiadas provincias da Asia e da

Africa) ou pretores. Todos os governadores, escolhidos por sorteio, recebiam o ttulo de procênsul e OCUpavam 0 cargo por apenas um ano,a nAao ser gue houvesse prorrogacêes, com a ajuda de um certo ntimero de funciondrios gue se ocupavam de guestêes especificas. O imperador, nao obstante, podia exercer um controle sobre as nomeacbes, segundo uma prerrogativa particular, o imperium proconsulare maius, gue o colocava acima de todos os governadores. As provincias imperiais, por sua vez, estavam sob o comando dos magistrados gue recebiam o titulo de legati Augusti propraetore, e gue eram

escolhidos pelo imperador entre os senadores: antigos consules para as provincias gue contavam com grandes contingentes militares, antigos pretores

para as restantes. Também eles tinhama colaborac&o de outros funcion4rios,ea 192-193. Os

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Turguin.

192 abnixo, esguerda. Mtileto, antiga cidade da Asia Menor, entrou na esfera de influência romana no século I a.C. e floresceu de modo espetacular durante o Império. Em suas vizinhancas

se erguia o grande santudrio de Apolo, 0 Dydimaion ( Didime) construido na fase helenista; o friso com

cabeca de gorgona € parte da ampliagio feita na época de Adrino.

192 abaixo, direita. Afrodisias foi uma florescente metropole da provincia de Cnria. Entre os monumentos da cidade o mais original sem ditvida é 0 tetrapylon — do gual se vé um detalhe —, um prédio em forma de arco tetrafronte sustentado por grupos de colunas em vez de pilastras. Data de meados do século Jd.C.

193 acima. Pérgamo, capital do reino dos Atdlidas, se tornou cidade romana em 133 a.C. e cheeou ao desenvolvimento mAximo no periodo Imperial, especialmente nos tempos de Trajano e Adriano. Data desse periodo a construcio da chamada Kizil Avlu, talvez uma basilica ou um santudirio consagrado a uma divindade oriental.

durac&o de seus mandatos dependia do

imperador. Também estavam sob o controle do imperador outras provincias menores, deixadas aos cuidados de

membros da ordem de cavalaria, gue governavam com o titulo de procuratores. O Egito tinha um status distinto,

considerado propriedade particular do imperador e diferenciado das outras provincias em func&o da especificidade de suas tradicêes administrativas, econbmicas e culturais, e de toda uma série de costumes milenares. Estava a

frente dele um funciondrio da ordem de cavalaria, um praefectus, gue tinha o comando das tropas de legiondrios: as experiëncias anteriores tinham prevenido Augusto contra a idéia de gue o Egito pudesse se transformar em base de poder para os senadores opostos ao poder imperial. Finalmente, Augusto deixou algumas regiëes aos cuidados de reis clientes e permitiu gue certas cidades ou santuarios mantivessem um certo grau de autonomla. Em diferentes provincias, determinadas cidades desfrutaram de estatutos ou privilêgios especiais, gue com o tempo cairam no esguecimento.

Existiam, por exemplo, isencêes fiscais nas colênias c/vium romanorum, para onde originalmente tinham sido enviados colonos militares, enguanto outras cidades conservavam os titulos de liberae Ou foederatae, embora seus habitantes nao fossem cidadaos romanos, mas peregrini. Os principios estabelecidos por Augusto permaneceram em vigor até o século IT: cOmegaram entao a ocorrer as mudancas

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194-195. Petra, a antiga capital do reino da Nabatéin, atual

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106 d.C., em capital da provincia romana da Ardbin. A cidade tnha sido construida

em um profundo vale cavado por uma

corredeira, portanto,

por causa do pouco espaco disponivel, os principais monumentos nabateus — duase todos eles

tumbas e templos —

foram cavados nas paredes rochosas. A influëência artistica romana pode ser vista especialmente na arguitetura das fachadas feitas entre meados do século I eo final do séêculo II. Nesse sentido, o mais espelacular monumento de Petra é 0 chamado Mosteiro, um templo monolitico cuja fachada tem 39 metros de alfura.

194, abaixo. Este

magnifico mosaico gue mostra Artemisia

surpreendida no banho

estd em exposicio no museu da peguena

cidade Siria de Suweida, a antiga Dyonisos. Nessa localidade, um

desenvolvido centro de caravannas, encontramse muitas ruinas

helenisticas e romanas due mostram a

penetracfio das

tendéências artisticas ocidentais na Sirin.

gue levariam & nova organizac&o geral de Diocleciano. No Oriente, chegou-se ao fim progressivo de todas as autonomias gue, dentro de cada provincia, tinham sido até entao respeitadas; no Ocidente houve uma romanizacao gradual, favorecida pela fundac&o de novas colênias e pela presenca macica de legiondrios acampados nas regiëes de fronteira. Nêo por acaso, nesse periodoa ampliacao territorial foi fruto da consolidacao ou da defesa dos limites do Império. De fato, as duas Germanias, os agri decumates e o Nêrico garantiam a solidez

da fronteira renano-danubiana. Na época de Claudio, a Bretanha foi conguistada e€ foram criadas as provincias de Tracia,

Licia e Panfilia. JA na época julio-daudina foi constituida a provincia de Mésia. Finalmente, a Judéia, gue era um reino cliente, foi transformada em uma

provincia da cavalaria uma vez

cidadania romana a todos os stiditos do Impêrio. Nessa @poca, a situaGao era no conNjunto muito dificil. No Oriente, os Sassênidas se transformavam em uma ameaga, enguanto no Ocidente o mundo b4rbaro estava em constante agitacao. Essas circunstências de dificil controle levaram a uma instabilidade politica crescente e a uma grave crise econbmica, aumentada pelas guerras constantes. A prépria unidade do Império foi submetida a um teste crucial: o rebelde Péstumo, um dos generais de Galieno,

criou um imperium Galliarum gue incluia Gêélia, Bretanha e Hispênia, e em 260 Odenato, soberano de Palmira,

proclamou a independência de seu reino;

estrutura bastante fragmentada, com a

especialmente na seguranca das fronteiras. Sob o mandato de sétimo Severo foram instituidas novas

provincias na Assiria e na Mesopotamia,

além da Numidia, enguanto Siria e Bretanha foram divididas ao meio. Ao mesmo tempo, algumas regiëes da

um terremoto.

Caracala, no ano 212, concedeua

a Dacia, terra rica em minas de ouro, declarou como sendo provincias Arabia,

antecessor para se concentrar

lojas. A rua principal era atravessada por um arco de trés va0s, derrubado talvez por

de legiëes. A Constitufio Antoniniana de

de Roma, foi concedido a ele o titulo de

Assiria, Mesopotimia e Armenia maior. Adriano, defensor de uma politica mais prudente, preferiu abandonar alguns territérios conguistados por seu

as termas é vars

o comando de um nimero grande demais

conguistada por Tito. Porém, o

verdadeiro artifice de uma estratégia expansionista foi Trajano: apês submeter

195. Na época romana Petra se desenvoloeu nio leito de uma correnteza, gue foi canalizada para abrir espaco para 0 forum, cercado de alguns templos, um gindsio,

Galdcia foram eliminadas para gue a defesa das fronteiras fosse mais 4gil e nao ficasse nas maos de um tinico governador

dux orientis. A reforma realizada nesse periodo, atribuida a Diocleciano, teve como resultado a criac&o de uma

gual buscou-se uma soluc&o para os muitos e graves problemas da defesa das fronteiras e da eficiëncia dos responsaveis pela administrac&o provincial. Para isso, foireduzido o territério de cada provincia, com o gue o ntimero delas foi aumentado para cerca de noventa: assim fragmentadas elas eram mais facilmente manejadas, mas perderam sua individualidade histérica e cultural. A frente de cada uma foi colocado um membro da ordem da cavalaria, o praeses, ou corrector, com excecao de Africa, Asiae

Acaia, nas guais permaneceu um procbnsul, gue dependia diretamente do Imperador; o Egito continuou sob o comando de um praefectus. Em todas as provincias o governador manteve apenas a jurisdicaAo civil, pois a militar foi transferida para a competência de um dux, gue tinha comando em varios territorios. As novas provincias foram organizadas em treze dioceses, dirigidas

pelos vicarii, gue por sua vez dependiam das guatro prefeituras do pretorado. Os vicarii prestavam contas de sua gestao

diretamente ao imperador, e os governadores, j4 despojados do poder militar, passaram a ser facilmente

controlados. A separac&o dos poderes 195

196 acima. Bulla

Regia fo1 uma

sugestiva cidade Fomanna erguida nas

encostas do Jebel Rabin da Tunisia: Adriano concedeu a ela o status

de colbnin. Além das

excepcionais ruinas dos prédios piblicos, é famosa por algumas grandes mansies,

cujas dependências si0 organizadas em torno de um patio central e gue tém o primeiro andar cavado no

subsolo. Agui se vé um detalhe da Casa da

Caca.

196 abaixo. O antigo porto de Sabratha (Sabrata), de origem

197. Sufetula, cidade

fenicia, situado na

romana da Tunisin,

costa da atual Libia,

perto da atual Sbeitla,

passou a fazer parte da provincia da Africa na

foi erguida no século Id.C. e floresceu

época de Julio César e teve grande rigueza € prestigio até o fimal do século II d.C., guando iniciou seu lento declinio. O sitio argueolégico, ainda nio imteiramente

especialmente nas épocas dos Antoninos

desenterrado, tem

monumentos de

Enorme interesse,

entre os guais o teatro, do gual nesta foto pode ser visto um elemento decorativo.

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civil e militar, além de agilizar a defesa das fronteiras, era especialmente destinada a impedir gue os govemadores de importantes nucleos territoriais, nos

guais grandes contingentes militares ficavam estacionados, fossem aclamados como imperadores, um favor gue guase sempre era pago com dinheiro obtido

pela instituicao de impostos ilegais. Também o territêrio itélico ficou nas mesmas condicées dos demais, perdendo todos os seus privilégios fiscais, e foi dividido em duas dioceses: Ifalia annonarin, gue em termos gerais abrangia a regiëo setentrional e era comandada pelo vicarius Italiae, e Italia suburbicaria, correspondendo ao centro e ao sul da peninsula, e na gual governava o vicarius Romne. A obra de Diocleciano foi continuada por Constantino e seus sucessores, gue aperfeicoaram ojé complexo sistema burocrdtico. O grave problema da integridade territoriale, 196

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consegtientemente, o esforco econbmico necessario para manter a eficiëncia do exército foram seus principais objetivos, com O Custo recaindo sobre os habitantes das diferentes provincias, cada vez mais sacrificados pela pesada carga fiscal. As invasêes dos bêrbaros marcaram no Ocidente o fim desse complexo aparato provincial, gue, porém, foi mantido no setor oriental do Império, embora muito

modificado. Uma das melhores fontes para um guadro detalhado da organizacêo imperial dessa época éa Notitia Dignitatum. O manuscrito, com ilustrac6es magnificas, apresenta muitos problemas de datac&o, mas em geral acredita-se gue é de meados ou do final do sêculo IV, especjalmente no gue diz respeito a organizac&o militar. O documento descreve detalhadamente as fungêes civis e militares dos funciondrios das regiëes ocidental e oriental do Império, de acordo com sua hierarguia;

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e dos Severos. De suas importantes ruinas bem conservnadas as mais interessantes siio as do Capitolium, um complexo singular composto de três templos independentes, cada um deles dedicado a umua das divindades da triade capitolina.

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cidade, enguanto 0 Férum,o erande teatro, o templo de (Cnelestiseo Capitolium — gue agul se vé — so

em 46 a.C.; foi municipio a parlir de 105 e colênia a partir de 261 d.C.. A oreanizacio em platés e a planka irregular de suas habitac6es revelam a origem piinica da

mtensa romanizacao. A cidade, gue deveria ter uma populacio de 5 mil pessons, prosperou gracas a0 cultivo da fertil planicie gue a cerca, com muitas fontes naturais.

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intercambio econbmico e intelectual foi constante: 0 azeite de oliva produzido na Africa era vendido por altos pregos em Roma; o estanho proveniente da

Bretanha era exportado para todas as

regioes; os carros fabricados na Galia

alêm disso, 0 texto enumera as divisêes

territoriais, as respectivas estruturas de coordenacao e os diversos contingentes militares destinados & organizac&o da

defesa das fronteiras. Concluindo, podese dizer gue as colênias, como fruto

direto da patria-mae, da gual de certa forma eram uma extensao territorial,

foram basicamente a rede capilar pela gual a civilizac&o romana se difundiu — lingua, usos e costumes, orgamizagao

juridica, arte e cultura — além dos limites estreitos da Itêlia e, por sua vez, o canal

pelo gual foram absorvidos e elaborados todos os estimulos externos gue deram ao Império romano sua peculiaridade. As colênias foram simbolos de poder e bancos de teste de uma sociedade complexa, progressivamente mais refinada e também mais exigente e dificil de governar; nelas foram levadas adiante experiëncias muito heterogêneas, gue extermamente se manifestavam em uma monumentalidade em continuo

desenvolvimento, fregientemente

198 abaixo. Cuicul

— hoje com o nome de

Djémila, em Argel —

foi transformada em

coldnin na época de

Nerva e chegou ao “uge entre os séculos Ie. A cidade,

Pprincipalmente

agricola, desfrutou de algum conforto e foi embelezada com alguns monumentos

puiblicos; entre eles,

hoje é destague o

Templo dos Severos.

199 acima. A peguena distincia de Thugga

se ergue uma torre-

tumba gue data do século I a.C.: embora de origem piinica, este monumento tem grande interesse, pois o modelo arguitetbnico é repetido muitas vezes nos mausoléus construidos em muitas regiëes do Império, COmo mais uma confirmagao da heterogeneidade da arte romand.

inovadora em relacao a oficial; varias vezes essas influências, filtradase

assimiladas em diferentes graus,

determimaram as mudancas de gosto na

prépria capital do Impêrio. Nio apenasa arguitetura, mas também a poesia, as artes decorativas, as ciëncias aplicadas ea religiao dos romanos beberam sem parar nas novas manifestacêes, para elabord-las e voltar a irradid-las para os confins mais distantes do Impêrio, em um ciclo

continuo. Entre as diversas provincias — COM as necessarias distincbes—o

percorriam as estradas de todo o Império; os historiadores gregos e judeus escreveram as crênicas dos generais romanos. Essa capacidade de aceitar elementos tao diferentes, a regeneracao gue acontecia gracas a eles, embora mantendo essencialmente integra as peculiaridades da prépria cultura, foi um dos aspectos particulares da civilizaao romana, juntamente com o impulso inesgotdvel de ampliar o territêrio. Os romanos, hébeis mercadores e grandes viajantes, chegaram até Zanzibar e Samarcanda, comerciaram em Begram (Afeganistêo) e subiram o Ganges para chegar as margens do Huang-ho chinês e

ao extremo meridional da fndia; com as

especiarias e os tecidos mais finos, com Oos metais preciosos e os objetos de arte, também levaram a Roma e as demais cidades do Império idéias e temas muito diferentes, e por sua vez exerceram sua influência sobre povos e culturas distantes. Por exemplo: em Pompéêia foi descoberta uma estatueta de Lakshuru,

deusa hindu da fertilidade, e, na China, na fndia e na Ardbia meridional, expedicêes argueolbgicas desenterraram

cristais, bronzes e moedas com as efigies de imperadores romanos. A heranca romana continua a ser evidente hoje em muitos dos paises cujos territérios fizeram parte do Império. Da colonizac&o romana restam marcas

mas ou menos visiveis nos topênimos de diversas regiëes povoadas, e mesmo nos nomes das préprias nacêes; no idioma ou

nos dialetos falados na Europa, como, por exemplo, o romeno; na presenca de um grande niimero de cidades cuja

fundacêo remonta & época republicana

ou a Imperial, e até mesmo no tracado de muitas das principais vias de ligacao gue ainda sa0o percorridas, da Escécia até a Siria, da Espanha até a Hungria. O

enorme legado arguitetênico, histéricoe Cultural da antiga Roma pode ser apreciado em muitos aspectos da civilizacao contemporanea, e, gracas a um incansdvel trabalho de pesguisa

internacional, sempre pode ser aprofundado.

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200 abaixo. O agueduto dos Milagres, em Mêrida, é outro exemplo espetacular da engenharia hidrdulica na peninsula ibéricn. Ele foi construido no século Id.C. para levar a cidade a dgua de umun fonte gue ficava a cinco guulometros; suas arcadas se estendem ao longo de 830 metros, e passam por cima do vale do rio Albarregas,

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200-201. Hibeis construtores gue eram, OS FOMANOS solucionaram o problema do abastecimento de dgua nas cidades do Impêrio, indo buscar dgun nas fontes, embora estivessem nfastadas dos centros povondos; as tubulacdes corrinm

por dentro de aguedutos de pedra gue as vezes, COMO no caso de Segovin, Hnham de

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depressêes naturais com uma sêrie de arcadas. A igua era levada até um deposito —o castellam

aguae — ea partir dali distribuida sob presso por toda a rede urbana. O agueduto de Seglvia um dos mais grandiosos do mundo romano:

construido com pedras de granito sem argamassa, tem 728

metros de comprimento e 29 metros de altura.

AS PROVINCIAS IBÊRICAS, TERRAS DE ECONOMIA SOLIDA

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Tarraconensis Baetica

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Lusitania

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Merida

A Tarragona

201 abaixo. Foi encontrado em Mérida, e estd em seu Museu Nacional de Arte Romana, este

retrato de Augusto

feito em marmore e datado do século 1 d.C.

O imperador, como se vé pela cabeca coberta, é representado com seus trajes de Pontifice Mdximo, a mais alta autoridade religiosa do Estado romano. Otaviano foi investido nesse cargo em 12 d.C., depois de ter conseguido 0 comando supremo do exêrcito eo poder juridico, politico e administrativo.

O dominio romano nas provincias ibéricas comecou na época da segunda guerra punica. Nas décadas posteriores os romanos tiveram de reagir a muitas revoltas dos povos locais, gue culminaram com o grande levante organizado pelos celtiberos em 133 a.C.,

terminado com a tomada e a destruicao da Numaência por Cipiao Emiliano. De grande importência para a romanizaGao da peninsula foi a guerra contra sila movida por Sertério, ao lado de guem combateram tropas locais, italicas e romanas. Também a crise gue levou ao desaparecimento final da Republica teve pontos culminantes na Hispêmua: as vitérias de César em Lérida (49 a.C.) e em Munda (45 a.C.).

As lutas contra os povos da costa ocidental do Atlêntico e os da reglao noroeste — oo gue hoje é Cantabria, Astirias e Galicia — continuaram durante algum tempo, até Augusto decidir acabar definitivamente com a guest&o enviando para lé Vipsênio Agripa, um de seus colaboradores mas fiëis. A vida das provincias hispamicas sob o Impêrio foi trangtiila o bastante para gue ali permanecesse apenas uma guarnicio militar, uma legiao estacionada em Hispania Tarraconensis, em uma cidade gue adotou e manteve o nome de Legio, Leën. A profunda aceitacëo da civilizaco romana pelos nativos é atestada pelos muitos monumentos e pelas obras importantes realizadas na peninsula e, além disso, pela forma como foram difundidas e conservadas a lingua e a religido romanas. Na Hispênia nasceram personagens ilustres como Sêneca, Marcial, Lucano, Ouintiliano e os

imperadores Trajano, Adriano e Teodésio. A contribuicao das provincias ibéricas para a economia do Impéêrio foi fundamental, tanto pelos recursos

minerais e agricolas guanto pela producêo industrial — embora esta em menor grau —, como, por exemplo,a salga e conservac&o de pescado, muito comum nas costas mediterrênea e atlêntica. Um dos principais produtos de exportacao foi o azeite. No mundo TOmano o consumo de azeite era enorme, pois ele era utilizado nao apenas na alimentacêo, mas também na higiene pessoal e na iluminac&o. A Importac&o de azeite hispênico estê documentada em Roma entre os séculos le IT; a maior produc&o era em Baetica, onde era transportado em navios de carga dentro de inforas de forma guase

esférica com contetido médio entre 60 e

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Adriano. Na época do segundo foram feitas na cidade grandes obras urbanisticas, seguindo o modelo helenista. Datam dessa época as suntuosas mansoes com pisos de mosaico desenterradas

durante escavac6es

argueolbgicas.

202-203. O anfiteatro de Italica, um dos maiores do mundo romano, podia receber 25 mal espectadoresfoi ; erguido na época em gue Adriano embelezou

70 litros, gue fregtientemente tinham

selos e inscricêes para indicar o peso do

recipiente, o do azeite, o nome do

exXxportador ea data. Ao chegar a Roma o contetido era transferido e as Anforas destruidas, pois era muito dificil reutiliz-las. A colina artificial de Testaccio — mons testaceus significa exatamente monte de cacos — toi formada pelo acimulo de fragmentos das Anforas, em sua maioria

do tipo hispênico, provenientes do porto fluvial préximo. Para dar uma idéia da importência desse comércio, basta dizer gue o Testaccio (gue por sinal nao é a tinica colina de cerêAmica

existente em Roma) tem uma altura de 30 metros e cobre uma superficie de 20

mil metros guadrados. O azeite espanhol, exportado para a Germania e a Bretanha, foi substituido pelo africano em meados do século II. A peninsula ibérica também era a principal regiao produtora de metais de

a cidade com coristrucoes notlaveis.

Estio muito bem conservadas as

mmstalacoes e as galerias de servico sob a arena. 203 abaixo, esguerda.

A Ponte de Alcantara

sobre o Tejo foi construida na época de Trajano (entre 105 e 106), as custas de onze

municipios lusitanos. Tem seis vios, 0 maior

dos guais de 36 metros de ratio e 143 de

comprimento; em seu projeto, o araguiteto Caio Lacer pensou em uma forma gue resistisse as cheias esporddicas, mas muito violentas. 203 abaixo, direifa.

A cidade portuguesa

de Evora foi uma das

principais colênias romanas da Lusitania; seu fundador foi César, gue deu a ela o nome

de Liberalitas Julia, €

chegou a0 auge no

século I1. E dessa fase

0 Templo de Diana, do

gual restam guatorze elegantes colunas corintias sobre uma base elevada.

202

todo o mundo romano. Ouro, prata, ferro, cobre, estanho e chumbo eram exportados em abundência na forma de lingotes, naAo apenas para Roma, mas também para as outras provincias. Na época de Polibio, 40 mil homens trabalhavam nas minas de prata de Cartagena, em uma Superficie de 260 guilometros guadrados. A excepcional pureza do ferro espanhol permitiaa tabricagêo de armas de 6tima gualidade, gue logo foram imitadas pelos romanos. Da exploracao dos recursos minerais

hispanicos na época de Adriano ficoua legislacao das minas de cobree prata de Aljustrel, na Lusitanin, o texto da lex metalli Vispascensis. Recentemente, escaVacoes e prospecgées argueolêgicas revelaram dados técnicos interessantes sobre o funcionamento das minas. Em especial, foram encontrados vestigios do chamado “parafuso de Arguimedes”, um mecanismo utilizado para drenar Aguas subterrêneas, gue permitia aspirar “ma enorme guantidade de 4gua com o MIiNImo esforco.

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A antiga Tarraco, originalmente cidade dos ilerdenses, era a principal da Hispania Tarraconensis ou Citerior. Foi colênia de César, e em 16 a.C. Augustoa confirmou na lideranca da regiao. Foi construida perto da foz do Ebro, teve um desenvolvimento importante e, na época romana, um porto hoje desaparecido. No bairro do porto

do governador, uma mistura do circo e do paldcio propriamente dito, unidos pelo angulo leste e situados na conjuncêo de dois bairros da cidade. Nada menos de cinco aguedutos atendiam a& necessidade de dgua potêvel; o mais importante é o de “Les Ferreres”, gue cruza um vale profundo com duas linhas de arcos superpostas.

encontram-se os restos do teatro, do

Nos arredores da cidade foram

na cidade alta estio as ruinas do circo,

ruinas de muitas mansêes, com belos

do governador da provincia, datado da

povoado fica oarcode Bara, construido

anfiteatro e de um macellum, enguanto do chamado paldcio de Augusto, do Férum e do gue talvez fosse o paldcio

segunda metade do século JN d.C. Na época de Tibério foi erguido um templo dedicado a Augusto, restaurado no periodo de Adriano e de Sétimo Severo. Jê a existência de outros templos, como o de Jupiter Capitolinoe Minerva, é conhecida guase gue apenas por depoimentos histéricos. É muito especial o suposto complexo residencial

descobertos vêrios cemitérios e as pisos de mosaicos. Finalmente, a cerca de 20 guilêmetros do centro do por ordem de Licio Licinio Sura, lugartenente de Trajano. Tarragona foi um importante centro do cultoimperial, além de um mercado muito ativo gracas ao comércio de vinho e do linho produzidos na regiao; os atagues de francose alamanos em 260 danificaram seriamente a cidade, gue mais tarde seria devastada pelos &rabes.

204-205. O agueduto de

205 acima, esguerda.

205 acimua, direita. O

4 guilêmetros da cidade, é 0 mais espetacular de todos os preservados nas regiies orientais da peninsula ibéricn. Construido com blocos de gedra local unidosa seco, Sem argamassa, tem 217 metros de comprimento. Na parte superior dos arcos, 0 canal pelo gual adgua corrig — specus em latim — ainda esté em G6timas condicoes.

poucas cidades da Hispinia onde foi construido um anfiteatro, o gue confirma o destague social e politico dessa colênia; é datado da primeira metade do século II d.C. e foi parcinlmente escavado na rocha em declive agueleva até a praia.

fmal do século Id.C. ee concluiu 0 projeto urbanistico oficial da antiga Tarraco. Tem 325 metros de comprimento e obedecin aos cinones Hpicos desse tipo de construcio destinada ds corridas de bigas; hoje restam dele bon parte das galerias de abébadas e trechos da fachada externa.

Les Ferreres, a cerca de

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MÉÊRIDA, A CIDADE DOS VETERANOS DE AUGUSTO

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Arco de Trajano Templo de Diana

Teatro Anfiteatro Girco

Agueduto de

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Sao Lézaro

Agueduto dos Milagres

Emerita Augusta era o antigo nome da cidade gue em 25 a.C., por vontade de Augusto, foi fundada pelos veteranos ee pelos soldados eméritos das legiëes V Alaudae e X Gemina como guarnicao de vanguarda. Depois de se tornar um prospero centro comercial, chegou a ser a principal da Lusifania. Pelas iImponentes ruinas monumentais, Méêrida é um dos mais importantes centros argueolêgicos da peninsula ibérica. Est&o em bom estado de

cCoONservacao o teatro, o anfiteatro e o

circo, erguidos na mesma regido fora das muralhas; no teatro foi preservada grande parte do palco, integralmente reconstruido nos ultimos anos. A ponte sobre o Guadiana, cujas 60 arcadas somam 792 metros de comprimento, uma das mais longas preservadas. Três aguedutos levavam dgua & cidade; restam trechos importantes de dois deles, “Os Milagres” e “S&o Lézaro”.O primeiro, gue tinha 25 metros de altura, percorre uma distência de 830 metros sobre 37 pilares gigantescos, feitos com fiadas alternadas de granito e tjolos; Captava a agua em um tangue chamado de Proserpina, especialmente interessante pela presenca nele de um grande digue. Dentro da regiëo habitada sao visiveis o chamado Atco de Trajano, os restos do Templo de Diana e do pegueno templo de Marte, de dois mausoldus, uma casa

transformada em basilica cristi e alguns trechos das muralhas dotadas de torres.

A escavacêo de um santu4rio de Mitra revelou um rico conjunto de esculturas de maêrmore; outras pecas de igual Importêancia foram descobertas no cemitério durante as escavacêes do

teatro. Na época cristê e visigoda, Mérida manteve sua importência, como se pode deduzir a partir de exemplos

histêricos, artisticos ee epigraficos.

206 acima. Embora tenha nascido como guarnicio militar, Mérida nio demorou a ser um dos mais ricos centros da peninsula ibérica; exemplo de sun prosperidade sio as nokdveis ruinas argueolbgicas encontradas na zona urbana e os muitos monumentos visiveis ainda hoje. A imagem apresenta um dos magnificos mosaicos gue decoravam uma casa particular na Vizinhanca do anfiteatro. 206 centro. Três

grandes aguedutos abasteciam a cidade: 0 gue se vé na fotoerafia é ode Sao LAzaro. Em Mêrida, como nas demais cidades do Impêrio, 0

funcionamento dos aguedutos en administracio relativa is necessidades hidrdulicas estavam a cargo de um magistrado: 0 curator aguarum. 206 abaixo. A Ponte de Guadiana é umna das mais espetaculares aplicacdes do arco da época romana.

207. O magnifico teatro emeritense tinha capacidade para até 6 mil espectadores. Depois de uma grande restauracio do palco

— 0 mais belo da

Europa —, 0 prédio foi devolvido a sua fun€a0 original, e todos os anos acontece alt uma

temporada teatral e musical de excelente gualidade,

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GALIAE GERMANIA, EXTREMOS DO IMPÊRIO

Aguitania Lugdunense

Narbonense

Alpes Maritimos Alpes C6cios Alpes Graios e

Peninos 7 Belgica 8 Germania Inferior

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Germania Superior

A Nimes

B Orange

C Trevêris

A Galia Transalpina ocupava o grande territério gue se estende entre o oceano Atlêantico, os Pirineus, o Mediterrêneo,

os Alpes, o Reno e o Mar do Norte. A principal caracteristica da regiao era o predominio do elemento étnico celta,

misturado aos germanos no limite do Reno e com as populacêes ibéricas na regiao dos Pirineus; na costa mediterrênea eram muitos os povoados de origem grega, um dos guais foi Massilia (Marselha), préspera cidade

romanos, gue também tiveram a seu favor a falta de verdadeiros centros urbanos, pois os gauleses sempre preferiram se instalar em aldeias fortificadas. Os contatos entre Galia e Roma comecaram em meados do século II a.C., época em gue a cidade latina ajudou sua aliada Massilia. A primeira colênia foi Narbo Martius, atual Narbonne, fundada

em 121 a.C., data bastante tardia, depois

da intervenc&io militar vitoriosa contra a

tribo dos arvernos, gue tentara organizar um Estado gaulês. Em pouco tempo foi criada a provincia de Gallia Narbonensis (gue depois foi chamada simplesmente de Provincia, de onde vem o vocAbulo moderno Provenca), € aumentaram o intercAmbio comercial e as aliancas politico-militares. Porém, foram fregtientes as rebeliëes das diversas tribos; em particular a dos cimbros e teutêes, sufocada por Caio

Mê&rio em 102-101 a.C. nas batalhas de

Aguae Sextiae e dos Campos de Roda. Em 52 a.C.,a vitêria de César sobre Vercingetêrix em Alésia deu a Roma a posse definitiva de toda a Galia, gue a partir dessa data se romanizou rapidamente. Como parte de uma

organizacao definitiva — gue chegaria até Diocleciano — Augusto dividiu o territério em Gallin Narbonensis, Aguitania, Gallia Belgica e Gallia

ade mercantil. A organizacao da socied | a um em a ad se ba al ud fe de tipo ndia pe de la co ri ag e nt me ra pu ia om on ec ea de uma oligarguia aristoeratica sobr a gual tinha uma poderosa influência casta sacerdotal dos druidas. As principais divindades, mais tarde incorporadas ao panteao romano, eram Tutatis, Taranis, Epona, Rosmerta e Cerunno. A unidade étnica, religiosa e

cultural nêo impedia freguentes

se rivalidades e divergências, do gue aproveitaram OS conduistadores

Lugdunensis: a populacao foi distribuida em 64 civitates, gue coincidiam com as tribos histêricas, cujos representantes se reuniam anualmente no Conventum Galliarum, celebrado na confluência dos rios Rédano e Saêne, junto ao altar de Roma e Augusto, para tratar dos assuntos comuns a todos e exercer um controle limitado sobre a gestêo dos governadores romanos. Os centros habitados, notavelmente aumentados e enriguecidos com

208-209. O anfiteatro de Arles, gue data do final do século 1d.C. é um dos mais bem

conservados da Franca,

assim como o de Nimes; seu maior eixo tem 136 metros, e ainda hoje apresenta capacidade para 12 mil espectadores.

208 abnixo, esguerdua. LIm agueduto de mais de 50 guilêmetros e€ com um desnivel de apenas 17 metros levava a

Nimes a dgua captada

nas vizinhancas da ntual LIzês. Para evitar 0 curso da corredeira Gardon os construtores rOmanos ergueram a chamuada Pont-duGard, de 275 metros de

comprimento e pouco

menos de 49 metros de alfura.

208 abaixo, direita. Augustodunum, hoje Autun, foi uma das principais cidades da Gilia Lugdunense, e ficou famosa no século III por sua escola de ret6rica. A cidade ainda conserva muitas ruinas da época romana, entre as gue se encontra a bela porta monumental de Saint André, aberta

na longa muralha da época de Augusto.

209. O tempo de Augusto e Livia, construido por volta de 10 a.C.,, é o mais famoso monumento romano de Viernme, a antiga Colonia Julia Vienna Allobrogum. Tem grande semelhanca com ode Nimes, ambos de

modelo hexastio corintio sobre uma

plataforma elevada.

monumentos, assumiram as tipicas

caracteristicas romanas: em todos foram

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vendidos e ufilizados em toda parte. Também é preciso lembrar dos vinhos de Narbonne, gue desde o tempo dos Flévios estiveram em primeiro lugar nas exportacOes, e um tipo de ceramica

monumentos votivos dedicados a Japiter e mais comuns na Galia setentrional e oriental, e finalmente a utilizacao da decoracao escultêrica em toda a superficie dos arcos do triunfo. A economia prosperou gragas aos produtos agricolas e industriais, comercializados nas regiëes do norte e mediterrêneas. Os carros construidos na Gaêlia — terra gue jé na Idade do Bronze havia atingido um alto nivel de gualidade nesses produtos — eram EG

210

# 211 abaixo. A esplêndida taga e a grande jarra de prata

sio parte do tesouro de Hildesheim, descoberto

helenista-romana e da celta, e,

diferentemente do gue ocorreu em outras provincias, teve caracteristicas préprias e independentes. Nessa area se inserem as esculturas funerarias — Cujos exemplos mais comuns sao pilastras ornamentadas gue registram as atividades do falecido —, certos

210 acima, e

chamada terra sigillata, de grande aceitacao e exportada para todo o Império. Segundo as fontes, o ouro era abundante e f4cil de encontrar. Nao por acaso, a Gélia foi uma das poucas comarcas do Mediterrêaneo capaz de cunhar moedas de ouro por sua prépria conta. As duas provincias da Germinia romana nao abrangiam mais gue uma peguena parcela da grande extensêo territorial a gual os romanos deram esse nome. As campanhas de César na G4lia levaram as legiëes até o Reno, onde se ocuparam de cuidar da seguranca das provincias gaulesas. De 12a 9 a.C. Druso lutou ali com bravura, com 0

objetivo de criar as bases para uma reunificacao dos diferentes povos

germanos, due, uma vez pacificados,

em 1865 nas proximidades dessa peguena cidade alemd. É composto de mais de 60 pecas, e talvez fossem os utensilios de viagem de um alto oficial romano

da época de Augusto, roubados durante um atague de um guerreiro alemdio gue o enterrou e nunca conseguiu recuperar. A partir do século 1 a.C, a posse de objetos de prata conferia umua distincio social, o gue também é um sinal da progressiva helenizacao da sociedade e da cultura romanas.

deveriam se reunir em um centro politico e religioso semelhante ao estabelecido em Lyon para os gauleses. Com esse objetivo, consagrou no territério dos ubios, na margem

esdguerda do Reno, um grande altar para Oo culto federal ligado ao culto de Roma e Augusto; mas o desaparecimento precoce de Druso interrompeu ee dificultou a conguista desses territorios. As tropas romanas, entre derrotas e vitorias, enfrentaram durante longos anos — até a época de Tibêrio —o desafio terrivel das belicosas tribos germanas. Foi funesta a derrota sofrida por Varo no ano 9 d.C. frente ao chete bérbaro Arminio, em uma batalha na gual três legiëes foram aniguiladas. Depois de alguns estudos recentes a

localidade de Kalkriese foi identificada como o local em gue ocorreu esse terrivel combate. Foram desenterrados

elmos, restos de couracas, pontas de

flechas e lancas, e um grande ntimero

de moedas romanas cuja itima data é

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principais centuriëes”. A provincia omana da Germania Superior se

sstendia do lago Leman até a sonfluência dos rios Reno e Vinxtbach,

passando por Confluentes (Koblenz) e

Bona (Bonn) e além do Reno abrangia apenasa regiëo de Taunus; a Germênia

Inferior, por sua vez, dhegava ao Mar do

Norte e incluia uma parte dos atuais Paises Baixos. Frente a Colonia Claudia Ara Agrippinensium (Colênia), como cCabeca de ponte, se erguia o acampamento fortificado de Divitia (Dentz).

Onde a fronteira nêo era marcada pelo Reno, um limes (fronteira) fortificado protegia o territêrio das incursêes dos bêrbaros; ao longo de 382 guilêmetros, essa fortificac&o constava de uma

muralha dotada de palicadase antecedida de um fosso; acampamentos de diferentes tamanhos e bem protegidos controlavam a muralha. Do ponto de vista econêmico, um produto caracteristico exportado para Roma eram os objetos de cristal, dos guais foram preservados exemplos formidaveis, produzidos nas fAbricas de Colênia. 211 acima. Lipide funerdria do legiondrio Cnéio Musio gue integra a colecio argueolbgica do Landsmuseum de Moetincin. A cidade, conhecida como Magontiacum, se desenvolveu em torno do acampamento militar criado na época de Augusto nas cercanias

da confluência de Meno e Reno. Ali normalmente ficavam acantonadas duas legi6es, pois se tratava de uma base importante para controlar a Germdinin Superior. Nos cemitérios militares do local foram encontradas muitas lapides semelhantes a esta. 210 abaixo. Augst, a poucos guilêmetros de Basiléia, foi fundada

com o nome de

Augusta Raurica por volta de 40 a.C. Est localizada a leste da

grande curva do Reno, no cruzamento das

estradas gue ligavam a Gdlia e as provincias do Danubio através dos Alpes; essa colênia militar tinha uma posicdo estratégica muito favordvel. As principais ruinas argueolégicas foram desenterradas na regido do f6rum e do teatro; na foto, um templo do século IT a.C. 211

NIMES, ORGULHO DA GALIA NARBONENSE

Nimes — em latim Nemausus, em funcao

do nome de um dos filhos de Hêrcules — foi a colênia latina na gual se instalaram os soldados do exército de Antênio. Na época de Augusto foi chamada de Colonia Augusta Nemausus e fez parte da Galia Narbonense; nao tardaria em se

tornar uma das cidades mais présperas e romanizadas da regiao. Nela foram erguidos monumentos puiblicos de grande importência, e muitas dessas imponentes ruinas podem ser admiradas ainda hoje. Na regiao da cidade, na intercessêo do cardo e do decumano, e perto do local onde ficava #@EAA o férum, se ergue a Mnison

Carrée, templo hexastilo

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muito bem conservado, gue foi inicialmente dedicado a Agripa e depois a Caio ea Licio César. Na regiao sul da cidade se ergue o grande anfiteatro com dois andares de arcadas, gue data da segunda metade do sêculo 1d.C. e ë

muito semelhante ao de Arles;

continuam sendo realizados ali espetdculos variados. Em compensacao, nao ha vestigios do circo, gue nao deveria ser muito distante. Ao noroeste havia um amplo complexo monumental: nas imediac6es da fonte sagrada de Nemausus foram descobertos os restos do teatro — cuja cêvea aproveitaa encosta de uma colina —, as

ruinas de um ninfeu gr

212. Nimes era

um dos centros muais importantes da Galia meridional; como prova dessa prosperidade, hé uma notdvel colecao de arte romana no Museu Argueolégico da cidade. 212-213. A chamada Maison Carrée é um perfeito exemplo de templo corintio de mirmore sobre um pedestal; entre os prédios semelhantes

do periodo de Augusto,

é 0 gue foi mais bem preservado. Seu excelente estado se deve ao fato de gue desde a Idade Média ele foi uiilizado de diferentes formas: foi um estibulo, depois Uma 19reja e, finalmente, transformou-se em museu da cidade. Hoje é destinado a EXposicoes.

de varios templos. Entre estes ultimos é

muito interessante o chamado Templo de

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Diana, construido na época de Augustoe ampliado com um espaco panoramico gue ocupa a lateral do monte. A pouca distêancia se pode ver a Tour Magne, troféu monumental construido como simbolo da civilizacAo romana naguelas regiëes. Nimes era abastecida de agua potével gracas a um agueduto de s0 guilêmetros de extens&o, do gual resta espetacular Pont-du-Gar, com trés andares de arcadas.

213 abaixo, esguerda.

O anfiteatro de Nimes, datado do sêculo 1 d.C., apresenta solucoes construfivas muito

sofisticadas, gue permitiam gue 23 mil

especladores entrassem

e saissem rapidamente,

racas a um sistema de cinco galerias concêntricas situadas em diferentes niveis €

cortadas por passagens com escadas de projeto radial.

213 abaixvo, direita. O Templo de Diana, do gual foi preservoada parte da grande abébada de canhao da cela, integrava 0 complexo sagrado da fonte de Nemauso construido na época de Augusto. Gragas ao 6timo estado de conservacio dos muitos monumentos

do periodo imperial,

Nimes recebeu 0 ttulo de “Roma francesa'.

Na época de César, a cidade de Orange

ORANGE, UMA COLONIA FUNDADA POR CÉÊSAR

(Arausio) foi sede de uma colênia de

veteranos da II Legio, comandada pelo pai de Tibério. A concessao do status de colênia foi celebrada com um arco do triunfo, um dos mais imponentes preservados. Ele tem um vao central e dois laterais menores, 19,50 metros de

largura e 18,80 de altura, e sua

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velarium (toldo). O interior

destaca a estikua de

por colunas — teve uma bela decoragao,

metros e meio de alFura.

— originalmente três andares sustentados

com estatuas e frisos nos guais eram representados centauros, mênades, Aguias e grinaldas. A fachada externa é notavel pela perfeita regularidade de seus blocos de pedra, ea cêAvea até hoje apresenta uma actstica de excepcional pureza. Junto ao teatro podem ser vistas as ruinas de um templo, talvez dedicado a Triade capitolina, em frente ao gual havia um ninfeu; ao lado do

templo foram desenterrados os restos de um grande altar. Todo esse espaco, ao gual provavelmente se chegava por

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No nicho central se

dois acessos monumentais — dois guais resta apenas um — era delimitado por um muro semicircular. A divisao do territério de Arausio é documentada em alguns dos rarissimos fragmentos de mapas cadastrais feitos

em marmore, gue se referem &

administracao da colênia e estao

eXpostos em um museu local.

Augusto, de tréês

214 centro. O arco do triunfo foi construido na regiio norte do povondo, para comemorar a fundacio da cidade e César, 0

responsiivel.

214 abaixo. Os relevos gue decoram o dtico do arco do triunfo representam uma

batalha entre soldados Fomanos e guerreiros bdrbaros, para evocar a conguista da Galia.

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foi acrescentada posteriormente, depois da repressao ao levante de Sacroviro. O outro grande monumento romano de Orange, o teatro, se destaca pelo excepcional estado de conservacëo do palco, cuja parede de fundo tem 103,15 metros de comprimento e 36,80 de altura; no alto podem ser vistas as bases em gue eram apoiados os mastros do

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Massilia. A dedicatéria, talvez a Tibério,

214 acima. O Teatrg de Orange data do final do reinado de Augusto e inicio do governo de Tibério. O principal interesse dessa construcao é a perfeita conservacfio do muro do palco ea extraordindria actistica da civen, gue ainda hoje permite apresentacoes teatrais.

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com prisioneiros naval gue em

215. O Teatro de Orange é 0 iinico em gue foi preservada a estitua em honra a0 imperador; foi encontrada em pedacos, restaurada € recolocada em seu

nicho, arrematada com

uma cipula de guarto

de esfera.

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bélica muito dinamica, junto troféus de armas, grupos de acorrentados e um galardao comemora a vitêria de César

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A Armazéns B Termas C Férum

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do século IV, se abria no lado norte das muralhas da cidade.

Impêrio, e especialmente sob | Constantinoa cidade foi embelezada | POrnumerosos monumentos | Mportantes. Sua decadência comecou

jo inicio do século V, guando voltaram a

Ë 'tdlia as legiëes estacionadas no Reno. O | BCESSo norte da cidade é marcado pela | Brandiosa Porta Nigra, gue data do

| Século IV, a mais bem conservada das

| Portas urbanas existentes; tem uma

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| Brande patio interno limitado por duas

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| VOrres unidas por uma galeria dupla.

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due se tomou residência de muitos 'mperadores. Diocleciano a escolheu em 187 como capital da regiao ocidental do

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bastante préspera, gue chegou ao auge na época do Baixo Império, periodo em

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Treverorum, fundada por Augusto entre 0S anos 19 e 16 a.C., foi uma cidade

Palatina, uma grandiosa basilica judicial mandada construir por Constantino no ano 310: trata-se de uma enorme sala retangular, sem naves, arrematada por uma grande abside. O prédio antigo, de tijolos, foi conservado até a altura do teto e apresenta uma fileira dupla de janelas em arco de meio ponto. Ali perto, complexo das termas imperiais, também iniciado na época de Constantino, ficou inacabado; o prédio era precedido por uma grande palestra e tinha um ninfeu a guisa de fachada do portico externo.

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217 diretka, abaixo. As ruinas das termas Imperiais, Cuja construcio foi determinada por Constantino, abrigaram, na época medieval, a igreja de Santa Cruz.

Fsta cidade da Galia belga, Augusta

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A Porta Nigra, fechada desde o inicio

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Entre os outros monumentos, além das

grandes mansêes dos arredores da cidade, cabe lembrar a ponte romana

sobre o Mosela, o anfiteatro, as termas

de Santa B4rbara, datadas dos ultimos trinta anos do século JIT, as ruinas de

um palécio situado abaixo da Catedral e talvez moradia de Santa Helena,

mae de Constantino.

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Palêacio de Constantino

BRETANHA, UMA PROVINCIA SOB RIGIDO CONTROLE MILITAR

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De 43 a 406 d.C. De 142 a 180 d.C.

218 abaixo. Estes nichos faziam parte dos vestidrios das termas de Cilurnum, hoje Chester, um dos 17 grandes

acampanmentos

fortificados gue existiam ao loneo da

muaralha de Adrian.

Os romanos estabeleceram contato com os povos da Bretanha em 55 a.C., data em gue Julio César comandou a primeira expedic&o militar &guelas terras, a gual se seguiu outra um ano mais tarde; porém, na época a conguista nAao foi mais gue formal, pois a regiëo sê foi submetida depois de 43 d.C,, por obra de Cléudio. O limite norte ia da foz do rio Tyne a do Solway; ao longo dessa linha Adriano mandou erguer seu famoso vallum. Tempos depois, Antonino Pio deslocou o limes para o norte e mandou construir uma segunda

linha fortificada, gue sê foi utilizada até

a época de Cémodo. Na época da conguista romana, a Bretanha tinha uma economia fundamentalmente agricola e bons recursos minerais. O gelgrafo Estrab&o nos deixou uma relacao das principais mercadorias da

ilha: “Cereais, gado, ouro, prata, peles, escravos e bons cêes de caca”. Havia jazidas de ouro em Gales, na Escêcia e na Cornualha; prata, cobre e estanho

eram extraidos em muitas regides. Na Cornualha havia minas de cobre associado a estanho, coincidência gue talvez tenha dado origem a& producao local de bronze. Outros importantes

centros de extracao desse mineral

ficavam na Gales setentrional. O

estanho também teve certa importancia, pelo menos até o século TN d.C., guando

foi superado pelo estanho espanhol.

Apesar de tudo isso, a Bretanha era famosa porgue na época imperial foi uma das maiores regiëes produtoras de chumbo: suas jazidas eram tao ricas gue,

como escreve Plinio, tinha sido preciso promulgar uma lei para impedir o excesso de produc&o. O interesse dos romanos pelos produtos da Bretanha se valeu da existência de muitos portos, principalmente na regiëo meridional da ilha, de frente para a Galia belga, como

os de Dubrae (Dover), Anderida

(Pevensey) e Regulbium (Reculver). A colonizac&o comecou seguindo o TaAmisa, onde ficavam as cidades mais

populosas da ilha; entre elas estava

Londinium (Londres), gue jê era um movimentado porto fluvial desde gue se

desenvolveu o sistema viêrio romano: naguele ponto comecava uma grande estrada gue seguia para o leste, chegava a Camulodunum (Colchester), importante colênia criada pelos romanos e sede do culto imperial, depois seguindo para Lindum (Lincoln) e Eburacum (York). Outra artéria comercial muito percorrida

era a estrada gue a partir de Londinium atravessava Calleva Atrebatum (Silchester), chegava as terras dos silures (Pais de Gales), a partir de onde passava pelas cidades de Venta e Isca Silurum, para entio se desviar para Glevum (Gloucester). Os problemas enfrentados pelos romanos na Bretanha se deviam especialmente & seguranga das travessias do Canal da Mancha ea especial configuracao geografica da ilha, caracterizada por um territorio muito irregular. Em compensagao, a postura frente aos

usos e costumes da populacao era 218

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dos banhos romanos, ”

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fundada em 49d.C.e se tornou um dos

repleto de pecas interessantes.

Bretanha durante o século II.

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baseada na grande experiëncia adguirida na Galia, cujos habitantes

tinham muitas analogias culturais com

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dizendo: “Sao diferentes em seu aspecto fisico os habitantes... os da Caledênia tém cabelos vermelhos, e a robustez de seus membros é prova de sua origem germanica; por outro lado, os silures tém a pele escura, o cabelo na maioria dos casos encaracolado e, pelo fato de

ocuparem a regido do pais gue fica em frente & Hispênia, dever-se-ia ver se os antigos ibéricos nao ocuparam essas terras aps terem atravessado o mar. Pelo contrario, os gue estao em regiëes mais préximas ao pais dos gauleses se assemelham a estes...” A Bretanha foi uma das provincias

menos pacificas e menos romanizadas do Impêrio. Entre os diversos episédios bélicos podem ser citados os conflitos do ano 54 a.C., gue culminaram com a Batalha do TAmisa, entre César, no

comando de cinco legiëes e 2 mil

cavaleiros, e os britênicos comandados

220 acima. Elmos como este — £ncontrado nas escavarbes do forte de Ribchester, em Lancashire e datado do final do século 1d.C.— nAao eram usados em batalha, mas nos desfiles ou nas justas

militares. Os hyppica

gymnasia eram combates simulados em gue dois grupos de cavaleiros, protegidos por couracas belamente adornadnas,

se enfrentavam para demonstrar suas habilidades. Estes espetdculos, assistidos por um grande

piiblico, eram presididos pelas autoridades militares e civis das fortalezas e dos povoados vizinhos. 220

220 abaixo. Este

magnifico colar de

ouro encontrado em

Snettisham (Norfolk)

talvez tenha pertencido a uma Importante personalidade da tribo local dos icenos. Esse tipo de colar macico era um adorno muito Comum entre 0s povos celtas; por exemplo, o

famoso “Gdlata moribundo” usa um exemplar semelhante a este. A arte celfa, especialmente na

Gdlia, foi muito influenciada pelo

mundo romano, gue

guase chegou a apagdla; mas na Bretanha essa influência foi menor: os modelos

autêctones mantiveram sua forca.

Re 221 acima. O tesouro de Thetford, localidade

auno. l e v i s a C l re so

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o de sl ocasiao, a VII Legi de enfrentar o poderoso mbate inimigo, o assed um, e com um s lo va ca is do T o p

de Norfolk, foi

descoberto por acaso

em 1979. Trata-se de uina das maiores

descobertas de pecas de ouro e prata da época romana ji feita na Gri-Bretanha. Entre os muilos objetos de oalor destaca-se esta fivela de ouro composta de duas partes encaixadas; a placa retangular é decorada com a figura de um sitiro dancando, e a outra com cabecas de cavalo.

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la dC.Sétimo Severo dividiu a provinc em Superior e Inferior; essa separaGao

perdurou até Diocleciano determinar outra divisê&o do territêrio, dessa vez em

Pela gualidade do

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trabalho acredita-se gue esta joia foi feita na Europa continental em meados do sêculo IV.

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guatro regioes. As invasoes barbaras, gue comecaram no século IV, culminaram em 406: as legiëes romanas abandonaram a Bretanha definitivamente depois dos levantes locaise da invasao da Galia pelos povos germênicos. Algumas décadas mais tarde, os saxbes foram pouco a pouco ocupando a ilha.

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221 abaixo. Esta

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Prata é uma das pecas do tesouro de

Mildenhall, em

Suffolk; data do século

Vd.C.eë um dos

mais refinados Exemplares de metal

da Antiguidade. No

Centro est 0 rosto do Oceano, cercado Por uma sêrie de

CHlaturas marinhas: 0

Périmetro externo é

VCupado por 14 sêtiros é mênades gue Celebram um ritoa

Baco. O tesouro, de 34

Petas, talvez Pertencesse a um rico

Proprietêrio de terras TOmano-bretio ou a

algum funciondrio

loeal.

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ULTIMO BALUARTE 222 acima. O desenho mostra o possivel aspecto dos acampamentos fortificados erguidos ao longo do vallum de Adriano. Muralhas solidas cercavam os alojamentos das tropas; no centro, a casa do comandante, uma peguena instalacio termal e o templo de Roma e Augusto. Em torno dos principais fortes se ergueram povondos, onde viviam as familias dos militares e haoia lojas, tabernas, templos e complexos termais. 222-223. A imagem

reproduz um trecho da

muralha de Adriano nas proximidades de Housesteads. Tratavase de um muro com comprimento de 80

milhas romanas (117

guilêmetros); ladeado

por um fosso largo e uma estrada militar, resistiu aos atagues dos povos da Caledênia gracas aos 15 mil soldados gue o defenderam. Ao longo de toda a muralha, gue

tinha cerca de seis

metros de alfura, eram

erguidas, a interoalos regulares, fortalezas € torres de vigia.

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A muralha de Adriano, ou seja, o conjunto de obras de engenharia militar gue foi o limes da Bretanha na época desse imperador, foi construida depois da visita gue o césar fez a essa provincia no ano de 122. Concluida cinco anos depois, a imensa linha fortificada foi uma materializacao do gue Adriano pensava sobre a defesa das fronteiras: ele j& nao se inspirava na ofensiva, mas na consolidacao dos territ6rios conNduistados. A muralha, de 117 guilêmetros de comprimento, ia desde a foz do Tyne & do Solvay, e marcavaa divisao entre a Bretanha romana ea Esc6cia. A construc&o do muro, antecedido por um fosso com largura média de oito metros e profundidade de

22 metros, foi mérito da habilidade dos

técnicos e dos soldados romanos, gue souberam se adaptar as caracteristicas do terreno e foram abrindo nas redondezas cantarias e fornos de tijolos; inicijalmente, em lugar de pedras foram empregados torrêes com grama, gue ainda s0 visiveis em alguns pontos. A defesa da limes estava a cargo das coortes e das alae awdliares, chegadas de diferentes regiëes do Impérioe estacionadas em muitos campos

fortificados inseridos na linha da muralha, enguanto as legiëes eram enviadas a localidades isoladas por trés do vallum. Os fortes miliares — recebiam esse nome porgue estavam localizadosa

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uma milha de distência um do outo — deviam defender os pontos abertos da muralha e podiam abrigar cerca de 50 homens. Do outro lado da muralha, e seguindo paralelamente a ela, est o verdadeiro vallum, constituido de um

fosso de cerca de 6 metros de largura e3 metros de profundidade, e duas faixas

terraplenadas de cada lado; o vallum sê era interrompido na regiao montanhosa

hoje chamada de The Gargs, se afastava

da muralha nas proximidades dos fortes, os guais contornava, e era cortado nos pontos de passagem do muro. As comunicacbes de leste a oeste eram asseguradas por vêrios eixos vidrios, mas em especial pela Stanegate, uma estrada gue ligava Corstopitum (Cordbridge)a Luguvalium (Carslile) fazendo uma linha curva alêm das defesas, e unia, por diterentes desvios, cada um dos fortes da

limes. No sul, duas outras grandes

estradas, cercadas por uma rede vidria menor muito densa, uniam Eburacum (York), Corstopitum, Deua (Chester)e Luguvalium. Ao longo da muralha foram estabelecidos 17 campos militares, dos guais os mais conhecidos hoje s&o Cilurnum (Chester), bastante bem conservado, e Vindolanda (Chesterholm), onde foram obtidas muitas informagées sobre a vida nas guarnic6es. A partir de

Maia (Bowness), junto a foz do Solway,a

limes de Adriano seguia ao longo das costas de Cumberland,

A Castra Exploratorum

(Netherby)

B Banna (Newcastle) C Bribra (Malbray) D Alauna (Maryport)

E Derventio

(Papcastle) F Olerica (Old Carlisle) G Luguvalium (Carlisie) H Vereda (Old Penrit) I Bravoniacum (Kirly Tore)

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Aesica (Great Chesters)

Vindolanda (Chesterholm)

(Housesteads)

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13 Hunnum

(Haltonchesters)

14 Vindovala (Rochester) 15 Condercum

(Benwell)

16 Pons Aelius

(Newcastle) 17 Segendunum (Wallsend)

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AS PROVINCIAS DO DANUBIO, REGIOES DE VITAL IMPORTANCIA ESTRATÉÊGICA

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luxuosa, gue

representa armuas

romanas € barbaras superpostas em aparente desordem. Entre outras, podem

ser vistas as couracas

Hpicas dos cavaleiros

dacios, reconheciveis por $uas pecas com aspecto de “escama de peixe”. A conguista da Dacia, muito dificil pela resistência encarnicada oposta

pelos seus belicosos habitantes, foio

ulfimo capitulo do imperialismo de Roma os territorios do Danibio. Apesar dos atagues birbaros, cada vez mais violentos, as ultimas fortalezas sobre o Danibio se defenderam até o século V.

As provincias do Danuibio abrangiam um vasto territrio cujos limites eram, ao oeste, a Germania, ao norte, 0

Danibio — com excecao da Dêcia —, ao leste, o Mar Negro e ao sul, a Galia Cisalpina e Acaia. Nessa grande extensao havia sete regiëes: Raetia,

tesouro de Pietroasa,

ra atual Romënia. A

jéia, gue traz a figura de uma dguin

estilizada, data do século IV d.C. e reflete claramente o gosto dos povos birbaros. A Fomanizacao da regiao

Noricum, Pannonia, Hlyricum, Dacia,

Moesia e Thracia. Tanto Rétia guanto Nrico entraram em contato com Os romanos por intermédio do trafego comercial gue saia da Aguilêia. A regiëo era habitada por povos celtas, encontrados em grande parte ao longo

do Damibio, e da

Dacia em particular, foi intensa, como se pode ver no desenvolvimento de um grande nitmero de

do Rédano e do Reno, e organizados em

cantêes autbnomos. Sobretudo por causa da topografia dificil, o processo

centros povoados; é

natural, portanto, gue os artesiios locais tenham obedecido a

de romanizacêo nêo foi inteiramente

eficaz e foram muito poucos os centros

influência dos modelos importados pelos colonos romanos, para depois interpretd-los segundo padres muito originais, mesmo depois da retirada das

urbanos importantes; entre eles

destacam-se Augusta Vindelicorum (Augsburg), Cambodunum (Kempten), Brigantium (Bregenz) e Castra Regina (Regensburg). A verdadeira importêancia dessas terras era Oo sistema

tropas ocupantes.

de estradas gue as cruzava, de grande MANE s

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425. Este grande broche de ouro e pedras preciosas, magnifico exemplo da arte dacioromana, faz parte do

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224. A base da Coluna Trajana é inteiramente coberta

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Rétia Nêrico Panonia lliria, ou Dalmacia Dacia Mêsia Tracia

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valor comercial e militar; os recursos agricolas e minerais, por sua vez, eram escassos e apenas atendiam as necessidades locais. Em Nêrico tinham se instalado povos do tronco celta-ilirico e, antes de ser submetida, a regiao era um reino gue tinha como capital Noreia (Neumark) e cujos soberanos sustentaram uma longa relacao de amizade com Roma. A provincia foi até certo ponto romanizada, em parte por causa da forte imigracao de elementos itdlicos. A principal rigueza da regiao eram Oos metais, especialmente ouro,

chumbo e ferro: as minas deste ultimo metal chegaram a ser, na época imperial, as mais famosas de todo o

mundo romano. Ovidio e Plinio também destacam a producao de um

aco de excepcional gualidade. Acreditase gue exatamente em NOrico foi descoberto, por volta de 500 a.C., um

método provavelmente desconhecido por gregos e romanos de produzir o aco, fundindo o ferro com determinado percentual de manganês. A arte desenvolvida nessa provincia na época romana foi fruto de hibridacêes entre as influências it4licas e as celtasiliricas; também na arguitetura, junto aos santuarios das divindades celtas romanizadas, os prédios publicos se mantiveram muito semelhantes aos modelos romanos. A Panênia sê chegou a ser provincia auténoma depois da repressao ao grave levante dos povos do Dantbio, ocorrido entre os anos 6 e 9 d.C. Para defendera regiao dos barbaros de além do Dantbio, foram erguidos nela vêrios campos de legiondrios, gue com o tempo se transformaram em

fundamentais centros de romanizac&o; o

desenvolvimento dos campos militares e das comunidades locais vizinhas a

nabae, formadas por ca as eles as concubinas e es or ad rc me s, :a0 arte origem as m ra de — es ar it il dos

principal cidades de regido. Fhabeira do nia ponto de vista econémico a Pané

e osse uma regiëo basicamente agricola

de mineracao, também teve importancia

3 atuac&o dos comerciantes estabelecidos ao longo das

movimentadas estradas principais, gue

uzavam a provincia de oeste a leste. Por exemplo, Savaria (Szombathely) foi uma importante encruzilhada da gual saiam os caminhos gue levavam a Vindobona (Viena), Brigetio (SzZény),

Poetovio (Ptuj) e Siscia (Sisak), a partir de onde era possivel seguir para Salonae (Solin), na Iliria. Também foram importantes para os transportes os grandes rios, como Danubio, Drava e Sava. A influência romana, mais dlara na regiao ocidental, coexistia com um

substrato nativo, sobretudo celta e em parte ilfrico, gue anteriormente tinha produzido a chamada civilizacao de La

Têne, cujos ecos ainda podiam ser percebidos no Ambito da arte; nas regiées orientais também estavam

presentes as influëências do tHpo gregooituada junto & costa adridtica opostaa itélica, a Tliria jé havia chamadoa

atengao de Roma no século TT a.C. por

causa da pirataria praticada pelas tribos

estabelecidas naguelas terras. As

Buerras travadas para consolidar o

dominio romano sobre as tribos dos

dalmatas e dos liburnos continuaram

durante todo o século 11 a.C.e por boa

mercadores itdlicos reunidos em

COrporac6es determinou, ainda nos

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extensao territorial. A imigracao de

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4 provincia alcancou uma grande

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parte do seguinte; na época de Augusto

tempos da Repuiblica, a romanizacao das cidades costeiras e das ilhas. A

225

A G6tima gualidade dos objetos de ferro preservados e as ferramentas ufilizadas em sua execucao sao Uma prova da aperfeicoada técnica metalurgica empregada por esses povos. A provincia foi dotada de uma imponente rede vidria sobre a gual se ergueram muitos povoados, entre os guais se destacaram Apulum (Alva Iulia), Napoca (Cluj) e L/pia Traiana (Sarmizegetusa), sede do legado imperial. Foi Aureliano guem abandonou definitivamente os territorios da Dacia em 270, sob a

pressao dos atagues barbaros. Os romanos tiveram de intervir em Mesia para conter a massa dos povos

reglao do litoral, portanto, se distinguia bastante do interior, onde os povos nativos assimilaram a civilizacao romana muito mais lentamente. Os principais recursos da regido eram as minas de ferro, ouro e prata, além do gado e do cultivo de cereais, das

de Diocleciano e importante metrépole eclesidstica na época crista. Perto dela este imperador mandou construir seu grandioso paldcio, gue daria origema cidade de Split. Roma entrou em guerra contra a Dacia — onde teve derrotas e vitérias —jd na época de Domiciano, depois dos constantes atagues das populacoes locais as guammicoes de Mésia; mas foi Trajano guem, depois de duas

funerdrio e honorifico, destaca-se particularmente o Tropaeum Iraiani, erguido em Dobrug Meridional (Romênia), perto da atual cidade de Adamklissi, para lembrar as conguistas dacias de Trajano. A bela decoracao figurativa da imponente construcao é um dos mais grandiosos conjuntos preservados da arte provincial romana. A Trêcia, gue tinha sido o reino da tribo nativa dos odrisios e cujo dominio foi mais tarde disputado por Macedênia e Siria, foi a uitima regido situada ao sul do Danubio a ser constituida como provincia romana, guando Claudio tomou posse dela no ano 46 d.C. Para

ao desenvolvimento do sistema vidrio,

gue ligava o Egeu ao Mar Negro. A romanizacao foi mais intensa na regiëo costeira, enguanto no interior daguelas terras os romanos combateram sem parar os belicosos nativos. Foi assim

campanhas sucessivas (101-107),

226

dentro do contexto oficial romano. Entre os monumentos, especialmente de tom

Hadrianopolis (Edirne) e Trainnopolis; ao mesmo tempo, foi dada grande atencê&o

Scodria (Skutari) e Salomae (Solin), berco

intensamente romanizadas de todo o Império. Entre os maiores recursos da Dacia estavam os minerais, sobretudo ferro, ouro e prata; depois da conguista, Trajano levou a Roma cerca de 165.500 guilos de ouro e 331 mil guilos de prata.

a provincia manteve um ar rustico,

muitas cidades, entre elas Flaviopolis,

mais importantes foram Doclea (Duklja),

transformar a regiao em uma das mais

municipios e as colomias, e No Conjunto

pacificar a regiao foram fundadas

videiras e oliveiras. Entre as cidades, as

conseguiu vencer a resistência de Decébalo, rei dos dêcios, e conguistar definitivamente a regiao. As diferentes fases das guerras estao descritas de modo admir4vel nos relevos da coluna trajana, na gual os dacios fregientemente sêo representados com seu caracteristico gorro chamado pileus. Tao logo ocorreu a ocupacao romana, chegaram as terras do outro lado do Dantuibio muitos colonos gue, somando seu esforco & tarefa das legiëes ali estacionadas, contribuiram para

(Belgrado), Noviodunum (Isacea), Viminacium (Kostolac), Rafiaria (Acar)e Oescus (Ghighen). Nao foram muitos os

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nao submissos a Roma gue, com seus constantes sagues e atagues, se

infiltravam nos territérios j conguistados. A atividade militar na regi&o foi grande, sobretudo na época dos Flêavios, e a seguranca das fronteiras sempre foi a maior preocupacio dos legados imperiais. A provincia de Mésia era uma das mais heterogêneas, em func&o da grande diversidade de seu territorio e dos povos nele instalados: desde as tribos celtas-iliricas do oeste até os tracios do leste e os gregos das cidades costeiras do Mar Negro. Era

igualmente enorme a variedade cultural, a gual foi acrescentada a romanizacêo imposta pelas legiëes

instaladas ao longo do Dantibio, nos

campos erguidos em Singidunum

226. O baixo-relevo continuo gue cobre a Coluna Trajana, em mais de 200 metros, permite reconstruir as diferentes fases das duas campanhas ddcias comandadas pelo imperador. Os relevos mostram umua impressionante rigueza de detalhes, fundamental para conhecer a organizacdo militar romnna; neles estio representados legiondrios dedicados i construcio de acampamentos

fortificados, engenheiros gue estendem uma gigantesca ponte sobre 0 Danibio, soldados

formando um testudo ou cercando uma cidade inimiga com suas mdguinas de guerra, portaestandartes com as insignias das coortes, trombeteirose cornmetistas, hospitais de campanha. Além disso, sao reproduzidos fielmente os diferentes uniformes, as armas e os modelos de couracas usados na épocn.

gue a ordem tribal dos tracios se manteve viva mesmo depois da conguista, ea maior parcela desse povo conservou seus préprios costumes e sua religiëo. Eram caracteristicos dessa regiao os emporia, centros em due periodicamente eram montados mercados sobre as grandes estradas gue

ligavam Europa e Asia.

727. O Grandt0s0 Tropaeum Traiam

; construido no ano

109 d.C. em Mésia 0 inferior — territo ri

da afual Adamklissi

romena — para. celebrar as vitorias do

imperador sobre os

dicios. O monumento

era um macico bloco

cilindrico de pedras

figuras masculinas e femininas, simbolizando as regides € os povos subjugados por Trajano. A altura total

decoratva, basicamente com temas

pedra em forma de

de Constantino. Na

erguia um alto

mais interessantes

arrematado com um

revestido de telhas de

escamas; no centro se

pedestal hexagonal no

gual assentava um

grande troféu de

armas, tendo na base

pegueno peso politico e econêmico até o século TT, época em gue se tornou regiëo de conflito com os poVOS bêrbaros invasores. Mais tarde serla motivo de disputa entre o Império do

cerca de 32 metros. O estilo das métopas gue formavam a faixa

parapeito com ameias. O teto de pedra era

com um friso e

(Sofia), Beroe (Stara Zagora) e Philippopolis (Plovdiv). A regiao teve

da construcao era de

militares, era claramente de gosto popular e local a ponto de ter se acreditado gue poderiam pertencer a uma restauracio do

revestido de blocos de calcério, ormamentado

Foram importantes, inclusive Como centros vidrios, as cidades de Serdica

Oriente e o do Ocidente, até ser

finalmente concedida ao primeiro, do gual foi um fundamental posto de vanguarda defensiva. A esse turbulento guadro politico correspondeu o auge de Byzantium, gue j& era uma prospera cidade, fundada pelos megarenses, e gue foi favorecida pela reconstrucao ordenada a partir de 323 por Constantino, gue deu a ela caracteristicas grandiosas. No ano 330 seu nome foi modificado para Constantinopla, e ela se tornou a nova

Troféu feita na época realidade, é um dos

exermplos da arte romano-birbara provincial gue conhecemos.

capital do Império romano e, depois, do

bizantino.

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A antiga Spalatum se desenvolveu no século VII no interior e nas cercanias do palêcio mandado construir por Diocleciano para ser ocupado apês sua abdicacao, em 305 d.C., e até sua morte, gue ocorreu em 316 d.C. Por essas circunstências, muitas estruturas do

complexo foram conservadas e chegaram até a atualidade como testemunho grandioso e incomum de uma residência imperial do Baixo Império. No conjunto, seu tracado reproduzia o dos campos militares, embora a grande galeria gue se abria para o mar fosse inspirada nas rusticas vilas fortificadas de sua época. A planta é trapezoidal, os muros maciGos sao de pedras bem cortadas (opus guadratum) e em cada canto havia sêlidas torres guadradas, das guais apenas a do 228 esguerda, acima. O paldciode Diocleciano em Split é altamente interessante, dado 0 desaparecimento guase completo das residências imperiais do periodo tardio da Antiguidade.

228

Mausolêu Peristilo

Templo de Jupiter Porla Argentea Porta Ferrea Dependências servlco Porta Aurea

piramidal e a construcdo é elevada para

abrigar a cAmara sepulcral. O templo tetréstilo da drea oeste, depois utilizado como batistério, est situado acima de uma base bastante alta; a cela, uma das

mais bem conservadas do mundo antigo, é abobadada e o interior é ricamente decorado.

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230-131. A recriacao em desenho di uma idéia das enormes dimens6es do paldcio

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229. Ao redor do peristilo ha varios blocos de pedra talhada gue faziam parte das mardguises do caminho delimitado por uma colunata.

Vestibulo

A forma externa do mausolêu é um octégono cercado por um peribolo de colunas com marguises; por dentro citcular, com uma série de nichos separados por colunas. O teto é

sudoeste desapareceu inteiramente. Das guatro portas gue se abriam para o centro em cada lado, a Aurea e a Argentea sao as mais bem conservadas, enguanto a gue dava para o mar era apenas pouco mais gue um vêo. Na area sul, hojea mais completa, esté um conjunto muito interessante, composto de duas zonas separadas pelo chamado Peristilo: o mausoléu imperial a leste, transformado em catedral na Idade Média, e um templo tetrastilo a oeste. O Peristilo — amplo espaco retangular descoberto e limitado nos lados maiores por arcadas — é arrematado com um pronau de guatro colunas, gue apresenta um interessante tHimpano curvo de inspiracao siria. Provavelmente era o local destinado as audiëncias ao ar livre.

228 esguerda, abaix0. O Peristilo, gue foi transformado na praca mais caracteristica da cidade, é fechado ao sul por um pronau de guatro colunas, rematado com um frontio triangular com arco sobre 0 intercoliinio central.

228 direita. A foto mostra a parte interna da Porta Argentea, com 0 gue resta do amplo cavaedium, OU patio interno.

Sala de audiëncias

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SPLIT, A CIDADE-PALACIO DE DIOCLECIANO

Aposentos

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Diocleciano, gueé ocupava uma superficie de cerca de 32 guilêmetros guadrados. O espaco interno,

delimitado por muros de trés metros de espessura, era dividido por dois caminhos

perpendiculares. Os dois guartos do primeiro andar deviam

ser destinados a dependências de servico e guartéis; depois vinha o mausoléu, a esguerda,

eo pegueno templo dedicado a Jupiter, a direita. No mei0 sê

abria o peristilo, e, continuando, um vestibulo e uma sala

retangular gue levaon aos aposentos imperiais. O trechoda muralha gue dava para o mar talvez fosse decorado com uit jardim suspenso:

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GRÉCIA, LEMBRANCA DE ANTIGOS ESPLENDORES

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1 Acaia

2 Macedênia 3 Epiro A Atenas

A presenca romana na peninsula helênica comecou no século II a.C., guando aconteciam as lutas entre os reis macednios e as cidades gregas encabecadas por Atenas. Chamada em defesa das segundas, Roma inicialmente nêo se aproveitou da hegemonia conguistada com a vitéria de Cinoscéfalos sobre Felipe V, e pelo menos aparentemente devolveu a liberdade 4 Grécia. Nio obstante, guando as legiëes romanas derrotaram definitivamente o

exército macedênico em Pidna (168

a.C.), o desejo expansionista dos vencedores ficou claro, e n&o demorou em se manifestar a aversao dos gregos. No ano de 146 a.C,, depois de uma das muitas rebeliëes, gue teve como resultado Mragico a destruic&o de Corinto,a

232. A estitua de

Antinoo esculpida em

Dele bra de om hAUil escultor local, é

uma das muitas representacoes gue temos do favorito de Adriano. A peca denota um claro retorno aos temas da estat uir ia grega classica no tratamento

do corpo, mas a beleza ambigua ea marcante

sensualidade do rosto EE Hpicos do

Grécia foireduzida & categoria de

provincia, dividida em Macedênia e ei. Arhain (Aca; Epiro. Oo a ( caia), gue abrangi Afenas,movida pelo desejode liberdade, aliou-se, em 88 a.C.,a Mitridates IV, rei do Ponto, na

campanha gue terminaria dois anos mais tarde com o dramatico cercoe

posterior sague pelas tropas de Sila. A

partir desse momento a Grécia passou a . ek Er

SET UmMA das mais trangiilas provincias do Impêrio,sustentada pela certeza de

seu passado glorioso ede seu papel fundamental no Mediterrêneo. A

Macedênia experimentou um

extraordind4rio desenvolvimento

econêmico, gracas a reabertura das minas de ouro e de prata e & valorizac&o

das de cobre e ferro. As cidades

macedênias mantiveram a organizac&o

tradicional e se beneficiaram de

diversas isencêes: algumas, como

Dyrrachium, Pella e Philippi (Felipos), Hveram uma grande proporcéo de

veteranos romanos entre seus

232.

habitantes. O monumento mais famoso da regiëo é o arco de Galério em Tessalênica, notavel tanto por sua

arguitetura incomum guanto pela rica decoracêo escultbrica.

Acaia — gue na prêtica abrangia todo o Peloponeso e as ilhas até Creta, além

das Cjclades, de Atica, Beëcia e Eubéia —

voltou a florescer enguanto esteve no centro de um importante sistema de

rotas maritimas gue partiam de Pireu,

passavam pelos portos das Ciclades e os ancoradouros do istmo de Corinto. Na época de César e na de Augusto ressurgiram muitos centros agueus, mas a regiëo ganhou importência sobretudo

nos tempos de Nero e Adriano. Epiro,

gue surgiu como provincia auténoma no século II d.C., participou muito pouco da vida do Império, a nao ser algumas cidades costeiras como Accio,e alguns centros do interior, um dos guais era Dodona, famosa por seu santu&rioa Zeus. Em funcao da falta de estradas

importantes, Epiro teve algum interesse

apenas pelo valor estratégico de suas bases navais. Durante o dominio

romano, em toda a Grécia muitos

centros habitados conservaram as

magistraturas tradicionais, e muitos continuaram a ser cidades livres, como

Atenas, Sicion, Delfos e Téspias.

Também continuaram funcionando,e

com seu valor como centros de coes&o social, os santuêrios e os lugares destinados ao esporte. Nisso tiveram primazia o estidio e os santu4rios do

Istmo e, posteriormente, Accioe

Nicopolis, onde Augusto instituiu jogos festivos; na época de Adriano, Atenas foi sede da anfictionia — ou seja,a confederag&o — pan-helênica. Em resumo, embora subjugada, a Grécia conseguiu conguistar Roma com a grandeza de sua cultura e introduzir na metropole, com sucesso, os temas fundamentais de sua prépria arte.

232-233. A construcdo do Olympieion de Atenas, iniciada no século IV a.C.e diversas vezes interrompida, foi concluida na época de

Adriano, por volta de 130 d.C.; este templo,

inteiramente feito com

o valorizado mdrmore pentélico, era o maior

da Antiguidade entre os de estilo corintio.

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233 abaixo. A Torre dos Ventos, de Atenas, foi construida em meados do século 1 a.C., para nela montar a clepsidra gue projetara Andronicus

ela era arrematada por um tritao de bronze gue girava conforme a direcio do vento, dai 0 seu nome.

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Depois do sague comandado por Sila em 56 a.C. e de um periodo de eguilibrios politicos precarios frente a Roma, Atenas desfrutou, na época de Augusto, do esplendor imperial. Foram particularmente prédigos para com a cidade aguéia, gue tinha se transformado em simbolo da civilizac&o clêssica, os outros dois imperadores filohelênicos, Nero e Adriano. No ano de 267 foram os hérulos gue a destruiram: a Acr6pole sê foi salva gracas a seus

muito dela. A chamada cidade de Adriano, a gual se chega através do arco homnimo, ainda conta com um ginasio

e alguns prédios publicos, entre os guais hê duas termas. Da época dos Antoninos data a atuacao de Herodes Atico, originario de Maratona, gue

mandou restaurar e revestir de marmore o estidio; além disso,

financiou pessoalmente um novo odéon erguido aos pés da Acrépole.

muros resistentes. Depois da devastacao, da gual nunca iria se

recuperar plenamente, Atenas no voltou a ter forca alguma antes da época de Teodésio. Justiniano eliminou definitivamente a universidade, ainda

florescente em 529. A presenca romana em Afenas, com excecao de alguns

monumentos, coexiste com as obras do periodo classico e pode ser identificada sob a forma de restauracêes ou reformas mais ou menos claras em guase todos os

prédios publicos da cidade. Os

principais monumentos construidos na época de Augusto foram o Odéon de Agripa na regiao central da agora, o Templo de Augusto e Roma sobre a Acr6pole, em frente ao Partenon, uma

stoa no bairro de Cer&Amico, e a chamada

Agora romana. É pouco o gue se sabe da

atividade construtiva na época das dinastias juliana, claudiana e flaviana. Da época de Trajano datam a biblioteca de T. Flêavio Pantainos e o monumento funerdrio de Cneu Antioco Filopapo,

cidadao Atico e cénsul romano. A

grandeza de Adriano, gue recebeu o titulo de segundo fundador da cidade, se devem uma sloa e a esplêndida biblioteca construida ao norte da 4gora romana, a conclusêo do Olympieion

234 acima. A fachada da Biblioteca de

Adriano é composta de guatorze colunas corintias de mirmore

frigio, arrematadas por marguises de

linhas muito eguilibradas do gual

nao restam mais gue

fragmentos. Adriano, homem de declarado

flo-helenismo, guis

— como j4 foi dito, o maior templo

embelezar Com

ea reconstrucAo do Teatro de Dionisio.

maenificos a cidade de Atenas, e para isso

corintio da Antiguidade —, um ginasio

A biblioteca deve ter sido particularmente luxuosa, embora nao tenha restado 234

mMonuuientos

Investiu muito dinheiro.

234 abaixo. O Arco dé Adriano, colocado Como limite entre a antiga Alenas e 0s

novos bairros

romanos, Ja nao tem

hoje as colunas gue

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no dtico; seu projeto guebrava a tradicao desse Hpo de monumente,

revelando um grande

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A presenca romana na Asia Menor

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heranca de Atalo, rei de Pégamo,e

continuou com a anexac&o dos reinos

vizinhos. As principais cidades das provincias asiëticas eram as antigas colbnias gregas de Jênia, estabelecidas ao longo das costas junto a foz dos grandes rios, nas guais houve um novo

impulso urbanistico. A rigueza da regiao desde o inicio afraiu um grande numero de italicos, sobretudo mercadores e arrecadadores de

Impostos, cuja avareza provocou

profundo descontentamento, coroado com uma terrivel rebeliëo em 88 a.C.,

durante a gual morreram pelo menos 80 mil pessoas. As desordens continuaram na época das guerras civis, e apenas o surgimento de Augusto levou a uma

melhoria da situacao na Asia, pois ent&o

Side

comecou uma fase de paz e prosperidade gue se prolongaria até meados do século JI. Prova disso sê0 os muitos e grandiosos prédios erguidos em todas as cidades da provincia. A Asia Menor est4 coalhada de ruinas da época romana, e nao apenas grandes

centros como Éfeso, Pérgamo, Miletoe Halicarnasso, mas também as cidades

menores gue jA eram prosperas e

continuam sendo. Sardes, Mulasa,

Labraunda, Magnésia de Meandro, Laodicéia e Apaméia estao entre os maiores exemplos. Os santuarios e as federac6es sacras permaneceram, porgue os romanos os respeitaram, limitando-se a introduzir o culto de Roma e Augusto. As principais fontes de rigueza eram a agricultura eo com ércio, gue, gracas & antiga estrada real dos Aguemênidas e a muitas estradas construidas pelos romanos, levavam aos portos mediterrêneos os valorizados gêneros orientais. Eram muito procurados o mrmore vermelho e as pedras frigias de Synmada e de Ouio. Para transportar o marmore eram

tecidos tingidos com purpura, um corante obtido a partir de um molusco; em Hierdpolis, a atual Pamukkale, a la era lavada nas fontes guentes naturais para fixar a tintura. A regido também contava com ricas jazidas, sobretudo de prata e ouro. Foi a abundancia do segundo gue levou & lenda do rei Creso e do palécio em cujas cercanias ainda hoje corre o rio aurifero Pactolo; o ouro

asidtico é mencionado muitas vezes nos textos antigos, da Iliada em diante.

utilizadas embarcac6es especiais, as

naves lapidariae, gue as descarregavam no porto de Ostia, de onde as pedras seguiam Tibre acima até um depêsito aos pés do Aventino, gue até hoje se chama Marmorata. Em geral eram transportados em blocos j4 marcados, prontos para serem trabalhados ao chegarem ao destino. A Asia Menor também era famosa pela criacao de ovelhas e a producao de lae pergaminho — o mais apreciado era o de Pérgamo, de onde veio o nome —, gue, juntamente com o papiro, foi o suporte de escrita mais difundido na Antiguidade; ao mesmo tempo, guase todas as outras cidades eram bem

conhecidas pelo comércio de tecidos e roupas de lê, com sua gualidade garantida pelas corporacées de tecelêes

e tintureiros. Eram muito procurados os

236 acima, esguerda. Durante o periodo

imperial, foram erguidos em Afrodisias grandes monumentos piiblicos, entre os guais se destaca 0 enorme hip6dromo de 262 metros de comprimento.

237. O tetrapylon de Afrodisias servia de entrada monumental para a regiao sagrada, na gual se ergula 0 templo de Afrodite — Vênus entre os romanos —, protetora

da cidade.

236 esguerda, abaixo. O aspecto atual do Teatro de Mileto se deve

238-239. O grande Teatro de Aspendos, construido

século II d.C.

Menor. A cidade ji era colênia romnna em 132 a.C. € na época

a uma reconstrucfio do

236 direita. Detalhe do templo de Adriano

em Éfeso.

no século 1 d.C. é0 mas

bem conservado da Asia imperial foi muito préspera e poderosa:

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prolongada presenca romana. A avenida principal da cidade era a Via Arcadiana, flangueada, desde o teatro

até o porto, por uma colunata com POrticos.

O teatro, embora de origem helênica,

passou por uma grande reforma na época do Império; a mesma sorte teve 0 estadio, modificado no periodo de Nero para gue nele pudessem acontecer combates de gladiadores e caca as feras. Ao mesmo tempo, houve novas

Efeso foi o centro do culto de Artemis e Patria de grandes filêsofos, além de um

dos centros mais populosos e ricos do

mundo antigo. Ficava situada juntoa

|| foz do pegueno Meandro e & cabeceira

da grande “estrada real” gue vinha do

interior, e teve uma histéria longa e

|| agitada: como parte do reino de

|| Pê&gamo, foi incluida pelo rei Atalo IM

|| em sua heranca aos romanos, guea | tansformaram na capital da provincia da Asia. Ela manteria sua importência

|| até mesmo depois do sague dos godos | (263), do gual nao demorou a se

| Tecuperar, mas os drabes a destruiram | en

meados do século VII. Embora nao

|| tenha restado nada do grande templo

|| dedicado a Artemis, deusa da

| | fertilidade da terra, restaurado pela

| dltima vez na era helenista, continua | Sendo grande o patrimonio

| arguitetênico de Éfeso, e comprovaa |

construc6es: um grande niimero de pêrticos ornamentais nas ruas mais importantes da cidade, fontes e ninfeus gue abasteciam com a 4gua levadaa cidade por C. Sextilio Pélio durante o reinado de Augusto. Entre os principais monumentos da época romana estao o odéon, pegueno teatro coberto construido pelo rico cidadao P. Védio Antonino na época de Antonino Pio;o Serapiao, grandioso templo octastilo gue data do século II d.C., o Templo de Domiciano e de Adriano, um pegueno prédio decorado com muita elegência e

240. A Biblioteca de Celso — agui se vé sun parte superior em segundo plano — foi erguida junto a agora, um amplo espaco guadrado cercado de porticos e destinado a0S negbrios. 241 esguerda. A Porta de Hêrcules, da gual é reproduzido 0 relevo gue dd nome a ela, se erguia no inicio da Via dos Curetes, uma das principais ruas da cidade.

241 direita, centro.

A dgora comercial foi

reconstruida em estilo

Corintio no século II.

Em seus guatro lados

havia um grande

niimero de lojas.

241 direifa, abaixo.

O teatro foi

construido no século IT a.C., sobre a

encosta do monte Pion, e aumentado diversas vezes na época romana, até ter

capacidade para 24 mil espectadores.

beleza, e a Biblioteca de Celso, majestosa e luxuosa, gue foi doada & cidade pelo

mecenas Tito Julio Aguila Polemeano para homenagear a memêria de seu pai, senador na época de Trajano. O frontispicio, precedido de uma escadarla, apresenta uma singular alternancia de portas, janelas e nichos com estatuas alegéricas, em uma

decora€ao arguitetonica complexa e dinamica tipica da época de Adriano.

Dentro havia uma cimara sepulcral onde estava depositado o sarcofago de

Celso Polemeano, algo pouco comum em Roma, onde apenas os cidadaos

excepcionais tinham autorizacao para

serem enterrados em um prédio publico.

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dedicado a Adriano,

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arte romano-helenista,

apresenta um

interessante pronau com duas colunas

entre pilastras, com entablamento, ou

cornijamento mixtilineo. As guatro bases situadas diante das colunas

sustentavam as

estituas de

Diocleciano,

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Maximiano, Constincio Cloroe Galêrio.

242

242 direita. Hi guatro nichos na fachada da Biblioteca de Celso, destinadas a estatuas de mulheres, alegorias das principais virtudes atribuidas ao ilustre personagem. Na foto se vé a personificagio da sophia, ou seja, a

sabedoria. Todo o prédio foi restaurado entre 1970 e 1978.

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242 esguerda. O pegueno templo

243. A esplêndida Biblioteca de Celso fo construida em memoria do senador Jilio Celso Polemeanog, magistrado de Efeso, por vontade de seus herdeiros, gue também destinaram uma grande soma & aguisicio de livros; além disso, abrigava algo muito incomum nos monumentos piiblicos romanos, 0

sarc6fago do grande personagem.

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Esta antiga cidade da Asia Menor ficava na confluëncia dos rios Hermo e Pactolo,

e foi por muito tempo capital da Lidia. Chegou a um esplendor excepcional guando o rei Creso ergueu ali um palacio suntuoso. Depois foi incorporada ao reino de Pérgamo, com o gue passou a integrar a provincia

romana da Asia em 133 a.C. Sofreu graves terremotos na época de Tibérioe recuperou sua magnificência com Adriano, para acabar sendo destruida na época bizantina. Ficava a cerca de 100 guilémetros da costa pela “estrada real” persa, gue ligava o Egeu e as regides mesopotAmicas, e essa posicao permitiu gue se tornasse um notavel centro

econNOMICO e cultural; especialmente em funcao da abundência de ouro tirado do Pactolo, em Sardes foram cunhadas as

verdadeiras moedas metalicas, jê no século VII a.C. Na antiga 4rea urbana foram feitas escavacoes argueolêgicas e desenterradas as ruinas de um tempo [email protected] dedicado a Artemis, construido no século IV a.C.,e de muitos outros

prédios erguidos ou reformados durante Oo periodo romano, guando a cidade tinha em seu centro uma avenida com pêrticos gue ia de leste a oeste. Entre essas construcëes estavam o estêdio, o

teatro, uma basilica, alguns complexos termais e o gindsio, gue incluia uma sinagoga. O enorme patio de acesso ao gindsio, em grande parte reconstruido pelos argueëlogos e hoje conhecido como “Patio de marmore”, é um

exemplo espetacular do estilo gue costuma ser chamado de barroco romano, da época dos Severos. A sinagoga anexa, a maior encontrada no mundo antigo, era ornamentada com esplêndidos pisos de mosaico e com uma majestosa mesa de marmore em cujas pernas havia Aguias entalhadas. A sintese entre a arte local e a romana importada é evidente, em especial na estatuaria, nas pinturas murais

encontradas em muitas tumbas do cemitêrio e, finalmente, no mausoléu de

Clédudia Antonia Sabina, o gual contém

244 esguerda.

Também na Asma

Menor a fusio dos

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locais deu origem a

modelos novos, CORIO

se vé no “Patio de mirmore” de Sardes,

uma construcao

panorimica com dois pisos com portico gue

davam para 0 gindsi0.

244

244-245. A presenca de uma sinagoga junto ao complexo de termas e gindsio de Sardes Comprova gue a convivéncI entre as comunidades judaica e romana foi ali

inteiramente pacifica

e obedecia a politica de assimilacio cultural sustentada pelo Impêrio.

um magnifico sarcéfago com motivos arguiteténicos gue enguadram figuras isoladas. Um grande agueduto, doado a cidade pelo imperador Claudio, abastecia de &gua a populacêo; o liguido chegava as residências através de um complexo sistema de encanamentos de cerêmica. Hoje Sardes é um sitio argueolêgico muito visitado e um dos mais conhecidos da Turguia.

245 abaixo. O fato de

gue os suportes da pesada mesa de marmore da sinagoga sejam decorados com duas deuias — uma completa transgressio

da lei hebraica, gue proibia a representacdo de seres vivos em locais sagrados — pode ser

explicada pela distincia da Palestina e 0 conseguente

“enfraguecimento” dos principios religiosos. As suntuosas incrustacdes de mdrmore vistas no

prédio, por outro lado, sio provas da rigueza

da comunidade judaica local.

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AS PROVINCIAS ORIENTAIS, FUSAO DE DIFERENTES RACASE CULTURAS

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Armênia

Mesopotamia

3 Assiria 4 Siria e Palestina 5 Arabia A Baalbek

B Cesaréla C Gerasa D Palmira

A denominac&o Provincias Orientais € aplicada a um extenso territêrio gue, ao leste, constituia o final do Impéêrio ay ie

romano, e abrangia Armênia, Assiria,

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MesopotAmia, Siria, Palestina e Arabia. A histéria dessas regioes é muito complexa: Roma teve de enfrentar realidades locais as vezes muito diferentes entre si e, além disso, o

império dos partos, cujo poder, sempre ameacador, eguivalia ao romano. Por

246 acima e centro.

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Anjar, no afual Libano, foi erguida no Vale do Bekaa como centro de caravanas, sobre a estrada gue ligava Beirute a Damasco. A cidade romana, de tracado ortogonal, floresceu entre 0 inicio do século Te ofinal do século II, tendo mesmo desfrutado de certa prosperidade no periodo bizantino, do gual hê muitas ruinas.

247. A peguena cidade

Jordinia, foi uma das principais cidades do reino nabateu; Trajano voltou a fundda-la no

em outros tempos chamada de Heliépolis, foi famosa por seu santudrio, do gual fazia parte um esplêndido templo dedicado a Merctirio.

libanesa de Baalbek,

(Homs); gracas a ela, muitos elementos

da cultura e da religiao sirias foram

conhecidos e se difundiram pelo

Ocidente, chegando até Roma. Entre Outras coisas, grandes juristas como Papiniano e Uipiano, da escola de

direito de Beryfus (Beirute), ocuparam altos cargos administrativos. Por outro

comarcas, muito importantes do ponto de vista militar, também tveram um

Importante papel no campo econêmico. A agricultura tinha étimos resultados com a utilizac&o adeguada das instalacêes hidréulicas necessêrias, gue permitiram conguistar grandes dreas Cultivaveis do deserto; também

floresceu a indtistria de piirpura ea de vidro. Mas a maior fonte de rigueza foi 0 comêrcio. Dos paises orientais mais distantes, de Ardbia, fndia e China, chegavam as mais diversas mercadorias, transportadas do deserto para o mar, e vice-versa. Por isso se desenvolveram os portos na costa da Fenicia, assim como as cidades de

caravanas: Palmira, Damasco e Gerasa.

Grandes caravanas de camelos e mulas cruzavam grandes distências, tendo pagado um direito de passagem, as vezes escoltadas por grupos armados

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246 abaix0. Bosra, no

246

grandes cidades como lingua oficial no Ambito juridico e administrativo. Antiochia (hoje Antakya) foi uma das maiores cidades do Império no Oriente, juntamente com Seleucia, Laodicea, Apamea, Berytus e Ptolemais, mas nao foram fundadas muitas colênias. A pobreza das provincias vizinhas fez com gue fosse erguido um limes nos confins do deserto sirio, formado por a gual se somou um sistema viërio vicinal, gue ia de Damasco a Palmira e chegava aléêm do Eufrates. Essas

complicada em fungao da existência de grandes Areas desérticas, habitadas por povos nêmades, gue eram guase incontroldveis. A mais importante dessas provincias foi, sem duivida alguma,a de Syria et Palaestina. A primeira circunscricêo teve um periodo de grande prosperidade na época dos Severos, em parte gracas a intervencao de Julia Donna, segunda mulher de Sétimo Severo e descendente da dinastia dos reis-sacerdotes de Emesa

ano 106. Seu teatro é um dos mais bem conservados de todo 0 mundo romano.

falados, e o latim sê ganhou espaco nas

uma densa rede de pontos fortificados,

outro lado, a situacao era ainda mais

atual territ6rio da

lado, a ocupacéo romana influiu pouco na vida cultural local. O grego e o sirio continuaram a ser os idiomas mais

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para evitar os temiveis atagues de bandidos. Como era de esperar, os IMPOStos pagos pelas caravanas aumentavam o preco das mercadorias, de modo gue na maioria dos casos eram transportados objetos peguenos e de grande valor. Aos tributos cobrados pelo Estado se somavam tarifas pagas nas diferentes cidades pelas guais as caravanas passavam, gue para poder cobré-las ofereciam uma série de instalacbes de abrigo e servicos para os mercadores, os animais ea carga. A 'tarifa de Palmira”, uma estela bilingiie em palmirense e grego, datada de 137 d.C.,nos dé uma idéia dos gêneros

normalmente transportados pelas Caravanas: escravos, ptirpura, 6leos aromaticos e especiarias, prostitutas, tecidos, sal e obras de arte. A

Organizacao romana nessas provincias foi muito eficiente, especialmente no gue diz respeito as comunicacOes: os romanos aperfeicoaram e deram grande valor & rede viëria existente, gue jd era extensa, criada pelos aguemênidas e

utilizada por Alexandre, o Grande. Essas estradas saiam dos pontos de encontro das grandes vias fluviais e terrestres, ao longo do Eufrates e do Tigre, e as rotas de caravanas, gue da Média e da Pérsia levavam aos portos sirios e as terras da Anat6lia. As cidades mais a leste — como Nisibis (Nusaybin) e Singara, na MesopotêAmia — eram protegidas por contingentes militares fixos. 248 acima. Beith Shean, fundada no guinto milênio a.C., é um dos pontos habitados mais antigos

de Israel. A cidade foi conguistada em 63 a.C. por Pompeu, gué respeitou 0 nome helenista do lugar, Scythopolis; sua

expansao foi notdvel na época imperial, € nela foram erguidos

prédios imponentes.

248 centro. Estas duas moedas — de bronze a gue tem a efigie de Vespasiano, de ouro a

gue mostra a Judéa como uma mulher vencida — festejam a pacificacao da Judéia por obra de Tito em 70 d.C. Os romanos reagiram a revolla judaica com a destruicio do Templo de Jerusalêm.

Em resumo, as provincias orientais

foram uma fusao de racas e culturas diversas, onde o elemento grego, o semita e o romano entraram em contato intimo e se influenciaram mutuamente.

Como exemplos dessa mistura de elementos heterogêneos, foram preservados notveis vestigios argueolégicos de muitas cidades — Cesaréia, Palmira, Gerasa, Philadelphia

(Ama), Heliopolis (Baalbek), Damasco,

Antioguia, Apamea e Dura Europos.

248-249. Beith Shean nasceu sobre a colina gue se vé & direita, no alto, e até a época romann nio tinha se estendido para n planicie inferior. LIma avenida com pêrticos, ao longo da gual funcionavam as muitas

lojas, saia do teatro e ia cruzar com oulra;

nessa encruzilhada foram erguidos um templo e um ninfeu. 248

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249 abaix0. A rocha de Massada se ergue,

solitdria, sobre as

margens do Mar

Morto, em Israel. Herodes, o Grande, mandou construir uma

fortaleza em seu cume; tambëm mandou construir ali duas residêncins suntuosas, destinadas a corte e a0s

hospedes importantes, como os legados de

Augusto. Durantea primeira rebelido

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romanos, 960 zelotes ocuparam a fortaleza e nela suportaram 0 cerco da X Legido comandada pelo general Fldvio Silva. O forte foi

tomado em 73 d.C.,

com a construcio de

uma gigantesca rampa de madeira e pedra — visivel a direita na foto — gue permitiu aos soldados abrir uma brecha na muralha. Todos os sitiados se suicidaram para nio serem feitos prisioneiros. 249

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250 direita. Este rosto

251. Esplêndido

antigiiissima cidade da Sirin central em

expressiio dramdtica integra uma decoracio

represenlava 0

Hama é uma

gue foram feitas muitas expedicoes argueologicas, gue

desenterraram, entre

outras coisas, belos

mosatcos da época

romanna tardia, datados entre os

séculos Ile IV d.C.

O antigo nome deste

centro de caravanas

era Epiphaneia.

250

masculino de

musiva datada de

menados do século II d.C. encontrada em Suweida. Como todos OS mosnicos sirios da

época tardia, sua execucido mostra

grande habilidade e uma notdvel utilizacio da cor, percebida na grande gama de matzes.

detalhe de um grande mosaico gue casamento de Peleu e Teétis, encontrado em uma vila de Plulippopolis, na provincia da Ardbia. Por volta de 244 d.C.

o imperador Felipe, o Arabe, origindrio de Bosra, fundou esta cidade Siria, gue hoje se chama Shabba. Com forte influêncin

helenista e o desejo de emular os resulfados obtidos na pintura, os artistas sirios levaram a técnica do mosaico a um alto nivel de refinamento, utilizando pastilhas mintisculas e uma grande paleta de cores. Os temuas continuaram a ser tomados emprestados da mitologia grecoromana, mesmo em uima época tardia como 0 sêculo IV.

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Baalbek, em territério hoje libanês, sêo

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exatamente Cidade de Baal; mas o culto original foi o de Hadad, gue na época

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obscuras. Sem duvida, seu nome atual vem do deus Baal e significa

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A fundacao e a histéria mais antiga de

Templo de Jupiter Heliopolitano Altar

Patio

Vestibulo Propileu Templo de Baco

helênica foi identificado com o Sol e

também com Zeus, o gue valeu a ela o nome de Heliopolis. A cidade se tornou colênia romana e sede de uma

guarnicêo fixa na época julio-claudina, e recebeu o nome de Iulia Augusta Felix Heliopolitana. Embora nêo tenha tido

papel comercial ativo em func&o da distência das principais vias de transporte da regiao, os romanos acentuaram sua importência religiosa. A fama do santu4rio de Jupiter

da triade heliopolitana, cujas ruinas sao os restos de um dos mais notdveis conjuntos da Antiguidade classica. O templo principal, consagrado a JupiterHadad, ficava na extremidade de um

Heliopolitano é comprovada pelo fato de gue em 115, antes da expedicao

enorme conjunto de prédios, e se erguia sobre uma base de 14 metros de altura.

coNSultou o ordculo. Heliopolis viveu bematéa primeira metade do século II.

estê o chamado Templo de Baco, gue na

contra os partos, o prêprio Trajano

A invasao dos érabes acelerou a decadência dessa urbe, e os muitos terremotos ocorridos nos séculos

Seguintes a reduziram a escombros. A regiëo oeste da cidade era ocupada em grande parte pelo imponente santuAario

Nao distante, e mais bem conservado, realidade era dedicado a Mercirio:é

um prédio periptero corintio, dividido internamente por semicolunas corintias. Finalmente, sobre o decimano maior da cidade se erguem os vestigios do pedgueno templo circular de Vênus, de delicada elegëncia.

252. O gue foi chamado de Templo de

253 direika.

periptero corintio, foi

restaram de péê seis colunas monoliticas gue têm 19 metros de altura.

Baco, um prédio

construido entre 150 €

200 d.C.

253 esguerda. O santudrio de Baalbek representa a muais espetacular renlizacio da arte romano-sirin. Para a construcio do Templo de Jupiter os engenheiros romanos descobriram 0 modo de cortar e transportar blocos de pedra de cerca de 800 toneladas

cada, e em alguns

Do Templo de Jupiter,

datado de 60 d.C.,

254-255, Eska

recriacao do Templo

de Baco, um dos muais belamente decorados

do mundo romano,

destaca seus tracos arguitetnicos: as

semicolunas corintias,

0 baldaguino gue cobre a estitua votiva eo teto de artesios.

casos, de até 1.500 toneladas.

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CESAREIA, PORTO DA PALESTINA

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amizade com Roma, batizou a cidade de Cesaréia, em homenagem a Augusto;

elatambém foi conhecida como Caesarea

Stratonis, e nao demorou a se tornar o

principal porto da regiëo e um dos mais ativos do Mediterrêineo. Depois de 44, foi escolhida como capital da provincia da Iudaea, gue mais tarde foi chamada de Palaestina. Foi a ultima praca forte

bizantina a resistir aos invasores

A Teatro

B Palêcio de Herodes C Templo de Augusto

D Porto

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ao norte de Haifa, remontam & época

* Ga.C. foi reconstruida por Herodes, o

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porto no gue hoje é a costa israelense,

Torre de Strato, e entre os anos 25e 9

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ʼN As origens de Cesaréia, um préspero

muculmanos, frente aos guais caiu em 640 d. C.. Nas tltimas décadas a cidade tem sido objeto de grandes expedicêes argueolêgicas, nas guais foi descoberto o tracado ortogonal habitual, fechado

em uma muralha de cerca de 2,5

Anfiteatro

guilêmetros. Entre os prédios monumentais mais interessantes foram descobertos o anfiteatro, o hipédromo, as termas e o teatro. A cAvea deste Gltimo foi parcialmente reconstruida, e hoje a estrutura é utilizada para concertos. No promontêrio gue se

256 acimn. Este

fragmento de estifua de pêrfiro vermelho, datada do século II d.C., foi

encontrado em 1951;

isso deu novo estimulo a

exploracao argueoldgica de Cesaréi.

256 centro. O sistema de abastecimento de igua de Cesaréia contava com dois aguedutos e era um dos mais complexos da Palestina. O canal principal, de oito guilêmetros de comprimento, cobria boa parte dessa distincin acima da superficie sobre uma série de arcadas, € levava a cidade a dgua

projeta sobre o mar perto do teatro foram desenterrados os restos do luxuoso paldcio de Herodes. Na regiëo do Fêrum erguia-se um grande templo dedicado a Roma e Augusto, cuja forma gigantesca podia ser vista de mar aberto. Cesaréia ficou famosa por causa do amplo porto artificial mandado construir por Herodes; ele era dividido

das fontes do Carmelo.

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de Cesaréia foram as tpicas de muitas outras cidades espalhadas pelo

Império. Cada elemento construtivo — como, por exemplo, este capitel composto — era mais uma

afirmacao da supremacia de Roma. Nio por acaso na cidade predominava a massa austera do templo de Roma e Augusto. 206

257. E possivel ver, submersos nas dguas limpidas da bain, os contornos do porto artificial mandado construir por Herodes. Abaixo, ao nivel da igua, ainda surgem os restos da edificacio, também de cimento, feita pelos cruzados com os materinis recuperados no local; 0 promont6rio due se vé em segundo plano, perto do teatro, anteriormente era

ocupado pelo paldcio de Herodes.

em dois atracadouros internos protegidos por molhes de pedra, um dos guais tinha em sua extremidade a alta torre do farol. Dois grandes aguedutos abasteciam a cidade de dgua, Captada em fontes localizadas aos pés da cadeia de Carmelo. Uma inscric&o encontrada em uma das pilastras do mais importante dos dois diz guea estrutura foi restaurada pela X Legio PFretensis na época de Adriano. Entre as vêrias descobertas feitas nas expedicées argueolêgicas, tem especial importência histérica um fragmento de pedra no

gual aparece onome de Pêncio Pilatos. Sao interessantes também as rufnas de. Uma sinagoga com piso de mosaico.

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A Hipodromo B Teatro meridional

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G Teatro setentrional H Propileu I Termas ocidentais

Termas orientais

em um grande vale as margens do rio

Crysorroas, na Jordania. Embora

fundada por povos semitas, antes de se

tornar romana foi, sobretudo, uma

cidade helênica. A partir da segunda metade do século I d.C. passou por uma fase de desenvolvimento gracas ao comércio das caravanas e chegou ao auge na época dos Antoninos. Depois de um periodo de declinio, entre os século IT e IV, Gerasa viveu uma boa

fase durante o governo de Justiniano. Na época das cruzadas, foi destruida até as fundacêes e abandonada: nao voltaria a ser povoada até 1878, e se deve principalmente a esses muitos

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séculos de esguecimento o étimo estado de conservacao de seus monumentos. O tracado da cidade é marcado por uma grande avenida orientada de norte a

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Esta cidade, hoje chamada Jerash, fica

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sul, o cardo, cortada em éngulo reto por

outras duas ruas, os decimanos, gue na

regiao central habitada passam por cima do rio sobre pontes gémeas. Junto a porta sul, no lado externo, h4 um arco do triunfo de três vAos gue remonta a 130 d.C; préximo fica o hipédromo, com 15 mil lugares, gue pode ser datado

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de meados do sêculo II d.C. Entrando na cidade, pode-se ver o templo de

Zeus, com oito colunas no frontispicio,

construido em 163 d.C., e o teatro meridional, gue podia receber 3 mil

espectadores. Em frente ao templo de

Zeus ficava o Férum da cidade, muito

singular, gue é uma excec&o tinica em Seu género. Em lugar de um tracado

retangular, sua planta é eliptica, com o

maior eixo tendo 91 metros, cercada por um pêrtico de colunas jênicas gue dava

espaco a uma longa fila de lojas. Ouanto a isso, foi levantada a hipétese de gue o Férum de Gerasa tivesse um papel fundamentalmente econêmico, e nao politico e religioso, hiptese gue também é baseada no fato de gue nêo

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esté no centro da cidade. O templo de Artemis, dedicado a deusa protetora de Gerasa, era periptero e hexastilo e se erguia em meio a um enorme espaco

sagrado de 34 mil metros guadrados ao

gual se chegava pelo cardo principal, POr uma escadaria grandiosa. Nas Proximidades havia um grande ninfeu, Cuja êxedra tinha um lago ornamental.

Entre os demais monumentos da época TOmana, houve um segundo teatro na

regi&Ao norte da cidade, duas instalagoes

termais situadas uma de cada lado do

rio, um arco guadrifronte imponente, gue ocupava o centro de uma praa circular contigua ao cardo, e um tetrapylon semelhante, mas menos majestoso, tambêm nessa avenida; o

cardo se estendia para além da porta norte, frangueado em um longo trecho

por uma sêrie de tumbas monumentais, até chegar a um pegueno teatro celebratêrio, do periodo Antonino, na

vizinhanca do gual houve uma grande piscina, talvez destinada a espetdculos adguaticos.

258. Gerasn, antigo

centro de origem semita, é um exemplo Hpico da romanizacdo ocorrida nas cidades em parte convertidas ao Impêrio. O tracado urbano ortoeonal se superp0s ao primitivo, muito mais irregular, com uma disposicao monumental muito evidente ao longo das avenidas principais, todas elas com porticos.

258-259. O Férum

eliptico, também conhecido Como

“Praca Oval", é sem

drivida o monumento mais singular da

cidade e um dos mais

excepcionais da

arguitetura piiblica romana. Foi

construido no século IId.C.,e seu estilo ë

Jênico; era destinado Ro comércio, e nio a

atividades politicas ou religiosas.

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260 abnixo. A vista da cela do templo de Belo deixa claras as grandes anomalias formais, como a entrada gue se

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existéncia de janelas.

Assim cComo na arte,

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260-261. A arguitetura de Palmira mostra gue foram adotadas férmulas ocidentais na construcao, embora a0

mesmo tempo tenha

sido mantida uma

independêncin formal

bisica. Isso é atestado,

FHambém no campo social as prerrogativas

por exemplo, pelo grande santudrio de

embora os habitantes de Palmira

aos cAnones cldssicos, embora seja decorado com capitéis jOnicos e corintios.

locais foram mantidas,

desfrutassem de

cidadania romana.

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A antiga Palmyra nasceu em um Oësis

do deserto sirio, a meio caminho entre o d

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século IV a.C. teve certo conforto em

C Férum

funcao da abundaência de 4gua, o gue

D Tetrapilo

destacou sua importancia neld por

B Sender Ba'alshaminde

idad ODE EIGREE de caravanas da regiao. Depois de ser

sagueada por Antonio, ficou mas se recuperou a partir do d.C.e voltou a prosperar, em sua posicao de neutralidade

em ruinas, século func&o de frente ao

F Teatro

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H Templo de Belo I

Tumbas monumentais

Império romano e ao dos partos; nessa

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época, as Caravanas comerclais gue cruzavam a Siria chegaram a um nimero inédito, por causa da constante demanda do mundo romano por mercadorias orientais. Com a rigueza sarantida pelo comércio, foram feitas imponentes obras de irrigacêo gue permitiram o cultivo de grandes areas

ao redor da cidade. Em 183 d.C., foi transformada em colênia romana, mas o

imperador Galieno concedeu-lhe a independência em 2 d.C. 61 como

reconhecimento a Odenato, senhor da

cidade, gue tinha derrotado os persas; porém, sua vitiva, Zen6bia, foi hostila Roma, e deu inicio a uma vigorosa

politica expansionista na Asia Menore

no Egito, até ser derrotada por Aureliano, gue em 272 d.C. destruiu a cidade. No século VI ela foi conguistada pelos Arabes, e os omiadas acabaram

arrasando-a. Hoje Palmira é um dos sjtios argueolégicos mais famosos do Oriente Médio, gragas a sua espetacularidade e ao excelente estado de conservac&o de muitos de seus monumentos. Por sua localizacao privilegiada entre o Orientee o Ocidente, e pela grande nela heterogeneidade de sua populac&o, existiram formas artisticas e culturais muito peculiares, nas guais se fundiam elementos aramaicos, semitas, helênicos

e no Templo de Ba'alshamin — gue tem a peculiaridade incomum de ter a cela iluminada por janelas —, como também na grande avenida flangueada por colunas, sobre a gual foi construido um arco honorifico de planta triangular,

algo pouco comum.

261 acima. A arte de Palmira, gue floresceu entre as épocas de Augusto e Galieno, é

uma mescla singular do mundo figurativo local com o importado do Ocidente helenistaFOMARLO. 261 abnixo. A Grande

| Colunata de mais de

um guilêmetro de | comprimento foi

construida no sêculo

| TH d.C.; sua principal caracteristica é gue nas colunas, A meiaaltura, havia

elaboradas mênsulas sobre as guais repousavam as estatuas dos

dienitdrios da cidade. Trata-se de um

elemento tipicamente local, conjugado com os modelos

arguitetbnicos da arte classica.

e, finalmente, romanos. A arguitetura

refletiu essa mistura, sobretudo no imponente santudrio consagrado a Belo 261

Vo EGITO, CRETA E CIRENAICA, PROVINCIAS SINGULARES

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A Egito C

GCirenaica

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Depois da morte de Cleépatra VII, gue se suicidou apêés a derrota para

Mas, ao mesmo tempo em due os dominadores imitavam

dos reinos helenisticos a entrar na 6rbita de influência de Roma. Augusto o transformou em um territério ligado

com uma postura um tanto rigida, os temas arguitetênicos figurativos da tradic&o local — como principal exemplo pode ser citado o chamado Ouiosgue de Trajano construido na ilha de Filé —, a mais original expressao artistica do periodo romano no Egito talvez tenham sido os famosos retratos de El Fayum, pinturas sobre madeira gue eram colocadas sobre o rosto das mtimias. Mesmo no gue diz respeito ao urbanismo, foram muito poucas as novas cidades fundadas, e mesmo guarnicées militares ou centros comerciais, em pontos estratégicos.

Otaviano em Accio, o Egito foi o ultimo

diretamente ao imperador, gue

governava essas terras por meio de um praefectus Aegypti. A dominacao romana, herdeira dos privilégios dos Ptolomeus, teve, desde o inicio, de

enfrentar os problemas criados pelas diferencas entre a comunidade grega — gue desfrutava de privilégios juridicos e fiscais especiais —e a judaica. Especialmente essa ultima protagonizou diversas rebeliëes, a mais sangrenta delas nos tempos de Cléudio e Trajano. A contribuicao de Roma nessas regiëes seria muito limitada, acontecendo

inclusive gue foi o ambiente cultural egipcio gue lancou sua notavel influência sobre o mundo romano, especialmente nas dreas religiosa e artistica, o due é comprovado, por

exemplo, pela grande aceitacao gue tiveram em Roma os cultos de Serdpis,

(sis e Osiris.

entusiasmadamente, embora também

Entre outros, so lembrados Babylon

— fortaleza da época de Trajano gue

ficava no local hoje ocupado pelo Cairo— e Antinoopolis, mandada erguer por Adriano em homenagem a Antinoo, seu favorito. Apesar de tudo, no Império o Egito teve um importante papel @cONOMICO, pois era dessa provincia gue saiam grandes carregamentos de cereais, embarcados em Alexandria,

matêrias-primas muito valorizadas e Objetos luxuosos. Entre os materiais exportados estavam diferentes tipos de marmore, o granito rosa conhecido como “dos obeliscos”, proveniente das jazidas de Syene (Assu8), o cinza de Mons Claudianus e o pêrfiro vermelho do Alto Egito. Além disso, era do Egito o monopolio do comércio do papiro,e tambêm foi famosa a indvistria de la da regiao, gue forneceu roupas para o exército de Roma. Também tiveram grande valor no campo militar os camelos; a partir do século IT foram organizados diversos destacamentos militares apoiados por camelos, mas esses animais robustos também foram utilizados na Europa, como provam muitas descobertas de ossos em escavacbes em sitios das antigas Galia,

Germania € mesmo Bretanha. No extremo meridional do Egito,

protegidas por campos de legionarios,

Prosp eravam as transacbes comerciais ma Ndbia ea Etié6pia. Em diversos estabelecimentos do Mar Vermelho ncionava um comércio prospero com as Indias, de onde chegavam mercadorias exticas e caras. Berendce,

por exemplo, foi famosa como base dos navios gue a partir de Zabargad levavam cargas de olivina ou peridoto, pedra de cor verde muito valorizada

pelos romanos. Finalmente, eram muitas as rotas de caravanas gue, através do deserto ou pela costa, se dirigiam para Ardbia, Petra e Palestina, ou para Cirenaica. Esta ultima regiao foi declarada provincia em 74 AE

tempos depois, Antênio gue teve com Cleë6patra; devolveu & categoria de senatorial em 27 a.C. e a

a deu a filha Augustoa provincia fundiu a ilha

de Creta. No Egito, Cirenaica apresentou as mesmas dificuldades de governo, em funcao da violenta luta

entre as comunidades grega e judaica. Teve resultado trê&gico a rebeliao

judaica de 116, cuja terrivel destruicao foi em parte reparada com donativos

de Adriano; mas a economia da reglao,

gue tinha melhorado um pouco desde a

época de Augusto, foi abalada pelos

danose a devastagao produzida pelos

de de dois grupos. Ainda assim, a cida

Cirenaica manteve a fama de local de

Criac&o de cavalos puro-sangue, du€ continuaram a ser exportados até o final do século IV.

Jê Creta foi muito mais trangtila, e a histéria da ilha nao tem acontecimentos

excepcionais, de modo gue a presen6?

militar romana se limitou a algumas

s duas Na . ais loc es g6 ni ar gu as en gu pe

ica li po a um ou ot ad ma Ro s, iëe reg bastante liberal no gue diz respelto as

cidades, gue continua ram desfrutando unidades. de muitos direitos ë im

262 esguerda, acima. O “Ouiosgue de Trajano” foi construido em 105 d.C. na ilha de Filé,

no Egito, junto a um famoso santudrio de

Isis.

262 esguerda, abaixo. Gortina — na foto as ruinas do odéon — se tornou a capital da provincia romana de Creta em 67 a.C.

262 esguerda, centro. Cirenaica era uma antiga e prospera colbnia grega gue foi tomada por Roma em 74 n.C; Augusto a nomeou

263. Este retrato

masculino sobre tela,

sobre madeira ou tela,

datado do século II d.C., é origindrio de Antinoe; a sobriedade de suas linhas comprova uma completa dependência do gosto pictérico romano. Mas, independente do uso funerdrio dessas imagens, certamente outros retratos de igual gualidade artistica se

0 rosto dos mortos.

[mpéêrio.

provincia, unida a Creta.

262 direita. As pecas

artisticas mais

conhecidas do Egito

Fomano siio os retratos

pintados com encdustica due eram aplicados sobre

espalharam por todo o

263

AFRICA,

O CELEIRO

DE ROMA 2

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2 3 4

Mauritêania

Tingitana

A Volubilis

Mauritania

C Sabrata

Numidia

E Suféëtula

Cesariana Africa

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B Timgad

D Leptis Magna

Dro-consular

A penetrac&ao romana no continente africano comecou depois da destruicio de Cartago (146 a.C.) e foi concretizada com a constituicao das provincias de

englobava um territêrio de caracteristicas muito variadas, no gual os povos aut6ctones tinham culturase estilos de vida muito heterogêneos. O

Africa proconsularis e Africa Nova, ou

Numidia, as guais mais tarde se somaram Mauretania Caesarensise Mauretania Tingitana. A fronteira africana ia do Marrocos atual até a Libia C, portanto, era de longe a mais extensa do Império: tinha cerca de 4 mil guilêmetros de comprimento e

|

OU

grande interesse de Roma na Africa era

justificado pela posic&o estratégica das bases navais gue, controladas, garantiam o dominio total das rotas mediterrêneas,e pela enorme rigueza agricola da regiëo. Nao foi por acaso gue os romanos sustentaram o desenvolvimento das antigas cidades maritimas de origem

pinicaegrega, as guais se somaram

vêrias novas assumiam o distantes da mercadorias

cidades. Ao mesmo controle das regiëes costa e do comércio raras gue chegavam

tempo, mais de do

interior; para isso, fortaleceram as

cidades de caravanas j4 existentes e fundaram muitas outras, como a de

Timgad. Uma densa rede de estradas unia esses centros aos portos, onde os

gêneros destinados a Roma eram carregados em navios mercantes. Nos

campos prêéximos as cidades, em um

grande raio, ficavam os

estabelecimentos dos ricos

latifundiërios; um grande numero de digues, dos guais hê algumas ruinas, permitia armazenar 4gua, gue abastecia os uidise posteriormente era utilizada para irrigacao, por intermédio de uma canalizacao intrincada.

A principal causa da prosperidade alcancada por cidades como Sabratha ou Leptis Magna foi exatamente a enorme producao de cereais e de azeite

de oliva. O Estado controlou o

comércio de cereais — gue deu & Africa

o apelido de “celeiro de Roma” — muito mais gue o de outros produtos. A

importência do fornecimento regular de graos em Roma era sobretudo politica, pois jê na época de Augusto deles dependiam pelo menos 150 mil pessoas das classes inferiores. O principal porto de embargue de cereais era Cartago, Cuja recuperacao foi obra de César. A exportacdo de azeite aumentou especialmente a partir do século Ii o

produto era exportado em &nforas

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264-265. O anfiteatro de El Djem, hoje em territbrio tunisiano, &, por suas dimensoes, 0 segundo do mundo romano depois do Coliseu. A antiga Thysdrus, fundada no interior, a cerca de 40 guilêmetros do mar, viveu entre os séculos II e II uma época de excepcional esplendor gracas a producio e ag coméêrcio do azeite de oliva.

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266 acima. Este mosaico desenterrado em Susa

(Tunisia) retrata um epis6dio mitolbgico:

Zeus, transformado em aguin, rapta

Ganimedes, “0 muais belo dos mortais”",

para transformd-lo em servidor dos deuses.

Grande parte dos

mosaicos de Susa estd bem conseroada no Museu do Bardo, em Tinis.

costeiras da Tunisia também eram utilizadas para conservar o garum, um

Especialmente a lingua e a religiëdo oficiais foram as romanas, embora os

habitantes das regiëes mais distantes continuassem a ufilizar a lingua fenicia e nao tenham deixado de venerar Baal e

molho muito apreciado, fundamental na cozinha romana, feito das visceras

fermentadas do pescado gue seria salgado. A Africa foi a maior

Tanit, mesmo assimilando Saturnoe

fornecedora desse condimento, gue era preparado em incontêveis fdbricas

Caelestis. As viagens de Adriano e o impulso construtivo, cultural e econêmico dado pela dinastia dos Severos marcam o momento de maior esplendor das provincias africanas. A partir do século IT foi notdvela contribuicao de elementos locais para a vida politica e intelectual do Impéêrio. Imperadores como Sétimo Severo, juristas e escritores como Frontêo e Apuleio, além do grande grupo de apologistas cristaos — sobretudo —, representam Tertuliano e Agostinho

instaladas nas costas do Mediterrêaneo e do Atlêantico. Outro importante item de exportacao das provincias africanas eram os animais: cavalos para as corridas no circo, feras e elefantes para OS jogos no anfiteatro, animais gue eram capturados em expedicêes

especialmente organizadas e depois embarcados em navios de transporte especiais gue os levavam a diversos destinos. Os resultados da difusêo da

a excepcional contribuic&o da Africa

civilizac&o romana na Africa foram

para o desenvolvimento da romanidade

notéveis, como pode ser constatado nas importantes ruinas monumentais.

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Hist6ria, e a sua esguerda Melpomene, a musa da Tragédia. A cultura Hnha um

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também do acervo do

Museu do Bardo, é

uma prova do alto nivel artistico

alcancado nas

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Pprovincias africanas. A cenna celebra o triunfo

de Dionisio, apresentado como dominador das forcas naturais e senhor das ras. O mosaico data do século II d.C., época em gue a cidade portuiiria chEgOU 40 seu MAaiOT desenvolvimento

gracas ao comêrcio com 0 interior da regido ea exportacao de azeite de oliva nos enormes barcos mercantes gue seguiam para Roma. Da antiga Hadrumetum guase nada conhecemos, exceto os pisos de suns belas manses.

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Esta antiga cidade da Mauritêania Tingitana, no gue hoje é o Marrocos, foi um centro de grande importancia desde

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o século II a.C., e é provavel gue nela tenha residido o rei Juba II. Jê dentro da

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esfera de influência de Roma, tornou-se

sede do procurador imperial; em 44, Claudio concedeu a ela a cidadania romana, o gue produziria um novo impulso. A cidade cresceu muito no século TT e mesmo depois do abandono da regiao na época de Justiniano manteve durante um bom periodo o guadro de bem-estar econbmico, antes da decadência final. Seu tracado tem

um nticleo original de planta irregular, ao gual se somam bairros romanos dispostos de acordo com o esguema habitual de eixos ortogonais. A regiao habitada se estende sobre um platê gue desce de forma abrupta ao sul ee é cercada por uma muralha erguida na época de Marco Aurélio. O f6rum é uma grande praca com pêrticos dos guatro lados, gue foi reformada pela

Giltima vez na época de Antonino Pio, € fica no limite entre a cidade velha e os novos bairros; no lado leste se ergue a basilica, de duas absides. Sobre um dos

lados maiores havia uma série de peguenos espacos, talvez destinados a escritérios. Ao sul da basilica, em um pedestal elevado, fica o Capit6lio, prédio tetrastilo construido na época de Macrino (217 d.C.), gue da para uma peguena praga cujos pêrticos tiveram uma série de ambientes gue talvez fossem sede dos colégios ou confrarias. Em outra praca foi erguido o arco dedicado a Caracala, com um Vao flangueado por dois peguenos nichos, talvez ocupados por fontes. Também

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foram instalados na cidade instalacêes

influenciaram o estilo decorativo dos

268 acima. No lado

268-269. O arco de

269 acima. Muitas

269 abaixo.

romano, Volubilis

gue sob cada um dos

afirmara existência de

arrematadas por

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oriental do fdrum se ergue n basilica. Depois da anexacio da Mauritinia ao Impêrio

conservou sua posigio de cidade lider,enela foram erguidos novos oo monumentos.

Caracala é uma das construcdes muais preservadas de Volubilis. O fato de

michos laterais haja uma pia levaa crer gue nelas haveria estituas com fontes.

tapetes berberes, gue ainda sao produzidos hoje.

casas de Volubilis apresentam uma decoracao com belos mosaicos, o gue permite uma grande burguesia endinheirada, mercantil ou mdustrial.

Do Capitélio foram preservados a grande escadaria de entrada e as colunas do pronau, capitêis corintios. Volubilis floresceu na época de Sétimo Severo e até o século II.

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fundada em 100 d.C. pelos veteranos de Trajano, com o nome de Marciana Traiana Thamugadi. Foi erguida no mesmo local antes ocupado por um povoado autéctone, do gual nao restou mais gue o nome, e seu tracado obedece aos eixos ortogonais de um campo tipico. Inicialmente foi cercada por uma muralha, gue nao demorou a cair em desuso, como comprovam vêrios prédios, como o Capitêlio, construidos ao lado do guadriculado original e da prépria muralha. O guadrado perfeito da cidade era dividido em duas partes iguais pelo decimano maior, gue corria

de leste para oeste. O cardo maior, por sua vez, era interrompido depois de dividir em dois o setor setentrional da planta, pois o setor meridional era ocupado em boa parte pelo f6rume outros prédios publicos; entre estes estava o teatro, gue aproveitava um desnivel natural do terreno. As ruas da cidade, todas elas retilineas, eram

pavimentadas com pedras calcêrias, e

em muitos cruzamentos foram instaladas fontes. As três maiores portas urbanas se abriam nas extremidades das vias principais, todas flangueadas por pérticos; no lado sul, foram encontrados

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da Numidia. O férum ocupava um enorme espaco guadrado, fechado e

cercado por pêrticos, atrês dos guais ficavam os prédios ligados & vida puiblica urbana: a basilica, a curia e os rostra. No centro havia um bom nuimero de monumentos honorificos, dos guais restam apenas as fundac6es. No interior do espaco murado original também funcionava o mercado — caracterizado

por dois patos semicirculares ao longo dos guais funcionavam diversas lojas —, nao menos de 14 centros termais e uma biblioteca. Esta ultima dava para o cardo maior e ocupava um pegueno prédio retangular, em cujo interior havia uma sala semicircular cuja parede apresentava um grande nimero de nichos destinados a conter os armarios nos guais ficavam guardados os volumes, ou seja, as longas tiras de pergaminho enroladas. A oeste do teatro havia dois templos consagrados a Ceres e Merctrio, e no setor setentrional se erguia o de Saturno; como caracteristica curiosa, vale destacar gue otemplo dedicado as divindades capitolinas nao estava junto ao f6rum, como era comum, mas fora do perimetro urbano. Isolado, se erguia sobre um tablado muito alto, e seu

vestigios de uma entrada secundêria gue levava a um cardo menor. A porta oeste era o grandioso arco em honra de Trajano, de três arcadas e decoragao suntuosa. Nessa porta nascia a estrada

pronau tinha seis colunas corintias. Fora do guadrildtero urbano, mais para oeste, havia outro mercado de grandes

do comandante militar e governador da provincia. Na porta setentrional nascia a estrada Cirta (Constantina), a principal

rigueza é possfvel identificar o modelo Hpico da casa africana, com a fusêo de

gue levava a Lamaesis (Lambesa), sede

dimensêes. Também a construcdo

destinada & moradia é bem representada, e nos exemplos de maior elementos helenisticos e romanos.

Tambêém foram encontrados vestigios de teares, fAbricas de cerêmica e outros estabelecimentos industriais. Timgad foi construida de pedra, e nela foram

pouco ufilizados marmores preciosos;

mas é famosa especialmente por seus mosaicos, de motivos geométricos e vegetais, presentes em guase todos os

ambientes piblicos e privados. Alguns prédios da época cristê comprovam dué ainda em época tardia Thamugadi continuava prospera.

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270-271. Thamugadi foifundada por Trajano como colênia para os veteranos da JI1 Legido Augusta, ë logo se tornou um grande mercado agricola, cuja rigueza aumentou muil, especialmente na época dos Severos. A rigida ortogonalidade de seu tracado revela sun origem como acampamento militar.

2/1 abaixo. O Arco de Trajano, com suas três arcadas, era a entrada

ocidental da cidade. Apesar de sun posicio periférica no conjunto do Impêrio, Timgad teve todos os grandes monumentos publicos comuns nas demuais metr6poles romanas; porém, a utilizacao de

mdrmores raros nio se

difundiu ali.

271 PrN

SABRATA, UMA CIDADE DE VOCACAO MONUMENTAL

272-273. O tentro de

Sabrata foi construido por volta do final do século II, inicio do século HI d.C.,e é um dos mais bem

conservados da Africa. A frente do palco tem tés andares de

colunatas de diferentes

tpos, e o pulpitum é ricamente elaborado.

Esta antiga cidade da Libia, assentada na costa do Mediterrêneo, entrou na esfera de Roma em 46 a.C., apds César ter

acabado com o reino da Numidia. Chegou a prosperar na época de Augusto, e alcancou o auge nos periodos dos Antoninos e dos Severos,

basicamente por sua atividade comercial; sao desse periodo muitas das principais construcoes civis e religiosas preservadas. Ainda era prêéspera no inicio do século IV, mas sua decadência

nio demorou, em funcêo das incursOes

cada vez mais fregtiientes dos povos do interior; essa decadência culminou

guando foi sagueada pelos vêndalos, ap6s 455 d.C.. Embora tenha experimentado uma fase de recuperagao na era bizantina, foi abandonada ap6s ser ocupada e pilhada pelos rabes. Seu porto e parte da drea urbana setentrional foram engolidos pelo mar. As escavacêes argueolêgicas permitiram A Basilica de Justiniano

B Templo se Serapis C Capitolio

D Férum E Basilica

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reconhecer o aspecto monumental da cidade, cujo tracado revela o carater

irregular do povoado fenicio anterior. O

nicleo mais antigo de Sabrata é ocupado pelo Férum, para o gual d&o os restos do Capit6lio, da ctria, do Templo de Serdpis e do Liber Pater, uma das

Antonino Pio

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273 acima, esguerda. As colunas em primeiro plano integravam 0 peristilo de uma bela manstio do séêculo II d.C. construida no baivro do teatro, cuja estrutura parcialmente restaurada pode ser vista em segundo plano.

divindades mais veneradas nas provincias africanas. O Capitolium tem a forma de um tHpico templo italico, erguido sobre um alto tablado e com escadas laterais de acesso. Sobre o lado sul da ampla praca do Férum foi construida uma grande basilica, a peguena distêAncia da gual se ergula o templo dedicado a Antonino Pio. O desenvolvimento da regido oriental sobre eixos ortogonais remonta a meados do século II d.C.; nesse setor estiveram o Templo de Hércules, as Termas do Oceano — assim chamadas pelo tema do mosaico gue decora o tepidrio — e o teatro, cujo palco é um dos mais bem conservados do mundo romano. Debrucado sobre o mar, ao nordeste do imponente prédio, esta o

Santuërio de fsis, cujo templo dava para

o centro de um enorme pêtio cercado de colunas corintias. Um tanto afastado da regiëo habitada, para o leste, encontra-se um anfiteatro, erguido na depressêo de uma pedraria abandonada. Sabrata também se distingue pelos monumentos cristaos, ndo menos notaveis gue os romanos; entre estes se destaca a famosa basflica justiniana, conhecida pela rigueza de seus mosaicos.

273 acima, direita. Na

drea do férum voltaram a ser erguidas algumas colunas gue faziam parte do vestibulo da Clivia; este prédio,

presente em todos os

Centros rOMANROS, er 0

local onde os cidadaos se reuniam para deliberar.

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274 abnixo. O tentro de Leptis Magna foi construido na época de Augusto gracas d generosidade de um mercador local. A parte baixa da cdvea foi apoiada em uma

elevagio natural; a parte

superior era sustentada por grandes suportes chetos de pedra e

argamassa. A frente do palco foi acrescentada na época de Antoning Pio, em meados do século II d.C. Ee

274

274-275. O mercado de Leptis Magna era um dos muais présperos

da Africa: a ele

chegavam as caravanas vindas do interior do continente, carregadas de mercadorias preciosas, escravos € animais

exéticos, enguanto do campo chegava grande volume de azeite de oliva e, das costas, 0

garum fo apreciado e 0 peixe salgado.

LEPTIS MAGNA, SOBERBA METROPOLE DE MARMORE

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G Templo de Roma e Augusto H Forum I Curia

A fenicia Leptis Magna ja era uma préspera cidade da Tripolitêinia e o principal porto da regiëo compreendida entre as duas Sirtes guando, em 46 a.C.,

depois da batalha de Tapsos, passou a integrar a provincia da Africa. Foi transformada em colênia em 110 d.C.,

sob o poder de Trajano, e alcancou seu maximo esplendor na época de Sétimo Severo, ali nascido em 146 d.C..O

imperador fez reformas construtivas até dar a ela um aspecto monumental soberbo: assim essa metrépole se transformou em uma das mais belas da regiao mediterrênea, gracas a exportacdo das muito valorizadas

|

275 abaixo. Na regiio do forum antigo se erguem algumas colunas de ordem JOnica gue integravam o Templo de Hércules, construido no micio do século 1d.C.

A praca em frente, gue teve seu primeiro

arranjo monumental

na época de Augusto, foi o nicleo da cidade ate a reforma urbanistica de Severo.

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Templo de Jupiter

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mercadorias gue chegavam a ela do interior do continente: marfim, pedras preciosas, escravos e animais exOticos,

gue se somavam aos produtos locais. Também havia grande procura por seu azeite de oliva, assim como por produtos como atum salgado e garum. A decadência da cidade comecou no sêculo IV, por causa das incursêes das

tribos do interior e da rapidez com gue a areia assoreava o porto, por causa de um erro de projeto do atracadouro, da

época dos Severos. As sucessivas invasbes dos vaAndalos a abalaram gravemente, e, depois de um breve periodo de recuperac&o durante o reinado de Justiniano, entrou em

decadência definitiva. Na época de Augusto, Leptis Magna apresentava as

linhas basicas de seu futuro tracado urbanistico, articulado sobre dois eixos

principais divergentes, ao oeste do uddi de Lebda. A forca de mecenas locais

permitiu gue no século 1 a cidade fosse enriguecida por varios monumentos, como o Férum velho — ao redor do gual se erguiam a cuiria, uma basilica, o lemplo de Liber Pater, o de Hérculese o de Roma e Augusto — e um grande mercado. Este ultimo tem grande 279

276-277. O gosto arguitetonico severiano é faustoso, cenografico, com um claro interesse nos prédios com absides, nichos e perspeclvas de colunnatas; dessa

ultima caracteristica,

um exemplo magnifico

é 0 acesso a basilica

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nas termas de Adriano, com um ninfeu

severiana, junto ao

f6rum antigo, também notdvel pelos delicados Jogos cromaticos, obtidos com a ufiizacao de

diferentes materiais. 276 esguerda. A intensa atvidade construiiva

estimulada por Sétimo Severo na sua cidade natal transformou Leptis Magna em uma metr6pole de aspecto suntuoso. A foto apresenta uma das

medusas gue estavam inseridas nos medalhêes decorativos

do Férum Severiano;

fica claro gue a escultura procurava destacar os jogos de lyz € sombra, dando

uma particular énfase dramdtica.

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metros de comprimento, gue comecava

gigantesco, e chegava ao atracadouro do porto. No lado oeste da avenida ficavam o novo Férum e a basilica severiana, de marmores esplêndidos, grandes estAtuas e decorag&o em alto relevo, fregientemente com volutas de acanto, protomes (torsos) de animais € cenas mitolbgicas. O mesmo gosto por esse tipo de ornamentacao suntuosa e barroca pode

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interesse, pois era formado por um espaco retangtular limitado por porticos, no centro do gual havia dois pavilhêes de projeto circular inseridos em pérticos octogonais. Nas vizinhancas se erguiam o teatro — posterior ao de Pompeu em Roma — e o Calcidico, um elegante prédio construido no ano 11 d.C. como centro comercial. Em 126 d.C., Adriano contribuiu para a grandiosidade da urbe: mandou erguer da regiao sudeste um grande complexo termal, gue incluia uma grande palestra. A importante intervenc&o urbana ordenada por Sétimo Severo se concentrou na regiao compreendida entre o cardo maior e o leito do uêdi de Lebda, gue foi desviado para fora da cidade. O novo e grandioso eixo urbano passou a ser uma avenida flangueada de colunas imponentes, de dois mil

ser visto no grande arco guadrifronte gue, reconstruido depois de uma

paciente obra argueolêgica, se ergue na intercessao do cardo e do dectimano maiores; especialmente as colunas e as pilastras apresentam frisos semelhantes aos da basilica, e a decoracao escultérica

mostra diferentes cenas de cunho politico e religioso gue, por seu estilo, antecipam a arte bizantina.

ii |

277 abaixo. A basilica

do Férum Severiano

refletia todos os no0vos Canones esteticos gue estavam na moda no

final do século N d.C;;

as colunas sio de

granito vermelho com capitéis de mArmore branco, mas as

pulastras gue marcam

a entrada da abside sio decoradas com volutas de acanto, e um

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Cle das paredes.

276-279. Assim Leptis Mngna deveria parecer no auge do seu esplendor: a grande avenida flangueada por colunas, com o ninfeu

Severinno, descia na direciio do porto, em cuja vizinhanea, a esguerda,

se erguia o f6rum antigo. Junto ao teatro ficavam 0 Calcidico eo mercado. Em primeiro plano foram construidas as Termas de Adriano e, atrds, 0 Férum Severiano. 277

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Férum e Capitolio Termas

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de Saturno

A histéria de Sufétula, préxima a Sbeitla, na atual Tunisia, nao é

registrada em nenhuma fonte escrita; ainda assim, as escavacêes argueolbgicas levantaram a hipotese de gue a fundacao desse importante centro remonta ao sêculo 1. A cidade nasceu depois de uma campanha militar realizada contra uma tribo autéctone, e

se desenvolveu no entroncamento de varias estradas importantes, gue a ligavam as principais metrépoles da regiao. A oliveira ea producao de azeite a enrigueceram: Sufëtula chegou ao seu maximo esplendor entre os séculos Ii e NI, guando foi embelezada com monumentos notdveis e famosos. Logo foi sede episcopal e prosperou na época

bizantina, até ser sagueada pelos &rabes em 647 d.C.. Suas ruinas foram

escavadas em diversas expedicêes, e

assim veio a luz grande parte da area urbana, onde é evidente a subdivis&o do centro em insulae retangulares. Entre os principais monumentos da cidade estao o FOrum, uma praca com pérticos em

280 acima. O niicleo de Sufétula foi construido de acordo com os cinones tHpicos da centuriacio, com

insulae de planta retangular. O f6rum

ocupava local de destague, enguanto dois arcos honorificos marcavam os limites

da cidade, gue nio era

cercada por muralhas.

280 abnixo, esguerda. O arco em honra aos tetrarcas, de um unico vo com um nicho delimitado por colunas dos dois lados, segue um modelo muito comum na Africa. Os padroes construtivos desse tipo de monumento mudam de uma provincia para ouira.

280 abnixo, direita. A

281. O Capitolio de

limitada por um muro dentro do gual se abria, na forma de uma porta monumental, um arco dedicado a Antonio

MCOMRUM — UM

regido do f6rum era

Pio, datado de 139 d.C.

Sufétula primeiramente foi municipio, depois colênia romana, e sua

maior prosperidade ocorreu entre os século lIelIVd.C.

Suféëtula é — algo

templo composto de

trés prédios diferentes,

significando gue nio tem uma celn tinica.

262-283. Chegavna-se no

arco de Antonino Pio

por wma avenida

flangueada por colunas, para a gual se abriam as lojas da cidade.

três de seus lados e com o guarto lado fechado por três templos tetrastilos, gue formavam o Capitolium e eram unidos por arcos de modo a criar uma sê perspectiva espetacular. Em frentea esse complexo se erguia um arco de três vaos dedicado a Antonino Pio, sob cujo reinado Sufétula teve um desenvolvimento especial. Outros prédios publicos importantes eram um anfiteatro de projeto guase circular (algo Ppouco comum), um teatro construido sobre a encosta gue descia até o uadi vizinho e um grande complexo termal. Um arco dedicado a Sétimo Severo, hoje perdido, e outro dedicado aos primeiros

tetrarcas delimitavam o espaco habitado ao sul e ao norte. O abastecimento de 4gua era garantido por um agueduto gue cruzava o uédi gracas a uma ponte.

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INDICE A

Aagueduto de Sao Lazaro, 206, 206

Acala, 195, 224, 232

Acrépole, 234, 235

Adamklissi, 226, 227

Adigio, 145

Adorandus, 69

Adriano, 155, 157, 212,218, 232, 234,

8, 21, 39, 41, 115, 120, 126, 130, 154, 162, 165, 193, 195, 1%, 201, 202, 204, 222, 232, 234, 236, 241, 242, 244, 258, 262, 263,

266, 276, 277

Adrianépolis, 21, 54 Afeganistao, 199

Africa, 21, 28, 41, 44, 190, 193, 195, 196, 198, 199, 236, 264, 265, 266, 272, 274, 275, 280 Africa nova, ver Numidia

Africa proconsular, ver Africa Afrodite do Esguilino, 148

Afrodisias, 193, 236, 236

Agesandro, 107

Agripa, 120, 120, 124, 130, 131, 1%, 212, 24

Agripina Maior, 14 Agripina Menor, 14, 36, 36

Agostinho, Santo, 139, 266 Alarico, 55, 137, 165 Alba Tulia, 226 Alba Longa, 20, 22 Albata (eguipe branca), 68 Alcantara, 202 Alexandria, 157, 159, 162, 262 Alexandre, o Grande, 54, 111, 179, 248 Alexandre Severo, 21, d4, 130

Alésia, 95, Z09

Aljustrel, 202 Alpes, 28, 193, 209, 211

Alpes Cotienos, ver Alpes

Alpes Gauleses, ver Alpes

Alpes Maritimos, ver Alpes Alpes Peninos, ver Alpes Alto Egito, ver Egito Allia, 102 Amitermo, 64 Ama, 248

Amtilio, 22

Anat6lia, 197, 248 Anco Mêrcio, 22, 98, 102, 144, 160

Anderida, ver Pevensey

Andrênico de Cirro, 233 Anfiao, 108 Anfiteatro Flêvio, ver Coliseu Anglesey, 221

Anibal, 28, 28, 114

Anieno, cascata, 145

Anieno, rio, 154

Arjar, 246 Antakvya, ver Antioguia Antiope, 108

Aguemênidas, 236, 248 Aguilea, 224

Aguitania, 209

Arabes, 204, 241, 253, 261, 272, 280 Arabia, 194, 195, 199, 246, 250, 263

Ara Pacis Augustae, 34, 120, 131, 142 Arausio, ver Orange

Arcddio, 21, 54, 54, 137, 241 Arcar, 226 Arco de Adriano, 234

Arco de Augusta, 151 Arco Arco Arco Arco Arco

de de de de de

Bara, 204 Caracala, 165, 269 Constantino, 115 Galêrio, 232 Tito, 102, 128

Arco de Trajano, 26, 271 Arena de Verona, 145

Argel, 199

Arles, 209, 212 Armeénia, 195, 246 Arméênia Maior, ver Arméênia Arminio, 210 Amo, 26 Arguimedes, 202

Artemide, 180, 195, 241, 244, 256 Arvernos, 209

Arx, 102, 118

Assua, 266 Asturias, 201 Atalidas, 193 Atalo II, 107, 108, 190, 236, 241 Atanadoro, 107 Atenas, 1587, 232, 232, 233, 24, 234

Atica, 232 Atla, 55

Atlantico, oceano, 201, 209, 266

Augsburg, 224

Augst, 211 Augusta Pretoria Salassorum, ver Aosta

Augusta Raurica, ver Augst

Augusta Treverorum, ver Tréveris Augusta Vindelicum, ver Augsburg

Augusto, 8,21, 32, 33, 33, 4, a4d, 36, 36, 58, 60, 78, 90, 92, 115, 118, 120, 120, 124, 127, 128, 131, 142, 146, 150, 154,159, 190, 193, 201, 201, 204, 206, 209, 210, 211, 212, 213,214, 214, 217, 222, 225, 202, 24, 236, 239, 241, 258, 261, 262, 263, 263, 272, 274, 275

Augustodunum, ver Autun

Augusto e Livia, templo de, 209

Aula Palatina, 217, 217

Autun, 208

Apaméia, 236, 246, 248 Aphrodisias, ver Afrodisias Apiano, 130

B

Apolo, 166, 173, 180 Apolo de Tralles, 108, 111 Apolo de Veios, 22

Babylon, 262

Apolodoro de Damasco, 39, 98 Apolo Palatino, templo de, 120, 128 Apolo, templo de, 173

Apuleio, 132, 266

Apulum, ver Alba Julia

Agua Alsietina, 122 Aguae Sextiae, 209

Agune Sulis, 219 Agua Iulia, 120

Argun Virgem, 120

Agueduto Alexandrino, 132 Agueduto Alsietino, 78 Agueduto Cléudio, 127

Agueduto da Apia, 120

Agueduto da Marcia, 120 Agueduto do Anieno Novo, 127 Agueduto do Anieno Velho, 120

Aagueduto de Les Ferreres, 204, 204

Agueduto da Tépula, 120

Agueduto dos Milagres, 200, 206

284

Benevento, 20

Berenice, 267

Beroe, ver Stara Zagora Bética, ver Espanha

Biblioteca de Adriano, 234

Biblioteca de Celso, 241, 241, 242

Bizancio, ver Constantinopla Bitinia, 20, 114, 160 Bolonha, 148 Bonn, 211 Bonna, ver Bonn

Boscoreale, 180, 265 Bosra, 246, 250 Bowness, 222

Bregenz, 224 Brigantium, ver Bregenz

Brigetio, ver Szény

Baal, 248, 253, 266 Baalbek, 246, 248, 249

Bacanais, 114

Baco, 114, 182, 267

Baco, templo de 253, 253

Caelestis, 266

Caelestis, templo de, 198

Caesarea Stratonis, ver Cesaréia Caifa, 258

Cairo, 262 Calcidico, 276, 277

Célio, 96, 127

Celso, ver Polemeana, T] Celtiberos, 201 Sardenha, 28, 194

(Ceres, 108

Ceres, templo de, 102, 270 Cermualus, 128

Cerunno, 209

Cesaréia, 248, 258, 258 Céstio, Caio, 128

Chester, 222

Chesterholm, 222 Chesters, 218, 222

China, 84, 199, 246 Cibeles, 79, 114

Cilicia, 190 Cilurnun, ver Chesters Cincio Alimento, 209 Cinoscéfalos, 232 Circo de Caligula, 127

Circo de Tarragona, 204 Circo Flaminio, 107

Circo Maximo, 68, 102, 127

Circulo de Maxêncio, 128 Cirenaica, 263

Cirte, ver Constantine

Campanos, 26, 64

Colégio dos Augustais, 170

Campênia, 20, 22, 114, 166

Campo de Marte, 80, 100, 109, 120, 130, 132, 273, 284 Campos Cataluinicos, 57

Colchester, 218

Colina, regido, 107

Campos Raudios, 213

Coliseu, 15, 34, 37, 69, 71, 72, 73, 75, 96, 111, 115, 128, 132, 150, 265 Colênia, 211

Cannas, 28

Colonia

Camolodunum, ver Colchester

Canopo, 157, 157, 159 Cantabria, 201

Capitélio, 19, 34, 41, 102, 118, 128, 130, 269, 2680 Capitolium, 162, 162, 173, 179, 198, 269, 270, 272, 280 Caracala (M. Aurélio Antonino), Z1, 44, d4,

190, 195, 269 Caria, 193 Carine, 127 Carslile, 222 Carlos I de Bourbon, 169

Carmelo, monte do, 258, 258 (Carras, 42

Cartagena, 202 Cartagineses, 28, 94

Cartago, 20, 28, 28, 95, 160, 190, 264, 265 Casa de Diana, 62, 164, 165 Casa da Caca, 19% Casa da Jéia, 166 Casa das Vestais, 103, 120, 127

Casa dos Vétios, 176, 180, 180

Casa do Centendrio, 182 Casa do Cirurgiao, 62

Casa dos Aurigas, 62, 165

Casa do Poeta Trigico, 180

Casa do Relevo de Télefo, 166

Casa do Tabigue de Madeira, 170 Cada de Netuno e Anfitrite, 171 Casa de Pansa, 62

Casas ajardinadas, 162 Cassio, 20, 32, 154

Beirute, 246, 246 Beit Shean, 248, 249 Bekaa, vale do, 246

C4ssio Dione, 132

Bel, templo de 260

Castores, templo dos, 102, 120

Bel, 261

Cecilia Metela, 128

Calleva Atrebatum, ver Kempten

Caledénia, 220, 222 Caligula (C. Julio César Germinico), 21, 36, 37, 127, 162

Basilica Emilia, 108 Basilica Julia, 118, 120 Basilica Pércia, 108

Ba'alshamin, templo de, 8, 261 Begram, 199

Cauca, 54 Caio César, 131, 212

Claudia Antonia Sabina, 244 Cldudio, 14, 21, 36, 127, 128, 130, 160, 162, 195, 218, 226, 244, 262, 269 Cleëpatra VII, 21, 33, 262, 263, 263 Cloaca Ma4xima, 102 Koblenz, 211

Casa do Fauno, 176, 179, 180 Casa do Mobilidrio, 170

Bath, 219

Catulo, 118, 154

Cimbios, 31, 209

Basilica de Massenzio, 103 Basilica de Netuno, 120, 120

Basilica Semprênia, 108, 118 Basilica Uipia, 98, 130

Cat3o de Utica, 32

Bulla Regia, 19

Bruto Marco Junio, 20, 32 Budicca, 221

Casa de Serdpis, 62

Basilica de Santa Maria dos Anjos, 136

Catilina, 20, 30, 31

Ciclades, 232

Bélcas, 54 Baleares, 97

Basiléia, 211

Castra Regina, ver Regensburg

Brindisi, 128 Bretanha, 14, 21, 32, 36, 37,39, 41, 195, 199, 202, 218, 219, 220, 220, 221, 222, 262 Bretoes, 221 Bruto Luicio Jinio, 20, 26

é

Antoninos, imperadores, 130, 132, 165, 234,

Apio Claudio, 102, 128

Catedral de Santa Helena, 217

Aspendos, 236

241, 244, 244, 261 Assiria, 195, 246

Aventino, 102, 127, 236 Azio,21, 33, 33, 190, 232, 262

265 Aosta, 148, 150, 150, 151, 151

Bento XIV, 111

Belona, 60

Buthier, 148

Antonino Pio, 21, 39, 41, 83, 165, 218, 241, 269,

272, 274, 280, 260 Antonino, Piblio Védio, 241

Castor e Pélux, templo de, 102 Castra Praetori, 127

Asia, 20, 65, 190, 193, 193, 195, 226, 236, 236,

Aulo Terêncio Varrao, 150 Aureliano, 45, 132, 261

Antonia Menor, 131

Belgica, 194 Belgraduo, 226

Casivelauno, 221

Castel Sant' Angelo, 126 Castor, 108

Colonia Claudia Ara Agrippinensium, ver

Colonia lulia Vienna Allobroeum, ver Vienne Coluna de Marco Aurélio, 8, 130 Coluna de S&o Pedro, 118 Coluna Trajana, 90, 118, 130, 224, 226, 226 Colatino, Luicio Targuinio, 20

Como, 148

Cémodo, 21, 41, 44, 165,218, 221

Concilio Ecumênico de Nicéia, 45 Confluentes, ver Koblenz Constincio, 44, 45, 54 Constêncio Cloro, 242 Constincio I!, 21 Constantini, 266

Constantino, 21, 34, 44, 45, 54, 101, 103, 132, 137, 165, 196, 217, 217, 227, 253

Constantino, paldcio de, 217

Constantinopla, 21, 44, 45, 54, 227

Constantinopla, edito de, 54 Corbridge, 222 Cérsega, 28, 190 Corinto, 28, 232

Corinto, istmo de, 232

Cornelia Veneria Pompeianorum, ver Pompéia Cornélio Frontoni, 132 Cornualha, 28,218

Corstopitum, ver Cordbridge Crasso Caio Licinio, 20, 31, 31, 32, 33, 128

Creso, 236, 244

Creta, 232, 263, 263 Cristianismo, 21, 34, 37, 40, 45, 248

(Cristaos, 24, 44, 45, 54

Crodria, 144

Cruzadas, 258

Cruzados, 256

Crysorroas, 260 Cetesifonte, 39

Cuicul, ver Yemila Cumberland, 222

Crria, 118, 120, 148, 162, 272, 272, 275

Etruscos, 20, 22, 26, 28, 62, 69, 102 Eubea, 232

D

Eufrates, 49, 250, 252, 265

224, 226 eta, 30, 39, 195, 224, Dicios 39, 226, 227

Eumaguia, prédio de, 179

Europa, 299, 206, 221, 226, 262

193

palmaela

Évora, 202

palmatas, 225 248 DamasCo, 246, 246,

Danaides, 168 Danaw, 1 69

6, 226 Dandbio, ?&, 224, 224, 225, 22 188

Delfos, 232, 232

Deus lulio, templo do, 120 eva, ver Chester

Diana, templo de, 102, 190, 202, 206, 212, 213 Didspora judaica, 37, 37 Didymaion (santudrio de Apolo), 193

| Dionisio, o Velho, 159

| Dionisio, ver Baco | Dionisio, teatro de, 234 | Dionysias, ver Suweida

Grand Pump Room, 219

Farsalia, 20 Faustina, Menor, 83 Faustulo, 22

Gregos, 22, 28, 111, 224, 226, 232

Fenicia, 246

Guerra Guerra Guerras Guerra

Fayum, 0, 262 Fidias, 157

Dirce, 108

Dobruja meridional, ver Romênia

Férum das Corporacoes, 162 Férum de Nerva, 98

Domus Aurea, 9, 127, 128 Domus Tiberiana, 127, 128

Férum de Trajano, 98, 147 Férum Republicano, 127

Dora Baltéia, 150 Dougga, 198, 199

Férum Romano, 8, 22, 37, 39, 98, 98, 102, 102, 103, 107, 118, 120, 128, 130, 132, 148, 150, 160,

| Dover, 218

173, 195, 198, 204, 212, 269, 270, 272, 280

Dravi, 225

Férum Severiano, 276 Féruns Imperiais, 98

Druso, 131, 214 Dubrai, ver Dover

Férum Transitêrio, 226

Duklja, 226

Férum Triangular, 179

Dura Euraopos, 248

Fortuna Augusto, templo de, 179 Fortuna Primigenia, santu4rio de, 147, 154

Dyrrachium (Durazzo), 232

Fortunato, 84

Fortuna, templo de, 102 Franta, 191, 209

E

Eguos, 26

Edime, 226

Efeso, 236, 236, 241, 242 Egeu, 226, 244

Egito, 20, 28, 33, 68, 127, 128, 190, 195, 261,

Gales, 222

| Emerita Augusta, ver Mérida Emesa, 246

Galia, 20, 31, 32, 54, 95, 131, 144, 150, 190, 199, 209, 210,212, 214, 217, 218, 220, 220, 221, 224, 262

Enéas, 22 | Eneida, 120

Galia cisalpina, ver Gélia Gêlia comata, ver Galia

Galia Lugdunensis, ver Gélia

| nio, 76, 114

G4lia narbonense, ver Gdlia Gilia Narbonensis, ver Gilia Galicia, 201

| Epiphanea, 250

|| Epiro, 20, 26, 28, 190, 232 | Epirus, ver Epiro

| Erecteo, 157, 157

| Cipiao Africano, Piblio Cornélio, 28, 28, 114, 202

| Cipizo Emiliano, Péblio Cornélio, 114,201

Ganges, 199

Gemma Augusten, 36

|| Esc6cia, 299, 218, 222

Gemma Claudia, 14 Genserico, 55

| Esculapio, 108

| Esculdpio, templo de, 102 39,

Gauleses, 20, 26, 95, 102, 208, 210, 220 Gala Placidia, 21 Galieno. 45, 195, 261, 261 Gardon, 209 Gélio, 132

|| Cipiëo, familia, 28, 114

31,

39. 54, 60, 131,

| 200, 201, 202, 204, 204, 206

|| Espanha Bética, ver Fspanha

# Esguilina, regiao, 107 || Esguilino, 96, 107, 120, 127, 132

| Estabia, 87, 84, 128, 166, 176

Herculano, 37, 65, 84, 128, 166, 169, 169, 170, 174, 180 Hércules, 41, 145, 160, 166, 170, 208

Héêrcules, santu4rio de, 154, 272, 275, 275 Hermafrodita, 141 Hermes, ver Mercurio Hermo, 244

Hérnicos, 26 Herodes Atico, 234, 235 Herodes, o Grande, 249, 258, 258

Hertfordshire, 219 Hêérulos, 55, 234

Heridpolis, ver Pamukkale Hispalis, ver Sevilha

Holanda, 211 Homero, 114

Hondério, 21, 54, 54, 55, 137

Horëêcio, 34, 120, 154

Hospitalia, 157

195,

199,

Julia, 131 Julia Domna, 132, 246

Juliano Apêstata, 21, 56

Julio-claudina, familia, 15, 118, 120, 234 Julio César, Caio, 20, 21, 30, 31, 31, 32, 33, 34, 40, 78, 95, 118, 132, 146, 169, 190, 196, 198, 201,

202, 204, 209, 210, 214, 214, 218, 220, 221, 264, 265, 272 Jalios, monumento dos, 190 Juno, 162, 170

Juno Moneta, templo de, 102 Jupiter, 22, 96, 108, 162, 210, 228, 253

Jupiter Anxur, santuêrio de, 154

Jupiter Capitolino, templo de, 102, 108, 128, 204 Jupiter Custédio, templo de, 128

Jupiter Heliopolitano, santudrio de, 253

Japiter Otimo Maximo, 288 Jupiter Penino, 150 Jupiter, templo de, 253

Jupiter Vencedor, 102 Justiniano, 234, 256, 269, 279

Juvenal, Décimo Juinio, 130

K Kalkriese, 210

Kempten, 224

Kizil Avlu, 193 Kostolac, 226

L

Gerasa, 246, 248, 256, 257, 257

Germinia, 21, 34, 44, 190, 195, 202, 210, 211, 211,212, 224, 262 Germanico, 14, 131, 210 Germanos, 8, 130, 209, 211 Geta, 44

Ghinghen, 226

Laodicea, 236, 246 Lares, 65, 108, 174

Hungria, 199

Latinos, 20, 26, 102

Huang-ho, 199

La Têne, 225

Hunos, 21

Legio, ver Leën Lêman, 211

Leën, 201

Leptis Magna, 44, 132, 264, 274, 275, 276, 276 Iberos, 220 Jcenos, 220, 221

Igreja, 45, 54, 55 Tergetes, 204 Minda, 236 ido, 22

Tliria, 190

Ilyricum, 224, 225

fndia, 199, 246, 263 Isacéia, 226

Iscn Silurum, 218

fsis, 40, 262, 263

(sis, templo de, 272

IIha Tiberina, 102, 108 Isso, 179, 190 Israel, 248, 249, 258 Ttlia, 15, 20, 21, 22, 26, 28, 28, 39, 55, 11, 142, 144, 146, 147, 148, 157, 160, 195, 196,

199, 217, 225

JFalia annonaria, ver Itélia

Glanum, ver Saint-Remy-em-Provence Gloucester, 218

lulia Augusta Felix Heliopolilana, ver Baalbek

Glevum, ver Gloucester

Lamaesis, ver Lambesa Lambesa, 270 Lancashire, 220 Landesmuseum, 211 Laocoonte, 107

Largo Argentina, 107

Italia suburbicaria, ver It4lia Itélica, 49, 202 Ttélicos, 30, 236

Gismondi, ltalo, 34

Lacer, Caio Jilio, 202

Housesteads, 222

G4lia belga, ver Gélia

Emilio Lépido, 33, 33, 107, 108

21, 28,

Heracles, 108 Herculaneum, ver Herculano

Judeus, 102 Juizo de Paris, 174

Homns, ver Emesa

Galério, 44, 45, 242

Elio, 130 El Jem, 265

Helvécia, 150

Jênia, 236 Jênio, 26 Jordania, 194, 246, 256 Juba IE, 269 Judéia, 21, 37, 195, 248, 248

G

Galba,?21 Galeno, 132

263, 263

Helenismo, 108, 111, 141 Heliog4balo (Avito Basiano), 21, 44 Heliopolis, ver Baalbek

Jocundo, Lucio Cecilio, 174

Fuirio, Camilo, 92

Galata moribundo, 108, 220 Galdcia, 193, 195

Egadas, 28

Hama, 250 Hebreus, 40

Jesus Cristo, 21

Lêcio, 20, 22, 24, 26, 160 Lakshmi, 199

Edito de Milao, 21, 45

|| Edito de Tessalênica, 21

Halicarnasso, 236

Jerusalém, templo de, 37, 37, 248

Hispênia Citerior, ver Espanha Hispania Tarraconensis, ver Espanha Hispênia Uliterior, ver Espanha

Fucino, Lago, 58

N Ecio, BE

Hadrianépolis, ver Edirne

Jerusalém, 37, 128

Labraunda, 236

Frontao, 266

Eburacum, ver York

Hadad, 253

Jardins de Agripina, 127 Jebel Rabia, 196 Jerash, ver Gerasa

Hildesheim, 210

Franco-alemies, 204 Frigia, 236

Ebro, 204

190, 201, 263

Huadrumetum, 267

Férum de César, 120

Domicio Enobarbo, 131 Domus Augustana, 115

Guerras piinicas, 20, 28, 28, 92, 9%, 95, 111, 160,

Fl&vios, imperadores, 37, 96, 128, 234

Férum de Augusto, 98

Domicio, 131

de Jugurta, 20 latina, 144 macedinicas, 28 social, 20, 146, 166, 173

H

Forcas Caudinas, 20 Forma Urbis, 34 Férum Boario, 20, 102

Domicia, 131 Domiciano, 37, 37, 75, 78, 115, 128, 130

Guerra civil, 173

Flamines, sacerdotes, 131 Flévio Ariano, 130 Flêvio Josefo, 94, 130 Flavio Silva, 249

Doclea, ver Duklja Dodonne, 232

Gruta escura, 154 Guadiana, 206, 206

Guerras samniticas, 20, 21, 92

Flaviéëpolis, 226

| Divitia, ver Dentz

Grécia, 20, 28, 78, 148, 232

Filodemo de Gadara, 268 Filopapo, Antioco, 234 Fiumicino, 160

Dioscêrides de Samos, 79 Diéscuros, templo dos, 102

Espanha,

Graco Tibério Semprêénio, cénsul, 108

Fabio Pictor, 22, 107

Filipo V, 232 Filipos, 32, 232

Diocleciano, palécio de, 228

||

Graco Tibério Semprênio, 20, 30, 30

Grande Colunata, 261

Felipe, o Arabe, Marco Jinio, 45, 230

193, 195, 196, 209, 217, 221, 226, 228, 242, 261

N

Janiculo, 98

Graco Caio Semprênio, 20, 146

Grande Camafeu da Franca, 15

Filé, 262, 263

Diocleciano, 21, 44, 45, 92, 132, 1387, 165, 190,

|

Gortina, 263

Gordianos, imperadores, 165

F

Fagutal, 123

Darlo TT, 178

|

]

Graciano, 54 Gra-Bretanha, 221

anaide, 169

Décio, 45,

Godos, 21, 54, 241

Judaea, ver Judéia

Lérida, 201 Libano, 246, 248

Liber e Libera, templo de, 102

Liber Pater, templo de, 276, 279

Libia, 196, 264, 272 Libirnios, 225 Licia, 195 Licinio, Augusto do Oriente, 21, 45 Lidia, 244

Liga latina, 20, 144

Lincoln, 218 Lindum, ver Lincoln Litemo, 114 Livia, 15 Livio Andrênico, 76, 11

Loba Capitolina, 8, 19

Londinium, ver Londres Londres, 218

Luca, 144, 148 Lucano, 201 Luclilio, 118

Lieio César, 216 Lucius, 174 Lucrécio, 118

Luguvallum, ver Carslile Lusitinia, ver Portugal Lyon, 214

285

Marte, pegueno templo de, 206

Marte Vingador, templo de, 98, 120

Massada, 249 M5nssilia, ver Marselha

Maximiano, 21, 44, 45, 242

Mater Mnatuta, templo de, 102 Mnauretania Cnesariensis, ver Mauritinia

Mauretania Tingitana, ver Mauritênia Mauritania, d4, 264, 269, 269

Mausolêéu de Adriano, 130

Mausoléu de Augusto, 120, 127

Meandro, 236 Mecenas, 120, 154

Média, 252 Mediterrineo, 20, 26, 28, 32, 111, 209, 210, 236, 258, 261, 266, 272

Menemi, tribo, 173

Meno, 211

Mercados trajanos, 9$, 130

Mercurio, 25, 246, 253, 270 Mérida, 190d, 200, 201, 206, 206 Mésia, 195, 224, 226, 227 Messina, 26

MesopotêAmia, 44, 195, 246, 248

Mévia, 74

Michelangelo, 136 Milazzo, 28, 9%

Mildenhall, 221 Mileto, 193, 236, 236 Minerva, 162, 170

Minerva, templo de, 120, 204

Miseno, 73, 176

Mitra, 40 Mitra, santu4rio de, 206 Mitridates VI, 30, 232 Mêédena, 144 Moesin, ver Mésia Mona, 221 Mons Claudianus, 262 Monte Pio, 241 Montes Tiburtinos, 144 Montes vaticanos, 118 Mosela, 217 Munda, 20, 43, 201 Muralha Aureliana, 128

Muralha de Adriano, 35, 222, 226, 226

Museu Argueolêgico de Népoles, 169

Museu do Bardo, 267 Museu dos Conservadores, 19 Museu Nacional de Arte Romana de Mérida, 201

Nusaybin, 248

Poetovio, ver Ptuj

Polemeano, Tito Jélio Aguila, 241

O

Polemeana, Tito Jilio Celso, 241, 241, 242

Polibio, 114, 202 Policleto, 157 Polidoro, 107 Pélio, Caio Sextilio, 241 Pélux, 108 Pollaiolo, & Pompéia, 8, 37, 61, 62, 74, 76, 79, 84, 84, 85, 88, 89, 128, 146, 148, 165, 166, 169, 168, 170, 173, 1/3, 174, 174, 176, 179, 180, 181, 185, 199 Pompeu, Cneu, 20, 31, 31, 32, 33, 77, 78, 9%, 118, 160, 190, 248, 275 Pêéncio Pilatos, 258

Ocidente (império romano do), 21, 54, 54, 55, 137, 227,246, 261, 261

Oceano, 221, 272

Otaviano, ver Augusto

Odenato, 195, 261

Odisséia, 111 Odoacro, 55 Odrisios, 226

Oea (Tripol), 44

Oescus, ver Ghinghen

Olympieion, 232, 234

Opio, 98, 127, 138 Oplontis, 84, 84, 85, 166, 180 Oraêculo da Sibila, 154

Pont du Gard, 209, 212

Pontifice Maximo, 201

Ponto, 20, 190, 232 Pértico, 157, 161

Orange, 214, 214

Oriente (império romano do), 21, 33, 45, 54, 55, 64, 102, 167, 227, 236, 246, 261 Osiris, 262

Popéia, 87

Portcus Aemilia, 107

Portugal, 193, 202, 202, 26, 26d

Ostia, 14, 20, 22, 62, 64, 144, 160, 160, 162, 162,

Portus Romae, 160

164, 165, 180, 236 Otao, 21 Ovidio, 34, 120, 142, 224

Pactolo, 236, 244 Pacuius Proculus (P&guio Préculo), 148

Paldcio Chigi, 8

Pal&cio de Gordiano, 269

Pal&cio Imperial, 159, 165 Palaestina, ver Palestina

Palatina, regiëo, 107

Palatino, 8, 20, 96, 101, 102, 115, 118, 120, 127,

128, 132, 159

Palatium, 128

Palestina, 20, 244, 258, 258, 263 Palestra, 170 Palestra Samnitica, 179 Palestrina, ver Preneste

Palmira, 8, 44, 45, 195, 246, 248, 260, 261 Palmyra, ver Palmira Pamukkale, 236

Panécio, 114 Panfilia, 195 Panênia, 44, 193, 224

Pantainos, Tito Flévio, 234

Panteao, 120, 120, 124, 127, 130

Papiniano, 132, 246 Parma, 144

Partenon, 234 Partos, 32, 39, 39, 44, 45, 54, 253 Patio de marmore, 248, 248

Pavia, 148 Peleo, 250

Peloponeso, 232

Pella, 232 Penates, 208

Peninsula Ibérica, ver Espanha Pegueno Meandro, 241

Pegueno So Bernardo, passagem do, 150 Pérgamo, 107, 108, 190, 193, 226,241, 244

Rêémulo Augustulo, 21, 55

Rosmerta, 209

Rostra, 120, 120

Rubicao, 20, 26, 32, 146 Roméênia, 224, 226, 227

Russata (eguipe vermelha), 68 S Saalburg, 211

Sabelios, 26

Sabratha, d4, 196, 264, 272, 272 Sacroviro, 214

Saepta Iulia, 120, 120

St, Albans, 219 Saint-Kemvy-en-Provence, 190 SaxGes, 221

Saldcios, 150, 151

Sala das pilastras, 159

Sala dos filésofos, 159 Salona, ver Solin

Portus, ver Porto de Ostia

Tessalênica, 232

Pozzuoli, 162

Salus, templo de, 102

Péstumo, 195

Prasina (eguipe verde), 68

P

Roma e Augusto, templo de, 160, 162, 234, 275

Prasutago, 221

Preneste, 147, 152, 159 Prima Porta, 8, 34 Primeira Guerra Pinica, ver Guerras Pinicas Propêércio, 34, 120

Proserpina, 206 Provenza, 209

Provincia, ver Provenca

Provincias Orientais, 246

Ptolemais, 246

Ptuj, 225 Ponte Emilio, 127

Ponte Milvio, batalha de, 45, 101, 115, 132

Ponte Roto, 127 Porta Argêntea, 228, 228 Porta Aurea, 228

Porta de Hércules, 241

Porta Negra, 217, 217 Porta Pretéria, 150 Porta So Paula, 128

Porta Séo Sebastiëo, 128 Porta Vestivio, 179

Porto de Ostia, 127, 160, 162, 165 Porto Tiberino, 102 Pugilista, #d, 111

Salto do Anieno, 154 Salristio, 118, 154 Samarcanda, 199 Samnmitas, 20, 26, 173

Santa Cruz, igreja da, 217 Saênne, 209

Sarcéfago Ludovisi, 188

Sardes, 236, 244, 244

S4rmatas, 8, 130 Sassênidas, 195 Sahirnia, 144

Satumo, 266, 270 saturno, templo de, 102, 102 Sava, 229

Savaria, ver Szombathely Sbeitla, 196, 280

Scodria, ver Skutari

Scylhopolis, 248 Seg6via, 200 Segunda Guerra Ptinica, ver Guerras Pinicas

Segunda Guerra Samnitica, ver Guerras Samniticas

Sayano, 127

Seleucin, 246

Semitas, 256

Semo Sanco, templo de, 102 Senado (Romano), 20, 24, 34, 44, 118, 173, 193

Sêneca, 127, 201

O Ouartel dos Guardas, 161, 122, 162

Ouintiliano, 130, 201 Ouio, 236

Ouiosgue de Trajano, 262, 263 (uirinal, 98, 102, 128, 130, 182 Ouirino, templo de, 102 R

Serapiao, 157, 159, 241

Ser&pis, 40,262.

Serdpis, templo de, 157, 159, 272 Serdica, ver Sofia

Sergia, familia, 144 Serino, 179

Sertêrio, 201 Sérvio Tulio, 22, 24, 98, 102

Seplizonium, 132

Sétimo Severo, 21, 34, 44, 102, 182, 133, 162, 195, 204, 220, 221, 246, 266, 269, 275, 276, 276

Severos, imperadores, 44, 132, 165, 299, 244,

Museu Nacional Romano, 137

Persas, 21, 261

Rnetin, ver Rétia

246, 266, 271 Sevilha, 206

Mylasa, 236

Pertinax, 21

Ratiaria, ver Arcar

Sulfcia, 28, 190

N

Petrênio Arbitro, Caio, 127, 265

Musio, Cneu, 211

Nabateus, 194

Napoca, 226

Napoles, 126, 170 Narbo Martius, ver Narbonne Nemausus, ver Nimes Nero, 21, 36, 36, 37, 37, 59, B7, 96, 127, 128,

286

Pérsia, 248

Petra, 194, 195, 263

Pevensey, 218 Philadelphia, ver Ama Philipolis, ver Plovdiv Philippopolis, 254 Piacenza, 148

Piazza Armerina, 66

Pidna, 28, 232.

WERE,

Numancia, 28, 205 Numidia, 190, 195, 270, 272

ea

Numa, Pompilio, 22

Ramsés IT, 68

Regensburg, 224

Ravena, 21 Rea Silvia, 22 Reculver, 218 Regia, 120, 127.

Regillo, lago, 26, 108 Regulbjium, ver Reculver

Remo, 19, 22,20

Retia, 193, 224

EER FEE

Marselha, 209, 214 Marte, 22, 26

Plinio, o Jovem, 176 Plinio, o Velho, 84, 87, 107, 128, 159, 175, 176, 218, 224 Plovdiv, 227, 250

Nubia, 263

Wa

Marrocos, 264, 269

Praga Oval (Férum de Gerasa), 257

Ta” EA”

Mar Vermelho, 84, 87, 263

Rêmulo, 19, 20, 22, 26, 223

Praca de Ouro, 159

Wat

Mar Negro, 224, 226

Pola, 144d

Praga das Corporacêes, 165

Noricum, ver Nêrico Noviodunum, ver Isaccea

Marcelo, teatro de, 78, 120 Marcial, 59, 60, 130, 201

Marco Aurélio, 21, 39, 41, 115, 269 Marco Furio Camilo, 25 Marco Pêércio Cat&o, 107, 114 Marco Terêncio Varrio, 22 Marco Tulio Cicero, 20, 30, 31, 32, 33, 58, 118 Mar do Norte, 209, 211 Mario, Caio, 20, 30, 30, 31, 92, 146, 209 Marmorata, 236 Mar Morto, 249

Plauto, 76, 114

NGrico, 193, 195, 224

Maratona, 234 Marcelo, 118, 162

Plutarco de Oueronfia, 130

Pisêo, Luicio Calptimnio, 169

Tu"

Nisibis, ver Nusaibin Noreia, ver Neumark Norfolk, 220, 221

Magêncio, 35, 55, 105, 17, 132 Mancha, canal da, 218

Marco Antênio, 21, 30, 32, 33, 33,24, 212, 232, 261, 263

Pirro, 20, 26, 28 Pisanella, 180

Nimes, 208, 212, 212,213

Maia, ver Bowness Mnison Carrée, 212, 212

Marciana e Matidia, templo de, 130

Piripinus, 69

Nilo, 147

Moguncia, 92

Roma, 8, 14, 15, 19, 20, 21, 22, 22, 24, 24, 25, 26, 26,28, 31, 34, 34, 36, 37, 38, 39, d1, 45, 54, 55, 56, 58, 59, 59, 60, 60, 61, 62, 64, 64, 67, 69, 69, 71, 76, 78, 90, 95, 98, 98, 101, 102, 102, 103, 107, 11, 111, 14, 115, 118, 120, 127, 127, 128, 128, 130, 132, 133, 137, 137, 138, 138, 141, 144, 146, 148, 154, 160, 160, 162, 165, 166, 170, 170, 173, 174, 190, 195, 199, 201, 202, 209, 210, 221, 222, 224, 225, 226, 227, 232, 234, 236, 246, 258, 261, 262, 264, 267, 269, 2/2, 2/5 Romanos, 20, 24, 26, 28, 28, 56, 60, 61, 62, 65, 71, 78, 84, 89, 92, 94, 95, 95, 102, 108, 111, 114, 141, 144, 146, 154, 159, 200, 201, 202, 210, 218, 224, 236, 241, 248, 248, 249, 253, 256, 263, 264

Wat Wa"

Mnagontiacum, ver Moguncia

Mnrciana Traiana Thamugadi, ver Timga d

Pirineus, 207

Nicopolis, 232

OE”

Magnésia, 236

Rédano, 209, 224

Rio Albarregas, 200

Vas

Magna Grécia, 148

Pireu, 232

Pincio, 120

Neumark, 224 Nevio, Cneu, 11

but Ty”

Neumagen, 227

Ribchester, 220 Reno, 32, 92, 209, 210, 211, 211,217, 4

bi”

Macedênios, 20, 28, 190, 226. 232 Macrino, 21, 269

Pietroasa, 224 Pinario Ceriale, 174

By

Nerva,21, 39, 39d. 192

mi

132, 232, 24, 241

TY

M

Shabba, 250 Siciao, 232.

is

Sila, Licio Cornélio, 20,30, 30, 31, 33, 148,

178,232, 234

Silanos, 166

Silchester, 218 Sileno, 185

Silures, 220, e ver Gales.

Singara 248

Singidunum, ver Belgra

Gracusar

1 59

sites, 275 sek,

sofië, 97 Golin, 225, 226

253, 262, 270, 271, 275

Vesta, templo de, 120, 145, 154

Termas do Férum, 165, 170

Tréveris, 54, 217

Termas de Santa B4rbara, 217 Termas Estabianas, 132

Termas Elenianas, 132

solway, 218, 222

Termas Suburbanas, 166, 170

sde Péêrgamo, 159

Termas

228

Urbanas, 166

Terracina, 154, 165

Tertuliano, 132, 266

stanegate, 222

Tessêlia, 157

Stara Zagora, 227

Turim, 148

Turguia, 193, 244

Tisculo, 144

Tyne, 218, 222 U

Teutatis, 209

Ubios, 210

Timgad, 265, 270, 271

Tirreno, 162

Tito, 21, 37, 37, 107, 128, 195, 248

Trécia, 195, 224, 226 Trêcios, 226

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ET

N

Fe af

1

Vitélio, 21

Vitrivio, 58, 120 Volscos, 26, 102

Volubilis, 239, 269

Vulca, 22, 25

Varo, Ouintilio, 154, 210

Y

Velia, 127

Yemila, 203

Vaticano, 127

Veneza, 4

Veneta (eguipe azul), 68

York, 216, 242

Vênus Capitolina, 141

Zabargad, 263

Vênus de Pompêia, 84

Zanzibar, 199

Vênus, templo de, 253

Vercasivelauno, 95

Vercingetêrix, 95, 209 Verona, 145, 148

Verulamium, 219

Vespasiano, 21, 37, 37, 102, 128, 248

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Zelotes, 249

Zen6bia, 261

Zeto, 108

Zeus, ver Jipiter

Zeus, santuArio de, 232, 256

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Valentiniano, 54

Virgtlio, 34, 122

Zama, 28, 28, 114

Tour Magne, 212

Termas de Agripa, 120

Vindolanda, ver Chesterholm

Vênus Gênetrix, templo de, 118, 130

Torre do Leproso, 150

Terêncio, 76, 114

Vila dos Papiros, 169, 169, 170 Viminacium, ver Kostolac

Touro Farmésio, 108

Torre de Pailleron, 150

Terceira Guerra Pinica, ver Guerras Pinicas

Vila dos Mistérios, 8, 180, 181, 185

Z

'Torre dos Ventos, 237

Teodésio, 21, 54, 54, 201, 253

Vila de Cicero, 79

Venta, 218 Vênus, 257

Torre de Strato, 258

Tempe, vale do, 157

Vienne, 209 Vila Adriana, 154, 155, 157, 158

Tito Livio, 34, 102, 120 Tivoli, 145, 154, 155

Tolomeus, 262

Tellus, 142

Viena, 225

Valentiniano II, 21,55

Tigre, 248

Teatro Maritimo, 155, 159

Victor, 69

Tibério, 14, 15, 21, 22, 36, 36, 92, 127, 128,131,

Tigelino, 36

Taunus, 211

Vibia Sabina, 130

Valente, 21, 54

j TAmisa, 220

Tarraco, ver Tarragona

Via Tiburtina-Valéria, 154, 157

Tibre, 20, 22, 22, 102, 107, 108, 118, 120, 127,

Tibur, ver Tivoli

|| Targuinio, o Soberbo, 20, 24, 98, 102, 127 | Targuinio Prisco, 20, 22, 22, 98, 102, 127

165

Visigodos, 55, 165

Tibulo, 34, 120

| 'Tarento, 20, 26, 111

Via Severiana,

V

j T&cito, 132, 176, 211, 220

Taranis, 209

Via Sacra, 128

Thugga, ver Dougga

132, 162, 204, 210, 214, 214, 236, 244

| Tapsos, 279

Via dos Curetes, 241

Vipsênio Agripa, 201

127, 130, 160, 160, 162, 165

| Tanit, 266

Via Biberaca, 98 Via da Abundaência, 180

Uzés, 209

Thysdrus, 265

| Tejo, 202

LIrbaniciani, 118

Veios, 20, 25d, 26

Thetford, 221

Thuburbo Mnaius, 265

| Tabularium, 118, 154

SE

Tunisia, 216, 265, 266, 280

Tespias, 232 Testaccio, 107, 202

The Grags, 222

T

||

Tulio Hostilio, 20, 22

Ulpiano, 132, 246 Umbros, 26

Szbny, 225

|

Tripolitania, 44, 275 Tropaeum Traiani, 226, 227

Teutêes, 31, 208 Thamugadi, ver Timgad

szombathely, 225

|

Via Apia, 128, 132 Via Arcadiana, 241

U4di Lebda, 275, 276

Synnada, 236

N

Triade Capitolina, templo da, 214 Trimalcion, 84

Tétis, 250

Guene, ver Assua

Ts

Vestivio, 37, 128, 146, 166, 169, 173, 174

Sufëtula, 196

Gura, Licio Licinio, 204 Guweida, 194, 250

Vesta, 103

Trastevere, 78, 118, 120

Tesouro de Sao Marcos, d4

Guffolk, 225

|

195, 201, 202, 204, 226, 226, 237, 234, 241, 246,

sublicio, ponte, 102

Gyburana, regiao, 107 Gyetonio, 128, 132, 138

|

Termas de Domiciano, 130 Termas de Netuno, 162 Termas de Nero, 120, 127

skutari, 226 onettisham, 220

i

Vespasiano, templo de, 179

Termas do Campo de Marte, 132

siscia, Ver Sisak

spalatum, ver Split

Trajano, 21, 39, 39, 115, 118, 120, 127, 130, 160,

Termas de Diocleciano, 136, 137

aria, 14 28, 190, 195, 195, 199, 226, 250, 261

Split, 21, 226, 228,

Termas de Caracala, 108, 132, 133, 137

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T

POTE.”

287

R GFERÊNCIAS FOTOGRAFICAS Antonio Attini— Arguivo White Star: pp. 146-147, 147 alto, 194, 195, 196, 197, 198-199, 199 abaixo, 200 alte, 201, 202203, 203 alto, , 2(H, 205, 206, 207, 208, 209, 210,211, 212

Jean Paul Garcin — Diaf: pp. 255, 268 alto, 274.

Museu Argueolêgico, Aosta: p. 152.

Cesare Gerolimetto: pp. 147 abaixo, 228, 262 centro e abaixo.

Museu Argueolêgico, Delfos: p. 236 alto.

241, 242-243, 24, 245, 245, 245, 246, 247, 248, 249, 250, 251, 252 alto, 256, 257, 262 alto, 269 abaixo, 272, 273, 284, 285, 286-287.

Giraudon — Arguivo Alinari: p. 17.

Museu Argueolêgico, Florenga: p. 40 alto.

Johanna Huber — SIE: pp. 262, 263.

Marcello Bertinetti— Ardguivo White Star: PP. 55 alte, 105

Arguivo IGDA: pp. 46 alto, 94 abaixo, 152 alto.

Museu Argueolêgico Nacional, Madri: pp. 70 alto, 71, 72-73, 73.

abaixo, 213, 216, 217, 218, 219, 232, 233, 237, 238, 239, 240,

alto direita, 123 abaixo esguerda, 252-253, 253 abaixo, 263,

Jurgen Liepe: p. 266 abaixo direita.

Museu Argueol6gico Nacional, Tarento: p. 75 esguerda.

Marcello Bertinetti — Arguivo White Star “Concessione “M.A. N” 316 de 18-08-1995; pp. 128-129, 128 abaixo, 128 alto, 130 alto, 138-138-139, 156-157, 157 alto, 158, 158 alto,

René Monjoie: pp. 67 centro esguerda, 152-153, 153 abaixo.

Museu Argueolêgico, Nimes: p. 216 abaixo.

Photo Nimatallah — Ag. Luisa Ricciarini: pp, 16 abaixo, 44

Museu Civico de La Rocca, Riva del Garda: p. 67 alto

162-163, 163 alto.

Marcello Bertinetti — Arguivo White Star “Concessione

SMA N 325 de 01-09-1995”: pp. 2-3, 18-19, 88-99, 100 alto

centro, 101, 123 abaixo direita, 130 abaixo, 131,134-135.

Massimo Borchi — Arguivo White Star: pp. 222 abaixo,

226-227.

Luciano Ramires — Arguivo White Star: pp. 212-213.

Giulio Veggi— Arguivo White Star: pp. 35 direita; 67 alto esguerda, 9 abaixo, 100 abaixo, 104, 104-105, 105 alto

esguerda, 114-115, 116, 116, 117, 118, 118, 120, 121, 122 abaixo, 122-123, 129 abaixo, 130 centro abaixo, 135 abaixo, 138 alto, 139, 164, 165, 168, 172, 173, 174, 173, 174, 175, 221

alto direita, 230, 266 alto.

AKG Photo: pp. 220, 221 alto esguerda, 221 abaixo. R. Bouguet — Diaf: p. 266 abaixo esguerda.

abaixo, 62 alto, 63 centro esguerda; 63 centro direita, 63 abaixo, 67 centro direita.

Museu do Louvre, Paris: pp. 93, 267, 268 abaixo

Photo R. N. M:: p. 268 abaixo, Ag. Luisa Ricciarini: pp. 62 abaixo esguerda; 64, 75 abaixo esguerda.

Rossenbach — Zefa: p. 221 centro.

Museu Argueolêgico, Palmira: p. 265 alto.

Arguivo Scala: pp. 10-11,22 abaixo, 24 esguerda, 24 abaixo

direita; 26 esguerda, 26 centro direita; 26 direita, 38, 40 alto,

41 alto, 42, 46, 47 47 47 alto e centro: 58, 60 abaixo, 68, 78

alto, 152 abaixo.

Stephen Coyne — Bruce Coleman: p. 250 abaixo.

Emilio F. Simion — Milao — Ag. Luisa Ricciarini: p. 41

Museu de Villa Giulia, Roma: pp. 22 abaixo, 23, 24 alto, 24 Museu Egipcio, Cairo: p. 266 abaixo esguerda.

Museu Gregoriano Profano, Cidade do Vaticano: pp. 58, 60 abaixo.

centro abaixo.

Museu Nacional Argueolêgico, Nêapoles: pp. 8, 26 centro, 39,

Foto Ubu — Ag. Luisa Ricciarini: pp. 176-177,178-179.

67 abaixo, 75, 76, 78-79, B2-8B3, *67 centro direita: 78 alto, 110,

MUSEUS E COLECOES DE ARTE

Museu Nacional Argueolêgico, Veneza: pp. 26 centro direita,

151, 170, 171, 176-177, 178-179, 178, 180, 181, 188-189. 41 alto

Antiguarium del Foro, Roma: p. 23 abaixo direita.

direita, 63 alto, 63 abaixo, 66, 67 abaixo, 66, 67 abaixo, 75

Biblioteca Nacional, Paris, pp 1, 17, 35 centro esguerda, 37, 40) abaixo, 43, 49, 50, 66, 84, 85, 96, 111, 140, 141, 143, 159

abaixo, 92 alto, 96 alto, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 133 abaixo, 140, 141, 142, 143, 144-145, 150, 151, 159 abaixo, 170, 171, 180, 181, 192-193

Museu Argueolêgico, Susa: pp. 270 alto, 270-271. abaixo esguerda; 25, 38.

centro, 35 direita, 35 centro esguerda, 35 centro, 45 centro

abaixo direita, 76 centro e abaixo; 78 abaixo, 78-79, B2-83, 84, B5, BY alto, 89 centro alto, 89 centro abaixa, 92 alto, 9

esguerda, 64 alto, 70 abaixo.

Museu Argueolêgico Hama: p. 254 esguerda.

Alberto Siliotti- Arguivo Image Service: p. 202 abaixo.

direita, 39, 40 abaixo, abaixo, 43 alto, 44 alto, 45, 46 abaixo, dB, 49, 50, 51, 54, 55 abaixo, 56-57, 58-59, 60-61, 62 abaixo

Museu da Civilizacao Romana, Roma: pp. 60 alto, 62 abaixo

Museu Roemer- Pelzaus: pp. 214 alto, 215 abaixo.

Bruce Coleman: pp. 200 abaixo, 223 alto.

Araldo De Luca - Roma: pp. 4-5, 9, 12-13, 14-15, 23, 25, 26

Museu do Bardo, Tunis, p. 270 abaixo

Zev Radovan: pp. 47 abaixo, 252 centro e abaixo.

P. G. Sclarandis - SIE: pp. 198 abaixo, 254, 255.

72,73, 76 alto, 92 abaixo, 93, 98, 148, 160-161, 169, 176, 178, 187, 188, 189, 189, 190-191, 229, 236, 264, 265, 267, 270, 271.

Museu dos Mosaicos, Shabba: p. 255

Andrea Pistolesi: pp. 22-223.

Museu Britanico: pp. 94 alto, 224, 225.

Giovanni Dagli Orti: pp. 6-7, 8, 20-21, 22 alto, 24 alto direita, 46, 43 abaixo, 60 alto, 67 alto esguerda, 70, 71,

esguerda.

Museu Nacional de Abruzzo,L.” Aguila: p. 62 alto.

Museu Britanico, Londres: pp 94 alto, 224, 225. Colecao numismatica particular F. Bourbon: p. 35 direita.

Museu Argueol6gico de Herculano: pp. 86, 87, 88, 89, 90, 91.

EM.R.: pp. 26 centro esguerda, 27.

Galeria Uffizzi, Florenga: pp. 63 alto esguerda, 63 centro.

Fotografica Foglia: pp. 86, 87, 88, 89 centro, 89 abaixo, 90, 91.

Museu de Israel, Jerusalêm: pp. 47 abaixo, 252 centro e abaixo.

Cesare Galli: pp. 266 centro, 276, 277, 278, 279, 280, 281.

Kunsthistorisches Museum, Viena: pp. 16, 44 abaixo, 46 alto

pp. 92, 229 abaixo.

Museu Nacional de Arte Romana, Mérida: p. 205 abaixo. Museu Nacional Romano, Roma: pp. 12-13, 22 alto, 26

esguerda, 36, 58-59, 63 abaixo, 76 acima, 98, 112, 113, 142-143, 192-193.

Museu Pio Clementino, Cidade do Vaticano: pp. 26 direita, 41,

45, 108-109, 109

Landesmuseum, Mogtincia: p. 9 abaixo.

Museu Prenestino Barberiniano, Palestrina: p. 48 Museu Argueolêgico, Suweida: pp. 198 abaixo, 254 direita. Museus do Vaticano, Ala nova, Cidade do Vaticano: p.9.

Museus Capitolinos, Roma: pp. 20-21, 43 abaixo, 47 alto direita; 47 acima esguerda; 150, 160-161, 292.

288. Jiipiter Otmo MAximo era a divindade suprema do panteio romano, senhor do céu, da luz do dia, do trovao e do ratio; em Roma, era consagrado a ele o grande templo erguido no cume do Capitêlio,

Museu Nacional de Histêria da Republica Romena, Bucareste:

Museu Roemer-Pelzaeus, Hildesheim: pp. 214, 215.

;

dia

268-269.

Grandes civilizacées do passado TE d PR dale adea rd] !

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